domingo, 19 de fevereiro de 2017

Lutar ou Fugir

A resposta "lutar ou fugir" é uma reação instintiva acionada quando uma pessoa enfrenta perigo. Vem uma explosão de adrenalina enquanto o coração bate mais rápido, capacitando a pessoa a ficar firme e lutar ou a virar as costas e correr. Independente da decisão instantânea, seja lutar ou fugir, o resultado desejado é a sobrevivência.

Esta reação é dada para a nossa segurança física. E como fica a segurança espiritual? Através da Bíblia, Deus mostra ocasiões em que se deve ficar firme e lutar, e outras situações em que se deve sair correndo o mais rápido possível.

A luta. Paulo disse para Timóteo: "Combate o bom combate da fé" (1 Timóteo 6:12; 1:18). A batalha de Paulo, porém, não foi com espadas e lanças. Ele lutou contra "muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição" (1 Timóteo 6:9). Esta é uma batalha mental e espiritual. A chave para vencer esta guerra é controlar todos os desejos, pensamentos e atos.

A fuga. Quando é a hora de fugir? Cada um tem suas próprias fraquezas. Deve-se fugir das situações que conduzem às tentações nas áreas mais vulneráveis na própria vida. Paulo disse a Timóteo: "Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor" (2 Timóteo 2:22). Em tais situações, deve se salvar e, às vezes, salvar a própria família da maldade, da mesma maneira que Ló escapou de Sodoma. Infelizmente, ele não fugiu a tempo para salvar sua mulher, que olhou para trás com saudades da cidade, a cidade perversa e corrupta, e perdeu a sua vida.

Essa é uma guerra para a sobrevivência espiritual. É uma batalha em que não há desgraça em fugir do adversário. Porém, devemos ser leais ao vencedor. Este é o fato maravilhoso sobre esta guerra: ela já foi vencida! Timothy Richte

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Os Gaditas


“Dos GADITAS …, homens valentes adestrados para a guerra, que sabiam manejar escudo e lança; seus rostos eram como rostos de leões, e eles eram tão ligeiros como corças sobre os montes. …, foram os chefes do exército; o menor valia por cem, e o maior por mil” (I Cr 12:8-14).
 “E de Gade disse (Moisés): Bendito aquele que faz dilatar a Gade; habita como a leoa, e despedaça o braço e alto da cabeça. E se proveu da primeira parte, porquanto ali estava escondida a porção do legislador; pelo que veio com os chefes do povo, executou a justiça do Senhor e os seus juízos para com Israel” (Dt. 33:20-21).

Gade foi o sétimo filho de Jacó, este teve 7 filhos (Gn.46:16) que formaram 7 clãs. Esses clãs tomaram posse de um território que foi dividido entre a tribo dos GADITAS, pois cada um de seus filhos se tornou príncipe de um território (Nm. 26:15-18). Tinha no comando de sua tribo Eliasafe, comandante e representante.

“A tribo de Gade construiu Dibom, Atarote, Aroer,  Atarote-Sofã, Jazar, Jogbeá, Bete-Ninra e Bete-Harã como cidades fortificadas, e fez currais para os seus rebanhos.” (Nm 32:34-36)

Quatro atitudes do gadita:

1. Crer
Existe um território a ser conquistado, porém a nossa fé é a chave que abre as portas da conquista. Doze espias foram enviados por Moisés, mas apenas dois creram nas promessas de Deus e foram esses que conquistaram o território prometido.

“Disse então Nabucodonosor: “Louvado seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos! Eles confiaram nele, desafiaram a ordem do rei, preferindo abrir mão de sua vida a prestar culto e adorar a outro deus que não fosse o seu próprio Deus. Por isso eu decreto que todo homem de qualquer povo, nação e língua que disser alguma coisa contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despedaçado e sua casa seja transformada em montes de entulho, pois nenhum outro deus é capaz de livrar alguém dessa maneira”. Então o rei promoveu Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na província da Babilônia. (Dn 3:28-30)

A fé paralisa a ação do inimigo, a fé de Daniel fechou a boca dos leões, a fé de Sadraque, Mesaque e Abedenego impediu que fossem mortos na fornalha, abrindo as portas da conquista, destruindo a idolatria e promovendo-os na província da Babilônia.

Disse-lhe Jesus: “Não lhe falei que, se você cresse, veria a glória de Deus?” (Jo 11:40)
Creia! Deus nos prometeu esse território e ele nos fará conquistar, caminhe pela fé rumo ao sobrenatural! Os gigantes serão derrotados, as muralhas derrubadas e entraremos na terra que Deus prometeu!

2. Sonhar
Grandes sonhadores marcaram a história da nossa geração, um GADITA que não sonha está condenado ao fracasso e a derrota.
Martin Luther King foi um pastor protestante e ativista político estadunidense que lutou pelos direitos civis, principalmente pelos negros e mulheres, foi autor do famoso discurso “Eu tenho um SONHO”, King dedicou sua vida em busca desse sonho de liberdade. Assim como King, fomos levantados para marcar nossa história e para isso devemos viver e lutar pelos nossos sonhos. Os nossos sonhos vão delimitar nosso território de conquista.
Não olhe as circunstâncias, seja um sonhador. Se José olhasse as circunstâncias nunca conquistaria nada, mas ele perseguiu seu sonho. Sonhos existem para serem perseguidos. Seja obstinado pelos seus sonhos.

“Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por possessão.” (Sl 2:8)

Seja ousado, sonhe grande. A nossa conquista depende do tamanho dos nossos sonhos! Sonhe com uma multidão! Visualize a conquista da rede de milhares! Sonhe os sonhos de Deus!

3. Confessar
O poder da palavra move o sobrenatural. A fé é o combustível, porém a palavra é a fagulha do agir de Deus, por meio da palavra todas as coisas foram criadas. Se você tiver fé e disser ao monte ‘Vá daqui para lá’, e ele irá. Nada lhes será impossível. (Mt 17:20, não basta apenas ter fé, é necessário DIZER ao monte VÁ!
Quando Rede Juvenil do MIR de Manaus era pequena, com menos de cem jovens, eles diziam que iriam encher aquele local, que Manaus seria conquistada, que os seus doze seriam pastores. Essas confissões trouxeram à realidade tudo aquilo que pode ser contemplado hoje.

Não permita que o inimigo cale a sua voz profética. Declare seus sonhos! Profetize a conquista! Lance as palavras no terreno celestial e receberá frutos de uma colheita profética sobrenatural!

4. Tomar posse
Deus deixou mais de oito mil promessas na bíblia para nós. Devemos crer e tomar posse do território que Deus prometeu.
Josué creu na promessa de Deus para conquista de Canaã, portanto quando Deus mandou dar sete voltas e conquistar a primeira cidade que era Jericó, não titubeou, tomou posse da conquista, cumpriu a ordem de Deus, derrubou a grande muralha no grito e partiu para dentro da terra prometida.
Sempre ouvimos promessas que um dia teremos tantos jovens que os nossos cultos seriam somente aos sábados, pois não caberíamos na igreja. Recebemos promessas que um dia nos reuniríamos em um ginásio para realizar os cultos, pois uma multidão seria alcançada. Muitos recebem apenas como uma palavra de empolgação, porém nós GADITAS tomamos posse dessa palavra e estamos caminhando rumo à conquista dessa cidade. Ouça bem, esse dia está próximo, tome posse!
“Eu o fiz uma testemunha aos povos, um líder e conquistador de nações.” (Is 55:4)


Unção de um Guerreiro
O GADITA possui um coração guerreiro, disposto a enfrentar os desafios e as batalhas para conquistar territórios.

