quarta-feira, 26 de abril de 2017

Não Entre na Cabana!


O mundo editorial vê poucos livros alcançarem o status de blockbuster, mas A Cabana, de William Paul Young já ultrapassou esse ponto. O livro, originalmente auto-publicado por Young e mais dois amigos, já vendeu mais de 10 milhões de cópias e foi traduzido para em mais de trinta línguas. Já é um dos livros mais vendidos dois últimos tempos, e seus leitores são muito entusiasmados.
De acordo com Young, o livro foi escrito originalmente para seus filhos. Essencialmente, a história pode ser descrita como uma teodicéia narrativa – uma tentativa de responder às questões sobre o mal e o caráter de Deus por meio de uma história. Nessa história, o personagem principal está enfrentando grande sofrimento após o seqüestro e homicídio brutal de sua filha de sete anos, quando recebe um convite que se torna um chamado de Deus para encontrá-lo na mesma cabana onde sua filha foi assassinada.
Na cabana, “Mack” se encontra com a divina Trindade: “Papa”, uma mulher afro-americana; Jesus, um carpinteiro judeu; e “Sarayu”, uma mulher asiática revelada como sendo o Espírito Santo. O livro é na maior parte uma série de diálogos entre Mack, Papa, Jesus e Sarayu. Essas conversas revelam um Deus bem diferente do Deus da Bíblia. “Papa” é alguém que nunca faz algum julgamento e parece muito determinado em afirmar que toda a humanidade já foi redimida.
A teologia de A Cabana não é incidental na história. De fato, em muitos pontos a narrativa parece servir apenas como estrutura para os diálogos. E os diálogos revelam uma teologia que é, no mínimo, inconvencional e indubitavelmente herética sob alguns aspectos.
Enquanto o dispositivo literário de uma “trindade” incomum das pessoas divinas é em si mesmo sub-bíblico e perigoso, as explicações teológicas são piores. “Papa” fala a Mack sobre o momento em que as três pessoas da Trindade “se manifestaram à existência humana como o Filho de Deus”. Em lugar algum da Bíblia se fala sobre o Pai ou o Espírito vindo à existência humana. A Cristologia do livro é semelhantemente confusa. “Papa” diz a Mack que, mesmo Jesus sendo completamente Deus, “ele nunca dependeu de sua natureza divina para fazer alguma coisa. Ele apenas viveu em relacionamento comigo, vivendo da mesma maneira que eu desejo viver em relacionamento com todos os seres humanos”. Quando Jesus curou cegos, “Ele o fez apenas como um ser humano dependente e limitado, confiando em minha vida e meu poder trabalhando nele e através dele. Jesus, como ser humano, não tinha poder algum em si para curar qualquer pessoa”.
Há uma extensa confusão teológica para desbaratar aí, mas é suficiente dizer que a igreja cristã tem lutado por séculos para ter um entendimento fiel da Trindade para evitar exatamente esse tipo de confusão – um entendimento que põe em risco a própria fé cristã.
Capa do livro “A Cabana”, de William P. Young
Jesus diz a Mack que é “a melhor forma para qualquer humano se relacionar com Papa ou Sarayu”. Não o único caminho, mas apenas o melhor caminho.
Em outro capítulo, “Papa” corrige a teologia de Mack ao afirmar “Eu não preciso punir as pessoas pelo pecado. O pecado é a própria punição, te devorando por dentro. Não é meu propósito puni-lo; minha alegria é curá-lo”. Sem dúvida alguma, o prazer de Deus está na expiação alcançada pelo Filho. Entretanto, a Bíblia revela consistentemente que Deus é o santo e correto Juiz, que irá de fato punir pecadores. A idéia de que o pecado é meramente “a própria punição” se encaixa no conceito oriental de karma, não no evangelho cristão.
O relacionamento do Pai com o Filho, revelado em textos como João 17, é rejeitado em favor de uma igualdade absoluta de autoridade entre as pessoas da Trindade. “Papa” explica que “nós não temos nenhum conceito de autoridade final entre nós, apenas unidade”. Em um dos parágrafos mais bizarros do livro, Jesus fala para Mack: “Papa está tão submisso a mim como eu estou a ele, ou Sarayu a mim, ou Papa a ela. Submissão não tem a ver com autoridade e não é obediência; tem a ver com relacionamentos de amor e respeito. Na verdade, somos submissos a você da mesma forma”.
A submissão da trindade a um ser humano – ou a todos os seres humanos – teorizada aqui é uma inovação teológica do tipo mais extremo e perigoso. A essência da idolatria é a auto-adoração, e a idéia de que a Trindade é submissa (de qualquer forma) à humanidade é indiscutivelmente idólatra.
Os aspectos mais controversos da mensagem do livro envolvem as questões de universalismo, redenção universal e reconciliação total. Jesus diz a Mack: “Aqueles que me amam vêm de todos os sistemas existentes. São Budistas ou Mórmons, Batistas ou Muçulmanos, Democratas, Republicanos e muitos que não votam ou não fazem parte de qualquer reunião dominical ou instituição religiosa”. Jesus acrescenta, “Eu não tenho nenhum desejo de torná-los cristãos, mas apenas acompanhá-los em sua transformação em filhos e filhas do meu Papa, em meus irmãos e irmãs, meus Amados”.
Mack faz então a pergunta óbvia – todos os caminhos levam a Cristo? Jesus responde “muitos caminhos não levam a lugar algum. O que significa que eu vou caminhar por qualquer caminho para te achar”.
Dado o contexto, é impossível não tirar conclusões essencialmente universalistas ou inclusivistas sobre o pensamento de William Young. “Papa” diz a Mack que ele está reconciliado com todo o mundo. Mack questiona: “Todo o mundo? Você quer dizer aqueles que acreditam em você, certo?”. “Papa” responde “O mundo inteiro, Mack”.
Tudo isso junto leva a algo muito parecido com a doutrina da reconciliação proposta por Karl Barth. E mesmo que Wayne Jacobson, colaborador de William Young, tenha lamentado que a “auto intitulada polícia doutrinária” tenha acusado o livro de ensinar a reconciliação total, ele reconhece que as primeiras versões dos manuscritos eram muito influenciadas pelas convicções “parciais, na época” de Young na reconciliação total – o ensino de que a cruz e a ressurreição de Cristo alcançaram uma reconciliação unilateral de todos os pecadores (e toda a criação) com Deus.
James B. DeYoung, do Western Theological Seminary, especialista em Novo Testamento que conhece William Young há anos, afirma que Young aceita uma forma de “universalismo cristão”. A Cabana, ele afirma, “está fundamentado na reconciliação universal”.
Mesmo quando Wayne Jacobson e outros reclamam daqueles que identificam heresias em A Cabana, o fato é que a igreja Cristã identificou explicitamente esses ensinamentos exatamente como são – heresia. A questão óbvia é: Como é que tantos cristãos evangélicos parecem não apenas serem atraídos para essa história, mas para a teologia apresentada na narrativa – uma teologia que em muitos pontos conflita com as convicções evangélicas?
Observadores evangélicos não estão sozinhos nessa questão. Escrevendo em The Chronicle of Higher Education (A Crônica da Alta Educação N. T.), o professor Timothy Beal da Case Western University argumenta que a popularidade de A Cabana sugere que os evangélicos talvez estejam mudando sua teologia. Ele cita os “modelos metafóricos não bíblicos de Deus” do livro, assim como o “não hierárquico” modelo da Trindade e, mais importante, “a teologia da salvação universal”.
Beal afirma que nada dessa teologia é parte da “teologia evangélica tradicional”, e então explica: “De fato, todas as três estão enraizadas no discurso acadêmico radical e liberal dos anos 70 e 80 – trabalho que influenciou profundamente a teologia da libertação e o feminismo contemporâneo, mas, até agora, teve pouco impacto nas conjecturas teológicas não acadêmicas, especialmente dentro do meio religioso tradicional”.
Ele então pergunta: “O que essas idéias teológicas progressivas estão fazendo dentro desse fenômeno evangélico pop?”. Resposta: “Poucos de nós sabemos, mas elas têm sido presentes nas margens liberais do pensamento evangélico por décadas”. Agora, continua, A Cabana tem introduzido e popularizado esses conceitos liberais mesmo em meio aos evangélicos tradicionais.
Timothy Beal não pode ser considerado apenas um “caçador de heresias” conservador. Ele está empolgado com a forma que essas “idéias teológicas progressivas” estão “se infiltrando na cultura popular por meio dA Cabana”.
De forma similar, escrevendo em Books & Culture (Livros & Cultura N.T.), Katherine Jeffrey conclui que A Cabana “oferece uma teodicéia pós-moderna e pós-bíblica”. Enquanto sua maior preocupação é o lugar do livro “em um cenário literário cristão”, ela não pode evitar o debate dessa mensagem teológica.
Ao avaliar o livro, deve manter-se em mente que A Cabana é uma obra de ficção. Mas é também um argumento teológico, e isso não pode ser negado. Um grande número de romances e obras de literatura notáveis contém aberrações teológicas e até heresias. A questão crucial é se a aberração doutrinária é apenas parte da história, ou é a mensagem da obra propriamente dita. Quando se fala em A Cabana, o fato mais perturbante é que muitos leitores são atraídos pela mensagem teológica do livro, e não enxergam como ela é conflitante com a Bíblia em tantos pontos cruciais.
Tudo isso revela um fracasso desastroso do discernimento evangélico. É difícil não concluir que o discernimento teológico é agora uma arte perdida entre os evangélicos – e essa perda só pode levar à catástrofe teológica.
A resposta não é banir A Cabana ou tirá-lo das mãos dos leitores. Não devemos temer livros – devemos lê-los para respondê-los. Precisamos desesperadamente de uma restauração teológica que só pode vir através da prática do discernimento bíblico. Isso requer de nós identificarmos os perigos doutrinários de A Cabana, para termos certeza. Mas nossa tarefa verdadeira é reaproximar os evangélicos dos ensinos da Bíblia sobre essas questões e cultivar um rearmamento doutrinário dos cristãos.
A Cabana é um alarme para o cristianismo evangélico. É o que dizem afirmações como as de Timothy Beal. A popularidade desse livro entre os evangélicos só pode ser explicada pela falta de conhecimento teológico básico entre nós – uma falha no próprio entendimento do Evangelho de Cristo. A perda trágica da arte do discernimento bíblico deve ser assumida como uma perda desastrosa de conhecimento bíblico. Discernimento não consegue sobreviver sem doutrina.

