domingo, 25 de setembro de 2016

A Igreja da Cocheira

“E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem” (Lc 2,7).

Em uma noite estrelada, 24 de setembro de 2016, em uma terra ao pé da montanha, vi-me um pouco assustado, ansioso sem saber como chegar ao meu destino. Era muita escuridão, muito silêncio e muita expectação. De repente, mais que de repente, vi a primeira luz. Era de uma pequena Igreja, onde as pessoas estavam começando a se reunir para a adoração a Deus. Elas eram pessoas simples, do campo, preparadas para o culto. Dirigi-me a elas em busca de informações, não perguntando mais nada, limitando junto com minha esposa e sua amiga, participar daquele culto. Houve coral, leitura da Bíblia, pregador. A surpresa, a emoção e as lágrimas foram mais fortes e me permitiram, ao final, pensar na semelhança com a noite de Jesus em Belém. 

Nosso Senhor veio ao mundo numa manjedoura entre um boi e um burro, para nos ensinar a amar a pobreza e não a riqueza. Para nos ensinar que Ele nos amou tanto que quis sofrer pobreza e morte por nós. Veio a nós numa cocheira, entre um boi e um burro porque fora escrito pelo profeta Isaías: "Conhecerá o boi o seu dono e o burro conhecerá o presépio de seu Senhor” (Is. I, 3). Jesus nasceu numa cocheira de animais porque nela os animais deixam no chão suas imundícies e comem no coxo. Entre um boi e um burro. Símbolo da Igreja.

Jesus nasceu mesmo num lugar humilde, provavelmente numa cocheira, e seu primeiro berço foi uma manjedoura. Por que? Porque não havia lugar para Ele em nenhuma estalagem (Lucas 2:6). Na maioria dos corações das pessoas hoje ainda está escrito "NÃO HÁ VAGA" para Jesus. E no seu? 

Jesus nasceu numa cocheira e foi reverenciado por gente vinda de lugares distantes. O nascimento de Jesus nos corações humanos é um dos grandes e mais belos momentos de nossa história. A manjedoura é um exemplo de simplicidade e humildade. É uma lição para nós humanos, cegos num mundo materialista e de acúmulo. A riqueza reside no coração, não nos palácios.

As cocheiras para os cavalos, têm todas elas, mesmo quando limpas, muita serragem, restos de estrume, algumas moscas e cheiro de urina dos animais. O coxo onde os cavalos comem (coxo=manjedoura) é uma caixa úmida, com restos de ração e também limbo da boca dos animais, por mais que sempre lavem e escovem.

Vemos “presépios” decorativos de natal, todos iluminados, coloridos, com pedras e cristais ornamentais e outros fru-frus, quando na verdade, esta palavra “presépio”, ou “estrebaria”, ou “cavalariça”, ou “curral”, não se refere a outra coisa senão uma cocheira!

Uma cocheira de 2000 anos atrás, numa das regiões mais pobres do mundo, localizada às vizinhanças de um deserto. Uma gestante, sentindo dores de parto, foi instalada numa dessas cocheiras e ali deu à luz a um bebê, que sem nenhuma outra possibilidade, foi embalado em alguns poucos panos limpos e deitado no coxo para que a mãe pudesse descansar por alguns instantes. 

Imagino o cheiro de líquido amniótico misturado ao cheiro de urina dos cavalos… É uma condição inferior ao que se pode chamar de sub-humano…

Mas aquele frágil bebezinho que ali repousava numa dessas cocheiras imundas, com tamanho olor, moscas, calor, serragem, poeira e desconforto, era simplesmente Deus.

Esta Igreja, pobre e humilde, não brilha com sua própria luz, mas com a luz de Cristo! Uma Igreja pobre, que não tem outras riquezas. Sua grande virtude deve ser não brilhar como luz própria, mas brilhar com a luz que vem de seu Esposo.

“Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos” (2 Cor 8,9). 

Pobre, pequeno, nascido em uma cocheira, não representava nenhuma barreira para a aproximação. Ninguém teria receio de chegar a um estábulo. Ele estaria facilmente ao alcance tanto de pobres como de ricos. Identifica-se com a sorte humana na sua condição mais baixa, a morte de cruz. Desceu até nós a fim de restaurar o que o primeiro homem perdera no Paraíso pelo pecado e a rejeição de Deus. É dessa forma que o Homem das Dores Se identifica com o sofrimento humano e reergue a humanidade até a condição de filhos de Deus.
O Pastor Helder Alencar, da cidade de Gonçalves MG. Bairro Lambari, deixou sua vida palaciana, para assistir aos irmãos junto a uma cocheira, formando a Igreja Assembleia de Deus Raposo Tavares.



sábado, 24 de setembro de 2016

A Parábola da Figueira Estéril

"Naquela mesma ocasião, chegando alguns, falavam a Jesus a respeito dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios que os mesmos realizavam.Ele, porém, lhes disse: Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas?Não eram eu vo-lo afirmo; se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis. Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém?Não eram eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis. Então, Jesus proferiu a seguinte parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não achou. Pelo que disse ao viticultor: Há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não acho; podes cortá-la; para que está ela ainda ocupando inutilmente a terra? Ele, porém, respondeu: Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e lhe ponha estrume. Se vier a dar fruto, bem está; se não, mandarás cortá-la".

1.A figueira é símbolo de Israel, da igreja "religiosa" ou do cristão "nominal".
2.O Viticultor é símbolo de "Jesus Cristo", que vai aparecer com diversas funções na parábola.
3.Os frutos ausentes são a "falta de arrependimento" de Israel e o seu não reconhecimento de Jesus como o "Messias", o Rei de Israel.
4.O tempo pedido é símbolo da "longanimidade, graça e paciência de Deus em Cristo" para com seu povo no exercício do Seu ministério terreno.Jo 1:9-11 Ali estava à luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo, estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
5.O corte é símbolo do juízo de Deus e da destruição de Israel profetizada por Jesus através de Tito no ano 70 d.C. (Lc 21:20-24).
6.A base do ensino parabólico: a parábola ensina uma perspectiva "doutrinaria e escatológica".
7.Versículo-chave: (v.5) este versículo constrói a ponte hermenêutica, e nos serve como ponto de contacto para a aplicação aos ouvintes.