“Dos GADITAS se passaram para Davi, ao lugar forte no deserto, homens valentes adestrados para a guerra, que sabiam manejar escudo e lança; seus rostos eram como rostos de leões, e eles eram tão ligeiros como corças sobre os montes.” (1 Cr 12:8)

Ter um rosto como o de um Leão significa ser revestido do caráter do Leão da Tribo de Judá, Jesus, foi guerreiro, lutou até o fim rumo ao seu propósito e deixou em nós uma semente (1 Pe 1:23) incorruptível, nosso DNA, vivo e permanente dos filhos de Deus.
Para ser um leão guerreiro são necessárias sete características:

1) Coração de Servo
“Quem quiser ser líder deve ser primeiro servo. Se você quiser liderar, deve servir.” – JESUS CRISTO (Mt 20:26)
O GADITA acima de tudo é um servo, sua função principal é servir. Jesus deixou esse grande exemplo de um coração de servo lavando os pés dos seus discípulos, e entregando sua vida por nós, portanto, nós que temos o DNA de Cristo devemos dar a nossa vida por aqueles que servimos.
No hebraico, a palavra que traduz o serviço do servo é ‘shãrat’ que denota o serviço feito em relação à adoração de Israel a Deus, ou seja, toda vez que agimos como servos estamos prestando uma adoração a Deus.
O GADITA precisa estar sempre atento às necessidades da rede juvenil, se apresentando e ajudando naquilo que for necessário. Lembre-se: você é o servo, se disponha a servir e “Deus não é injusto; ele não se esquecerá do serviço de vocês e do amor que demonstraram por ele, pois ajudaram os santos e continuam a servi-los” (Hb 6:10). Deus não se esquece daqueles que servem!

2) Espírito de Equipe
“O Deus que concede perseverança e ânimo dê-lhes um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus, para que com um só coração e uma só voz vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. “ (Romanos 15:5-6)
Uma equipe de excelência está alinhada a visão do líder, é fundamental que a equipe tenha uma mesma linguagem. Quando o rei Ninrode determinou em seu coração construir uma torre que alcançasse o céu, o povo era UM e tinha UMA SÓ linguagem e Deus teve que trazer confusão de língua, pois se continuassem assim, ninguém poderia paralisá-los.

“Eu descerei e falarei com você; e tirarei do Espírito que está sobre você e o porei sobre eles. Eles o ajudarão na árdua responsabilidade de conduzir o povo, de modo que você não tenha que assumir tudo sozinho.“ (Núm  11:17)

Moisés estava tão sobrecarregado que pediu para morrer (v. 15) e Deus enviou uma equipe de líderes que o ajudariam na responsabilidade de conduzir o povo à terra prometida, de forma que tirou DO Espírito de liderança que estava sobre Moisés e colocaram sobre a equipe.
3) Lealdade, fidelidade e Honra
Essas três características formam um manto de autoridade – Tehillim – cobertura, poder, unção, proteção ou tenda sobre a vida do GADITA.

Lealdade é uma revelação de caráter que forma no líder a indubitável forma de trabalhar sem criar desconfortos de relacionamento, nem deixando de fora a nudez do líder, nem desprotegendo as suas costas. Lealdade na Palavra é muito mais do que andar junto, é o prazer de servir e de trazer conforto de caminhada e proteger a unção do líder.
Fidelidade é o caráter do povo curado. A geração da fidelidade é aquela que não se rende às propostas de negociar ministério, púlpitos, discípulos, visão e geografias como a própria Nação, que diz não para as propostas de oportunismos e sim para uma rota mais complicada, porém decente. Somos inegociáveis. Isso é Fidelidade. Nessa Fidelidade, encontramos classes de pessoas, como também muitos que não estão aprovados, mas outros estão selados com um caráter irrepreensível.
“Sê Fiel até à morte e te darei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10).
A Honra é a semente para o êxito. Quando falamos de honra, falamos da essência do Messias. Em tudo, Ele deu honra ao Pai, aos discípulos, à Igreja, ao Reino e às autoridades constituídas. Sabemos que a Terra se move por duas chaves: a chave da honra, e a chave da desonra. Tudo que temos e somos de bom ou ruim, tem por traz uma honra ou uma desonra. Assim como a honra é a chave para o êxito, a desonra é a chave para as catástrofes. A Honra abre portas, assim como a desonra fecha todas as portas que foram abertas. A Honra é a semente de acessos. Quando honramos, consciente ou inconscientemente, estamos acessando oportunidades. Quando desonramos estamos fechando as portas das conquistas que estavam na nossa direção.

4) Inteligência e criatividade
O leão é um animal magnífico e podemos aprender muito com seu comportamento, um ponto muito interessante é a sua capacidade de criar estratégias criativas para conquistar sua caça, seu objetivo. Quase sempre, a caça é o resultado de uma ação planejada e levada a efeito por um grupo de várias leoas e o leão líder. Uma das estratégias interessantes é quando leão líder se posta imóvel tendo o vento seguindo dele para um grupo de antílopes reunidos pastando na savana. Sua presença, notada pelos antílopes, tinha a função de distraí-los do cerco preparado por mais de uma dezena de leoas formando cuidadosamente um círculo e vindo pelo lado oposto, sem serem percebidas por causa da direção do vento. No momento certo o leão salta em direção aos antílopes que assustados correm desordenadamente em direção às leoas que frequentemente conseguiam caçar até dois animais.

5) Compromisso
A tribo de Gade recebeu a primícia da terra prometida, porém Moisés chamou a atenção para o compromisso que tinham com seus compatriotas de ir para guerra (Nm 32:6), os GADITAS assumiram um compromisso com Moisés, de que só retornariam quando todos os israelitas recebessem a herança. Mesmo quando Josué assumiu o comando das tropas de Israel, os Gaditas mantiveram seu compromisso.


“Então eles (GADITAS) responderam a Josué: “Tudo o que você nos ordenar faremos, e aonde quer que nos enviar iremos. Assim como obedecemos totalmente a Moisés, também obedeceremos a você. Somente que o Senhor, o seu Deus, seja com você, como foi com Moisés. Todo aquele que se rebelar contra as suas instruções e não obedecer às suas ordens, seja o que for que você lhe ordenar, será morto. Somente seja forte e corajoso!” (Js 1:16-18)

O compromisso dos GADITAS com seu líder Josué serviu de encorajamento para dar seu primeiro passo (Cap. 2) rumo à conquista. Os GADITAS têm unção para encorajar e fortalecer a liderança, o GADITA tem um papel fundamental na conquista da nossa cidade, por isso devem estar comprometidos completamente com a visão do líder (Assim como obedecemos totalmente a Moisés, também obedeceremos a você).

“…, Eleazar, filho do aoíta Dodô. Ele era um dos três principais guerreiros e esteve com Davi quando os filisteus se reuniram em Pas-Damim para a batalha. Os israelitas recuaram, mas ele manteve a sua posição e feriu os filisteus até a sua mão ficar dormente e grudar na espada. O Senhor concedeu uma grande vitória a Israel naquele dia, e o exército voltou para onde Eleazar estava, mas somente para saquear os mortos.” (2 Sm 23:9-10)
O seu compromisso independe das ações dos outros, mesmo que o exército recue, o GADITA precisa manter sua posição, honrar seu compromisso e Deus o concederá uma grande vitória! Um GADITA é um guerreiro comprometido com os projetos de Deus para sua vida.