Heresias escondidas dentro de uma Cabana

O escritor canadense William Paul Young saiu do anonimato para a fama ao publicar um livro que se tornaria, em muito pouco tempo, um verdadeiro sucesso. Com mais de dois milhões de cópias vendidas e status de best-seller, “A Cabana” tem cativado a mente de muitas pessoas ao redor do mundo, especialmente/inclusive dos cristãos. Em linhas gerais, o livro conta a história de Mackenzie Allen Phillips, o “Mack”, um pai de família que encontra a Deus depois de ter sua filha caçula, Missy, raptada e brutalmente assassinada por um maníaco assassino de crianças (um serial killer). Cerca de três anos e meio depois do ocorrido, Deus, ou melhor, “Papai”, manda uma carta para Mack marcando um encontro com ele exatamente na cabana onde a polícia havia encontrado o vestido usado por Missy todo encharcado de sangue. Mack, depois de lutas intensas consigo mesmo, resolve aceitar o “encontro”, mesmo desconfiando de uma possível cilada do assassino de sua filha. Ao chegar lá, Mack tem uma, ou melhor, três surpresas: Deus lhe aparece na pessoa de uma mulher “negra enorme e sorridente” (pág. 73). Logo depois aparecem o Espírito Santo, na pele de uma mulher asiática, chamada Sarayu, e Jesus, um homem médio-oriental (hebreu, pra ser mais preciso) vestido de calça jeans e camisa xadrez. A partir de então, Mack vai viver uma inesquecível aventura ao lado dessa ilustre “Trindade”.
Qualquer cristão que tenha um mínimo de conhecimento de História da Igreja saberá que A Cabana nada mais é do que o ressurgimento de algumas das antigas heresias que tumultuaram a vida e o andamento da Igreja Antiga, principalmente aquelas que envolviam questões sobre a Trindade. Do ponto de vista teológico, o livro oscila entre heresias implícitas e explícitas; do ponto de vista literário, entre frases de efeito medíocres (quase sempre) e alguns poucos insights interessantes. Seu enredo envolvente propõe-se a apanhar os desavisados.
Não sei qual foi a experiência eclesiástica do autor de A Cabana, mas posso presumir que não foi das melhores. Torna-se patente, em muitas partes do livro, o desprezo pela igreja e pela adoração corporativa, ressaltando-se e a valorização da experiência pessoal, como bem reza a cartilha pós-moderna.
[Mack] Percebeu que estava travado e que as orações e os hinos dos domingos não serviam mais, se é que já haviam servido […] Mack estava farto de Deus e da religião, farto de todos os pequenos clubes sociais religiosos que não pareciam fazer nenhuma diferença expressiva nem provocar qualquer mudança real. Mack certamente desejava mais (pág. 54 – versão digital. Itálico meu).
Parece que a intenção inicial do livro não é a de levar os leitores a uma nova perspectiva sobre a Trindade, e sim, que eles desacreditem da Igreja como sendo a “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3.15) e sigam atrás de outras alternativas de encontrar Deus. Em minha opinião, esse é o maior perigo que o livro oferece.
Quando o assunto, finalmente, é a Trindade, A Cabana traz à tona várias heresias antigas (não pretendo fazer comentários exaustivos sobre todas elas). Como já disse anteriormente, Mack vai à cabana encontrar Deus, que lhe aparece no corpo de uma mulher de pele negra. Logo de cara, vemos a verdadeira alma do paganismo, a saber, materializar Deus dando-lhe alguma forma física. Entendo perfeitamente que se trata de um romance e, como tal, precisa de personagens para dar substância ao enredo. Mas, em se tratando do Senhor Deus Todo-Poderoso, essa regra não deve ser aplicada em hipótese alguma. É exatamente isso que Deus expressamente proíbe no Segundo Mandamento (Ex 20.4-5). Jesus mesmo declarou que “Deus é Espírito” (Jo 4.24). Não devemos emprestar a Deus as formas vãs e tolas que concebemos em nossas mentes pecaminosas (cf. Rm 1).
Uma das antigas heresias às quais me referi há pouco é o Patripassianismo, doutrina monarquianista[1] segundo a qual foi o próprio Deus quem morreu na cruz, em vez de Jesus. Tertuliano combateu esse ensino com bastante veemência. Quando, certa vez, ele disse que “o demônio tem lutado contra a verdade de muitas maneiras, inclusive defendendo-a para melhor destruí-la”, estava se referindo justamente a essa heresia, que estava sendo largamente difundida por Práxeas. Ele continua dizendo que “Ele [o demônio] defende a unidade de Deus, o onipotente criador do universo, com o fim exclusivo de torná-la herética[2]”. Em uma passagem de A Cabana essa heresia é claramente visível:
Papai não respondeu, apenas olhou para as mãos dos dois. O olhar de Mack seguiu o dela, e pela primeira vez ele notou as cicatrizes nos punhos da negra, como as que agora presumia que Jesus também tinha nos dele. Ela permitiu que ele tocasse com ternura as cicatrizes, marcas de furos fundos, e finalmente Mack ergueu os olhos para os dela (pág. 86. Itálico meu).
Embora Jesus seja Deus, sabemos que não foi Deus, o Pai, quem morreu na cruz. Deus não tem as marcas dos pregos em seus punhos, como A Cabana quer que acreditemos. Foi o Seu Filho quem foi crucificado. No afã de ressaltar a unidade da Trindade, o Monarquianismo acabou resumindo tudo a uma só pessoa. Em mais uma declaração claramente sabeliana[3], “Papai” diz a Mack que “quando nós três penetramos na existência humana sob a forma do Filho de Deus, nos tornamos totalmente humanos” (pág. 85). Mas não é esse o ensino bíblico. A Palavra de Deus é bastante clara quando se refere ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo como sendo Pessoas distintas que possuem uma mesma essência (ver Mt 28.29; 2 Co 13.13; 1 Jo 5.7; 2 Jo 3). E o pior de tudo é que, para confundir ainda mais o leitor, “Papai” desdiz tudo o que houvera dito antes, dizendo que
Não somos três deuses e não estamos falando de um deus com três atitudes, como um homem que é marido, pai e trabalhador. Sou um só Deus e sou três pessoas, e cada uma das três é total e inteiramente o um (pág. 87).
Seria algo equivalente à “Metamorfose Ambulante” proposta por Raul Seixas (“eu vou lhes dizer agora o oposto do que eu disse antes”)? Será que dá pra confiar no “Deus” proposto por William P. Young?
Mas os problemas não param por aí. Como se não bastasse, o livro também nega a divindade de Jesus. Em uma conversa entre Mack e Papai, Mack pergunta:
— Mas… e todos os milagres? As curas? Ressuscitar os mortos? Isso não prova que Jesus era Deus… você sabe, mais do que humano?
— Não, isso prova que Jesus é realmente humano.
[Papai continua…]
— Fez isso como um ser humano dependente e limitado que confia na minha vida e no meu poder de trabalhar com ele e através dele. Jesus, como ser humano, não tinha poder para curar ninguém (pág. 90).
Ora, o que temos aqui não é o velho Ebionismo, que pregava que Jesus tornou-se Messias pelo Espírito Santo? Ou, ainda, o Arianismo, que dizia que Jesus era um simples homem elevado a uma categoria superior à dos demais seres humanos? O autor faz um divórcio entre a Humanidade e a Divindade de Jesus quando diz que “Jesus, como ser humano, não tinha poder para curar ninguém”, quando, na realidade, as duas naturezas de Cristo são inseparáveis. Nas palavras de John Stott, “Jesus não é Deus disfarçado de homem e nem um homem disfarçado de Deus”. Ele é Deus-Homem, como bem foi definido em Calcedônia no ano de 451 d.C. E para dar mais ênfase ainda na humanidade de Cristo, a personagem Jesus “deixara cair uma grande tigela com algum tipo de massa ou molho no chão, e a coisa tinha se espalhado por toda parte” (pág. 95), o que rendeu boas gargalhadas a Mack e Papai. Era só o que faltava: um Jesus todo atrapalhado!
O livro prossegue no enredo seguindo a tônica do “o importante é relacionar-se”. Nada de imposições, de regras. Amor pressupõe liberdade. Baseado nesse pensamento o autor constrói, ou melhor, desconstrói a questão da hierarquia na Trindade. É assim que “Jesus” define a questão:
Esta é a beleza que você vê no meu relacionamento com Abba e Sarayu. Nós somos de fato submetidos uns aos outros, sempre fomos e sempre seremos. Papai é tão submetida a mim quanto eu a ela, ou Sarayu a mim, ou Papai a ela (pág. 129 – versão digital).
Sarayu, que personifica o Espírito Santo, diz que a hierarquia não faria sentido entre a Trindade (pág. 112). Como é que fica, então, frases como “Seja feita a vossa vontade”? Não havia uma submissão do Filho ao Pai? Jesus disse que desceu do céu para “fazer a vontade do Pai”(Jo 6.38). A Cabana não se coaduna com a Bíblia aqui.
Outro ponto que chama alguma atenção no livro é a questão da onisciência de Deus. Apesar de em alguns pontos ela ser ressaltada (págs. 81, 147, 148, 174, 192 e 206, e.g.), o livro parece bem confuso neste aspecto. Nas páginas 129-130, por exemplo, Jesus diz que “é impossível ter poder sobre o futuro, porque ele não é real, e jamais será”. Sophia, uma personagem que representa a Sabedoria de Deus (Teosofismo?) diz que Deus não pôde impedir a morte de Missy (pág. 151), e que tal tragédia “não foi nenhum plano de Papai” (pág. 152). Entretanto, mais uma vez ele se contradiz, ao afirmar que poderia ter impedido o que aconteceu a Missy (pág. 204). Os leitores mais familiarizados com as tendências teológicas pós-modernas saberão que isso se trata de Teísmo Aberto, uma doutrina que remonta ao Socinianismo do século XVI. Segundo essa ideia, o futuro não pode ser plenamente conhecido (nem mesmo por Deus!), pois depende das ações dos seres humanos (chamados de “agentes livres”). Isso inclui também as tragédias naturais (como o Tsunami, por exemplo). Se isso é verdade, como é que fica, então, a questão do Dilúvio? E de Sodoma e Gomorra? Não foi o próprio Deus quem orquestrou tudo? Não é justamente isso que Ele diz em Isaías 45.7 (“… faço a paz e crio o mal”)? William P. Young parece não acreditar muito nisso.
A verdade do Evangelho é outra questão que está em jogo em A Cabana. Como diria a máxima modernista, “tudo o que é sólido desmancha-se no ar”. Nada de certezas, convicções. Papai mesmo é quem diz a Mack que “a fé não cresce na casa da certeza” (pág. 176), declaração que faria Brian McLaren e Ricardo Gondim babarem! Sarayu diz: “gosto demais da incerteza” (pág. 190). Em outra ocasião Papai diz a Mack: “Quem quer adorar um Deus que pode ser totalmente conhecido, hein? Não há muito mistério nisso” (págs. 85 e 86 – versão digital). E as farpas contra a igreja continuam. Jesus diz: “não crio instituições” (pág. 166). Logo em seguida, numa declaração hilariante, ele afirma categoricamente: “eu não sou cristão” (pág. 168). Aliás, para esse Jesus, o evangelho não é exclusividade. Diante do pluralismo religioso “Jesus” é bastante inclusivista. Ele mesmo diz que
Os que me amam estão em todos os sistemas que existem. São budistas ou mórmons, batistas ou muçulmanos, democratas, republicanos e muitos que não votam nem fazem parte de qualquer instituição religiosa (pág. 168).
Realmente, para um Deus que disse que “a morte dele [de Cristo] e sua ressurreição foram a razão pela qual eu agora estou totalmente reconciliado com o mundo” (pág. 180 – itálico meu) isso não é problema. Universalismo? Imagina! “Não preciso castigar as pessoas pelos pecados” (pág. 109). “Em Jesus eu perdoei todos os humanos por seus pecados contra mim, mas só alguns escolheram relacionar-se comigo”, disse Papai (pág. 209). Que estranho, não? Todo mundo perdoado e alguns que se relacionam? Bom, se é ele quem está falando, quem sou eu para questionar? No meio de toda essa confusão Mack parecia mesmo estar totalmente perdido. Foi “barrado” inclusive de ter seu momento devocional, quando foi perguntar pelas orações, ouvindo da boca de Papai: “nada é um ritual” (pág. 194). Coitadinho do Mack! Não tinha razão em nada! Mesmo quando pensou em Jesus como referencial de vida, um exemplo a ser seguido, ouviu da boca do próprio: “minha vida não se destinava a tornar-se um exemplo a copiar” (pág. 136). E agora, José, ou melhor, Mack? Caía por terra diante de seus olhos toda a instrução apostólica para que sejamos “imitadores de Deus” (Ef 5.1; 1Pe 1.16).
Ainda não acabou. Falta o “filé mignon”. Que tal uma pitadinha de Espiritismo para temperar nossa estória? Pois é. Mack vê sua filha, Missy! Uau! Que emocionante, hein? Foi Sophia (uma médium?) quem proporcionou esse encontro (pág. 153). E tem mais. Mack reencontra o seu pai (pág. 200), que ele havia envenenado depois de ter levado uma surra que o deixou de cama por duas semanas quando ele tinha apenas 13 anos de idade. Abre parêntese. O pai de Mack era um alcoólatra que batia na esposa, e Mack contou isso a um irmão da igreja da qual seu pai era membro. Fecha parêntese. Esse era um segredo que Mack guardava a sete chaves. Realmente, ele tinha muitas feridas que precisavam ser curadas. Então, por que não fazê-lo com uma sessão espírita? Os dois se abraçaram e fizeram as pazes, com direito a beijinho na boca e tudo (pág. 201). Jesus gosta tanto dessa ideia de beijar na boca que resolve fazer o mesmo com Papai (pág. 205).
Perdoem-me aqueles que ainda não leram o livro, pois revelei muitos dos seus suspenses. Achei por bem não expor absolutamente tudo de errado que encontrei. Expus apenas aquilo que considerei necessário. É perfeitamente compreensível o fato de A Cabanaencabeçar o ranking dos livros mais vendidos[4], afinal de contas as pessoas estão à procura de um “Deus” (deus!) que se ajuste às suas pretensões. O que nos preocupa, entretanto, é saber que dentre os que financiam esse tipo de heresia estão aqueles que se professam crentes em Cristo. Sei que se trata de uma ficção, mas infelizmente não é dessa forma ela tem sido encarada. Perguntado sobre o que ele quer que as pessoas concluam ao lerem A Cabana, numa entrevista, William P. Young declarou que deseja que as pessoas “saibam ou tenham a noção de que Deus é bem maior do que eles já imaginaram”[5]. Lembrando de trechos do livro, sinceramente ainda não consigo enxergar grandeza alguma no “Deus” apresentado por Young. O que vi foi uma divindade deficiente que se curva aos caprichos humanos. Continuo preferindo o Deus que se revelou nas Escrituras. Este sim é a minha Rocha!
“Se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebeste, seja anátema”! (Gl 1.9)