I.O Principio Histórico da Parábola (ant: Josefo 17-18).
-Alguns vieram a Jesus e lhe relataram a tris­te história, que Josefo amplia, de alguns galileus impetuosos que fo­ram mortos por Pilatos, o qual mis­turou o seu sangue com os sacrifíci­os que foram oferecidos. Jesus percebeu os sinais de um espírito de autocomplacência naque­les que falavam com ele, e que se comportavam com atitude farisaica. Se aqueles galileus foram ceifados por morte repentina, certamente o fato dos que se consideravam dignos do favor de Deus terem escapado, levava à conclusão que terem sido preservados da morte era um sinal de que Deus os aprovava de forma especial. Estavam cegos para com­preender que uma calamidade em particular não mede e nem prova a culpa específica dos que a sofrem. Note como Jesus replicou a isso: "Pensais vós que esses galileus fo­ram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coi­sas?" Se aqueles com quem ele fala­va imaginavam que tal julgamento rápido era evidência de pecados fla­grantes, deveriam também perceber que estavam completamente enga­nados com relação à providência de Deus e à vida: "Não, vos digo! Antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis".

-Quando Jesus disse àquelas pes­soas que, a menos que se arrepen­dessem, de igual modo pereceriam, quis dizer que morreriam da mesma maneira trágica, como os galileus.
Trench faz esta colocação: "A amea­ça é que eles literalmente perecerão da mesma forma. Certamente, a se­melhança entre essas duas calami­dades, aqui apresentadas, e a des­truição definitiva que surpreendeu os rebeldes judeus, que se recusaram a obedecer à ordem do Senhor e se arrependerem, foi casual. Assim como a Torre de Siloé caiu e esma­gou dezoito dos moradores de Jerusalém, também multidões de habi­tantes dessa cidade foram esma­gadas debaixo das ruínas de seu tem­plo e de sua cidade; e durante o últi­mo sítio e assalto a Jerusalém, tam­bém houve um número deles que fo­ram atravessados pelos dardos ro­manos e, pior ainda, pelas armas de suas próprias facções fanáticas, nos pátios do templo, durante a própria preparação dos sacrifícios, de tal for­ma, que o seu sangue, como o daque­les galileus, foi literalmente mistu­rado com o dos sacrifícios: sangue com sangue".
-Depois de fazer tal advertência, Jesus usou a pará­bola para ampliar o alcance de seu chamado a um arrependimento na­cional, a fim de acrescentar algo àquela advertência e torná-la ainda mais precisa e explícita.

·Uma lição espiritual muito significativa para todos os judeusEm vez deles se preocuparem com os outros, deviam primeiro preocupar-se consigo mesmos.Era como Jesus estivesse dizendo: preocupem-se em produzir frutos para Deus, antes que uma calamidade venha sobre vocês também. A tolerância de Deus tem limites... Mudem de vida urgentemente; mudem de estilo; mudem de atitude; mudem de mentalidade; senão... De igual modo perecereis... Um dia acabaria a tolerância de Deus para com Israel, passando Ele a exercer Juízo sobre a Nação.

II.A intolerância de Deus para com os judeus improdutivos se dá pelo fato de que:
a.A figueira não foi plantada em qualquer lugar, mas deliberadamente dentro da vinha, ela não foi plantada em lugar errado.

O projeto do proprietário estava perfeito. Esse certo homem, a que Jesus aludiu, plantou uma figueira em sua vi­nha, e ela poderia ter tirado do solo desse homem tudo o que precisas­se para produzir fruto. A figueira fora plantada. Não era uma plan­ta estranha e proibida, semeada na vinha (Dt 22:9). Fora deliberadamente plantada onde não ti­nha direito, e crescera no canto onde o solo era mais favorável. O proprietário desejava aquela árvo­re em particular; fora adaptada conforme a sua própria natureza para produzir figos; e ele planeja­ra a sua localização numa área pro­tegida da vinha onde seria cuida­da. Portanto a linguagem é exata. A figueira fora plantada dentro da vinha, numa posição extremamen­te favorável, num ato deliberado de seu dono, para que finalmente ele pudesse saborear de seu fruto.

A chave da parábola nos é fornecida por sua circunstância. O privilégio peculiar da figueira ilus­trava a nação judaica (Is 5:1-7); e a vinha, que encerrava dentro de si aquele privilégio, simbolizava a na­ção separada de todas as outras, e honrada por Deus, de forma especi­al, com a luz de uma revelação sobre­natural através dos profetas e de to­das as influências de uma graça so­brenatural.

-A. B. Bruce aponta para o fato de que uma videira é o emble­ma mais encantador para a vida da nação judaica que uma figueira, e Jesus empregou o símbolo da figuei­ra com o propósito de rebaixar o or­gulho de seus ouvintes. No entanto toda a estrutura da parábola sugere o privilégio especial de Israel, como o povo escolhido de Deus.

-Deus havia plantado os judeus numa terra que manava leite e mel, ou seja, Ele fez dos judeus um povo plantado em terra boa, numa terra produtiva, em um local que eles podiam crescer e produzir espiritualmente para Deus. E tiveram tudo para produzir, entretanto não o fizeram pela dureza de coração, e comportamento contumaz.
Somos hoje o Israel de Deus, a Igreja é a vinha de Deus, o melhor local que Deus poderia nos proporcionar para que pudéssemos produzir frutos para Sua glória e louvor.
-Pense nisso, você foi plantada (a) na igreja, na vinha de Deus, a vinha é o local onde Deus vai buscar frutos.Mais cedo ou mais tarde, Ele vem procurar nossos frutos.

b.A figueira (Israel) tinha que produzir frutos, mas acabou produzindo decepção para Deus.
-Ouça o lamento de Dono da Vinha: há três anos procuro fruto em ti e não acho...
-Deus como o proprietário da vinha espera encontrar frutos.Havia um objetivo que dominava a mente daquele "certo homem", quando ele plantou a sua figueira na vinha, que era o de colher o fruto no seu devido tempo. Depois de todo o cuidado, tempo e dinheiro que ele havia em­pregado em sua plantação, tinha todo o direito de esperar que produ­zisse o seu fruto.