6) Proteger a conquista e os filhos
As leoas grávidas têm seus filhotes (geralmente dois) cerca de três meses e meio depois de fertilizadas. Próximo do momento do parto, a fêmea procura uma fêmea que já não esteja em idade de ter filhos ou uma jovem solteira (frequentemente uma filha sua já adulta) para ajudá-la no parto e nos primeiros meses após o nascimento da nova ninhada. A função da “madrinha”, como chamam os massai (tribo de naturais que convive com os grupos de leões nas savanas africanas), é a de proteger a parturiente de ataques de animais (hienas, grandes aves de rapina e outros carnívoros) e ajudar a prover o grupo de alimento.
De nada adianta conquistar uma multidão se não souber mantê-la. O GADITA tem unção para proteger a conquista contra os inimigos até que alcance a maturidade espiritual e possa assim proteger outros. O forte consegue proteger-se a si mesmo o GADITA protege todos em sua volta. O GADITA é um consolidador valente!

7) Resistência
Na maior parte da bíblia onde fala sobre os GADITAS, existe alguma relação com guerra, batalhas, o GADITA não estará livre delas. A maior batalha do GADITA está em seu interior, por muitas vezes seu inimigo irá atacá-lo com palavras de desânimo, incredulidade e incapacidade, porém o GADITA precisa se posicionar como guerreiro e resistir às investidas do inimigo, quando o inimigo vê a estampa do leão em seu rosto fugirá como um cão covarde.
“Resistam ao diabo e ele fugirá de vós” (Tg 4:7)
A unção do GADITA lhe dá rosto de leão no momento da peleja, para emudecer o inferno diante do olhar intimidador daquele que possui o DNA do Leão da Tribo de Judá.
Temos o DNA do Deus vivo e nEle podemos TODAS as coisas, com Ele conquistaremos a vitória e realizaremos coisas grandiosas.
Não esqueça nunca de quem você é, existe uma unção de GUERREIRO disposto a enfrentar as batalhas contra o inimigo, rumo a conquista da rede de milhares, ainda que seja o menor GADITA valerá por cem e o maior enfrentará mil.

Unção para formar um exército de valentes
- A unção do Gadita que maximiza a conquista faz com que o menor tenha o valor de 100 valentes e o maior valha por mil. Conquistadores de centenas e de milhares! “O menor virá a ser mil, e o mínimo uma nação forte” (Isaias 60:22).
- A unção do GADITA adestra e equipa um verdadeiro exército de valentes.
A palavra discipular, na Bíblia, pode ser definida através dos termos hebraicos Yarah e Lamed. YARAH significa instruir, dirigir, ensinar, apontar, atirar, visar, arremessar, lançar em linha reta (Salmos 32:8). LAMED significa instruir, treinar, estimular, incitar, ensinar, fazer alguém aprender (Isaías 48:17).

Um GADITA deve dedicar o tempo e a vida por amor ao Reino, e assim cumprir o mandamento de Jesus de fazer discípulos de todas as nações da Terra (Mateus 28:19).

Ainda que Gade tenha recebido o seu nome por uma motivação equivocada de sua mãe, a serva da esposa não desejada, Deus converte a vergonha em dupla honra, a proposta do caos na realidade profética redentiva.

 “Seus irmãos, homens valentes, dois mil e setecentos, chefes das famílias; e o rei Davi os constituiu sobre os rubenitas, os GADITAS e a meia tribo dos manassitas, para todos os negócios de Deus e para todos os negócios do rei”. (I Cronicas 26:32)

Com os GADITAS, Davi conquistaria a fortaleza dos Jebuseus, edificaria um altar na antiga eira de Araúna, e selaria, assim, a sua prosperidade (II Samuel 24:10-25). Ali, depois de advertido por um profeta GADITA, Davi converte a maldição em bênção, não permitindo que a avareza lhe impedisse de pagar um alto preço, por sua oferta no altar do Senhor.

Unção para vencer as batalhas

- A unção do GADITA vem com o escudo da fé e a ponta de lança profética, que fará conquistar primeiro.
“Dos GADITAS se passaram para Davi, ao lugar forte no deserto, homens valentes preparados para a guerra, que sabiam manejar escudo e lança;”c(I Cr 12:8).
Os GADITAS eram valentes e destemidos e, onde chagavam, transformavam o lugar. Na história de Israel, não há um registro de derrota das guerras onde os GADITAS estiveram envolvidos. Examinando as escrituras vemos os GADITAS constantemente relacionados á guerra, seu pai mesmo profetizou em Gn 49:19 que ele seria perseguido por tropas de guerrilheiros, mas também disse, que por fim ele os perseguiria. Portanto ser um GADITA é estar envolvido em batalhas, mas creia, vitória ele trará sobre você!
Davi permaneceu por muito tempo morando no deserto e em cavernas, quando era fugitivo de Saul. Um dia, ouviu dizer que os GADITAS estavam indo ao seu encontro. Ao ouvir tal informação, ele foi antes ao encontro deles, pois sabia que nunca haviam perdido uma guerra. Um dos filhos dos GADITAS se apressou e disse a Davi que a entrada deles era de paz e de conquista.
A Bíblia relata que esse jovem profetizou para o rei Davi e as palavras por ele emitidas trouxeram consolo. Naquele momento, Davi foi consolidado. E os GADITAS se uniram a Davi e tornaram-se capitães de tropas.

Após a morte de Saul, rei de Israel, Davi foi ungido rei sobre Israel, conforme a palavra do Senhor dita pelo sacerdote Samuel (I Samuel 16). Como rei, Davi enfrentou muitas guerras e tornou-se muito poderoso porque o Senhor Deus dos Exércitos era com ele (I Crônicas 11:9).

O rei Davi contava com um exército muito forte, liderado por homens valentes, verdadeiros heróis que o apoiaram fortemente em seu reino.
Entre esses homens valentes, um grupo muito especial se destaca pelas características que lhes são atribuídas. Veja só: valentes; prontos para a guerra; com as armas preparadas nas mãos; rostos como de leão (assustadores) e velozes como as corças. Eram os GADITAS. E veja que coisa interessante: a Bíblia diz que o menor valia por cem e o maior por mil!! (I Crônicas 12:14). Isso é tremendo!