[1] O Monarquianismo, doutrina desenvolvida no final do século II e início do III, enfatizava tanto a unidade de Deus que acabou se transformando em numa espécie de Unitarismo, negando a realidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo como Pessoas distintas.
[2] Bettenson, H. Documentos da Igreja Cristã. São Paulo, 2001. Editora Aste, Pág. 81.
[3] Sabélio ensinava que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são uma só e mesma essência, três nomes diferentes para a mesma substância. “Deus se manifestou como Pai no Velho Testamento, depois como Filho para redimir o homem e como Espírito após a ressurreição de Cristo. Não houve, então, três pessoas em Deus mas três manifestações” (Earle E. Cairns. O Cristianismo Através dos Séculos. São Paulo – SP, 1988. Editora Vida Nova, Pág. 83). Esse ensino ficou conhecido como Monarquianismo Modalista.
[4] Segundo a Revista Veja, em http://veja.abril.com.br/livros_mais_vendidos/

Por Leonardo Bruno Galdino | opticareformata.blogspot.com

segunda-feira, 24 de abril de 2017

O Significado Espiritual das Tatuagens e Piercings

A palavra tatuagem é traduzida do hebraico por “seritá”, que significa “manchar”; “marcar” , e consiste em marcar a si mesmo ou a terceiros para se destacar ou se modelar de forma diferente da natureza. Os séculos passaram, a igreja católica do século VIII condenou e até perseguiu os ritos, mas os cultos, costumes e as práticas de “marcar a derme” com manchas de tinta e/ou “mutilar” parte do corpo para inserir metais (piercing) continua na sociedade moderna. A moda de alteração original do corpo é o que os praticantes chamam de“body modification”.

Muitas celebridades da atualidade, principalmente no mundo dos esportes resolveram pintar a pele e se encher de manchas pelo corpo e metais em argolas ajudam a modificar o visual. . Uma moda que está ressurgindo com muita força na Europa, passando a ganhar força também no Brasil, um dos países do mundo que costuma seguir imediatamente as novidades lá de fora. As duas formas de alteração do corpo natural com introdução de tinturas e metais misturados ao sangue encontrado na derme tem encontrado adeptos até dentro das igrejas evangélicas. Quase todas as pinturas são irreversíveis.

