terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Vestido como ovelhas

O cristão sincero e verdadeiro precisa estar sempre bem informado de que pode haver no meio da Igreja obreiros corrompidos e distanciados da verdade, como os mestres da lei de Deus, nos dias em que o Senhor Jesus esteve aqui. Aliás, Ele mesmo adverte que nem toda pessoa que professa Seu nome é um cristão verdadeiro. O fato é que nos dias atuais nem todo cantor ou escritor evangélico, missionário, pastor, reverendo, apóstolo, bispo, evangelista, presbítero, diácono e outros obreiros são aquilo que dizem ser.
Esses tais obreiros que "exteriormente parecem justos aos homens" sempre aparecem em nosso meio "vestidos como ovelhas". Eles podem até mesmo ter uma mensagem com base na Bíblia e expor altos padrões de retidão. Podem parecer sinceramente empenhados na obra de Deus e no seu reino, e demonstrar grande interesse pela salvação dos perdidos e professar amor a todas as pessoas. Parecerão ser grandes ministros de Deus, líderes espirituais de renome, ungidos pelo Espírito Santo. Poderão realizar milagres, ter grande sucesso e multidões de seguidores.
No entanto, esses homens "ungidos" são semelhantes aos falsos profetas dos tempos antigos, e aos fariseus no Novo Testamento. Longe das multidões, na sua vida em particular, os fariseus entregavam-se "à rapina e iniquidade" e eram "cheios de ossos mortos e de toda imundície" e de toda hipocrisia. Sua vida na intimidade é marcada por cobiça carnal, imoralidade, adultério, ganância e satisfação dos seus desejos egoístas. Será que tem gente assim? Vamos acordar, povo de Deus!
Esses impostores sempre conseguem uma posição de influência na igreja (e no mundo). Alguns falsos mestres e pregadores iniciam seu ministério com sinceridade, veracidade, pureza e genuína fé em Jesus. Mais tarde, por causa de seu orgulho e desejos imorais, sua dedicação pessoal e amor a Cristo desaparecem lentamente. Em decorrência disso, apartam-se do reino de Deus e se tornam instrumentos de Satanás, disfarçados em ministros de justiça. Outros falsos mestres e pregadores nunca foram cristãos verdadeiros. A serviço de Satanás, eles estão na igreja desde o início de suas atividades e gostam de aparecer. Satanás tira partido da sua habilidade e influência e promove o seu sucesso. A estratégia do inimigo é colocá-los em posições de influência para minarem a autêntica obra de Cristo. Se forem descobertos e desmascarados, Satanás sabe que grandes danos ao Evangelho advirão disso e que o nome de Cristo será menosprezado publicamente.
Não estamos aqui querendo assustar ninguém. O problema é que nós crentes somos tidos por "bestas" que confiam em todo mundo e em tudo que nos falam. Precisamos apenas vigiar e conhecer a Bíblia. Bem nos avisou o Senhor que "os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz" (Lucas 16.8). Por isso devemos ser "prudentes como as serpentes e simples como as pombas" (Mateus 10.16).
Como, então, conhecer esses falsos mestres? Discernindo o caráter da pessoa; saber se essa pessoa tem uma vida de oração perseverante e manifesta uma sincera devoção a Deus, se manifesta o fruto do Espírito, se ama mesmo os pecadores, se detesta o mal e ama a justiça e fala contra o pecado; se honra a Cristo; se conduz a igreja à santificação; se leva os perdidos a Jesus; se proclama e defende o evangelho de Cristo e dos seus apóstolos.
Enfim, devemos observar os frutos da vida e da mensagem dessa pessoa. Os frutos dos falsos pregadores comumente consistem em seguidores que não obedecem a toda a Bíblia. Por isso devemos discernir até que ponto a pessoa se baseia nas Escrituras. Este é um ponto fundamental. Essa pessoa crê e ensina que os escritos originais do Antigo e Novo Testamento são plenamente inspirados por Deus, e que devemos observar todos os seus ensinos? Caso contrário, podemos estar certos de que tal pessoa e sua mensagem não provêm de Deus.
E, finalmente, devemos verificar a integridade da pessoa quanto ao dinheiro do Senhor. Essa pessoa recusa grandes somas para si mesma, administra todos os assuntos financeiros com integridade e responsabilidade, e procura realizar a obra de Deus conforme os padrões do Novo Testamento para obreiros cristãos? Ou tem muitas mansões, carros importados, aviões e iates, e milhões em ações e contas nos maiores bancos?
O fato é que apesar de tudo o que o cristão fiel venha a fazer para avaliar a vida e o trabalho de tais pessoas, até que Jesus volte, não deixará de haver falsos mestres na Igreja, os quais, com a ajuda de Satanás, ocultam-se até que Deus os desmascare e revele aquilo que realmente são.