Vivemos em uma guerra constante contra o inferno. Satanás, nosso inimigo, vive, constantemente, buscando maneiras de nos tirar dos caminhos do Senhor, da santidade e da fé. Essa luta não é contra pessoas ou coisas, mas contra os principados e potestades da maldade, contra satanás e seus demônios (Efésios 6:12).
Nessa guerra é preciso ser valente, estar preparado, com a arma em punho e a coragem de um leão. Um verdadeiro GADITA.
O Senhor está levantando uma nova geração de guerreiros, tementes a Ele, adestrados na Sua Palavra, para entrarem nessa guerra. E você foi chamado para fazer parte desse exército, um verdadeiro valente de Deus, para conquistar territórios para o Senhor.
Com certeza você nunca pensou em ser um soldado, muito menos de entrar em uma guerra ou conquistar territórios. Guerra só de brincadeira, não é? É provável que você se ache muito pequeno e fraco para lutar contra algo que parece tão grande e tem um nome que dá medo, como PRINCIPADO OU POTESTADE. Não é mesmo?
O Grande General deste exército é, nada mais, nada menos, que o Senhor Deus Todo Poderoso, que já preparou para você uma armadura especial que irá lhe guardar da cabeça até os pés, para que você possa resistir ao dia mau, isto, ao dia da guerra (Efésios 6:13-18). Sua armadura tem um capacete especial para guardar a sua cabeça, uma couraça de justiça para proteger o seu corpo, calçados para os seus pés não vacilarem, um cinto que lhe dá segurança com a verdade, um escudo de fé e uma espada que nunca falha. Você entra na guerra com um decreto de vitória: Você já é muito mais que vitorioso em Cristo Jesus e o seu inimigo já sabe que, embora lute, já está derrotado.
Os GADITAS são linha de frente de guerra. Andam unidos em um só propósito. Eram 11 homens, 12 com Davi e tinham o caráter do seu líder. Eram valentes. Ousados.  Você é um líder de guerra para arrancar as vidas das garras do Inimigos e lutar pela consolidação de suas conquistas.
Davi foi um tremendo conquistador, mas graças a ajuda de seus homens. O GADITA é vitorioso. Ele tem cara de leão e garras de leão. Ele não é abatido na guerra. Mas traz o seu fruto e o entrega ao Rei. Nós não perderemos nem um só nos nossos frutos.
Escudo e lança são armas de ataque e defesa. Há momentos que você precisa atacar e outros que você precisa defender. Quem usa escudo e lança tem que ser adestrado. No mundo espiritual o GADITA é um guerreiro adestrado. As flechas que Deus te der serão lançadas e atingirão o seu alvo. O GADITA sabe o momento de atacar e de defender.

Aliste-se nesse exército vitorioso! Use a armadura que está a sua disposição! Levante a lança profética e avance rumo a conquista!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Pescadores ou Pastores?

O pescador muda-se em pastor. Jesus “precisa primeiro de pescadores que peguem os peixes no mar deste mundo para fazê-los entrar nas redes da Igreja. Mas logo a imagem muda: estes novos convertidos, é necessário educá-los, conduzi-los, alimentá-los e ensiná-los.

Onde estão os pastores do povo de Deus? Onde estão aqueles que por amor ao Rei, largam as 99 ovelhas e vão a busca de uma que se perdeu e sofre? Sem sombra de dúvidas, vivemos uma enorme crise de pessoalidade e afetividade na relação pastor-ovelha, isso porque, alguns dos ditos pastores se tornaram mega-stars da fé, imponentes pregadores, "Apóstolos desbravadores", além de "poderosos profetas". Se junta a isso, o fato de que as mensagens pregadas nos púlpitos têm tido por fundamento o marketismo religioso, cujo conteúdo é humanista e secularizado. Infelizmente, sou obrigado a concordar que tais pastores têm se preocupado mais com a porta de entrada, do que com a porta de saída dos seus apriscos; mais com números do que com gente. Na verdade, ouso afirmar de que vivemos numa era onde as pessoas foram definitivamente coisificadas, onde seres humanos, criados à imagem e semelhança de Deus transformaram-se em gráficos e estatísticos.      

Diante desta nebulosa perspectiva, sou tomado pela impressão de que essa geração necessita urgentemente de pastores de almas, de gente abnegada, que se preocupem com a dor do próximo e tenha prazer em cuidar da ovelha ferida. Para tanto, torna-se indispensável restaurar os conceitos pastorais desta geração, impregnando nos novos ministros, amor, compromisso e fidelidade para com Deus e seu Reino. Além disso, julgo também que seja imprescindível de que os pastores desse tempo, sejam plenamente comprometidos com a Santa Palavra de Deus, preocupando-se com o que ela diz, tomando-a como regra, bem como modelo de fé e comportamento para o seu ministério pessoal.    

A Escritura é a fonte de toda a sabedoria, e os pastores devem extrair dela tudo aquilo que expõem diante do rebanho. Através da exposição da Palavra de Deus, as pessoas são conduzidas a liberdade e a segurança da fé salvadora; a verdadeira pregação tem por objetivo abrir a porta do Reino ao ouvinte, isto é, que as Escrituras Sagradas, devem ser o principal instrumento na condução, consolidação e pastoreamento do povo de Deus. A pregação pública deve ser acompanhada por visitas pastorais.    

Nossas igrejas estão cheias de indivíduos em crise, de famílias desestruturadas, além de pessoas que foram violentamente marcadas por satanás e o pecado. Neste tempo pós moderno, onde o relativismo tem mostrado as suas garras, necessitamos urgentemente de pastores preparados e capacitados, que amem a Deus acima de todas as coisas, e que se disponha a pastorear abnegadamente o rebanho de Cristo.Que Deus tenha misericórdia de seu povo e levante pastores segundo o seu coração.

Jesus se serviu de duas imagens para ilustrar a tarefa de seus colaboradores. A de pescadores e a de pastores. As duas imagens requerem atualmente explicações, se não quisermos que o homem moderno as encontre com pouco respeito em sua dignidade e as rechace. Ninguém gosta hoje de ser «pescado» por alguém, ou ser uma ovelha do rebanho!

A primeira observação que há que fazer é esta. Na pesca ordinária, o pescador busca seu proveito, não certamente o dos peixes. O mesmo o pastor. Ele apascenta e custodia o rebanho não pelo bem deste, mas pelo seu, porque o rebanho lhe proporciona leite, lã e cordeiros.

No significado evangélico sucede o contrário: é o pescador o que serve ao peixe; é o pastor que se sacrifica pelas ovelhas, até dar a vida por elas. Por outro lado, quando se trata de homens, ser «pescado» ou «recuperado» não é desgraça, mas salvação.

Na Igreja ninguém é só pescador, ou só pastor, e ninguém é só peixe ou ovelha. Todos somos, com finalidades diferentes, uma e outra coisa por vez. Cristo é o único que é só pescador e só pastor. Antes de ser pescador de homens, Pedro foi pescado e recuperado várias vezes.


Como deve ter parecido estranho àqueles pescadores de peixe, serem convocados, não mais para serem pescadores, mas para serem pastores. Parece que foi a diferença entre esses dois chamados que Jesus tentou ensinar a Simão Pedro naqueles últimos momentos à beira do mar da Galileia. A diferença entre ser pescador e ser pastor. Uma diferença que a todo custo e urgentemente precisamos reaprender. A ordem deixada por Jesus nos evangelhos nunca foi a de atrair pessoas para a igreja, e sim de ir ao encontro delas onde quer que estivessem. O limite estabelecido não foi uma cidade ou um estado, mas os confins da Terra. O mandamento que Jesus deixou não nos diz para ficarmos em segurança atraindo peixes gordos, mas deixarmos tudo para trás para ir ao encontro das ovelhas, principalmente das que estão mais perdidas. A ideia mais próxima da realidade pastoral que Jesus nos passou foi justamente aquela da parábola em que o pastor larga tudo que era significativo na sua vida para ir atrás de uma ovelha que está perdida. “Apascenta as minhas ovelhas”.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O Céu Antes da Volta de Cristo

                                       Antes de chegarmos ao céu

O Novo Testamento também chama de paraíso o céu onde Deus habita (2Co 12.4; Lc 23.43). Nesse paraíso encontra-se o monte Sião celestial, a “cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial” (Hb 12.22) e a “árvore da vida” (Ap 2.7). A palavra vida nesse contexto merece nossa atenção, pois o paraíso é lugar da vida por excelência, onde existe “vida em abundância” (veja Jo 10.10). No céu habita a origem e a fonte de toda a vida, que é o próprio Deus vivo.