Daí é que surge a questão psicológica da coisa. Quando não se pode mais retirar as modificações inseridas no corpo, então a ideia é acabar ou exagerar naquilo que se começou bem simples ou “sem compromisso”. Metas, records e concorrências no Guiness Book, para “fechar” 100% o corpo natural, por vaidade ou necessidade, hoje, são estabelecidos.

Esta forma de adesão logo pode ser identificada dentro dos campos de futebol, e via de regra, influencia diretamente a vida dos seguidores e torcidas organizadas, jovens em fase de reconhecimento, etc. Coisas do mundo… mas, a pergunta é: do ponto de vista bíblico, devemos seguir o curso deste mundo com tatuagens e piercings também?

Hoje as tatuagens estão em destaque e, agora, a onda tem chegado nas igrejas brasileiras com a versão de “tatto gospel”, influenciando muitos jovens cristãos que, ainda não se deram conta daquilo que está por detrás de tal prática, seja por falta de conhecimento bíblico e histórico, seja por falta de discernimento espiritual ou até mesmo por “rebeldia”.

Este estudo é muito delicado, pois deverá mexer com o brio de muitos amantes da prática do tatto. Porém, não estamos aqui para julgar ninguém que usa tatuagens e piercings, nem àqueles que defendem a mania. Não estamos condenando ninguém ao inferno, nem acusando pecados, pois todos somos pecadores. O objetivo aqui é deixar um legado espiritual deste hábito para que pais, líderes e pastores da igreja cristã da atualidade possam refletir e fortalecer conceitos espirituais a respeito do assunto, visto que ainda parece ser um tabu falar sobre isto na igreja, seja por medo, seja por constrangimento ou pouco conhecimento sobre a introdução do assunto aos jovens e adolescentes cristãos (a igreja do futuro precisa estar preparada para debater biblicamente, e sem medo, com segurança espiritual, assuntos como este).

Antes, de seguirmos, porém, é preciso desmistificarmos o que é julgamento de ensino. O julgamento condena, mas o ensino é para a edificação do corpo de Cristo!! Quando os pastores exortam a igreja, é para o crescimento e amadurecimento da mesma. Mas, essa é a nossa parte. O ensino, a admoestação e a exortação com justiça… Só filhos obedientes recebem o ensino, refletem na Palavra, se arrependem e mudam de atitude com humildade. Não, não… Não devemos subestimar princípios e mandamentos eternos como Levítico 19, por exemplo, matar, roubar, idolatrar, adulterar, etc (inclusive riscar o corpo com derramamento de sangue). Falo com propriedade, pois sei o que se passa no mundo das trevas, minha avó era praticante das sutilezas da feitiçaria chamada “branca”, um engodo das trevas. Meus olhos e ouvidos são testemunhos de muitos rituais.

O recado sutil do mundo e da Nova Era é que “vcs podem ser livres, pois irão descobrir que são deuses”. Será que isso já não foi dito antes pela língua maliciosa de uma serpente, lá no Éden?? Quais foram os resultados desta mentira para a humanidade? Alguém pode até se levantar e falar da cultura de povos indígenas de países da Ásia, Oceânia, África e Américas do Norte como Maias e Incas. Mas, o intuito neste estudo não discutir a diversidade cultural e, sim raízes espirituais destes usos e costumes com roupagem nova ou não. Antes, assim como estas tribos primitivas, nós também não conhecíamos o evangelho de João 8:32: “E, conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Mas, o povo judeu foi ensinado. E este conhecimento chegou até nós pelos judeus, e um dia chegará também a outros povos.

Jovens cristãos, dêem uma olhada nesta foto, verifique o “antes do body modification” e “depois da modificação”:
                               Depois                                                                           Antes

Isso aqui pode ser não ou não ser sacrifício ou corte por devoção à necromancia do texto de Levítico 19, não cabe aqui julgamentos dos motivos que levaram estas pessoas a se transformarem. O que vale aqui é saber se Jesus pregaria isto para os seus discípulos ou faria isso com o corpo Dele? O que vale refletir aqui é saber se um discípulo de Jesus faria isto com o seu corpo? Quem parece mais à semelhança de Cristo? Quem se parece mais com uma figura de demônio? A reflexão não é “cultural”, é sim “espiritual”. É isso o que está sendo levado no texto: O que levaria um sincero e honesto discípulo de Jesus a ser body transformado?? A Bíblia ou o mundo?


Mas, a Bíblia diz no livro de I João 2:15, o seguinte:

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele”.

IGREJA DE CRISTO. NÃO SOMOS DO MUNDO! A MODA NÃO MANDA NA IGREJA!

A marca eterna da Cruz

Vamos aqui ensinar que nós, cristãos, não devemos ser influenciados pelo mundo, porém, pelo contrário, devemos influenciar o mundo com Cristo. As marcas da Cruz já são suficientes para o corpo de Cristo. Você não precisa mais ferir o seu corpo (templo do Espírito Santo), nem derramar sangue, nem sentir dores e nem carregar manchas ou perfurações no seu corpo (uma aliança) pelo resto da vida. Jesus já fez este sacrifício por nós. Uma marca que não se encerra num cemitério. Ah, mas todo mundo tá fazendo? Pois é, mas não somos do mundo!

“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. 5 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. (Isaías 53:4-5).

Mas, faz-se necessário aqui dissertamos sobre aquele tão mencionado versículo dos simpatizantes da prática de tatoo e piercings “gospel”, afinal é um escudo muito usado pelos praticantes dos ritos. Os jovens cristãos também passaram a se defender somente com este versículo. É Apocalipse 19:16: “E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores”, mas esquecem de que é uma alegoria. Ao observarmos todo o contexto, também há menção de que “seus olhos brilham como chama de fogo” (verso 12…) e, “sai da sua boca uma espada afiada” (verso 15…). Mas, por favor não é necessário seguir ao pé da letra, senão vejamos: já pensou quantos olhos de jovens queimados e quantas bocas feridas ou gargantas cortadas por dentro ao tentar se basear na alegoria do versículo 15?

Está escrito: “todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas as coisas nos convém, nem edificam” (I Cor. 6:12 e I Cor. 10:23).

A origem da tatuagem

Na antiguidade, a tatuagem associava-se ao culto aos demônios (chamados de deuses pelos feiticeiros) e era praticada durante ritos de consagrações espirituais, que segundo a crença levava consigo os espíritos malígnos para expulsar o mal. (mal expulsando o mal)??… Eram realizados pactos para se incorporar as entidades do desenho a ser pintada na pele que seria ferida rusticamente à base de bambus e dentes de tubarão. Mas, foi somente na Polinésia do século 16 que se identificou o nome local e mais usual do ritual ou da prática ou da moda como “tatao”, hoje tatto.

A tatuagem já foi exaustivamente usada para identificar gangues violentas de rua, grupos de criminosos, pistoleiros, prisioneiros, escravos e outras formas de identificação com o mundo da marginalidade e da escória social. Mas, nem todos que usam tatuagens hoje são pessoas assim. No entanto, faz-se necessário citar as origens das coisas para ensinar aos jovens de nossas igrejas sobre estas práticas. Isso aqui não é teologia. É revelação espiritual.

“O templo de Deus, que sois vós é santo” (I Cor. 3:17b).

Os nazistas de 1942 tatuavam à revelia, a marca das cruzes quebradas e inversas, por força zombaria a Cruz de Cristo e demonstração de poder, todos os 6 milhões de judeus que matariam em seguida. A cruz suástica é inspiração de Chamberlain, um vidente satânico e conselheiro de Hitler. Foi ele que o inspirou as idéias de um reino de terror e poder.

O livro de I Coríntios 10:20, também diz:

“Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios”

Havia na antiguidade um deus adorados pelos amonitas e a história bíblica não deixou de registrar em levítico 20. Moloque era um demônio que exigia de seus adoradores o sangue e a dor de seres humanos, sobretudo crianças, porém, o sacrifício de pessoas de outras idades também eram praticadas naquele altar. É muito provável, segundo vários pesquisadores da Bíblia e da ciência das religiões, que o nome Moloque deu origem ao que hoje no Brasil brinca-se involuntariamente apelidando um menino de “moleque”.

Esse deus de bronze possuía uma aparência horrível: mistura de animal de chifres com humano. O ídolo possuía fornalha na altura de seu ventre, na qual as crianças eram lançadas vivas e ofertas ali. Quanto mais choro da criança, e, quanto mais vermelho o fogo daquela fornalha se tornava mais seus adeptos o cultuavam em êxtase maldita. Diz a Bíblia que Moloque pedia sangue humano como sacrifício. E, esse sangue é requerido até hoje. Não entre no engano de uma propaganda que apela para o “pense menos, ame mais”. Pense muito antes de aderir à moda do tatto e piercing, ou qualquer outras modas ou práticas do mundo e antes de se unir emocionalmente com alguém que ama o mundo.

Prestação de Contas

II Coríntios 5:10 diz: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”.

E, I Tess. 5:23, também diz o seguinte: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”

Conclusão

O artigo não é uma OFENSA para quem gosta de tatto e piercing! Quem somos nós para “proibirmos” as pessoas de usarem o que quiserem? Mas, não podemos deixar de pregar o evangelho de salvação e de libertação. O evangelho é recheado de coisas que NÃO gostamos. Daí, tirarmos lições: o que é RELEVANTE? É o que se GOSTA ou que se RENUNCIA por causa de Cristo?