Adail Campelo 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Uma viagem para o céu

Os Três Ais de Gideão

Gideão é sem duvida um dos personagens bíblicos mais conhecidos pelos cristãos, porém existem detalhes de sua vida muito interessantes para observarmos e extrairmos ricas lições.
Entre esses detalhes vou destacar nesta matéria o encontro de Gideão com o Anjo do Senhor, que no desenrolar desta conversa de Gideão com o Anjo, ele (Gideão) diz três vezes: - “Ai meu Senhor”. Em cada “Ai” se segue uma sequência de frases que justificam esses ais, nos mostrando uma conversa fascinante entre Gideão e o Senhor (observe que é uma Teofania).
Gideão quando inicia a conversa com o Senhor ele começa com uma expressão facial e termina com outra; começa com uma expressão verbal e termina com outra; começa um tipo de “Ai” e termina com outro tipo bem diferente do que começou; começa com uma visão equivocada do Senhor e terminha com outra.
Vejamos e analisamos os “ais” apresentados por Gideão:
1º Ai – Contestação.
Gideão esta malhando o trigo no lagar quando o Anjo do Senhor lhe aparece e diz: - “o Senhor é contigo, homem valente” (v12). É a partir desta frase que Gideão diz o 1º ai seguido de suas contestações. Ele contestou três coisas de Deus, vejamos:
a) Presença de Deus
Perceba que o Ai de Gideão é seguido da primeira contestação, ele diz: - “Se o Senhor é conosco porque nos sobreveio tudo isso” (v13). Ele contesta a presença de Deus, era como se estivesse dizendo: - se Senhor fosse conosco mesmo nós não estaríamos nesta miséria que estamos vivendo tendo que usar um lugar impróprio para malhar trigo, pois quem vai para a eira é morto pelos midianitas.
Gideão contesta a presença do Senhor, para ele o Senhor não estava com eles devido às circunstâncias que estavam se desenrolando sobre a nação, fome, guerra e muita opressão por parte dos midianitas fez com que Gideão se adaptasse as circunstâncias e contestasse a presença de Deus entre a nação.
b) Os feitos de Deus
Na sua segunda frase ele contesta os feitos de Deus dizendo: - “E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito?” (v13b). Observe que Gideão não faz uma afirmação e sim uma pergunta, na minha concepção uma pergunta meio que irônica.
Gideão não tinha nenhuma experiência própria com o Senhor, ele vivia da experiência dos seus pais e antepassados. Por essa razão ele questionou os feitos de Deus. Ele não tinha tido nenhum contato especifico com Deus até aquele momento, a concepção que Gideão tinha do Senhor veio de seus pais.
Quantas pessoas estão assim na igreja? Que vivem da experiência dos pais, amigos e irmãos, que não têm um relacionamento intimo e pessoal com Deus. E, como somos altamente circunstânciais, na primeira prova que este (a) que não tem nenhum relacionamento pessoal com Deus e que vive da oração alheia, da experiência alheia, passa a questionar e contestar os feitos de Deus como Gideão. Isso e fruto da falta de relacionamento com Deus. Chegam a dizer: - o Senhor só faz na vida dos outros, só abençoa os outros e por aí vai...
c) A atualidade de Deus
Veja que depois de contestar a presença e os feitos de Deus ele termina contestando a atualidade do Senhor, dizendo: - “Porém, agora, o Senhor nos desamparou e nos entregou nas mãos dos midianitas.” Gideão na sua terceira contestação dá um tempo para sua frase, ele diz: agora, ou seja, hoje, na minha geração o Senhor nos esqueceu. Era como se ele dissesse que Deus fez maravilhas no passado, mas na geração dele Deus os abandonou a sorte, era isso que estava na mente de Gideão, porém nós sabemos que toda aquela provação provinha da desobediência da nação.
As reações de Gideão não me espantam, como eu disse, somos muito circunstanciais e diante de dificuldades se não tivermos uma vida inteiramente aos pés de Jesus contestamos sua contemporaneidade e, dizemos que Deus só fez no passado e não pode fazer nada por nós no presente.
Temos que entender uma coisa: que Gideão estava certo. Deus é um Deus do passado, mas, sobretudo é um Deus do presente e, além disso, do futuro. O que Gideão não sabia, é que o nosso Deus é Senhor do presente e também do futuro.
Observação