A Jerusalém celestial

Em Apocalipse 21.1-3 ficamos sabendo que um dia a Jerusalém celestial descerá à terra como “nova Jerusalém”. Essa cidade terá muros, portões de pérolas, pelo menos uma rua, no mínimo um rio, o “rio da água da vida” (Ap 22.1), e “de uma e outra margem do rio” (Ap 22.2) teremos “a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos” (Ap 22.2). Essa formulação permite a conclusão de que a “árvore da vida” não seja uma só árvore, mas um tipo de árvore “celestial” a crescer e florescer às margens do rio da água da vida. Mais uma vez encontramos a ênfase em vida na cidade do Deus vivo.
Nenhuma metrópole de nosso mundo é tão viva e tão pulsante como a cidade do Deus vivo no paraíso. E com sua altura, comprimento e largura de 2.400 quilômetros, será gigantesca, suficientemente espaçosa para todos os salvos de todas as eras (Ap 21.16-17).

Duas expressões curiosas

O apóstolo Paulo usa duas expressões bem curiosas para descrever a “Jerusalém lá de cima” (Gl 4.26), como chama essa cidade incomum. A primeira palavra que Paulo usa é livre. A Jerusalém celestial é uma cidade livre, não escravizada pela Lei, pelo pecado ou por qualquer outra coisa. Só a livre graça de Deus leva uma pessoa a essa “Jerusalém lá de cima”. É o lugar mais livre desta e de todas as dimensões. Todo aquele que chegar lá estará livre, completamente livre!
A segunda palavra é mãe. Ela exprime carinho e proximidade, confiança e aconchego, características que não são necessariamente associadas a uma cidade. Mas a Jerusalém celestial é um lugar de segurança. É o lar da família de Deus. É o lugar onde reina o amor, porque o próprio Deus habita ali.
Se morrermos antes do Arrebatamento, esperaremos pela ressurreição. Mas, ansiamos muito não passar pela morte! Gostaríamos mais de ser levados ao céu pelo Senhor enquanto estivermos vivos! Pergunta: como é o céu até chegarmos lá?

Quem vive no céu?

Nessa cidade celestial vive uma multidão literalmente incontável de anjos e a “universal assembléia” (Hb 12.22) que adora a Deus, o Pai (Ap 4.11) e a Deus, o Filho (Ap 5.12), com voz de numerosa multidão, como de muitas águas e como de fortes trovões (veja Ap 19.6). Anjos são “espíritos ministradores” (Hb 1.14), que ajudam os salvos aqui na terra e observam atentamente a extraordinária ação de Deus com a Igreja (Ef 3.10). Por isso, se você crê em Jesus Cristo, encontrará no céu os anjos que o ajudaram aqui na terra, muitas vezes sem que você soubesse ou percebesse seu agir. Para muitos anjos você será um velho conhecido. Chegando ao céu, você realmente estará chegando em casa!
No céu, todos vão compreender e amar uns aos outros. Ninguém será excluído, ninguém discriminará ninguém. Os habitantes do céu formam uma família grande, harmoniosa e perfeita.
Outro grupo que habita no céu são os “espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.23). Essa declaração singela contém algumas informações interessantes para os curiosos entre nós:
– Os habitantes humanos do céu são “espíritos”. Eles ainda não ressuscitaram. Ainda não receberam seus corpos glorificados. Ainda estão separados dos seus corpos.
– Os moradores humanos do céu são “aperfeiçoados”. São sem pecado, sem mácula e sem rugas. Chegaram ao alvo. Sua peregrinação chegou ao fim. Não precisam mais ser aprovados. Não precisam mais ser vencedores. Não serão mais provados nem purificados.
– Os habitantes humanos dos céus são “justos”. Merecem esse título porque creram em Deus quando estavam na terra. Seguiram ao Senhor e agora chegaram ao céu como “espíritos justos e aperfeiçoados” (perfeitos no sentido de estarem sem qualquer pecado).
Na Bíblia, tanto os salvos do Antigo Testamento como os da Nova Aliança são chamados de “justos” (Is 26.7; Hc 2.4; Rm 1.17; Rm 5.19). Os justos de todas as eras vivem no céu. Lá você encontrará Adão, Eva, Abel, Noé, Abraão, Sara, Isaque, Rebeca, Jacó, Davi, Ana, Samuel e muitos outros. E todos eles são espíritos justos aperfeiçoados – até o momento em que “cada um, por sua própria ordem” (1 Co 15.23) ressuscitar para a vida em um novo universo.
Isso significa que no céu só habitam pessoas que foram feitas justas e tornadas sem pecado. No céu não há brigas, não há partidarismos, nem preferências, lisonjas ou vanglórias, nem escárnios, nem mal-entendidos, nada de abusos ou exploração. Todos vão compreender e amar uns aos outros. Ninguém será excluído, ninguém discriminará ninguém. Os habitantes do céu formam uma família grande, harmoniosa e perfeita.

O mistério continua

O que significa que os crentes hoje no céu são “espíritos”? Para nós, sobre a terra, isso é e continuará sendo um grande mistério. Um ser humano é uma unidade entre homem interior e homem exterior. Faltando uma das partes, não será uma pessoa completa (veja Gn 2.7; Rm 7.22; 2Co 4.16). As ideias platônicas e entusiastas de que nosso corpo não tem valor algum, e que só o ser interior é que conta, são refutadas com muita veemência pelo apóstolo Paulo em 1 Coríntios 6.13-20. Portanto, chegaremos ao céu sem pecado (“aperfeiçoados”), mas ainda “incompletos” (apenas em “espírito”), até que, finalmente, ressuscitemos e recebamos nossos corpos glorificados (2Co 5.1-4).