A ideia, então, é ORIENTAR e REVELAR aos crentes em Cristo, àqueles que nasceram de novo, que podem renunciar a tendência ou o apelo da moda para mutilarem e pintarem seus corpos a ponto de se tornarem figuras animais ou extraterrestres (como demonstradas na fotos). Mas, esta escolha é de cada um. Só estamos ensinando o evangelho à igreja de Cristo e aos jovens e adolescentes cristãos a não se deixarem influenciar pela cultura do mundo, e sim pela cultura de Cristo. Somos discípulos Dele. Jesus não usou tatuagens nem piercings.   Pr. Antonio Romero Filho

Artigos e livros relacionados e consultados:
1. http://estudos.gospelprime.com.br/diga-me-com-quem-andas/
2. Tatuagem e Piercing, é de Deus? Cláudio Brinco, Ed. Above 2010
3. http://biblia.com.br/novaversaointernacional/
4. http://igrejavidaemcristo.com.br/arquivo/CONCORDANCIA-EXAUSTIVA-DO-CONHECIMENTOBIBLICO.pdf
Fonte: Gospelprime

quarta-feira, 19 de abril de 2017

A Última Trombeta

Quando a Trombeta soar, iremos ao encontro do Senhor!

Confesso já ter enfrentado alguma dificuldade para entender por que o clarim do arrebatamento é chamado de a última trombeta. Discorrendo sobre o rapto da Igreja, o apóstolo é mais do que meridiano; é profeticamente conclusivo: “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Cor. 15.52). Todavia, não esclarece ele a razão pela qual a última trombeta é assim denominada. Seria esta uma terminologia já mui familiar aos cristãos daqueles dias? Vejamos, em primeiro lugar, o que não é a referida trombeta.

• Não é mera simbologia, conforme supõem os alegoristas. Estamos diante de um texto que tem de ser interpretado de acordo com as regras gramaticais e históricas da hermenêutica sagrada.

• Não é a sétima trombeta do apocalipse, segundo erradamente inferem alguns mesotribulacionistas. Isto porque, esta trombeta não anuncia o arrebatamento, e, sim a instauração do Milênio (Ap 11.15).

• Não é a trombeta que, de acordo com a teologia judaica, anunciará a derradeira etapa da ressurreição dos mortos, quando estes por-se-ão de pé para recepcionar o Senhor. Não é necessário esclarecer que tal interpretação é extravagante e antibíblica.

À guisa de esclarecimento, busquemos definir o que é a última trombeta. Em nosso Dicionário de Profecia Bíblica (CPAD), assim delimitamos o assunto: “Trombeta que, assoprada pelo arcanjo Miguel, anunciará a ressurreição dos que morreram em Cristo e o arrebatamento dos santos que estiverem vivos por ocasião da vinda do Senhor”.

Desde o levítico, quando ordenou Deus fosse assoprada a trombeta, apregoando o ano do Jubileu (Lv 25.9), até à sétima trombeta do Apocalipse, proclamando a chegada do Milênio, observamos que nenhuma delas constitui qualquer mistério, seja quanto à sua designação, seja quanto ao tempo de seu sonido. A única exceção é a última trombeta.

Que a trombeta será assoprada pelo arcanjo, não há dúvida. E que será ouvida pelos redimidos do Senhor, também não há dúvida alguma. Mas qual o tempo de seu sonido? E qual a razão de seu epíteto?

Tendo sempre como base a Bíblia Sagrada, seja-me permitido responder a estas perguntas:

• A última trombeta é assim chamada porque: 

a) marcará o fim do ministério terreno da Igreja; 
b) e introduzirá o mundo no âmbito do completo domínio de Cristo sobre todas as coisas.

• De igual modo, estará a última trombeta assinalando não somente a chegada do Dia de Cristo como também o Dia do Senhor. O primeiro diz respeito ao arrebatamento da Igreja; o segundo concerne à Grande Tribulação.

• Por conseguinte, a última trombeta é assim alcunhada por assinalar o término não somente da atuação da Igreja de Cristo no mundo, como também o início do fim do atual sistema do Maligno, que será totalmente destruído durante a Grande Tribulação, para que o Reino de Deus seja completamente estabelecido neste mundo.

• Apesar de não sabermos a data do sonido da última trombeta, as profecias e os sinais estão a alertar-nos: muito em breve estará o arcanjo estrugindo-a, assinalando o glorioso rapto da noiva de Cristo. Aleluia!

Acredito que avançar além destas explicações é cair no perigoso terreno da especulação. Afinal, onde a Bíblia se cala não precisamos ter voz (Dt 29.29). De uma coisa, porém, tenho certeza: a trombeta soará, e eu irei ao encontro do meu Senhor. Maranata! Sim, você e eu estaremos lá. Pr. Claudionor de Andrade

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Betsaida, a Casa do Pescador

“E, andando junto do mar da Galileia, viu Simão, e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. E Jesus lhes disse: Vinde após mim, e eu farei que sejais pescadores de homens. E, deixando logo as suas redes, o seguiram. E, passando dali um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes, E logo os chamou. E eles, deixando o seu pai Zebedeu no barco com os jornaleiros, foram após ele.” Mc. 1,16-20.


O Barco, a Companhia de Pesca, a Igreja.

O apóstolo Simão Pedro e seu irmão André, eram de Betsaida, cidade cujo nome significa“casa de pesca” ou “casa do pescador”, revelando assim, portanto, a própria vocação da cidade, que ficava à margem nordeste do mar da Galileia, situada perto de Cafarnaum, onde Pedro foi morar, pois ali era a sua casa.

O pai de Tiago e João, Zebedeu, deve ter sido um homem abastado, pois possuía empregados em sua empresa de pesca. Empresa familiar, algo parecido com o que hoje chamamos de cooperativa, pois além de incluir seus filhos incluía Simão Pedro. Era um judeu próspero que tinha barcos de pesca, bens suficientes, empregados a seu serviço e suficientemente rico a ponto de um dos filhos, João, ser conhecido pelo Sumo Sacerdote Caifás; e também sem dificuldades, abrigar em sua casa a Maria, mãe de Jesus.


O Pescador, o Evangelizador.

Sabemos que a profissão da pesca é algo difícil que exige algumas qualidades:

Um pescador deve ser uma pessoa muito dependente e deve ser confiante. Ele não pode ver os peixes. Aqueles que pescam no mar devem ir e lançar a rede, por assim dizer, ao acaso. A pesca é um ato de fé. O pescador não vê os peixes e assim mesmo lança a rede. Deve ser paciente e perseverante. Eles usariam essas qualidades como pescadores de homens.

As novas redes seriam, não para prender, mas para libertar vidas. Agora, não adiantam ter todas essas qualidades, o domínio da pesca, barcos, equipamentos, um bom local de pesca, conhecer tudo sobre essa arte e usar uma rede rasgada. Até um buraco pequeno deve ser consertado, pois durante a pesca ele pode se romper e o estrago ser grande. Temos que fechar as brechas! Mesmo as pequenas. O pescador deve revisar e limpar as redes, preparar tudo para só depois então sair para pescar. Não saia para pescar sem antes se preparar! Faça uma revisão, uma limpeza na sua vida antes de ganhar almas para Jesus.

Ninguém que tenha um encontro com o Senhor Jesus permanece nos seus antigos planos ou projetos de vida. A pessoa simplesmente não se enquadra mais ao antigo modo de pensar! Seguir a Jesus requer da pessoa rompimento total com o passado. Jesus não quer remendar a nossa vida. Ele quer fazer tudo novo! Não pode haver "furos" em nossa vida. Não adianta remendar o que não tem mais conserto.

Um remendo com pano novo e resistente sobre um tecido já velho e enfraquecido, o rombo será ainda maior. Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha; doutra sorte o mesmo remendo novo rompe o velho, e a rotura fica maior.

Com a primeira lavagem, o pano novo encolheria e aplicaria tal tensão sobre o pano velho que faria um rasgo maior do que antes, sem contar que o remendo novo faria com que a roupa velha parecesse ainda mais desbotada e velha. Às vezes, o velho é irreparável e tem simplesmente que ceder lugar ao novo. Temos que mudar o nosso velho modo de viver. Deus tem algo novo!


O Mar, as Redes e o Mundo.

Ora o mar, o mundo, bravio, onde surgem as tempestades a qualquer momento, com suas ondas altas, vento forte, ameaça virar o barco, a Igreja de Jesus. 
O mar re­presenta toda a massa caída da humanidade. "Mas os ímpios são como o mar agitado que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo" (Is 57:20,21; Dn 7:3; Ap 13:1). Os homens vivem em um abismo tão negro de pecado, erro e cegueira! Contudo, ainda podem ser resgata­dos pelo Espírito de Deus, à medida que aceitarem os termos do evangelho. 
Não podemos mais ficar pescando na praia, com varinha de bambu, linha fina e anzol pequeno. A evangelização, lançar as redes, não é um passatempo; mas, uma missão árdua, que precisa ser cumprida com esmero, preparo e oração. Doutro modo, precisa se preparar, como verdadeira “Companhia de Pesca”, e se lançar sem medo, em nome do Senhor, em águas mais profundas, e buscar os grandes peixes.


Os Peixes, as Almas.


Bacalhau – Difícil de conviver, muito salgado.

Bagre - Faz beiço, sob qualquer contrariedade. Falta-lhe temperamento, fruto do Espírito santo.

