quarta-feira, 4 de maio de 2011

Depressão e a Bíblia

A depressão é uma condição amplamente disseminada, afetando milhões de pessoas, cristãs e não-cristãs da mesma forma. Aqueles que sofrem de depressão podem experimentar sentimentos intensos de tristeza, raiva, falta de esperanças, fadiga e uma série de outros sintomas. Elas podem passar a se sentir inúteis e até mesmo suicidas, perdendo o interesse nas coisas e nas pessoas com quem antes se alegravam. A depressão é freqüentemente desencadeada por circunstâncias de vida, como a perda de um emprego, a morte de um ente querido, ou divórcio, ou problemas psicológicos como a baixa auto-estima ou aqueles causados por abuso.
A Bíblia nos diz para sermos cheios de alegria e louvor (Filipenses 4:4; Romanos 15:11), então Deus aparentemente quer que todos nós vivamos vidas alegres. Isso não é fácil para alguém sofrendo de uma depressão causada por alguma situação, mas pode ser remediado através dos dons de Deus de oração, estudo e aplicação da Bíblia, grupos de apoio, grupos domésticos, comunhão entre os crentes, confissão, perdão e aconselhamento. Nós devemos fazer o esforço consciente para não sermos absorvidos por nós mesmos, e ao invés disso colocarmos nossos esforços para fora. Sentimentos de depressão freqüentemente podem ser resolvidos quando o sofredor tira o foco de si próprio e o põe em Cristo e nos outros.
A depressão clínica é uma condição física que deve ser diagnosticada por um médico. Ela não é causada por circunstâncias desafortunadas da vida, e os sintomas não podem ser aliviados pela vontade própria. Ao contrário do que alguns da comunidade cristã acreditam, a depressão clínica nem sempre é causada pelo pecado. A depressão pode às vezes ser um distúrbio que precisa ser tratado com medicação e/ou aconselhamento. É claro, Deus é capaz de curar qualquer doença ou distúrbio. No entanto, em alguns casos, ver um médico por causa de depressão não é diferente de ver um médico por causa de um machucado.
Existem algumas coisas que aqueles que sofrem de depressão podem fazer para aliviar a sua ansiedade. Eles devem se certificar de que estão permanecendo na Palavra, mesmo quando não sentem vontade. As emoções podem nos desviar do caminho, mas a Palavra de Deus permanece firme e imutável. Nós devemos manter forte a fé em Deus, e nos chegarmos ainda mais a Ele quando sofremos provas e tentações. A Bíblia nos diz que Deus jamais irá deixar que tentações que nós não somos capazes de suportar entrem em nossas vidas (1 Coríntios 10:13). Apesar de estar deprimido não ser um pecado, uma pessoa ainda é responsável pela forma como responde à aflição, incluindo a busca por ajuda profissional de que ela precisa. “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hebreus 13:15).

domingo, 1 de maio de 2011

Santos!