Chegando ao céu

O que faremos no céu se morrermos antes da volta de Cristo? Apocalipse 6.11 fala que os mártires devem repousar “ainda por pouco tempo” até que também se complete “o número dos seus conservos e seus irmãos”. Portanto, repousarão até o último salvo chegar ao céu e também receber a vestidura branca. Apocalipse 22.3 diz que seus servos O servirão. Penso que isso será mais tarde, quando todos já estiverem junto de Deus!
O professor em Bíblia René Pache explica que no céu, no presente, a ênfase está claramente em “descanso depois das batalhas aqui na terra”. No momento, o céu é primeiramente um lugar de consolo, de recuperação dos sofrimentos passados aqui na terra. As recompensas ainda não foram distribuídas, Cristo ainda não exerceu Seu julgamento (no Tribunal de Cristo, quando serão julgadas as obras dos salvos, veja Romanos 14.10-12 e 2Co 5.10). Isso somente acontecerá após a ressurreição, quando todos os salvos forem revelados juntamente com o Senhor Jesus e assumirem seus postos de comando onde o Senhor os colocar.
no céu Deus, o Pai, vai enxugar “toda lágrima” do nosso rosto. Deus vai nos consolar e você experimentará a cura de todos os seus traumas.
Certamente uma das atividades centrais no céu consiste no louvor a Deus. Hebreus 12.23 fala da “igreja dos primogênitos arrolados nos céus”. Essa igreja é a reunião dos salvos, que se juntam diante do trono de Deus para adorá-lO, como lemos em Apocalipse 4 a 6. Louvor e adoração desempenham um papel central no céu, pois os vencedores têm toda a razão para agradecer ao seu Senhor por terem chegado seguros à mais bela cidade de todas as dimensões.
Isso também significa que, no céu, nos lembraremos da nossa vida aqui na terra. Se não fosse assim, por que teríamos de ser consolados? Por que precisaríamos de consolo se nem lembrássemos do que Deus nos salvou e livrou? Certamente Deus, por si mesmo, é digno de infinito louvor, mas Ele não tem interesse em que nós esqueçamos o que já fez por nós. E por que seria dito aos mártires de Apocalipse 6.9-11 que “repousem ainda por pouco tempo”, se nem sabem de que canseiras e de quais provações estarão repousando? Essa passagem bíblica nega qualquer ideia de que Deus irá apagar nossa memória. Os mártires conseguirão se lembrar de seus sofrimentos. Recordarão de seu próprio assassinato, certamente uma lembrança traumática. E esses mártires têm sentimentos e desejos, pois clamam por vingança pelas injustiças que sofreram.
À luz da glória e da presença de Deus você também conseguirá entender as piores lembranças; não esqueçamos que no céu estaremos “aperfeiçoados”. Além disso, no céu Deus, o Pai, vai enxugar “toda lágrima” do nosso rosto (Ap 7.17; Ap 21.4). Deus vai nos consolar e você experimentará a cura de todos os seus traumas. Mas o Senhor não vai deletar todas as memórias de sua existência terrena. Se fosse assim, não haveria necessidade de consolo.
A Palavra de Deus confirma: “Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos” (Mt 22.32). Quando você morrer, não começará tudo do zero. Será como disse Richard Sibbes:
Para nós, cristãos, a morte é somente um porteiro carrancudo que nos abre a porta para um majestoso palácio. A morte de um cristão é uma mudança, não o aniquilamento de tudo o que houve antes. A única coisa definitivamente apagada serão os nossos pecados, porque Jesus os carregou sobre a cruz.
Em Lucas 16.9, Jesus Cristo diz em relação às riquezas e aos relacionamentos, que devemos investi-los nas “moradas eternas”. O que fazemos aqui na terra tem reflexos na eternidade, mais do que pensamos. As amizades que fazemos aqui na terra não terminarão no céu. Aquilo que investimos em pessoas aqui no mundo terá reflexos nos relacionamentos que teremos no céu.

Casados no céu?

No céu os casamentos estarão dissolvidos (por razões práticas e teológicas), mas os vínculos surgidos em um casamento não terão findado. Já que no céu não haverá relações sexuais nem pecado (portanto, nem ciúmes, nem inveja), alguém, por exemplo, que casou duas vezes porque o primeiro cônjuge morreu, poderá ter vínculos profundos com seus dois cônjuges.
Isso pode soar um pouco estranho aqui para nós, mas no céu não haverá tratamento desigual nem prejudicial a ninguém. O comportamento do Senhor Jesus aqui na terra, sem pecado algum, pode nos fornecer alguma ideia de como poderiam ser os relacionamentos no céu. Mesmo que o Senhor Jesus tenha amado a todas as pessoas com o mesmo e profundo amor, teve um relacionamento mais próximo com os doze apóstolos; e com os três discípulos mais chegados o vínculo era ainda mais íntimo. Havia inclusive mulheres que tinham um relacionamento mais próximo com Jesus do que outras discípulas, e nosso Senhor certamente não foi adúltero ou imoral! Amizades mais chegadas ou relacionamentos mais íntimos não são manifestação de pecado.

Nosso lar

Se você é um filho de Deus, o céu é seu lar. Lá você tem sua cidadania. Lá você tem todos os direitos e privilégios. Lá seu nome é conhecido, lá você é amado, lá você é esperado, lá está seu povo (Fp 3.20). Você é um concidadão dos santos (Ef 2.19). No céu você estará em casa com o próprio Deus. E isto certamente será o melhor de tudo: a comunhão com o Deus vivo! Será assim como os filhos de Coré ansiavam no Salmo 42.2: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?”. Não há nada mais belo do que a reluzente, brilhante, pura e três vezes santa glória divina (Ap 4). Nos céus, Deus é o maior bem de todos!
Jesus Cristo disse: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3). Em outras palavras, o mais belo, mais glorioso e mais precioso é conhecer a Deus, o Pai, e a Jesus Cristo, Seu Filho – isso é o céu! Um céu sem Jesus não seria céu. O pregador inglês Charles Spurgeon declarou:
Oh!, pensar num céu sem Cristo! Seria o mesmo que pensar no inferno. Céu sem Cristo! É o dia sem sol, a existência sem vida, o banquete sem comida, é ver sem luz. Isso é uma contradição em si mesma. Céu sem Cristo! Absurdo. Seria o mar sem água, a terra sem campos, o céu sem suas estrelas. Não pode haver céu sem Cristo. Ele é a soma de todas as bem-aventuranças, a fonte de onde jorra o céu, o elemento de que é formado o céu. Cristo é o céu e o céu é Cristo.
Se você não tem apreço pela pessoa de Jesus, também não gostará do céu. Se você hoje, aqui e agora, já quiser ter um gostinho do céu, busque mais comunhão com Deus, seu Pai, e com Jesus Cristo, seu Senhor. Ore com o mesmo desejo de Davi: “Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo” (Sl 27.4).
Busque as coisas lá do alto (Cl 3.1-4). Viva conscientemente com o Senhor Jesus e para Ele. Busque ativamente, em oração e no estudo da Sua Palavra, a presença de seu Deus e o trono da Sua graça. Então sua alma encontrará sossego e tranquilidade, profunda alegria e paz duradoura, pois, como já dizia o salmista, “um dia nos teus átrios vale mais do que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade” (Sl 84.10). “Maranata! Amém! Vem, Senhor Jesus!”. René Malgo

sábado, 28 de janeiro de 2017

Contando Nossos Dias

Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece. (Tg 4:14)

Confesso que não sou a pessoa mais emotiva do mundo. Tenho um pouco de dificuldades em demonstrar minhas emoções e sentimentos.
Chorar é algo um tanto incomum na minha vida, mas esta semana me peguei segurando as lágrimas durante um casamento.

Não que casamentos mexam comigo, mas este foi especial. Tudo estava indo normal, até que a música começou a tocar, as portas se abriram e majestosamente minha filha começou a desfilar pelo tapete vermelho, usando um lindo vestido branco, em direção ao altar. Meio em estado de choque comecei a questionar: Onde está aquela menininha que até ontem carreguei no colo?

Agradeço a Deus por ela só ter nove anos ainda e que tenha entrado no casamento apenas como dama, mas não pude deixar de pensar que em alguns anos ela entrará usando um vestido semelhante, mas desempenhando outro papel na cerimônia. Isto, realmente, me assusta.

Completo trinta e cinco anos (embora alguns amigos achem que já tenha passado dos quarenta) e a cada dia que passa me espanto mais com a brevidade da vida. Os dias vêm e vão e o tempo não dá uma pausa nunca.

O espelho é testemunha das rugas e cabelos brancos que vão se multiplicando. Algumas pessoas já começam a me chamar de senhor. Dores vão surgindo e as vezes sinto-me como um carro precisando de revisão. Mas este desgaste natural não me preocupa.