-Por três anos se­guidos ele procurava os frutos ansi­osamente, mas a sua expectativa, que era natural e razoável, deu lu­gar à decepção. Por "três anos", não devemos entender, como querem al­guns escritores, que a figueira pro­duziu fruto três anos após sua plan­tação, e sim que o seu dono veio no primeiro ano, no segundo e no ter­ceiro, e todas às vezes ficou decepci­onado. "Três anos" sem fruto é pro­va de esterilidade. Três anos infru­tíferos em conseqüência de sua com­pleta esterilidade; daí a ordem ao viticultor: "Corta-a!"
-O solo era mui­to valioso para que fosse desperdi­çado com uma figueira infrutífera; portanto essa teria de perecer e ce­der espaço a outra árvore.
-Com todo o direito de esperar fru­to, a justa esperança do proprietá­rio não foi concretizada.

-Qual é a interpretação desses três anos de decepção e da ausência de frutos?

-Israel era a vinha divina pela qual Jesus se esforçou tanto durante os "três anos" de seu ministério terre­no. Durante todos aqueles anos Cris­to procurou, pela sua vida, por pa­rábola, por milagre e por palavras, tornar Israel frutífero. Agora nova­mente surgiam sinais promissores; mas, ao final, aconteceu a sua total rejeição pela nação que ele cultiva­ra. Mas quando Cristo retornar, a figueira florescerá, e ele não será de­cepcionado (Mt 24:32,33).
-Alguns es­critores interpretam os "três anos" como representando todo o curso da história de Israel. Agostinho consi­derava que eles representavam, res­pectivamente, a lei natural, a lei es­crita e a graça. Outro teólogo insi­nuava que esses "três anos" repre­sentavam Moisés, os profetas e Cris­to; ou então, a infância, o homem adulto e o idoso, referindo-se ao indi­víduo.

-Uma coisa é certa: Cristo veio na esperança de encontrar fruto produzido pelo seu próprio povo, e não o encontrou, porque eles haviam dei­xado de produzi-lo. Onde ele procu­rava santidade, encontrou corrupção; onde ansiava por ver reverência, en­controu desprezo. A figueira de Isra­el desejava satisfazer-se com todos os benefícios da luz, do sol e da chuva do privilégio divino, mas estava ex­tremamente sem vontade de produ­zir fruto para o seu dono. Por isso veio a ordem: "Corta-a!"

c.Há pessoas (como Israel) que desejam os privilégios, mas não querem os deveres.
-Tem pessoas que desejam está numa boa Igreja, principalmente hoje em dia, onde qualquer coisa que desagrada o "cliente do Evangelho" leva-o logo a mudar de vinha (denominação).
-Israel queria os privilégios do reino, mas não queriam os preceitos do reino.
-Israel queria a restauração de sua posição entre as cabeças das nações, mas não queria passar pela restauração de caráter.
-Israel queria ser o povo eleito, mas não queria fazer de sua eleição uma missão de produtividade divina.
-O poeta diz: Mas se ainda nos recusarmos a aten­der ao seu chamado E abusarmos de todo o seu maravi­lhoso amor, Breve ele tristemente voltar-nos-á as costas; Nossa oração será amarga por rejei­tar o perdão. Tarde demais, tarde demais, será o lamento, Após Jesus de Nazaré ter passado.
-Sabedor que o dono da vinha tinha toda razão para estar decep­cionado com a contínua esterilida­de da figueira, o viticultor, aquele que cuidava do vinhedo, pediu encarecidamente que a figueira fos­se preservada.
-Num ato de intercessão ele implorou: "Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque. Se der fruto, ficará! Se não, depois a mandarás cortar". Deixa-a este ano —Não sentimos "o pulsar de uma emoção intensa" nesse apelo? "Dê-me mais um ano", disse o viticultor, "para que eu detenha essa esterilidade contínua". Ele não pediu para que a árvore infrutífera continuasse a existir por tempo indefinido. Apenas solicitou por mais um ano em que adotaria as mais es­tritas medidas, para estimular aque­la árvore estéril a se tornar frutífe­ra. Se, com aquele tratamento, vies­se a dar fruto, o viticultor saberia que o dono permitiria com satisfação que permanecesse em sua posição privi­legiada; mas, se teimasse em ser improdutiva, então ele a abandona­ria ao seu destino merecido. Portan­to, foi solicitado um intervalo, um adiamento.

-No apelo com forma de intercessão do viticultor, temos uma ilustra­ção da relutância de Jesus em per­mitir que Israel se afastasse dele. Quando estava na cruz, ele orou pela nação infrutífera que O rejeitara: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem". Em resposta a essa ora­ção, Pedro e os demais apóstolos fo­ram enviados para oferecerem outra oportunidade de arrependimento.

- Habershon faz esta colocação: "O li­vro de Atos relata a história de 'mais um ano', não um ano literal, mas o 'ano aceitável do Senhor', concedido à figueira em resposta à oração do viticultor". Mas tal período de gra­ça, que fora ampliado, acabou, e não teve proveito algum; o que se seguiu foi que a nação judaica foi rejeitada.

d.Deus fez o máximo para ajudar Israel a produzir, mas a nação não fez nem o mínimo para manter-se de pé.
- A vinha e a figueira que estava plantada nela pertenciam ao Senhor; portanto, ele tinha o di­reito moral e absoluto de desejar os frutos e também o direito de punir com a destruição qualquer coisa que fosse estéril e inútil dentro da sua terra. E terrível a decisão que vem da parte do intercessor: "Corta-a". Se os homens desperdiçarem o dia da graça, até mesmo Jesus não pedirá por eles no dia seguinte, o do julga­mento. "Já não resta mais sacrifício pelos pecados".
- A ordem divina: corta-a foi exe­cutada no decreto de "destruição de Jerusalém e remoção dos judeus de seus privilégios como vinhedo, o que foi uma preparação, e assim aconte­ceu para dar lugar a chamado dos gentios". O golpe de justiça foi conti­do por algum tempo, pois o amor di­vino relutava em desferi-lo sobre os culpados. Talvez o povo tenha inter­pretado aquele intervalo como evi­dência de que o julgamento não viria sobre eles. "Visto que não se exe­cuta logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto à prática do mal" (Ec 8:11; 2Pe 3:3-10).
- Os que, deliberada e definitivamente, não se arrependem, são destruídos repen­tinamente, sem que haja cura (Pv 29:1). Para Israel, finalmente, o machado foi usado na raiz da árvo­re e essa foi abatida e lançada no fogo (a raiz, no entanto, permane­ceu intacta).