Teríamos os cristãos se tornado fracos em nossa postura a respeito de santidade? Jamais parece ter sido dito muito sobre isso. Quantos sentem como se estivessem vivendo vidas santas? Pergunte-se a alguém sobre o nível de santidade em sua vida e pode-se ficar surpreso pela resposta recebida. Os cristãos negligenciam a santidade? Pode ser que sim, pode ser que não, mas a santidade ainda merece investigação. Afinal, Deus disse, tanto no Velho como no Novo Testamento, "Santos sereis, porque eu, o Senhor, sou santo" (Levítico 19:2; 1 Pedro 1:16). O Velho Testamento é um bom lugar para começar. Comecemos respondendo a um par de perguntas. Primeiro, o que é "santo"? E então, qual é a fonte de santidade?
O que é "santo"? Comecemos pela origem do significado. O termo hebraico para santo provavelmente partiu de um conceito primitivo de separação ou remoção do sagrado do profano. Deus tomou a palavra e usou-a para descrever muitas coisas e atividades separadas para adoração. O termo para santo é encontrado predominantemente em sentido religioso e usualmente contém um significado fundamental de "separado", ou "fora" do uso comum. O uso do termo santo foi habitualmente restrito pelas regras cerimoniais ou limitado a certo povo (Israel, sacerdotes), lugares (tabernáculo), coisas (altares), ou tempos (sábado). O termo oposto a santo é "impuro" ou "profano" (veja Levítico 10:10).
Qadash, o termo para santo no Velho Testamento, é usado mais de 600 vezes, de muitos modos. Muitas vezes é usado para nomear alguma coisa a ser separada; o santo lugar, por exemplo (Êxodo 28:43; 29:30), era separado dos lugares comuns para propósitos de adoração. Outras vezes é usado para descrever uma característica. O nome de Deus é literalmente expresso "meu santo nome" (Levítico 20:3; 22:2). Sião é, às vezes, chamado o "santo monte" (Salmo 2:6). Freqüentemente, o termo é usado como verbo. "Santificar" uma coisa é "consagrá-la", ou separá-la do comum. Deus "santificou" o altar (Êxodo 29:29), o Templo (1 Reis 8:64), pessoas (Êxodo 19:10, 14) e lugares (Êxodo 19:23). Em poucos casos a santidade é transmissível a outros objetos (Êxodo 29:37; 30:29; Levítico 6:27) mas na maioria dos casos somente a impureza é transmissível e poluente para o que é santo (Ageu 2:12-13). Os objetos santos são muito numerosos para serem nomeados aqui mas, para dar uma idéia, o tabernáculo (ou mais tarde o Templo) e todos os artigos envolvidos na adoração, as pessoas que executavam a adoração, a terra em volta do tabernáculo e a nação inteira de Israel eram considerados santos.
O Velho Testamento usa o termo santo para descrever algo que é separado de coisas comuns, impuras, contaminadas, do vício e da idolatria, e conseqüentemente se torna um antônimo para tais coisas. Ele descreve todas as pessoas, lugares, coisas e tempos de algum modo associados com Deus e sua adoração. Se um tal artigo de algum modo se tornasse impuro, tinha que ser limpo novamente com sacrifício de sangue. Skinner descreve o significado de santidade dizendo que santidade, "... em resumo, expressa uma relação que consiste negativamente em separação do uso comum, e positivamente em dedicação ao serviço de Jeová"1.
Qual é a fonte da "santidade"? Deus disse aos israelitas, "Eu sou o Senhor vosso Deus; portanto vós vos consagrareis, e sereis santos, porque eu sou santo" (Levítico 11:44). Santidade não é um atributo de Deus, mas sua natureza essencial (Espírito Santo). Santidade se refere a Deus e ou aquilo feito santo por ele e portanto nenhuma santidade existe fora dele. "Santo" indica a própria separação de Deus da impureza ou pecado em sua perfeição de ser. Coisas que eram inerentemente limpas poderiam tornar-se santas ao serem dedicadas a Deus e seu serviço, tanto por Deus como por uma cerimônia estabelecida por ele. Somente Deus tem poder e autoridade para tornar santos e purificar coisas contaminadas pela impureza. Portanto, toda santidade vem de Deus.
O termo santo descreve aquelas coisas separadas do que é comum ou impuro, e sua fonte é Deus. Mas isso é apenas o começo. Pedro citou "Sede santos porque eu sou santo" no Novo Testamento (1 Pedro 1:16), mas a idéia não é nada nova. Deus indicou logo no início que ele esperava que as pessoas de todas as idades fossem santas. Um autor comenta o relato da criação em Gênesis 1:26 e observa, "Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Ser à imagem de Deus significa, entre outras coisas, que fomos feitos para espelhar e refletir o caráter de Deus. Fomos criados para luzir para o mundo a santidade de Deus. Este era a principal finalidade do homem, a verdadeira razão para sua existência"2. O sábio Rei Salomão escreveu, "Eis o que tão-somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias" (Eclesiastes 7:29). Fomos criados à sua imagem, mas onde estamos agora? A citação de Pedro ainda permanece verdadeira como afirmação. Somos separados em Cristo. Mas como mandamento, podemos dizer que seguimos tudo isso estritamente? Examinemos nossas vidas e vejamos se espelhamos a santidade de Deus.