Aos trinta e três anos Jesus entregava Sua vida por mim. Aos trinta e cinco, ainda questiono o cristianismo que tenho vivido.

Aquele que sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder (Hb 1:3), sofreu uma tripla humilhação por mim: Sendo Deus se fez homem. Sendo homem, se fez servo e por fim foi até a cruz (Fl 2:6-8), mas o tempo vai passando e continuo lutando contra meu orgulho e soberba.

O tempo não pára. Os minutos que estou usando para escrever estas palavras não voltarão nunca mais. Não serei mais um adolescente sonhando em conquistar o mundo. Minha filha nunca mais será um bebê que vou carregar nos braços.

A brevidade da vida e a incerteza do amanhã deveria nos levar a viver a vida, que Deus nos deu, com mais excelência e seriedade. Agarrando cada oportunidade de servir ao Senhor, pois é possível que elas nunca mais voltem.

Agradeço a Deus por mais um ano que Ele me deu, mas também sei que na contagem regressiva dos meus dias aqui na terra, tenho um ano a menos. Quero viver o resto dos meus dias de forma que dignifique o nome de Cristo.

Que este seja nosso desejo e motivação: Viver nossos dias na terra de tal forma que nossos passos, desejos, palavras e atitudes dignifiquem o nome do nosso Senhor Jesus Cristo.

“Senhor, Tu me sondas e me conheces.” (Sl 139:1) Alex Amorim 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Poucos Muito Ricos, Muitos Muito Pobres.

Os seis homens mais ricos do Brasil concentram a mesma riqueza que toda a metade mais pobre da população do país (mais de 100 milhões de brasileiros), segundo o relatório da ONG Oxfam divulgado nesta semana.
A ONG britânica de assistência social e combate à pobreza usa como base levantamentos sobre bilionários da revista "Forbes" e dados sobre a riqueza no mundo de um relatório do banco Credit Suisse.

De acordo com a "Forbes", as seis pessoas mais ricas do Brasil são:

Jorge Paulo Lemann, sócio da Ambev (dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica) e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz
Joseph Safra, dono do banco Safra
Marcel Herrmann Telles, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz
Carlos Alberto Sicupira, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz
Eduardo Saverin, cofundador do Facebook
João Roberto Marinho, herdeiro do grupo Globo

A fortuna somada desses seis empresários era de US$ 79,8 bilhões (cerca de R$ 258 bilhões) em 2016, de acordo com a "Forbes".

Poucos muito ricos, muitos muito pobres. Por que existem pessoas ricas e pessoas pobres?

A desigualdade social, com a concentração de riqueza nas mãos de poucos e o empobrecimento e a vida difícil da maioria esmagadora da classe trabalhadora e do povo pobre é a marca da sociedade em que vivemos, capitalista.

Você pode muito bem almejar uma situação financeira melhor e trabalhar muito para tal. O que você não deve é deixar que isso seja o mais importante para você, nem medir as pessoas por sua posição social. Devemos nos importar em tentar viver bem com o nosso salário, seja ele grande ou pequeno, mas que seja justo e honesto e recebido com alegria. 

Existem pessoas com mais facilidade em ganhar dinheiro que outras, isso é um dom de Deus. Entretanto, assim como não devemos achar que a riqueza é sinal de benção, também não podemos achar que a pobreza é um sinal de santidade. 

Se existem diferenças sociais, elas se acabam quando existe um coração que se alegra pelo fruto de suas mãos. Paremos de querer colher mais do que plantamos. Paremos de indagar pela história dos outros e sejamos responsáveis pela nossa própria história.

Aos filhos de Deus não interessa ganhar o mundo, a fama, a fortuna. A nossa vocação é viver a vida na abundância de Deus. Não temos aqui casa, nem cidade permanente. Estamos aqui de passagem, de passagem para um novo céu e uma nova terra. Para este destino não levamos conosco nem ouro, nem prata.

Há, porém, tesouros divinos que o Senhor quer depositar em nós: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Sim, ricos e bem-aventurados serão aqueles que, quando se manifestar o Reino de Deus, estiverem cheios deste tesouro celestial.

O que acontecerá com a prosperidade sem Deus? “Descansa no Senhor, e espera Nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos. (Sl 37,7).

No mundo há apenas dois tipos de pessoas. Há aqueles que são pobres: a única coisa que possuem é dinheiro. Há, no entanto, outros que não têm dinheiro, mas são ricos; são procurados pela sua fé, sabedoria e zelo pela obra de Deus. Por isso “Deleite-se no Senhor, e Ele atenderá aos desejos do seu coração. Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nEle, e Ele agirá”.

domingo, 15 de janeiro de 2017

O Sopro de Deus

"Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra." 2 Timóteo 3:16,17
 
Quando nos dedicamos a estudar a Palavra do Senhor aprendemos coisas extraordinárias, que olhos desatentos nunca poderiam ver. Acrescente ao estudo a direção essencial do Espírito Santo e toda Escritura abre-se detalhada diante de nós. Que Deus nos conduza em sabedoria e unção nesse estudo das Escrituras Sagradas e que muitos sejam impactados pela graciosa Palavra de Cristo através dessas linhas.
 
Ao observarmos a passagem citada de 2 Timóteo, vemos a utilidade que a Palavra tem na vida dos cristãos. Ela ensina, corrige, repreende, tornando o varão perfeito e preparando-o para tudo na vida. Mas o interessante nessa passagem não é somente esta parte, visível aos olhos de qualquer um, mas outra parte, que não está tão clara simplesmente lendo o conteúdo do versículo.
 
Paulo inicia o versículo dizendo: "Toda Escritura é DIVINAMENTE INSPIRADA". Essa expressão confirma que toda a Bíblia é fornecida por Deus ao seu povo, usando homens como instrumentos para manter escrito o que Deus ensinou. Contudo há algo mais aí. Quando nos voltamos para os escritos originais dessa passagem, vemos que Paulo usa a expressão grega THEOPNEUSTOS, que os tradutores traduziram como DIVINAMENTE INSPIRADA. O termo THEO significa Deus, enquanto que PNEUSTOS significa sopro ou soprar. Sabendo disso, talvez a expressão mais correta seria dizer que "Toda Escritura foi SOPRADA POR DEUS", tornando a frase completa assim: "Toda Escritura foi soprada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra".
 
Agora vamos analisar a maravilha disso! Voltando-nos para o início da criação, em Gênesis capítulos 1 e 2, vemos o homem sendo feito à imagem e semelhança de Deus. O Senhor cria o homem e: "...formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente" Gênesis 2:7.
 
Ao formar Adão, Deus sopra vida nele e ele passa a conviver com Deus, juntamente com sua mulher Eva. Passado algum tempo, como sabemos, eles pecaram e foram expulsos do Éden (leia Gênesis 3). O vínculo entre Deus e os homens passa a ser obscurecido pelo pecado, que contamina toda a raça humana.
 
Para reestabelecer o homem em sua comunhão com Deus, o próprio Deus envia seu Filho, Jesus Cristo, ensinando e pregando a salvação pela fé Nele e, depois Dele, os discípulos, por meio do Evangelho, começam a pregar e ensinar o caminho da Vida.
 
Agora percebam a semelhança entre as duas passagens:
 
1- Adão tornou-se alma vivente por meio do Sopro de Deus
 
2- O Evangelho foi SOPRADO POR DEUS e é por meio dele que aprendemos e cremos em Jesus para a vida eterna!
 