III.As Figuras de Jesus na Parábola.
·Ele é o Preservador da Vinha: ele é o vinhateiro (aquele que cuida da vinha) Diz Isaías 5: 4 que mais se podiam fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito?

·Ele é o Intercessor da Vinha: No diálogo dessa pequena pará­bola, podemos ver Jesus no papel de intercessor. O dono da vinha queria destruir a figueira, mas o viticultor orou para que permanecesse viva por mais um ano. Não devemos for­çar esse diálogo além da conta, para fazê-lo representar Deus como o dono cheio de ira, e Jesus pedindo-lhe para que se arrependa de sua raiva. Tanto o Pai como o Filho iram-se com relação ao pecado, e ambos, da mesma forma, estão cheios de amor pelo pecador. Portanto, o que o Filho pensava a respeito de Israel era também o que o Pai imaginava. Cristo é um intercessor que se im­porta com o homem e governa junto com Deus.

-O seu primeiro apelo é: poupe. No entanto, apesar de tão longânimo, Cristo concorda com o dono da vinha quanto ao cortar e derrubar a árvore, se a oferta de mais uma porção da graça for rejei­tada.
-O Filho jamais nega o direito do Pai de destruir. Ambos concordam em oferecer salvação ao pecador, e também em condená-lo, se ele final­mente recusar a oportunidade que lhe foi oferecida por preço de sangue. Ele roga ao dono em favor da figueira:Senhor deixa-o este ano... (v.8) Pai, perdoa-lhes... (Lc. 23:34) Jesus, diz a Bíblia, vive para interceder (Hb. 7:25).

·Ele é o Fertilizador da vinhaAté que eu a escave e a esterque...
Cavar é dar mais profundidade doutrinária, é está mais arraigado no firme fundamentoLc 6:47 - 7:1 Qualquer que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante.48 É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre rocha; e, vindo à enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre rocha.49 Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.
-Adubar é trazer mais estimulo para a vida cristã através dos exercícios espirituais, tais como a oração, da meditação na Palavra, do jejum que mata a carne e libera o espírito para ouvirmos melhor a voz do Eterno...Você tem buscado de Deus mais profundidade e fertilidade na sua vida espiritual, frutos dignos de arrependimento; (Mt 3:8).

·Ele é o Executor da Vinha: E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar (v.9). Ambos concordam, tanto o Vinhateiro como o Dono da vinha, que se ela não produzir será cortada... A punição é certa e precisa Deus realmente mandou cortar a vinha. ( No ano 70, Tito Vespasiano, destruiu Jerusalém, esmagando a revolta judaicaJerusalém foi destruída e meio milhão de judeus morreram e 100.000 foram escravizados. Os sobreviventes que abandonaram a Palestina vieram a engrossar as comunidades da diáspora (dispersão), e o judaísmo sobreviveu em torno das sinagogas. Tudo isso foi profetizado por Jesus Cristo em Mt 24).

-A condição para os Judeus ficarem na terra prometida era produzir, todavia se tornaram degenerados: Is 5:7 7 Porque a vinha do SENHOR dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; e esperou que exercessem juízo, e eis aqui opressão; justiça, e eis aqui clamor.
-A condição para permanecer não depende mais do Vinhateiro, mas do fruto produzido:Is 5:4-64 Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas?5 Agora, pois, vos farei saber o que eu hei de fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, para que sirva de pasto; derribarei a sua parede, para que seja pisada;6 e a tornarei em deserto; não será podada, nem cavada; mas crescerão nela sarças e espinheiros; e às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela.

-Como não produziram frutos e não obedeceram às ordenanças do Deus de Israel, o Juízo caiu sobre a nação: Mandarás cortar...Is 1:2-82 Ouvi, ó céus, e presta ouvidos, tu, ó terra, porque fala o SENHOR: Criei filhos e exaltei-os, mas eles prevaricaram contra mim.3 O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.4 Ai da nação pecadora, do povo carregado da iniqüidade da semente de malignos, dos filhos corruptores! Deixaram o SENHOR, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás.5 Porque seríeis ainda castigados, se mais vos rebelaríeis? Toda a cabeça está enferma, e todo o coração, fraco.6 Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres, não espremidas, nem ligadas, nem nenhuma delas amolecida com óleo.7 A vossa terra está assolada, e as vossas cidades, abrasadas pelo fogo; a vossa região, os estranhos a devoram em vossa presença; e está devastada, como em uma subversão de estranhos.8 E a filha de Sião se ficaram como a cabana na vinha, como a choupana no pepinal, como cidade sitiada.

-Corta-a! Esse foi o fim para Israel. Essa sentença foi justa, pois Israel, a despeito de seus privilégios, era uma figueira infrutífera, uma árvore improdutiva e inútil. Apenas atrapalhava, pois ocupava o espaço no solo onde outra com certeza teriam produzido fruto com abundância. Nessa parábola, há uma séria advertência para a Igreja, assim como para cada pessoa que se diz membro dela.
-Habershon diz: "A árvore estéril é uma advertência para um mundo infrutífero, para um pecador infrutífero, para uma igreja infrutífera, ou para um crente infrutífero".
-Esse é ainda o dia da graça e, por causa disso, os pecadores devem ser advertidos, apesar de, nesse momento, serem poupados da condenação. Também nesse ano a sentença ainda permanece sobre eles: Corta-a!
-À luz dessa parábola todos os que decididamente rejeitam as propostas da misericórdia divina serão cortados por atrapalharem e ocuparem inutilmente espaço no solo, e será terrível a condenação dos que estiverem sem Cristo!

-A intolerância e o desconforto de Deus para com os "cristãos nominais" improdutivos (judeus ou todos aqueles que se enquadram neste esboço) foram gerados porque Deus havia colocado Seu povo em um excelente local para produzir frutos, a terra da promessa. Mas não se houveram sabiamente para com os privilégios de Deus, antes, acharam-se merecedores dos favores de Deus, sem nunca sentirem a necessidade de um compromisso com Seus preceitos. Ao invés de produzirem frutos, trouxeram desprazer para Deus, a ponto de Deus lamentar os sentimentos malignos e invejosos dos judeus para com o Messias de Israel.