sábado, 30 de abril de 2011

Com vontade de desistir

O Salmo 137 é um belíssimo cântico sobre fé, dor e superação. Ele nos mostra um povo que adorava cantar e salmodiar ao seu Deus, mas que estão à beira da uma “aposentadoria espiritual”. Diz-se dos jogadores aposentados que eles “penduraram as chuteiras” os cantores de Jerusalém também se viam no fim. Estavam “pendurando” suas harpas. E, nós, do que estamos desistindo? Nossas perdas estão nos fazendo pendurar as harpas?
O povo de Israel estava cativo. Havia sido deportado para a Babilônia. Eram prisioneiros de guerra, exilados. Choravam ao lembrar-se de Sião: “Junto dos rios de babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião” (v.1). Levavam consigo suas harpas. Mas a harpa era um instrumento de louvor e não havia motivos para louvar agora, pois eles estavam sofrendo o juízo divino. Por isso o salmista e todos os harpistas “penduram a harpa” num salgueiro na Babilônia: Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas. (v.2).
É digno de nota o fato dos tocadores levarem as harpas para o exílio. Talvez pensassem na música como uma forma de aliviar a dor do exílio e aplacar a saudade. Podemos ser banidos, mas sempre levaremos conosco aquilo que está em nossa alma ao ponto de não ser possível deixar para trás. Mas, estranhamente, quando solicitados a tocar, se enfezam e proclamam uma precoce aposentadoria musical. Talvez porque fossem os inimigos que pedissem uma canção: “Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião. Como cantaremos a canção do SENHOR em terra estranha?” (v.3,4).
As perdas na vida são inevitáveis, mas é preciso saber que nem tudo está perdido e que nenhuma perda é absoluta. A perda (nesse texto) foi da posse da terra, o que era um referencial para o povo hebreu. Mas, em nossas vidas as perdas podem ter outras dimensões. Coisas, pessoas ou lugares que nos foram tirados e que tinham uma importância singular. Diante de algumas delas, podemos sucumbir à tentação de, a exemplo dos músicos deste salmo, pendurarmos nossas harpas. Antes, porém, é importante saber dimensionar a perda e, principalmente, valorizar aquilo que não se perdeu.
Eis alguns conselhos:
1. É preciso saber o quê perdemos, o quê não perdemos e porque perdemos. Precisamos entender o sentido e a dimensão da perda.
2. É preciso crer que nem tudo está perdido quando algo está perdido por maior que seja esse algo.
3. Eles não deixaram as harpas em Jerusalém. Logo, não abandone seus dons.
4. Mesmo no exílio, há pessoas que querem ouvir você cantar.
5. Eles não deixaram de cantar. O cântico mudou, mas não cessou. Eles até intentaram abandonar tudo (VS. 3), mas o próprio salmo é uma prova de que continuaram cantando, posto que salmos são cânticos.
6. Uma canção no exílio ainda é melhor que o silêncio no exílio.
7. Por fim, se cremos que a terra da qual fomos exilados é uma promessa divina, podemos crer que para lá retornaremos um dia. Afinal, para aquele que crê, todo exílio é temporário. Pois a fidelidade de Deus é como aquela terra que deixamos: nada nem ninguém podem remover.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Jesus e a Tempestade