Assim como o sopro de Deus deu vida ao primeiro homem, que pecou e caiu de seu estado de graça, somos restituídos à Graça por Jesus Cristo, o qual é pregado e ensinado por meio do Sopro de Deus que são as Escrituras Sagradas!
 
O Evangelho é um sopro diário de Deus para nos dar vida pela fé em Cristo, o qual varre as impurezas de nossos corações, expulsa os inimigos de nossas almas e conserva-nos em comunhão com o Pai. É a respiração de Deus vivificando o homem, dando fôlego renovado às pessoas em cada culto! É o precioso oxigênio que enche os pulmões da fé e permite que tenhamos plena segurança durante toda nossa vida...
 
Que cada um de nós possamos em nossos lares respirar desse fôlego de Deus, lendo e nos dedicando ao conhecimento Dele mais e mais... Assim como nossos corpos mortais necessitam do ar para respirar e manter-se vivo, nossos espíritos necessitam do sopro de Deus para serem fortalecidos em Cristo a cada dia! Sendo Jesus o Caminho para a Vida, o Evangelho é o ar que encherá nossos pulmões e nos dará fôlego renovado para a caminhada! Prossigamos com passos firmes, pois ao povo de Cristo pertence essa vitória!
 
Respire o Evangelho, hoje e sempre!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O Cristão e os Jogos de Azar


Entre os jogos de azar estão aqueles jogos permitidos por lei, que são as várias modalidades de loteria, os bingos - este último, muito usado até por igrejas cristãs e instituições - e os sorteios pelo telefone valendo dinheiro, carros e outros prêmios. Quem explora este tipo de jogo tem licença de órgão público competente. Mas nem por isso quer dizer que sejam jogos que convêm ao crente.

Temos também os jogos ilícitos, cujo mais popular é o Jogo do Bicho. Os cassinos são mais uma modalidade de jogos de azar cuja legalidade e implantação oficial está sendo discutida no Brasil. Para o cristão, o que realmente importa é se estas modalidades de jogo acabam por afetar algum princípio bíblico.

A Bíblia não proíbe de forma explícita os jogos de azar. Entretanto, nossa ética é elaborada não somente com aquilo que a Bíblia ensina explicitamente como também com aquilo que pode ser legitimamente derivado e inferido das Escrituras. Existem diversos princípios bíblicos que deveriam fazer o crente hesitar antes de jogar:

1. O trabalho é o caminho normal que a Bíblia nos apresenta para ganharmos o dinheiro que precisamos, Ef 4:28; 2Ts 3:12; Pv. 31. Quando uma pessoa não pode trabalhar, por motivos diversos, desde desemprego até incapacidade, ela deve procurar outros meios  de sustento e depender de Deus pela oração (Fp 4.6, 19). A probabilidade da situação do desempregado piorar ainda mais se ele gastar seu pouco dinheiro em jogo é muito grande.

2. Tudo que ganho pertence a Deus (Sl 24.1), e como mordomo, não sou livre para usar o dinheiro do jeito que quiser, mas sim para atingir os propósitos de Deus. E quais são estes propósitos? Aqui vão alguns mencionados na Palavra: (1) Suprir as necessidades da minha família (1Tm 5.8), o que pode incluir, além de sustento e educação, lazer e outras atividades que contribuam para a vida familiar; (2) compartilhar com os irmãos que têm necessidades e sustentar a obra do Evangelho (2Co 8-9; Gl 6:6-10; 3 João; Ml 3.10).

3. Deus usa o dinheiro para realizar alguns importantes propósitos em minha vida: suprir minhas necessidades básicas (Mt 6:11; 1Tm 6:8); modelar meu caráter (Filip 4:10-13); guiar-me em determinadas decisões pela falta ou suficiência de recursos; ajudar outros por meu intermédio; mostrar seu poder provendo miraculosamente as minhas necessidades. Jogar na loteria não contribui para qualquer destes objetivos.

4. Cobiça e inveja são pecado (Ex 20:18; 1Tm 6:9; Heb 13:5), e são a motivação para os jogos de azar na grande maioria das vezes. A atração de ganhar dinheiro fácil tem fascinado a muitos evangélicos.

5. Existem várias advertências no livro de Provérbios sobre ganhar dinheiro que podem se aplicar aos jogos de azar: o desejo de enriquecer rapidamente traz castigo (Pv 28.20,22); o dinheiro que se ganha facilmente vai embora da mesma forma (Pv 13.11); e riqueza acumulada da forma errada prejudica a família (Pv 15.27).

Uma palavra aos presbiterianos do Brasil: o Catecismo Maior da Igreja Presbiteriana do Brasil enquadra os jogos de azar como quebra do oitavo mandamento, “não furtarás”. Após fazer a pergunta, “Quais são os pecados proibidos no oitavo mandamento?” (P. 142), inclui na reposta “o jogo dissipador e todos os outros modos pelos quais indevidamente prejudicamos o nosso próprio estado exterior, e o ato de defraudar a nós mesmos do devido uso e conforto da posição em que Deus nos colocou”. É claro que esta posição oficial da IPB vale para seus membros, mas não deixa de ser interessante verificar os argumentos usados e sua aplicabilidade para os cristãos em geral.

É importante lembrar, ainda, que os jogos de azar são responsáveis por muitos males sociais, emocionais e jurídicos no povo, tanto de crentes como de não crentes. Menciono alguns deles:

1. O empobrecimento. Há pessoas que são cativadas pelo vício de jogar e, diariamente estão jogando. E, como só um ou poucos ganham, há pessoas que passam a vida toda jogando sem nunca ganhar. Não poucos perderam tudo o que tinham em jogos. Muitos pais de família pobres gastam o dinheiro da feira no jogo.

2. O vício de jogar apostando dinheiro. A tentação para jogar começa desde cedo a estimular uma compulsão entre crianças e jovens que começam a adquirir o hábito de “tentar a sorte”. Há milhares de jovens que já são viciados no jogo, especialmente com a vinda da internet e a possibilidade de jogos online com apostas.

3. Arruinar vidas e carreiras. Não são poucas as histórias de pessoas que se arruinaram financeiramente jogando na bolsa de valores – conheço pelo menos uma pessoa nesta condição – ou apostando em outros tipos de jogo.

4. Jogar dinheiro fora. As chances de se ganhar na loteria são piores do que se pensa. Para efeito de comparação, a probabilidade de uma pessoa morrer em um atentado terrorista durante uma viagem ao exterior é de 1 em 650 mil e atingida por um raio é de 1 em 30 mil. Se uma pessoa compra 50 bilhetes a cada semana, ela irá ganhar o prêmio principal uma vez a cada 5 mil anos.

Outra pergunta frequente é se as igrejas deveriam receber ofertas e dízimos de dinheiro ganho em loteria. Minha tendência é dizer que não deveriam. Guardadas as devidas proporções, lembro que no Antigo Testamento o sacerdote era proibido de receber oferta de dinheiro ganho na prostituição (Dt 23:18) e que no Novo, Pedro recusou o dinheiro de Ananias e Safira (At 5) e de Simão Mago (At 8:18-20).

Alguém pode dizer que o valor gasto nas apostas em casas lotéricas é muito pequeno. Concordo. Mas é uma questão de princípio e não de quantidade. Quando o que está em jogo são princípios, um centavo vale tanto quanto um milhão.  Augustus Nicodemus Lopes
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