Gideão contestou a Deus por três vezes, estava totalmente desanimado diante de tantas intempéries que seu povo vivia, mas mesmo assim o Senhor o escolheu para livrar a Israel. Eu olho para os versículos doze e treze, e vejo um homem fraco incapaz para a função. Porém Deus via um homem forte, capaz de executar a função que o Senhor lhe daria, Deus vê o que o homem não pode enxergar devido suas limitações.
Gideão se mostrou um homem fraco em todos os sentidos, mas é neste momento que se cumpre a palavra que esta escrita: - “Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.” (Is 40.29)
2º Ai – Incapacidade.
No versículo quinze Gideão apresenta ao Anjo duas justificativas de incapaz para o cargo que Deus tinha para ele. “E ele lhe disse: Ai, meu Senhor meu! Com que livrarei a Israel? Eis que minha família é a mais pobre em Manasses, e eu, o menor na casa de meu pai.” (v15)
a) A família dele era pobre
Gosto muito de uma frase que diz: “quem quer fazer faz, quem não quer dá desculpa”. E foi o que Gideão fez, apresentou uma desculpa, colocando a responsabilidade em cima de sua família que era pobre. Como se Deus precisasse que alguém rico para Ele usar.
b) Ele era menor na casa do pai
Para Gideão isso era uma desculpa, porém para o Senhor era um requisito. Deus queria mesmo que fosse o menor. O Senhor tem prazer em escolher os menores e incapazes, segundo diz Paulo:
“Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são.” (1Co 27,28)
Deus escolheu a Davi sendo o menor (1Sm 16.11-13); prosperou e abençoou a Jacó sendo este o menor (Gn 25.23); Jacó movido pelo Espírito de Deus abençoou o filho menor de José, a saber, Efraim (Gn 48.14,15).
Observação
Gideão era muito duvidoso e por isso pediu que o Anjo ficasse onde estava para que ele pudesse trazer uma oferta a Ele (Senhor). Interessante que nos versículos três e quatro do mesmo capitulo diz que em todo o Israel não tinha mantimento devido os ataques dos midianitas, porém Gideão apresenta ao Anjo um cabrito, bolos asmos, e um efa de farinha; agora me permita conjecturar, se não tinha mantimento em Israel da onde Gideão tirou essa comida? Creio que fosse as suas reservas para todo o tempo que durasse aquela guerra contra os adversários. E sabe a lição que aprendo com Gideão? É que todas as minhas reservas precisam ser do Senhor.
3º Ai – Constatação.
Se no primeiro “ai” Gideão contestou três coisas em Deus, agora neste terceiro ai ele constata que estava totalmente equivocado em suas convicções. Ele diz: - “Ai de mim, Senhor Deus! Pois vi o Anjo do Senhor face a face” (v22b), e edifica um altar ao Senhor naquele lugar (v24).
O que acho interessante neste texto é que a medida com que o encontro com o Anjo foi se desenrolando, ou seja, o relacionamento foi se estreitando, a visão de Gideão foi mudando principalmente depois da prova cabal quando o Anjo (Senhor) recebe a oferta apresentada por Gideão e o que ele havia contestado agora estava constatando:
a) de que Deus não era um Deus ausente e sim um Deus presente que esta sempre ao nosso lado, mesmo que venhamos a passar por adversidades lá está Ele nos confortando e ajudando.
b) de que Deus é um Deus Todo-Poderoso capaz de fazer qualquer maravilha e que seus feitos são inescusáveis, e seu poder é sobre tudo e todos.
c) de que Deus é um Deus eterno e de que o tempo não se aplica a esse Deus maravilhoso, pois ele é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente (Hb 13.8), pois Ele mesmo disse: Porque eu, o SENHOR, não mudo (Ml 4.6). Gideão constatou que o Senhor não era um Deus do passado, pelo contrário, o passado, presente e o futuro pertencem ao Senhor nosso Deus, o tempo esta sob seu controle. E Ele opera em todos os tempos, pois esta escrito: “Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá? (Is 43.13)”
Conclusão
Do primeiro “Ai” para o terceiro a visão e a convicção que Gideão tinha do Senhor mudou, por quê? Porque Gideão teve um contato com o Senhor e teve a sua primeira e pessoal experiência com Deus e isso faz toda a diferença. Algumas pessoas servem ao senhor por ouvir falar como o caso de Gideão que tinha uma visão apresentada por seus pais e, com isso acabam contestando a Deus em certas circunstancias de suas vidas, mas na medida em que nossos relacionamentos com o Senhor se estreita nossas convicções vão mudando e fazemos como Gideão, queremos oferecer o nosso próprio sacrifício, o nosso próprio altar de holocausto ao Senhor.