Jesus ordenou que os discípulos embarcassem num bote destinado a problemas. A Bíblia diz que "compeliu Jesus os discípulos a embarcar..." Estava direcionado às águas turbulentas; seria agitado como rolha; os discípulos seriam lançados numa experiência do tipo mini Titanic – e Jesus sabia disso o tempo todo.
"Logo a seguir, compeliu Jesus os discípulos a embarcar e passar adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões" (Mateus 14:22).
Onde estava Jesus? Estava sobre as montanhas junto ao mar; estava lá orando para que eles não falhassem no teste que Ele sabia que teriam de enfrentar. A viagem de barco, a tempestade, as poderosas ondas, os ventos - eram todos parte da provação que o Pai havia planejado. Eles estavam prestes a aprender a maior de todas as lições. E esta lição é como reconhecer Jesus na tempestade.
Até este ponto eles O conheciam como operador de milagres, o homem que transformava pães e peixes em comida milagrosa. Eles O conheciam como o amigo dos pecadores, Aquele que traz salvação para todo tipo de perdido. Conheciam-no como o provedor para tudo que precisavam, até para pagar impostos pela boca de um peixe.
Conheciam Jesus como "o Cristo, o Filho de Deus." Sabiam que Ele possuía as palavras da vida eterna. Sabiam que Ele possuía poder acima de todas as obras do diabo. Conheciam-nO como mestre, ensinando-os a orar, a perdoar, a ligar e a desligar.
Mas nunca tinham aprendido a reconhecer Jesus na tempestade. E tragicamente, os discípulos que achavam que realmente O conheciam melhor, não conseguiram reconhecê-Lo quando a tempestade desabou.
Esta é a raiz da maior parte dos nossos problemas atualmente. Confiamos em Jesus para milagres e curas. Cremos nEle para a nossa salvação e o perdão dos pecados. Buscamo-Lo para prover todas as nossas necessidades. Confiamos que nos levará à glória um dia. Mas quando uma súbita tempestade cai sobre nós, e parece que tudo está se desmanchando, é difícil enxergar a Jesus por perto. Não conseguimos acreditar que Ele permite que tempestades nos ensinem a confiar. Nunca estamos muito certos de que Ele esteja perto quando as coisas realmente se complicam.
Agora o navio está sendo jogado de um lado para o outro; parece que está afundando; o vento assopra; tudo está contra eles.
"Entretanto, o barco já estava longe, a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar. E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma!
E, tomados de medo, gritaram. Mas Jesus imediatamente lhes disse: “Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais!” (Mateus 14:24-27).
A inundação do barco havia sido tão súbita, tão tremenda, que só o fato de se pensar que Jesus estava por perto velando por eles era absurdo. Um deles provavelmente deve ter dito: "Isto é obra de Satanás - o diabo quer nos matar - por causa de todos os milagres de que participamos.”.
Outro disse: "O que fizemos de errado? Qual de nós está com pecado? Vamos examinar os corações; vamos confessar uns aos outros. Deus está zangado com alguém neste barco!”.
Um outro poderia ter dito: "Por que nós? Estamos fazendo o que Ele nos mandou! Estamos sendo obedientes! Não estamos fora da vontade de Deus. Por que veio esta tempestade tão de repente? Por que Deus está deixando que a gente sofra todo este abalo numa missão divina?" E na hora mais negra, "foi Jesus ter com eles..." Como deve ter sido difícil para Jesus ficar esperando à beira da tempestade, amando-os tanto, sentindo todas as dores que eles sentiam, desejando tanto livrá-los do sofrimento, apiedando-se deles como um pai quando os filhos estão em problemas! Porém, Ele sabia que eles nunca poderiam conhecê-Lo completamente, e confiar nEle completamente enquanto a fúria total da tempestade não caísse sobre eles. Ele se revelaria só quando tivessem chegado ao limite da fé. O barco nunca iria afundar, mas o medo deles os teria afogado mais rápido que as ondas que vinham sobre eles. O único medo de se afogar provinha do desespero - não da água - do temor e da ansiedade!
Lembre-se, Jesus poderia ter acalmado o mar a qualquer hora, simplesmente dizendo uma palavra, mas os discípulos não.
Será que a fé deles poderia ter sido exercida? Não poderiam eles dar uma ordem ao mar em nome de Jesus - "Maiores obras fareis"? Não poderiam as promessas ter sido postas em prática - "Tudo que pedirdes em oração... recebereis!”? Resposta: Não enquanto não tivermos aprendido a reconhecer a
Jesus na tempestade! Não enquanto não tenhamos recebido fé para cavalgar a tempestade! Não enquanto não aprendermos a ter "bom ânimo" quando o barco parece estar afundando.
"E os discípulos, ao verem-no... ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma!..." (Mateus 14:26).
Eles não reconheceram Jesus na tempestade! Viram um fantasma - uma aparição. A ideia de Jesus estar tão perto, tão participante daquilo que estavam enfrentando, nem chegou a entrar em suas mentes.
Cá esta o perigo que enfrentamos: não sermos capazes de enxergar Jesus em nossos problemas. Em vez disso, vemos fantasmas. No momento supremo de terror, na hora mais negra da noite, no momento mais feroz da tempestade, com os ventos mais ruidosos, e desesperança opressiva, Jesus sempre se aproxima de nós para se revelar como o Senhor das marés - o Salvador nas tempestades.