Implicações Conclusivas:
  • Israel não reconheceu Jesus como o Preservador, Intercessor, Fertilizador e também como o Executor da Figueira. Israel pesavam que os frutosdependiam de observarem normas legalistas e de dogmas humanos:
-Mc 7:6-9 Jesus, respondeu: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo (Israel) honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens.8 Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens, como o lavar dos jarros e dos copos, e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição.
  • O fruto não dependia de sacrifícios vazios, senão os Galileus teriam escapado com vida da chacina promovida por Pilatos.
-Davi, disse: Abre Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoarão o teu louvor. Porque te não comprazes em sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarásó Deus. Sl 51:15-17.
  • O Apostolo Paulo, disse:Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivermos no Espírito, andemos também no Espírito. Gl 5:22-25
  • O fruto não dependia de trabalhos forçados, senão os dezoito sobre os quais a torre caiu não os teriam matado... Paulo, disse:6 Mas, se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça.7 Pois quê? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram... Rm 11:6-7.
-Na verdade o fruto depende apenas de um arrependimento sincero, gerando o perdão dos pecados, que por sua vez gera comunhão com Deus, e faz com que o Espírito Santo seja insuflado no íntimo do ser humano para que esse possa produzir frutos para Deus por meio de Jesus Cristo.-Jo 15:1-10
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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Evangelizando os Evangélicos

Você sabe o que realmente significa dizer: 'Sou Evangélico!'?

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. João 8:32 e 36.

A verdadeira graça procede de Jesus, por isso não se precisa afirmar a graça ao lado de Cristo, pois sem Cristo não há graça. E graça é favor imerecido, ou seja, “é Deus dando e fazendo tudo a quem nada merece.” É o “cordeiro que foi imolado desde a fundação do mundo”, que é o precipitador e mantenedor de toda graça. É por isto que não podemos falar Cristo e a graça, porque sem Cristo não há graça. Também não podemos dizer só Cristo mais a fé, porque sem Cristo não há fé. Não podemos dizer só Cristo mais as Escrituras, porque as Escrituras concorrendo com Jesus esquizofreniza a mente, por isso o que nós precisamos é só de Jesus. As Escrituras Sagradas serão realmente entendidas verdadeiramente quando lida a partir do Verbo Encarnado. Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo. 2 João 1:7.

Quando esta conclusão entra em nosso coração, há uma revelação que simplifica o olhar na vida e também radicaliza até mesmo as essências de nossas decisões. Quando temos esta visão, perceberemos que não há mais barganhas a fazer e não precisaremos mais de conluios com o cristianismo. Irmãos, este “cristianismo” instituído nos ofereceu praticamente mais de 1700 anos de bruxaria desde o imperador Constantino e não parou com a reforma protestante. Por isso nós não podemos nem ficar com o lado protestante do cristianismo, que nada mais é do que uma versão grega, polida, e de um catolicismo que fez literalmente dieta. Isto fez com que trouxessem para o cristianismo vários pacotes de doutrinas e preceitos de homens. Marcos 7:7 E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.

Doutrinas e mandamentos de homens fazem com que o evangelho se torne aguado e com isto criam absolutos que relativizam a Verdade insofismável da Palavra de Deus. Por isso, o próprio protestantismo está sob juízo. E esse movimento que nós chamamos de evangélico, essa hidra, essa besta de muitas cabeças, tem tudo, menos o Evangelho. Hoje o que se anuncia é o anti-evangelho, aliás, é o outro “evangelho”. Paulo já havia nos advertido sobre este assunto. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Gálatas 1:8.

O que se anuncia hoje dentro das igrejas é pura macumba e o “deus” que está instaurado é mamon. O altar é aquele no qual as pessoas se ajoelham com expectativa de receber diante de Deus alguma benção, se puser grana e se participar das campanhas. Todas elas são baseadas na obsolescência do Antigo Testamento. Muitas delas são baseadas em Gideão, Sansão, Jefté, Davi, Abraão, na pancadaria, na maldição etc. Porque eles sabem que no Espírito do Novo Testamento não dá para sobreviver com isso que eles chamam “igreja”. Irmãos amados, precisamos definitivamente estar e permanecer casados com o Evangelho da graça de Deus. Porque fora do Evangelho só há barganhas. Hoje a preocupação dos “crentes” é tão somente com as coisas terrenas e não as celestiais. Qual será o fim disto? A resposta, infelizmente é a perdição. Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas. Filipenses 3:18-19.

Hoje os crentes estão se apresentando diante de Deus e da sociedade com uma carteira de identidade de boa conduta, que significa um purismo interior hipócrita. Eles são puros sim, mas puros aos seus próprios olhos, mas não são puros diante do Senhor da glória. Eles nunca foram puros, mas se consideram puros. Que tragédia! Há daqueles que são puros aos próprios olhos e que jamais foram lavados da sua imundícia. Provérbios 30:12.

Não há barganhas a fazer com o cristianismo, com sua hiper valorização ideológica, política, com seu culto aos bens, ao poder, ao status. A grande maioria está anunciando de modo politicamente correto o evangelho, mas desses púlpitos de oráculos magificados pela superstição e pela paganidade da religião de infantes perdidos. O que tem se pregado hoje não é o evangelho, mas uma mistura de doutrinas estranhas que sufocam as pessoas. Não creio que seja evangelho o que se diz com nome de evangelho. Também não creio que se esteja pregando a Jesus, quando se fala o nome de Jesus. Irmãos não podemos nos deixar confundir por nenhuma dessas coisas, porque se o conteúdo não for exclusivamente do evangelho, podem banhar o “cristo” de purpurina, pois a esse “cristo” diremos: “Arreda em Nome de Jesus. O fundamento da igreja é Cristo Jesus o Senhor e não há outro. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; 1 Coríntios 3:11 e Efésios 2:20.

Portanto, se vier qualquer outro evangelho, vestido de qualquer coisa, mesmo que chegue até nós cheios de terminologias que já conhecemos, mas se negar o fundamento e a essência da graça de Deus de que já está tudo feito, pago, realizado, consumado por Jesus, não é o evangelho. O apóstolo Paulo reitera em Gálatas 1:9 Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.