Truta – O amigo de Jesus, aquele que guarda seus mandamentos. Gosta de água viva.Vive em água corrente.

Dourado – Só vive em água doce. Só vive em passarelas, desfilando seus trajes brilhantes. Colorido. Vaidoso.

Peixe-espada - Aquele que maneja bem a palavra de Deus. Estilo cristão.

Namorado – Vai a Igreja só para “encontros” com a namorada.

Cascudo – Trata seus irmãos com casca e tudo, grosseiro, estúpido, mal-educado.

Cação – O mesmo que tubarão, aquele que vive perseguindo seu irmão. Crente carnal.

Peixe-cofre - Vive trancado dentro de si mesmo; como uma ostra, não se abre com ninguém, muito menos com seu pastor.

Peixe-gelo – É frio como a neve. Falta fogo do Espírito santo. Nada animador.

Porquinho – Sujo, imundo, como o pecado.

Peixe-palhaço – Vive em rodinhas fazendo graça, querendo se aparecer.

Traíra – Alimenta-se de outros peixinhos, carnívoro, carnal, voraz, briguento, liso e escorregadio. Esperto. Quer passar outros para trás.

Tilápia – Não vive em um só habitat, tanque. Gosta de fazer visitas em outros aquários. Não para na Igreja. Apesar da carne saborosa, possui espinhos.

Peixe-gato – Atraente, conquistador, paquerador. O Mauricinho das Patricinhas na Igreja.

Sardinha – Sem espinhos, vive em cardumes - Unidos venceremos. 
Mandi – Sempre magoa com seu ferrão.

Carpa – Carne boa, mas contém muitos espinhos. Vive em lodo.

Salmão – Carne gordurosa. Orgulho. Necessita de azeite.

Arraia – Vive dando choque.

Peixe-martelo - Coração duro.


"Igualmente, o Reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar e que apanha toda qualidade de peixes. E, estando cheia, a puxam para a praia e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora. Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos e separarão os maus dentre os justos. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali, haverá pranto e ranger de dentes" (Mt. 13, 47-50).

Chamados a sermos pescadores de homens, e não de peixes, precisamos de conversão, mudança de vida, urgentemente.

sábado, 8 de abril de 2017

Nas Montanhas de Campos do Jordão!

"Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus". (Fp 3.14) 

Uma música infantil diz “Com Cristo no barco tudo vai muito bem...”. Concordo, mas a vida cristã é mais parecida com a subida de uma montanha. Uma maratona. Uma experiência de novas descobertas, mas também exaustiva.

Será que você já perdeu de vista o alvo da vida cristã, que é a Pessoa de Jesus, e seu caráter formado em nós? Desanimou-se com a maratona de subida, em vez de andar um passo de cada vez? Hb 12.2 nos exorta a continuar olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus. 

De tempos em tempos, precisamos renovar nosso foco no alvo dessa subida. Será que você também esqueceu da razão pela qual continua subindo? Por que vai à igreja? A razão porque assiste os cultos? A razão pela qual existe? A razão pela qual está nesta caminhada chamada “vida cristã”?

Que nunca caiamos no erro da igreja de Éfeso (Ap 2.1-7) - uma igreja dinâmica, cheia de boas obras, perseverança e sã doutrina, e que não suportava falsos mestres, mas que havia abandonado seu primeiro amor. 

Que nesta grande caminhada na montanha chamada “vida cristã” nunca percamos de vista o alvo, Jesus! Prossigamos para o alvo, um passo de cada vez. Jesus edifica a igreja dEle, e com Cristo na montanha, tudo vai muito bem!

sábado, 1 de abril de 2017

Copérnico em Conversa com Deus

Em 19 de fevereiro de 1473 nascia Copérnico, o astrônomo e matemático polonês que desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar. A teoria de Nicolau Copérnico (1473-1543) contrariava a então vigente teoria geocêntrica (que considerava a Terra como o centro), e é tida como uma das mais importantes hipóteses científicas de todos os tempos, tendo constituído o ponto de partida da astronomia moderna. Copérnico publicou a sua teoria do modelo heliocêntrico no livro De revolutionibus orbium coelestium (“Da revolução de esferas celestes”), durante o ano de sua morte, 1543, conquanto já houvesse desenvolvido a teoria algumas décadas antes.
O heliocentrismo de Copérnico descrevia mais círculos, os quais tinham os mesmos centros, do que a teoria de Ptolomeu (modelo geocêntrico). Analisando os corpos celestes, Copérnico salientava que o movimento aparente do céu era uma ilusão causada pelo movimento do observador. Apesar de Copérnico colocar o Sol como centro das esferas celestiais, em rigor, ele não fez do Sol o centro do universo, mas perto dele. Conquanto naquele tempo a Igreja Católica Romana aceitasse essencialmente o geocentrismo aristotélico, o modelo de Copérnico influenciou muitos cientistas renomados que viriam a fazer parte da história, como Galileu e Kepler, que assimilaram e melhoraram a sua teoria.
No século vinte, o físico e filósofo Thomas Kuhn (1922-1996) argumentou que Copérnico apenas transferiu algumas propriedades, antes atribuídas a Terra, para as funções astronômicas do Sol. Outros historiadores, por sua vez, argumentaram que Kuhn subestimou quão revolucionárias eram as teorias de Copérnico, e enfatizaram a dificuldade que o polonês enfrentou ao modificar a teoria astronômica da época, utilizando apenas uma geometria simples e não dispondo de nenhuma evidência experimental.
A obra “Copérnico em Conversa com Deus” (acima) despertou a minha atenção. Nela, Jan Matejko — pintor polonês famoso por retratar personalidades históricas, políticas e eventos militares —  retrata o seu famoso compatriota naquilo que denominou de uma “conversa com Deus”. Copérnico era uma pessoa formada num contexto de fortes convicções religiosas, tendo sido educado pelo tio, futuro bispo de Ermlend, depois de ficar órfão aos onze anos. Em 1501, Copérnico aceitou o cargo de cônego da catedral de Frauenburg, para o qual foi indicado por seu tio. O geocentrismo era doutrina assumida em bases religiosas, como se fora uma verdade divina. Portanto, Copérnico experimentou em sua trajetória pessoal os desafios no diálogo entre a fé e a ciência – diálogo este nem sempre amistoso e equilibrado. Um outro elemento importante, é que a teoria de Copérnico ressentia-se de evidência experimental, e recorria principalmente à geometria.
No que seria uma espinha dorsal da doutrina que os teólogos reformados holandeses chamaram de “graça comum”, Agostinho escreveu, em sua obra A Doutrina Cristã, que “todo bom e verdadeiro cristão há de saber que a Verdade, em qualquer parte em que  se encontre, é propriedade do Senhor.” Este princípio propõe, entre outras coisas, prudência e humildade ao religioso. Onde estava a verdade de Deus? Com o geocentrismo da igreja medieval ou com o heliocentrismo de Copérnico? Este não propôs a sua teoria como um dogma ou como uma “lei de medos e persas que não pode ser revogada”. Sua teoria tem sido revisada e recebeu a contribuição (e até revisão) posterior de estudos experimentais.
A doutrina cristã da Criação propõe que o homem, por ser um mordomo, deve exercer tal mordomia pactual com a melhor luz que dispuser, agindo neste mundo de forma sóbria e esclarecida. Indague-se, portanto: O modelo heliocêntrico lançou mais luz para a compreensão científica do universo, e para uma mordomia mais lúcida na esfera da criação? Observe que Jan Matejko retrata Copérnico num cenário gótico medieval, e suas ferramentas são iluminadas pela luz divina que procede de cima. É preciso lembrar que a tela é apenas uma retratação artística, e não se presta à teologia ou a qualquer apologética doutrinal. Porém, chama a atenção o astrônomo surpreendido, sobressaltado mesmo. Em geral, é isto que acontece quando grandes e antigos dogmas, assumidos como “verdades”, quer seja pela religião ou pela ciência, são revolucionariamente contrariados: luzes e sobressaltos. Embora não sempre necessariamente nesta ordem.
Gilson Santos
https://gilsonsantos.com/2013/01/24/coprnico-em-conversa-com-deus-jan-matejko/

quarta-feira, 22 de março de 2017

Quando Deus Sorri...

“Noé, porém, achou graças aos olhos do Senhor” Gênesis 6:8. 

Noé foi o único seguidor de Deus que restou da sua geração, foi o segundo “pai” da raça humana; homem de paciência, consistência e obediência – é incrível como os homens tendem a se esquecerem de Deus e rapidamente se desviarem dos propósitos de Deus.

Na época de Noé, todo mundo vivia para seu próprio prazer, e não para o de Deus – Noé porém agradava a Deus, provavelmente o fazia sorrir. E porque ele agradou a Deus é que nós estamos vivos – a história de Noé nos mostra alguns passos para agradecer a Deus. 

1. AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS

A Bíblia diz que Noé seguia a Deus ininterruptamente e desfrutava de um íntimo relacionamento com ele – e o que Deus mais quer é ter um relacionamento conosco, ser amigo – por isso não está interessado em sacrifícios, mas no nosso amor. Servi-Lo e adorá-Lo em amor. Tanto que o primeiro e maior mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas. Quando seguimos também o segundo mandamento que é amar ao próximo como a nós mesmos, também arrancamos bons sorrisos de Deus – demonstramos isso quando agimos com sinceridade e amor, respeito e ética humana, humildade, solidariedade e companheirismo. 