"O Senhor preside aos dilúvios; como rei, o Senhor presidirá para sempre" (Salmo 29:10).
Eles misturaram seus medos. Agora, não só temiam a tempestade, como tinham um novo medo: fantasmas! A tempestade estava lançando fantasmas. Misteriosos espíritos estavam soltos!
Pode se esperar que ao menos um discípulo pudesse ter reconhecido o que estava acontecendo e dissesse: "Olhem amigos: Jesus disse que nunca nos deixaria ou abandonaria. Foi Ele que nos enviou para esta missão; estamos no centro de Sua vontade. Ele disse que os passos do homem bom são ordenados por Ele mesmo. Olhem de novo - aquele é o nosso Senhor; Ele está logo ali. Ele nunca ficou longe; por nenhuma vez ficamos longe de Suas vistas. Está tudo sob controle.”.
Para eles era um ato do destino! Um desastre inesperado! Um trágico acidente da sorte! Um sofrimento não desejado, não esperado, não necessário! Uma jornada solitária e apavorante para a escuridão e o desespero! Uma noite para se esquecer!
Mas Deus via a tempestade com outros olhos! Era um teste para os discípulos como o deserto foi para Jesus. Deus os afastou dos milagres, trancou-os num diminuto barco frágil, longe do cenáculo, e aí liberou a natureza. Deus permitiu que fossem chacoalhados - mas não afundados!
Havia só uma lição a ser aprendida - só uma! Uma lição simples - não uma lição profunda, mística, de acabar o mundo. Jesus simplesmente queria que confiassem nEle como Senhor em todas as tempestades da vida. Ele simplesmente queria que conservassem o ânimo e a confiança mesmo nas horas mais negras da luta. Só isso!
Jesus não queria que esconjurassem fantasmas! Mas eles o fizeram, assim como nós todos ainda fazemos. Cada um dos homens daquele barco deve ter esconjurado um fantasma de si próprio. Jesus deve ter aparecido como doze fantasmas diferentes nas doze mentes dos discípulos.
Talvez um tenha pensado, "Conheço este fantasma; é o fantasma da mentira! Eu menti algumas semanas atrás. Esta é a razão da tempestade. É por isso que estamos nessa dificuldade; eu menti. É o fantasma da mentira, tentando me exortar a parar de mentir. Eu vou parar! Eu vou! Tire-me dessa e eu paro de mentir.”.
Um outro provavelmente pensou: "É o fantasma da hipocrisia! Tenho duas caras. Sou falso. Com esta tempestade, eu agora posso ver o que sou. Esta é causa da tempestade! Deus enviou este fantasma exortando a me emendar. Eu vou! Eu vou! Chega de hipocrisia; - apenas livre-me desta." Outro -- "É o fantasma das concessões! Ultimamente eu tenho transigido. Que coisa. Realmente tenho falhado com Deus. É um segredo que tenho tentado esconder. Mas agora estou com medo. Tu permitiste a tempestade; Tu enviaste o fantasma para me admoestar a voltar à santidade. Eu volto! Eu volto! Apenas me conceda outra oportunidade.”.
Um outro -- "É o fantasma da ambição! Tenho sido muito materialista.”.
Um outro -- "É o fantasma do tempo perdido! Fiquei preguiçoso. Não tenho testemunhado! Fiquei frio, morno. Aprendi a lição..."
Outro -- "É o fantasma do rancor. Não tenho perdoado como deveria. Tenho evitado algumas pessoas! É por isso que Deus está me fazendo balançar - para me ensinar a deixar de guardar rancor."
Outro -- “É o fantasma do pecado escondido”! Maus pensamentos. Parece que não consigo acabar com isso, então Deus mandou esta tempestade para me expor diante dos demais." Um outro -- "É o fantasma das promessas não cumpridas. Tenho prometido a Deus fazer uma coisa, e não cumpro. Agora, Deus está me atacando. Está zangado comigo e por isso me colocou na tempestade. Estou arrependido. “Essa é uma lição -- aprendi a lição.”
Não! Não! Mil vezes não! Tudo isso são fantasmas das nossas próprias mentes -- apenas aparições.
Nenhuma destas constitui a verdadeira lição a ser aprendida. Deus não está zangado com você. Você não está na tempestade porque falhou. Estes fantasmas nem sequer estão na sua tempestade.
É Jesus em ação, procurando se revelar em Seu poder salvador, guardador e protetor!
Ele está querendo que você saiba que a tempestade tem um só propósito, e este é o de levá-lo a um descanso e a uma confiança absoluta em Seu poder e na Sua presença em todas as horas. No meio de milagres - e também no meio das tempestades! Numa tempestade é tão fácil perder o sentido da Sua presença, e sentir que nos deixaram sós para uma luta sem chance; que em algum ponto, como resultado do pecado e das concessões, Cristo nos abandonou e deixou sós, num barco prestes a virar.
E o que dizer de quando os ventos contrários são constituídos de doença, moléstias, e dor? E quando o câncer ataca? Quando a dor e o medo são tão prementes, que não se consegue pensar na proximidade de Jesus? A tempestade súbita está sobre você, e não há outro pensamento senão sobreviver. Você não quer morrer. Você quer viver! Você vê o fantasma da morte nas sombras e treme. Você não tem força para encarar sequer a próxima hora. É disso que trata a presença de Jesus. É para nós uma revelação que vai ficando mais poderosa, à medida que mais necessária se torna.