Sob a recomendação de Paulo eu afirmo em Nome de Jesus que, o que se instituiu a nossa volta é anátema, é abominação. E quem quiser andar em conluio com isso, saiba, está caminhando de mãos dadas com a pior feitiçaria já inventada na terra. Tudo isso está sendo praticado blasfemamente em nome de Jesus e provoca essa grande fraude em nome do evangelho. Eles tornaram o termo igreja em algo que define um agrupamento de assaltados pelos assaltantes mais sofisticados, venais e calhordas que já surgiram na história humana. O “povo de Deus” está achando que basta cultuar a Bíblia, carregar o livro, dizer que são homens da palavra, porque carregam esse livrão que nada mais é do que um “best seller” que endinheira organizações que vivem da venda do produto sem a preocupação da absorção do conteúdo. É por isso que muitos vão para o inferno com a Bíblia e sem Jesus no coração. E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. Marcos 16:15-16.

O adágio popular diz que “uma andorinha só não faz verão”, mas quando o verão chega até as andorinhas acovardadas tem que voar, porque fica quente demais. Portanto, cada um de nós tem que decidir, ou ficamos com o caminho do clube social, ou ficamos com o caminho do Caminho. Muitos efetivamente preferem lamber e beijar o engano da religião, mas graças ao Senhor, há aqueles que já cuspiram esta maldade e estão comendo Pão da vida. Eles estão seguindo o Cordeiro por onde quer que Ele vá. Estes irão aceitar se alimentar daquilo que é puro e simplesmente Jesus. Aquilo que não é Jesus provoca uma indigestão eterna no coração. Por isso digo que reforma só acontece em templo e não em igreja. Irmãos, somos do Senhor, fomos comprador por Ele. Jesus morreu, nós morremos nEle, para sermos eternamente dEle. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. 2 Coríntios 5:15. Amém. Claudio Morandi

domingo, 18 de setembro de 2016

O Eucalipto e o Cristão

“E, se for santa a raiz, também os ramos o serão.” (Rm 11,16)

Um eucalipto morto na beira da estrada. Estávamos indo dirigir um culto em uma comunidade de nosso ministério, juntamente com nossa equipe de evangelismo, quando na beira da estrada percebo um eucalipto de mais de sete metros de altura, muito robusto, porém; sem folhas, sem galhos, muito seco e literalmente sem vida. Rodeado de uma vegetação verde e viçosa, esta árvore, ou melhor, este tronco; se destacava devido seu tamanho de modo imponente, porém, morto.

Fiquei curioso. Como pôde uma árvore daquele tamanho e porte morrer? - Foi a minha indagação. Comentei com os companheiros de viagem: - A árvore morreu, porque a raiz dela está morta! Pois o que sustenta uma árvore é a raiz. No entanto, a grande questão era, o que teria matado a sua raiz? Nesse ínterim, o irmão Alexandre respondeu: “O que matou a raiz da árvore foram formigueiros, pastor. Elas fazem suas casas junto as árvores cujas raízes a seiva é doce”. De fato constatamos que em torno dela haviam vários formigueiros e que internamente na base do tronco havia uma comunidade de cupins. 

Ao mesmo tempo que é impressionante, é também assustador. A vida de uma árvore imensa e robusta pode se ceifada de modo lento e sutil por pequenos insetos. Quando compreendi isto, entendi também por que dentro da igreja do Senhor Jesus tem pessoas que estão morrendo, e outras encontram-se literalmente mortas espiritualmente. 

A ação dos formigueiros mina a vitalidade da árvore. Paralelamente o mesmo ocorre no mundo espiritual. Satanás instala em torno das pessoas formigueiros que acabam culminando em sua morte espiritual. Tornando sua vida, seca, sem folhas, sem galhos, sem fruto.

À semelhança do eucalipto cercado pela vegetação, o crente morto espiritualmente fica dentro da igreja cercado pelos outros, porém, inativo, improdutivo, sem vida, sem alegria, sem fruto. Porque? Porque Satanás matou suas raízes. Drenou toda a seiva doce que o alimentava e sustentava.

Se você podar uma árvore, ela não morre conquanto suas raízes permaneçam. Mas se você cortá-las, sim, ela morrerá! Daí o ditado popular que diz que o mal deve ser cortado pela raiz. NAO HÁ VIDA DURADOURA SEPARADA DA RAIZ! A única pessoa neste mundo que tem a seiva doce é o crente! Satanás para matá-lo, inocula no seu coração pequenos formigueiros; estes depois de terem drenado toda a seiva de suas raízes espirituais, deixa-o pronto para servir de morada para os cupins (demônios).

Cupins não comem raízes, nem seiva; só madeira seca. Da mesma maneira , são os demônios, para viverem precisam de uma habitação humana para se hospedarem. (Marcos 5: 9) A seiva que alimenta a fé do crente é a palavra de Deus, que à semelhança do sangue que corre nas veias do corpo, circula nas veias da fé. “A fé vem pelo ouvir e o ouvir a palavra de Deus. “ (Rm 10:17) 

A fé na palavra de Deus é o ingrediente principal para que o homem obtenha salvação de sua alma, no entanto, “o homem, não vive só de pão, mas de toda a palavra de Deus”, ela é a espada do Espírito, a materialização do que se declara; assim, sem a palavra de Deus percorrendo o coração do homem, ele está drenado da fé. (Hebreus 11:6)

O Senhor Jesus ilustrou que o corpo do homem pecador precisa ser liberto da ação dos demônios, e que quando este “espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, procurando repouso; e, não o achando, diz: Voltarei para minha casa, donde saí.” (Lucas 11:24). “E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro.Assim também acontecerá a esta geração perversa.” (Mateus 12:44,45)

O corpo e o coração do homem é a casa de Satanás. Tanto corpo quanto coração precisam estar purificados, consagrados e cheios da palavra de Deus. O perigo da casa vazia se encontra na possibilidade dela ser habitada por demônios; o que culminará na sua destruição. 

Um dia o eucalipto cairá. O homem também que tem seu coração frequentado pelo mau, mais cedo ou mais tarde irá cair. ... Morto. Muitos cristãos estão morrendo, porque têm tido a seiva das suas raízes drenadas por dois fortes formigueiros: os quais; Uma vida cristã de aparências. O galho que se desliga da árvore durante uma tempestade pode florir brevemente e pode dar ao transeunte despreocupado a impressão de que é um ramo saudável e frutífero,mas não demorará, morrerá tanto o galho quanto o fruto, pois o ramo seca e morre. Este eucalipto durante um período provavelmente, mesmo a caminho da morte floresceu, mas não durou muito e morreu. Muita coisa que passa pela vida do cristão na atualidade se assemelha ao brilhante esforço do ramo quebrado para produzir fruto na estação própria, e não passa de nada mais e nada menos do que uma breve aparência de vitalidade.