2. DEUS SORRI QUANDO CONFIAMOS NELE COMPLETAMENTE

Noé confiou em Deus, mesmo quando não fazia sentido. Pela fé fez o que Deus queria e ordenará... Imagine a cena. Tinham 3 problemas que poderiam Ter despertado dúvida em Noé – Primeiro: Noé jamais tinha visto chuva, porque Deus irrigava a terra com água que brotava do solo; Segundo: ele estava muito longe do mar; e Terceiro ele ainda tinha que reunir e tomar conta dos animais, mas mesmo assim Noé atendeu prontamente a Deus e demorou 120 anos para construir a arca. Quando confiamos em Deus nós assinamos uma folha em branco e deixamos que Deus escreva a história de nossas vidas e nos faça o melhor. “Eu bem sei que pensamentos penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais.” Jeremias 29:11 

3. DEUS SORRI QUANDO LHE OBEDECEMOS INCONDICIONALMENTE

Tudo tinha que ser conforme a ordem de Deus – Noé obedeceu completamente e exatamente aquilo que o Senhor havia lhe ordenado. Ele não fez restrições apenas obedeceu. Obediência atrasada é desobediência. A compreensão pode esperar, mas a obediência não. Uma vida obediente a Deus pode lhe ensinar mais sobre Deus que uma vida inteira de discussão bíblica... Davi pedia um coração puro (SL.51:10) um coração puro não é um coração vazio, mas um coração obediente... A fé nos traz a salvação; a obediência ativa, por sua vez, demonstra que a fé é genuína... 

4. DEUS SORRI QUANDO LOUVAMOS E DAMOS GRAÇAS

É bom receber elogios e agradecimentos sinceros – Deus também gosta – a Ele expressamos nossa gratidão, adoração e amor – as outras pessoas nós demonstramos educação, incentivo, amor e amizade. Notamos que após o dilúvio Noé ofereceu sacrifício – nosso sacrifício hoje é louvor e adoração, porque o sacrifício foi feito lá na cruz. Quando agradamos a Deus e trazemos gozo ao coração do Pai o nosso coração também se enche de prazer e alegria intensa.
 

5. DEUS SORRI QUANDO USAMOS NOSSAS HABILIDADES

Temos que fazer conforme tudo o que Deus nos deu – constituir famílias, trabalhar, estudar, etc... sermos seres humanos. Foi para isso que Deus nos fez. Deus não é e nem esta indiferente as outras áreas da nossa vida, Ele não se alegra somente quando oramos, jejuamos, lemos a palavra, mas em todos os momentos Deus encontra prazer na sua criação... a única coisa que não agrada a Deus é o pecado, mas todas as outras coisas podem ser para louvor Dele. Deus nos dotou de maneiras distintas para o seu deleite. Não existem habilidades “não espirituais”, mas sim habilidades mal empregadas. Comece a usar suas habilidades para o prazer de Deus.

Deus também tem prazer em ver você desfrutar da criação, deu olhos para você apreciar a beleza da criação, ouvido para apreciar sons, nariz e papilas gustativas para apreciar perfumes e sabores e nervos na pele para apreciarmos o toque – tudo isso para o seu prazer e para sua adoração... Não é a criação maior que seu criador, mas a criação adora seu criador.

Os pais não exigem filhos perfeitos ou mesmo maduros para amá-los – da mesma forma Deus te ama em todo seu desenvolvimento.

Quando vivemos a luz da eternidade a pergunta não é mais “quanto prazer eu tenho na vida, mas sim quanto prazer Deus tem em minha vida?” Deus está procurando Noés – pessoas dispostas a viver para o prazer do Senhor.

O maior objetivo de nossas vidas tem que se agradar a Deus – para se ter sentido – não há nada que Deus não faça pela pessoa totalmente concentrada neste objetivo. 

A Alegria do Senhor é a Nossa Força.

quinta-feira, 9 de março de 2017

A Grande Pescaria

“Certa vez, quando a multidão apertava Jesus para ouvir a palavra de Deus, ele estava junto ao lago de Genezaré; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores haviam descido deles, e estavam lavando as redes. Entrando ele num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, sentando-se, ensinava do barco as multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo e lançai as vossas redes para a pesca. Ao que disse Simão: Mestre, trabalhamos a noite toda, e nada apanhamos; mas, sobre tua palavra, lançarei as redes. Feito isto, apanharam uma grande quantidade de peixes, de modo que as redes se rompiam. Acenaram então aos companheiros que estavam no outro barco, para virem ajudá-los. Eles, pois, vieram, e encheram ambos os barcos, de maneira tal que quase iam a pique. Vendo isso Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador. Pois, à vista da pesca que haviam feito, o espanto se apoderara dele e de todos os que com ele estavam, bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão. Disse Jesus a Simão: Não temas; de agora em diante serás pescador de homens. E, levando eles os barcos para a terra, deixaram tudo e o seguiram. (Lucas 5:1-11)

1 - SEJA FIEL ÀQUILO QUE LHE CONFIADO FAZER

“Os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes”. (v.2) Quantas vezes em suas vidas, aqueles pescadores já tinham realizado esta tarefa? Dezenas, centenas, milhares? Lavar as redes não era uma tarefa muito agradável. Depois de um dia intenso de trabalho, eles poderiam pensar: “Amanhã nós vamos utilizá-la novamente, para que lavá-la hoje? Estamos cansados, com vontade de descansar, deixa essa rede do jeito que está”.
E tem mais uma coisa, as redes não estavam sujas de restos de peixe, mas de outro tipo de sujeira, afinal, eles trabalharam a noite inteira e não apanharam absolutamente nada. Quando você tem sucesso naquilo que faz, ainda vale a pena fazer as tarefas rotineiras, agora, quando você não é bem sucedido, o fardo fica ainda maior. Varrer a loja, colocar os cadeados, apagar as luzes... Fazer estas e outras tarefas quando você não vendeu nada naquele dia é dose! Lavar a louça, passar pano no chão, limpar as janelas, passar o aspirador... quando ninguém reconhece o trabalho doméstico não é nada fácil! Dar a aula que você preparou com todo cuidado, pesquisa, atenção... quando na turma de 40 aparecem apenas 7 alunos, não é muito encorajador.
Aqueles homens tinham pescado a noite inteira, nada de peixe, e ainda tinham que lavar as redes. Contudo, eles foram fiéis a sua rotina de trabalho, e sabe o que foi que aconteceu? Aquelas redes limpas foram o instrumento de Deus para a realização do milagre. Foram elas que (v.6) se romperam devido a quantidade de peixes que eles apanharam.
Sabe o que este texto nos ensina? Seja fiel a sua rotina de trabalho, por mais enfadonha que ela seja, um dia você será recompensado. A Bíblia em vários momentos nos ensina e nos exorta a sermos fiéis àquilo que é nossa responsabilidade fazer. “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” (Ec. 9:10). Você pode não perceber isto, mas segundo as Escrituras, o nosso trabalho, por menor que seja, está ajudando o nosso Senhor a colocar ordem no caos que se tornou este universo. Nós somos mordomos do Senhor neste mundo caótico.
Era uma tarefa rotineira, chata, enfadonha... mas era preciso se feita! Eles lavaram as redes que serviram como instrumento para o milagre de Jesus.
Tem gente que pensa assim: “No dia em que eu tiver um emprego decente, eu vou trabalhar com vontade”. No Reino de Deus não existe esta de emprego decente. Todos os serviços são dignos!
Certo homem trabalhava abrindo valas de esgoto em São Paulo. Todo dia quando terminava o serviço ele ficava uns 5 minutos olhando para o buraco. Os companheiros corriam para se arrumar e ele ficava lá olhando para a vala que ele abriu. Até que um amigo percebeu e lhe perguntou o que era aquilo. E ele respondeu: “Todo dia quando termino, eu digo a Jesus: “Senhor, pode existir uma vala igual a minha, melhor impossível. Que buraco bem feito este que eu e o Senhor abrimos no dia de hoje”.
No reino de Deus não existem tarefas pequenas e sem valor. Se você é o arquiteto de um prédio gigante ou se você varre a rua onde está este prédio, diante de Deus vocês possuem o mesmo valor. Se você é um megaempresário, ou se você é o porteiro da empresa deste megaempresário, diante de Deus vocês possuem o mesmo valor. John Newton certa vez afirmou que “se dois anjos fossem enviados do céu para executar uma ordem divina, um para dirigir um império e outro para varrer uma rua do mesmo império, nenhum deles sentiria qualquer inclinação para trocar de serviço”.
Lembre-se que Jesus se vestiu como um escravo e fez o serviço de um deles ao lavar os pés dos discípulos. Quem espera ter um “emprego decente” para trabalhar de verdade, na verdade não sabe o que é trabalhar. Diz o texto que Jesus pregou em cima de um barquinho, no meio do mar! Ele não esperou ter um templo com púlpito de acrílico ou de mármore, ar condicionado... Se não podemos fazer tudo o que desejamos, façamos tudo o que podemos! O que foi que Jesus disse ao homem que recebera dois talentos? “Muito bem servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor”.
            Existe um pensamento que diz o seguinte: “Enfrenta o sol e as sombras cairão atrás de ti”. Era uma tarefa rotineira, chata, enfadonha... mas era preciso se feita! Eles lavaram as redes que serviram como instrumento para o milagre de Jesus.
Grandes coisas acontecem quando estamos sendo fiéis a nossa rotina de trabalho. Não podemos menosprezar o dia a dia de nossas vidas. A Bíblia tem vários exemplos de privilégios especiais concedidos a pessoas que trabalhavam. Moisés estava cuidando de ovelha, quando Deus lhe apareceu na sarça ardente. Gideão malhava o trigo, quando um anjo lhe trouxe uma mensagem celestial. Eliseu arava o campo, quando Elias o chamou para tornar-se profeta em seu lugar. Os apóstolos lavavam as suas redes quando elas foram solicitadas para um grande milagre.
2 – Acima da lógica e da coerência humana, está a Palavra de Deus.

“Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado a noite toda, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes”.  (v.5)

Eles tinham pescado a noite inteira e nada! Eles jogaram as redes para todos os lados, e nada! Eles eram pescadores profissionais e sabiam muito bem que, aquele dia, o mar não estava para peixe. Nem um filhotinho, nem um bagre para dar o trabalho de retirá-lo da rede... eles não apanharam nada!
Sabe uma coisa que deixa pescadores irritados? Perguntar o que eles pescaram no dia em que eles nada apanharam. É a mesma coisa que entrevistar jogador derrotado na final de campeonato, que entrevistar político derrotado no final da apuração, que conversar com petroleiro quando o vôo que o traria para casa foi adiado por causa do mau tempo, que conversar com a cozinheira que deixou o prato principal passar do ponto e estragou o jantar. Ficamos irritados quando não conseguimos realizar aquilo que nos dispomos a fazer. Ainda mais quando somos profissionais no assunto. E para piorar a situação, aparece alguém que não é do ramo, que não estudou o que nós estudamos e nos diz o que nós devemos fazer, e oferece conselhos naquilo que somos muito mais gabaritados do que ele. Aí não tem jeito, o sangue ferve mesmo!
Pedro havia pescado a noite inteira... e nada de peixe! Os braços estavam doendo, os olhos ardiam, o pescoço estava dolorido. Tudo o que ele queria era ir para casa descansar. Nesse momento, aparece Jesus e pergunta: “apanharam alguma coisa?” Depois da pergunta ele, diz: “Jogue a rede do lado direito do barco”.
É possível, conquanto não esteja relatado no texto, que Pedro tenha pensado ou quem sabe dito a um amigo: “Se ele deseja usar o barco como púlpito tudo bem, mas como barco de pesca? Esta é a minha área e eu sei que hoje o mar não está prá peixe. Por que ele não fica com a pregação dele e me deixa com a minha pescaria? Posso não saber muitas coisas, mas pescar eu sei!” Contudo, olha o que disse o nosso irmão Pedro: “Mestre, havendo trabalhado a noite toda, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes”.
Que atitude fantástica! Pedro que é tão criticado por suas reações destemperadas e impensadas, aqui ele serve de exemplo. Ele diz: “Senhor, todas as nossas tentativas demonstram que será em vão, mas o Senhor mandou, vamos lá. Toda a nossa experiência no assunto nos mostra que não tem como, no entanto, o Senhor ordenou, então vamos obedecer. Nunca, em todos estes anos de pescaria, ao passar a noite toda pescando e nada apanhando, conseguimos apanhar alguma coisa ao amanhecer, mas “sob a tua palavra lançarei as redes”.
E o que aconteceu naquele instante, era uma cena que Pedro veria repetir-se muitas vezes nos próximos anos nos cemitérios com os mortos, nas encostas de montanhas com os famintos, nas tempestades com os amedrontados, à beira das estradas com os enfermos. Sempre que um arrogante dizia: “Não tem jeito”, Jesus dizia: “Do meu jeito”. Naquele dia, Pedro aprendeu o que Jesus disse ao Jovem Rico: “O que é impossível aos homens, é possível a Deus”.
Sabe o que Pedro aprendeu: Não discuta com a Palavra de Deus! Ela sempre teve e sempre terá a autoridade final em todo assunto que ela se dispôs a revelar. Quando os homens tentam fazer do seu jeito, não tem jeito, mas quando seguem a Palavra de Deus, aquilo que parece ser impossível acontece. Nunca duvide da Palavra de Deus! Mesmo que seja difícil, mesmo que seja improvável, mesmo que seja impossível! Se for Palavra de Deus, vai se realizar!

3 – A falta de fé nos leva a um sofrimento desnecessário.

“Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador”. (v.8)

Quando Jesus iniciou o seu ministério, Ele convocou 12 discípulos, dentre eles estava Pedro. Ao convidar Pedro para andar com Ele, Jesus foi muito claro numa ordem: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens”. (Mc.1:17) Em outras palavras, Jesus estava dizendo: “Larga tudo e vem comigo”. Como assim? Pedro tinha uma indústria de pesca! Ele possuía sócios! E além dele, Jesus chamou os sócios, ou seja, a indústria deixaria de existir. Pedro não poderia se dar ao luxo de deixar as coisas por conta dos sócios.
Como assim? Pedro tem família, a sogra mora com ele! Explicar essas coisas prá sogra é complicado. “Como assim Jesus? Como assim largar tudo?”
Este texto de Lucas revela que Pedro fez que foi, mas na verdade não foi. Ele continuou pescando. Uma hora ele estava com Jesus, outra hora ele estava pescando. Até que num belo dia Jesus apareceu bem cedinho no mar onde eles trabalhavam e perguntou: “A pesca foi boa? Apanharam alguma coisa?”. E o Pedro responde: “Não apanhamos absolutamente nada! A noite toda e nada!”. Jesus então lhe diz: “Joga a rede do lado direito do barco”.
Aqui vai um detalhe que ainda não foi mencionado: Eles estavam perto da praia, não estavam mais em alto mar. Pedro então diz o que analisamos a pouco: “Sob tua palavra vamos jogar”. Quando ele puxa as redes, elas estão repletas de peixe! E o que foi que Pedro disse a Jesus? “O Senhor não quer ser o meu sócio?” Não foi isso que Pedro disse a Jesus. Pedro disse: “Afasta-te de mim Senhor, porque eu sou pecador”.
Por que foi que Pedro pronunciou estas palavras? Porque ele entendeu a mensagem de Jesus. Que mensagem era esta?
O mar da Galiléia era famoso pela sua abundância de peixes. Pessoas de diversos lugares vinham a este mar pescar por lazer. Como pode pescadores profissionais passarem a noite toda pescando e não apanharem nada? Onde está o milagre? Não ter peixe onde deveria ter, em alto mar; e ter peixe onde não deveria ter, na beira do mar.
Com este milagre Jesus estava deixando muito claro para Pedro o seguinte: “Você acha que eu não vou sustentar você? Quando eu te chamei para abandonar tudo, eu estava garantindo que lhe daria sustento. Mas você não confiou em mim, não é? Você continuou pescando. Pedro, deixe eu lhe dizer uma coisa: Você é um dos melhores pescadores que existe por aqui. O seu barco, as suas redes, os seus empregados, as suas técnicas, o seu GPS... você tem tudo do melhor, você investiu pesado na sua companhia de pesca. Mas Pedro, preste atenção: quem manda nos peixes sou eu! Se eu não te abençoar, você pode ter o melhor equipamento, os melhores profissionais, que ainda assim, você vai pescar a noite toda e não vai pegar nada! Se eu retirar os peixes, pode vender o barco, negociar as redes e dispensar os empregados. Tudo que você sabe, sem a minha bênção não serve de nada. Pedro, eu controlo os peixes! Você não está me seguindo com medo de não ter sustento? Quem você acha que sempre te sustentou até aqui?”
Foi isso que Pedro percebeu quando disse: “Afasta-te de mim que sou pecador”. Ou seja: “Eu não percebi diante de Quem eu estava”.
A maior fonte dos nossos sofrimentos é a descrença nas promessas divinas. A falta de fé nos leva a um sofrimento desnecessário. Esta é uma lição que todos nós precisamos aprender e estar constantemente relembrando: Confiar que é Deus, e somente Ele, quem nos sustenta.
Quem sustenta a sua vida não é o bom emprego público que você possui, não são os seus negócios que melhoram a cada dia e a cada mês, não são os exercícios, a alimentação saudável, os cuidados com o corpo, não são os seus pais, os seus amigos, os seus conchavos, os seus contatos, os seus contratos... É Deus! Unicamente o Senhor! “Eu controlo os peixes! Eu sou soberano sobre todas as coisas! Eu sou o Senhor Deus Todo-Poderoso que faço todas as coisas do jeito que me agrada fazer! Se eu não te abençoar, você pode ter o melhor equipamento, os melhores profissionais, que ainda assim, você vai pescar a noite toda e não vai pegar nada! Se eu retirar os peixes, pode vender o barco, negociar as redes e dispensar os empregados. Tudo que você sabe, sem a minha bênção não serve de nada!”
            Portanto, lembre-se destes três princípios: Seja fiel àquilo que lhe foi confiado fazer. Acima da lógica e da coerência humana, está a Palavra de Deus. A falta de fé nos leva a um sofrimento desnecessário.  

Pr. David Marcos 
http://www.batistareformada.com.br/mensagens_em_texto/84-a-grande-pescaria

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