David wilkerson

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Agradeço a Jesus Cristo pela graça alcançada



 Onde quer que andemos pela cidade de São Paulo deparamo-nos com inúmeros cartazes, faixas e letreiros pendurados nas fachadas das casas e nos postes com a seguinte inscrição:
“AGRADEÇO A SANTO EXPEDITO PELA GRAÇA ALCANÇADA”.

Fiquei curioso: quem é esse homem que está resolvendo o problema de tantas pessoas?
 Resolvi procurar na Bíblia para ver se aparecia o seu nome, se ele tinha andado com Cristo ou com Paulo. Quem sabe ele fosse um dos discípulos? Minha busca deu em nada: não aparece Santo Expedito na Bíblia. Fui pesquisar então na História e finalmente achei o homem: ele foi comandante de uma legião romana, converteu-se ao cristianismo e morreu martirizado no ano 303. Diz a história que no momento de sua conversão apareceu um corvo (simbolizando o mal) que lhe falou: “Cráss” que significa “amanhã” em latim. O corvo queria que ele deixasse a conversão para outro dia. Ele não aceitou e esmagou o corvo com o pé direito, afirmando “hodie” (que significa hoje). “Não vou deixar nada para amanhã”. Ficou conhecido, então, como o santo que resolve as coisas com rapidez.
 Continuei pesquisando para ver quando foi sua ressurreição, mas não há menção desse fato. Ora, se não ressuscitou como Jesus significa então que ele está no Paraíso, aguardando o Dia do Juízo, junto com o ladrão da cruz, junto com Pedro, com Maria e todos os mais que morreram em Cristo.
 Eu até creio que após sua conversão Expedito foi um homem bom e justo. Mas agora encontra-se completamente impossibilitado de atender minhas preces e nem sequer sabe que eu existo.
 Outro dia recebi um e-mail ensinando-me a pedir as coisas para Santo Expedito. Ao final dizia para remeter a mesma mensagem para mais 15 pessoas e não quebrar a corrente. Como eu não quero mexer com os mortos (e acho que quem já morreu merece descanso), ao invés de mandar aquela mensagem, eu escrevi uma outra que passei adiante e dizia assim:

AGRADEÇO A JESUS PELA GRAÇA ALCANÇADA, POIS….

… é Jesus que atende às causas impossíveis (“Porque sem Mim, nada podeis fazer – João 15.5);
 … é Jesus que se alegra quando pedimos as coisas apenas em Seu Nome (“E tudo o que pedirdes em meu Nome, eu o farei” – João 14.13)
 … é Jesus o único “intermediário” entre Deus e os homens (“Porque há um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus – 1Timóteo 1.5)
 … é Jesus o único com poder para interceder por nós (“Cristo Jesus está à direita de Deus e intercede por nós” – Romanos 8.34)
 … é a Jesus quem Maria recorreu quando acabou o vinho na festa de casamento e disse: “façam tudo o que Ele vos disser” – João 2.5
 MAS ATENÇÃO: Para receber a Graça NÃO PRECISA passar essa mensagem adiante. É necessário apenas Fé em Jesus Cristo. Nada mais.
“Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração” [Jeremias 29.13]

 Pr. Daniel Rocha

sábado, 23 de abril de 2011

Sobre a Semana Santa

Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos e alegremo-nos nele. (Sl. 118,24)