Por isso a bíblia diz: “O meu povo perece por que lhes falta conhecimento.” (Oséias 4:6) 2) Despreocupação para com a raiz verdadeira; não há vida fora da raiz. não obstante, é possível haver enxerto de raízes diferentes da verdadeira que durante um bom tempo poderá alimentar a árvore.

O grande mal do cristão de agora é a negligencia para com a verdadeira raiz que geralmente fica fora de vista. Raiz da verdadeira vida espiritual, que é Jesus, o autor e consumador da fé, tende a passar despercebido. Assim, a fé vai sendo nivelada pelas experiências, pelos resultados imediatos, pela busca do sucesso, da prosperidade, enfim por tudo que possa dar certo.

Porque, neste contexto, fé é aquela que traz resultados imediatos. Ainda que não se saiba de onde vem, ou seja, de que raiz pertence! Uma igreja cuja raiz não seja a verdadeira não pode permanecer, pois a essência da árvore tem que ser a mesma da raiz. “E, ... se for santa a raiz, também os ramos o serão.” (Rm 11:16)

O eucalipto e você são semelhantes e diferentes ao mesmo tempo. Semelhantes porque ambos podem ser vitimas de formigueiros, vindo a morrer e se tornarem redutos de cupins, e diferentes porque o eucalipto não pode fazer escolhas, mas você, sim! (Mt 25:34)

Pr. Paulo César

sábado, 17 de setembro de 2016

É Hora de Remir o Tempo

Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus.(Efésios 5:14-16)
Vendo mais uma vez o noticiário, me deparei com mais notícias tristes de morte entre familiares. Se não bastasse o caso de um menino de 13 anos que matou os pais e parentes ,vemos também uma mãe que é suspeita de matar as duas filhas, uma família inteira que foi envenenada e um artista que se suicida por motivo banal.
Casos como esses, têm sido comuns no noticiário e mostra o quanto a degradação familiar tem atingido muitas vidas. A inversão de valores da sociedade e a banalização da vida e dos conceitos mais elementares do viver tem feito vítimas.
A falta de um conceito daquilo que é importante tem atingido muitas pessoas, onde o “ter” é substituto do “ser”. O altruísmo foi substituído pelo egocentrismo. A corrida do materialismo por parte dos pais e a falta de limites dos filhos são alguns exemplos desta substituição. Infelizmente, o valor da vida é tão desprezada por essa geração que hoje se mata e se tira a vida por qualquer motivo e circunstância.
Diante de notícias como essas, acende-se um sinal de alerta para a Igreja do Senhor onde vemos nitidamente os tempos trabalhosos que diz a palavra de Deus:
Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,(2 Timóteo 3:1-4)
Por isso é necessário que nós, como Igreja do Senhor, venhamos a nos despertar quanto a 3 aspectos relacionados ao tempo:
1) Devemos discernir o tempo que estamos vivendo: Certa vez Jesus chega para os religiosos e disse:
Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu; como não sabeis então discernir este tempo? (Lucas 12:56)
Nesta passagem Jesus alertava um povo que conhecia muitas coisas, achavam-se “super espirituais”,mas não conseguiam “discernir o tempo”. Apesar de conhecer as Escrituras e as profecias que apontavam ao Messias, os religiosos ainda pediam um sinal (Mt 16:1-4).
Assim como foi no passado muitas pessoas hoje não tem tido discernimento quanto ao tempo que estamos vivendo. Infelizmente, muitos cristãos estão tão fascinados em “prosperar” e “ter” que esquecem daquilo que lhes foi prometido, como aquilo Deus tem preparado ( Jo 14: 1-3) E foi assim também com o povo de Israel. Na época de Jesus os religiosos estavam mais preocupados com as “suas coisas” que esqueceram da promessa do Messias. Embora esperassem a vinda daquele que viria “libertar” seu povo , o “discernimento” que tinham da sua vinda era tão distorcido que quando Ele veio, muitos não creram. Outros estavam tão preocupados com a questão política da nação e o domínio político de Roma que idealizaram o Messias como um rei e governante terreno. A preocupação dos líderes religiosos, por exemplo, era com sua vida e com seu status. Esqueciam os religiosos de cuidarem da vida das pessoas em detrimento a seu bel prazer.
Diz as Escrituras que Jesus teve compaixão daquele povo e discernindo a situação daquele momento declarou que as ovelhas de Israel andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não tem pastor(Mt 9:36). Jesus conhecendo aqueles religiosos censurou-os afirmando que aquilo que buscavam mesmo eram os “primeiros lugares nas sinagogas e banquetes, ou seja, buscavam ser importantes a fim de serem visto por homens(Mt 23:5-6).
Infelizmente temos visto isso em muitos lugares, onde muitos que se dizem “ministros de Deus” estão mais interessadas em si, do que no próprio rebanho. A esses já dizia o profeta Jeremias:
Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o SENHOR. Portanto assim diz o Senhor Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitas-tes; eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o Senhor.(Jeremias 23:1-2).
Num tempo como hoje, devemos pedir a Deus o dom do discernimento. Creio que o maior dom destes tempos é dom do discernimento.(1 Cor 10:12). Diante de tudo que tem  acontecido e de tantas pessoas que se dizem “profetas” é necessário que venhamos verdadeiramente a discernir entre os falsos profetas e os verdadeiros, entre os falsos ensinos e aqueles que são genuínos. E assim como houve falsos profetas nos tempos antigos, assim também é hoje, como diz as Escrituras:
“Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras” (2 Pe 2.1)
O apóstolo João nos ensina a “provar os espíritos” para ver de onde procedem, pois existem muitos falsos profetas que tem se levantado no mundo(1 Jo 4:1-6). Provar significa por a prova, demonstrar a verdade e autenticidade de uma coisa com razões, fatos, testemunhos, documentos e etc.
João não pediu para darmos “amém a todas as coisas, mas antes prova-las. É por isso que não devemos ser ingênuos e acreditar que tudo que nos é ensinado provém de Deus. Devemos discernir o certo, do errado, o verdadeiro do falso e etc.
Discernir significa reconhecer , perceber, distinguir e diferenciar algo ou alguém.
Esse discernimento não é algo que vem de nós mesmos, mas de um conhecimento que vem do Espírito de Deus.
2)Aproveitando o tempo que temos – Outra aspecto que devemos considerar é que neste tempo precisamos aproveitar ao máximo o tempo que temos. A palavra de Deus diz que devemos aproveitar as oportunidade e o tempo que temos para viver uma vida de prudência. Quando diz que devemos ver prudentemente como andamos, Jesus nos faz refletir sobre a nosso condição espiritual(Ef 5:15). Com relação a isso o livro de Colossenses o apóstolo Paulo nos admoesta a nos portar com sabedoria, aos que são de fora, aproveitando aos oportunidades(Cl 4:5). Aliás, em algumas traduções das Escrituras expressão “remir o tempo” significa “aproveitando cada oportunidade”(Ef 5:16a). Paulo nos ensina nestas passagens a viver uma vida de vigilância e prudência.
Aliás em muitas  de suas parábolas Jesus também nos fala sobre a vigilância e a prudência, como na parábola das 10 virgens e dos talentos ) Na parábola de dois servos, Jesus descreve dois servos a quem Deus confiou os seus empregados para darem-lhe sustento. Enquanto um fazia o certo, ou seja, dava-lhes o necessário, para se sustentarem, o outro, mal , começou a espanca-los e a comer e beber com os bêbados. (Mt 24:46-51). A parábola termina mostrando que  servo fiel e prudente soube aproveitar as oportunidades. (Mt 24:46).
Quando falamos de remir, isto significa “ter em nosso poder” o tempo, aproveitando o máximo a oportunidade que nos é dada. Existem pessoas que não oram mais, que não leem a palavra e que esqueceram por completo das coisas de Deus. Somos distraídos facilmente com o entretenimento quer ele dentro ou fora da igreja. Numa época como a de hoje devemos aproveitar da melhor maneira possível o nosso tempo. Jesus lamentou e chorou a negligência do povo judeu por não aproveitar e reconhecer o tempo da visitação de Deus(Jesus) em suas vidas. (Lc 19:44).
Disse Jesus: “Ah, se tu conhecesses também, ao menos “NESTE DIA” o que a tua paz pertence” (Lc 19:42)
Jesus estava dizendo: “Ah, se soubessem que EU SOU , você teria a paz que necessita.”
Enquanto, muitos oravam pela vinda do Messias no templo,Jesus passava perto do lugar de adoração naquelas mesmas ruas de Jerusalém, montado em um jumentinho. Temos, portanto que estar atento “espiritualmente” para não perdemos tempo e oportunidade. Enfim, eles não perceberam que aquele que fazia sinais e maravilhas e estava junto deles, era o Enviado.
Como já havia dito, a preocupação com esta vida, muitas vezes nos leva a não conseguir enxergar que Deus está tão próximo. Os discípulos no caminho de Emaús estavam tão preocupados e tristes que não conseguiam enxergar que Cristo estava ao lado deles (MT 24:13-35). Podemos perder a oportunidade de estar com Deus se nos preocuparmos excessivamente com nossos interesses ou nossos problemas. É necessário portanto aproveitar ao máximo o tempo que temos, pois o tempo de Deus está próximo.
3) Entender que o tempo de Deus está próximo – E assim como muitos religiosos judeus não perceberam quando o Messias chegou, HOJE, muitos cristãos estão também com com relação a volta de Cristo. Os sinais de sua vinda estão bem visíveis, mas muitos preferem não “enxergar” os sinais deste tempo. Jesus diz que assim como foi nos dias de Noé, onde comiam, bebiam e se casavam , assim será na volta do Filho do Homem(Mt 24:38-39).  Diz as Escrituras que eles não “perceberam”até que veio o dilúvio(Mt 24:39)
Muitos não estão percebendo, mas um dos sinais da vinda de Cristo é justamente o que foi relatado no início deste estudo,  a desagregação familiar como está escrito:
E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer(Marcos 13:12).
A palavra de Deus diz que os dias são maus e o mundo jaz no maligno(Ef 5:16b; 1 Jo 5:19b).
Também diz:
Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver, e, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.(Mateus 24:21-22)