Alexandre Pitante

Bíblia, Livro Único!

É um livro “diferente de todos os demais” nos seguintes aspectos (além de em muitos e muitos outros):
Esse é um livro:
1. Escrito durante um período de mais de 1.500 anos.
2. Escrito durante mais de 40 gerações.
3. Escrito por mais de 40 autores, envolvidos nas mais diferentes atividades, inclusive reis, camponeses, filósofos, pescadores, poetas, estadistas, estudiosos, etc:
Moisés, um líder político, que estudou nas universidades do Egito; Pedro, um pescador; Amos, um boiadeiro; Josué, um general; Neemias, um copeiro; Daniel, um primeiro-ministro; Lucas, um medico; Salomão, um rei; Mateus, um coletor de impostos; Paulo, um rabino.
4. Escrito em diferentes lugares: Moisés, no deserto; Jeremias, numa masmorra; Daniel, numa colina e num palácio; Paulo, dentro de uma prisão; Lucas, enquanto viajava; João, na ilha de Patmos; Outros, nos rigores de uma campanha militar.
5.Escrito em diferentes condições: Davi, em tempos de guerra; Salomão, em tempos de paz.
6.Escrito sob diferentes circunstâncias: Alguns escreveram enquanto experimentavam o auge da alegria, enquanto outros escreveram numa profunda tristeza e desespero.
7.Escrito em três continentes: Ásia, África e Europa.
8.Escrito em três idiomas: Hebraico: a língua do Antigo Testamento. Em 2 Reis 18:26-28 essa língua é chamada de “judaica”.
Em Isaías 19:18, de “língua de Canaã”. Aramaico: a “língua franca” do Oriente Próximo até a época de Alexandre o (Grande século VI a.C. – século IV a.C). 32/218 Grego: a língua do Novo Testamento. Foi o idioma de uso internacional à época de Cristo.
9. A Bíblia trata de centenas de temas controversos. Tema controverso é aquele que pode gerar opiniões divergentes, quando mencionado ou discutido.
Os autores bíblicos falaram de centenas de temas controversos com harmonia e coerência, desde Gênesis até Apocalipse. Há uma única história que vai se revelando: “A redenção do homem por parte de Deus.”
Geisler e Nix assim se expressam a respeito: “O Paraíso Perdido” de Gênesis se torna o “Paraíso Recuperado” de Apocalipse. Enquanto que o acesso à árvore da vida está fechado em Gênesis, encontra-se aberto para todo o sempre em Apocalipse". 32/24
F. F. Bruce comenta: “Qualquer parte do corpo humano só pode ser devidamente entendida em função do corpo na sua totalidade. E qualquer parte da Bíblia só pode ser devidamente entendida em função da Bíblia como um todo”. 15/89
Bruce conclui: “À primeira vista, a Bíblia parece ser uma coleção de literatura, principalmente judaica. Se investigarmos as circunstâncias em que foram escritos os vários documentos bíblicos, descobriremos que foram escritos aos poucos, durante um período de aproximadamente 1.400 anos. Os escritores escreveram em vários países, desde a Itália, no ocidente, até a Mesopotâmia, e possivelmente a Pérsia, no oriente. Os escritores formavam eles mesmos um grupo heterogêneo de pessoas, não apenas separados uns dos outros por