Hoje quero falar sobre a semana santa. Aliás, quero deixar de falar sobre a semana santa. Ora seja, porque apenas essa semana seria santa, e as outras não? Qual a diferença de um dia santo e outro não? Quem santifica a semana e todos os dias? Quem fez  a semana e o dia serem santos? Quem os instituiu? Não foi Deus?
As Escrituras Sagradas promovem os dias santos, declarando: "_ Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele" (Sl. 118,24). Qual é o dia que o Senhor fez? Todos os dias! Portanto, todos os dias são santos diante do Senhor e de todos aqueles que o aceitam; o ano inteiro, e não somente sexta-feira santa!
Certamente, quem instituiu apenas esse dia foi o homem, esquecendo-se de todos os outros que também saíram das mãos do criador. Coisas de homem.
Senão, vejamos: Segunda-feira é santa; terça- feira é santa; quarta-feira é santa; quinta-feira é santa; sexta-feira é santa; sábado é santo e domingo é santo. Todos os dias são santos, a semana toda é santa; o mês inteiro é santo; o ano inteiro é santo; ou existe algum dia que não é santo?
Sobre a sexta-feira da paixão, devo salientar que não apenas esse dia é de paixão, como também todos os dias. Por exemplo, sem sombra de dúvidas, segunda-feira é da paixão! Como assim? Bem, segunda-feira também é um dia cheio de paixão e de amor de Deus por todos nós. E assim, sucessivamente, temos a terça-feira da paixão; a quarta-feira da paixão; a quinta-feira da paixão; a sexta-feira da paixão; o sábado da paixão e o domingo da paixão e do amor de Deus. Em suma, toda a semana, mês, ano é de paixão e de amor de Deus por cada um de nós. Toda semana é semana santa e de amor de Deus. Aleluia! Deus tem amor e paixão pelo homem apenas na sexta-feira? Se alguns, por desconhecerem as Escrituras guardam o sábado, que dizer daqueles que querem guardar a sexta-feira?  Elas nos lembram que guardando dias, e meses, e tempos, e anos e dias de festas, ou da lua nova, ou dos sábados, não passam de rudimentos fracos e pobres que os homens querem servir.
Nunca devemos criticar aqueles cujas tradições e cerimônias diferem das nossas. Não estou julgando, porque Deus proíbe esse tal julgamento. Estou me referindo àquelas leis relacionadas aos dias, às cerimônias, festas e alimentos da semana santa.  As festas que por ora estamos vivenciando, são os dias santos daquelas leis, celebrados anual, mensal e semanalmente que distinguem cristãos de não cristãos. Não devemos nos deixar ser julgados pelas opiniões deles, porque Cristo nos libertou. Aleluia! Não nos amarremos nisto. Não deixe ninguém o julgar.
 Você é responsável perante Cristo. Nessa semana santa, enfoque apenas a fé em Jesus Cristo. Mais importante do que a maneira como adoramos é que adoremos a Cristo. Nossa adoração pode ajudar a nos aproximarmos de Deus.