Diz as Escrituras que o tempo se abrevia, ou seja , se torna cada dia, mais curto, ou reduzido. Como diz as Escrituras:
Isto, porém, vos digo, irmãos, que o tempo se abrevia; o que resta é que também os que têm mulheres sejam como se não as tivessem; E os que choram, como se não chorassem; e os que folgam, como se não folgassem; e os que compram, como se não possuíssem; E os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa(1 Coríntios 7:29-31)
Quando fala que o tempo tem sido abreviado, temos a impressão que por ser curto o tempo não haverá mais chance de pessoas se salvarem. Parece que seria necessário que Ele “estendesse” o tempo. Porém a realidade é que o Senhor tem abreviado o tempo, para que muitas pessoas não venham a sofrer, nem se angustiar e nem se desfalecer na  sua fé,  mas que sejam poupadas das terríveis coisas que há de vir.  Como já falamos os dias são maus e a tendência é piorar cada dia mais.  Por isso que Jesus nos diz que devemos viver como se nada fosse nosso, pois tudo isso passaria.  É claro que devemos buscar aquilo que necessitamos, porém não devemos “viver em função dessa busca pelo ter.
Diz as Escrituras:
“Se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém se salvaria mas Ele, por causa dos eleitos que escolheu, abreviou aqueles dias.” (Marcos 13:20)
Jesus se refere a grande tribulação que acontecerá e que de certa forma no “princípio das dores” já está acontecendo.
Abreviar o tempo ,portanto, significa encurtar o tempo de tribulação para que muitos que estão crentes ou vão ser, não venham a desfalecer pelas tribulações que hão de acontecer.  Por tudo isso devemos “REMIR O TEMPO”, “URGENTEMENTE”.
Devemos entender que o tempo da vinda de Cristo está próximo, como diz os santos profetas :
Porque está perto o dia, sim, está perto o dia do Senhor; dia nublado; será o tempo dos gentios. (Ezequiel 30:3)
Ai daqueles que desejam o dia do Senhor! Para que quereis vós este dia do Senhor? Será de trevas e não de luz. (Amós 5:18).
Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão(2 Pedro 3:8-10)
Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo(Apocalipse 1:3)
Anderson Cassio de Oliveira
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