Pastor Maurício de Souza Lino

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A crise na vida de Job

O importante da crise é saber como passar por ela. Sabendo que terá que deixá-la, e nunca usá-la como desculpa para não crescer.
Jó foi um homem que conheceu a crise no seu íntimo pessoal e familiar. Sua crise envolveu todos que com ele estava. Dos empregados aos seus bens. Os amigos mais chegados também tiveram a oportunidade de conviver com sua crise e participar dela como coadjuvantes.
Seus amigos que deveriam lhe dar forças para passar logo do vale ficavam o perguntando onde estava sua culpa por tamanha luta. Queriam encontrar um pecado que fosse para poderem justificar tamanho sofrimento.
Hoje quando olhamos para a vida de Jó é fácil dizer que ele suportou tudo em silêncio, pois conhecemos o fim da história. Mas Jó era o homem do seu tempo. Ele não sabia qual seria o seu fim, apenas viveu sua vida, confiante que de uma forma ou de outra, Deus iria dar uma solução naquela situação.
Jó teve uma das maiores decepções financeira, ele dorme milionário e acorda pobre, com notícias das piores que um pai de família pode receber. Seus filhos morrem em um desastre, seu gado morre em outro. Seus pés não sabiam mais onde repousar. Os servos de Jó foram mortos ao fio da espada. Para ser mais pesado ao seu coração cai fogo do céu e mata suas ovelhas e os servos que cuidava das mesmas.
Para onde vai este homem? Onde pousará ele sua cabeça? Sua garganta seca. Secou-lhe também os olhos para não mais chorar. Imagino eu o silêncio de sua alma naqueles momentos de noticias. Sua mente não consegue pensar em nada. Apenas fica em silêncio tentando raciocinar no que será feito dele e de sua família.
Em tudo Jó não pecou, não murmurou, nem atribuiu a Deus tamanha desgraça em sua caminhada. (Jó 1:22)
A perda familiar de Jó ainda tinha seu agravante, como avisar a esposa dos filhos, a dor não era somente sua. Tinha que suportar a dor da perda e ainda consolar a esposa de tamanha crise. Esta sem compreensão do acontecido o diz: “Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua integridade? Blasfema de Deus, e morre. Mas ele lhe disse: Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal? Em tudo isso não pecou Jó com os seus lábios.” (Jó 2:9-10).
Jó conheceu ali o descontrole, mas jamais a blasfema. Conheceu a Deus pelo que ele é não pelo que pode dar ou retirar do homem. Não deixou seu Deus de forma alguma, não lhe imputou culpa. Apenas calou-se e o adorou na pobreza e na desgraça aparente de sua vida.
Mesmo com tamanha perda de seus bens sua saúde também começa a sofrer danos. Um câncer de pele o tomou. Tumores tomaram conta de seu corpo. A dor da alma já parecia pouca pelo que sua carne sofria naquele instante. Jó senta-se na cinza e raspa a pele com cacos. A coceira aqui nos demonstra estar insuportável.
Seu sono lhe foge aos olhos. “Havendo-me deitado, digo: Quando me levantarei? Mas comprida é a noite, e farto-me de me revolver na cama até a alva. A minha carne se tem vestido de vermes e de torrões de pó; a minha pele endurece, e torna a rebentar-se.”(Jó 7:4-5) Sua pele antes de um rico agora se farta não de bens e vida regalada, mas de vermes. Falar a este homem também não era fácil seu hálito cheirava mal “O meu hálito é intolerável à minha mulher; sou repugnante aos filhos de minha mãe.” (Jó 19:17)
Podemos descrever Jó em um sentimento literalmente de pânico. “Olhai para mim, e pasmai, e ponde a mão sobre a boca. Quando me lembro disto, me perturbo, e a minha carne estremece de horror.” (Jó 21:5-6).
O que Jó não perdeu foi sua responsabilidade como chefe da casa e servo do Deus altíssimo. Cuidou de sua mulher que ficou muito mais desesperada que ele. Não perdeu a fé.
Ele não tinha nenhuma noção do que poderia ainda lhe acontecer, mas ele toma uma decisão diante de tamanho sofrimento e angústia. Ele reconhece que conhecia Deus de ouvir falar “Eu te conhecia de só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem.” (Jó 42:5).
A única certeza que Jó tinha naquele momento era em quem ele deveria confiar e sabia que nenhuns dos planos de Deus poderiam ser frustrados. Não importasse como seria seu futuro na terra desde que Deus não abandonasse sua alma. Não o deixasse perecer sem um alivio celeste.
Vendo Deus realmente quem era seu servo Jó lhe restitui tudo que lhe foi retirado “O Senhor, pois, virou o cativeiro de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o Senhor deu a Jó o dobro do que antes possuía.” (Jó 42:10)
O prejuízo na vida de Jó lhe sobreveio, mas não ficou. Ele não permitiu que ficasse. Não murmurou, não pecou, pois em seu coração sabia, Deus era senhor sobre tua vida, queria de Deus não somente bens e família, mas queria sua presença não importando se na saúde, na dor ou na bonança. Bastaria que Deus estivesse com ele para que o pudesse louvar.
Precisamos conhecer Deus desta forma, na intimidade, não importando o quanto temos ou que deixamos de ter ou nunca tivemos. Nossa vida assim como a de Jó não pode ser avaliada pelo volume de bens que possuímos, mas pela intimidade que temos com Deus, com as pessoas a nossa volta. Somos importantes não pelo que sabemos, mas pelo que somos perante o criador. “Depois disto viveu Jó cento e quarenta anos, e viu seus filhos, e os filhos de seus filhos: até a quarta geração. Então morreu Jó, velho e cheio de dias.” (Jó 42: 16-17)