centenas de anos e centenas de quilômetros, mas pertencentes aos mais variados ramos de atividades. Havia reis, boiadeiros, militares, legisladores, pescadores, estadistas, pessoas da corte, sacerdotes e profetas, um rabino fabricante de tendas e um médico gentílico, para não falar de outros de quem nada sabemos, senão os escritos que nos deixaram. Os próprios escritos pertencem a uma grande diversidade de estilos literários. Incluem histórias, lei (civil, criminal, ética, ritual, sanitária), poesia religiosa, textos didáticos, poesia lírica, parábolas e alegorias, biografia, correspondência pessoal, reminiscências pessoais, diários, além dos estilos caracteristicamente bíblicos de literaturas proféticas e apocalípticas.”
“Por tudo isso, a Bíblia não é uma simples antologia; existe uma unidade que dá coesão ao todo. Uma antologia é compilada por um antologista, mas nenhum antologista compilou a Bíblia.” 15/88
Conclusão acerca de coerência — uma comparação com Great Books of Western World (Grandes Livros do Mundo Ocidental).
Um representante da editora dos Great Books of Western World veio à minha casa para recrutar vendedores para a coleção. Ele abriu o cartaz de propaganda da coleção e passou cinco minutos nos falando sobre a coleção Great Books of Western World e nós passamos uma hora e meia falando a ele sobre o maior dos Livros.
Eu o desafiei a apanhar apenas dez dos autores, devendo todos eles ter a mesma profissão, ser da mesma geração e do mesmo lugar, terem vivido na mesma época e experimentado as mesmas circunstâncias, falarem a mesma língua, e analisarem um único tema controvertido. (A Bíblia fala de centenas com harmonia e concordância).
Então indaguei: “Será que esses autores iriam concordar entre si?” Ele pensou por um momento e então respondeu: “Não!” E mais uma vez perguntei: “E que tipo de livro você teria?” E ele respondeu imediatamente: "Um amontoado de idéias".
Dois dias depois ele entregou a vida a Cristo (o que é o tema da Bíblia). Por que tudo isso? É muito simples! Qualquer pessoa que esteja sinceramente procurando a verdade iria pelo menos analisar um livro com as características singulares acima mencionadas.

FONTE: Evidência que Exige um Veredito de Josh Mcdowell. 

domingo, 2 de janeiro de 2011

Deus, o Grande Psicanalista

Antigamente era muito difícil alguém procurar um psicólogo ou um psiquiatra. Hoje estes profissionais são bem requisitados, pois os problemas da mente tem trazido preocupações e transtornos para muita gente. Estes profissionais trabalham com a psicanálise, que pode ser chamada também a análise, que tem por finalidade trazer à luz da consciência sentimentos obscuros ou recalcados. Freud, psicanalista, trabalhou algum tempo com a hipnose e a catarse, depois abandonou estes métodos dando preferência a “livre associação”. O que é isso? O paciente diz o que lhe vem à mente para, a partir daí, ser conduzido a (etiologia) causa de sua neurose. A psicanálise dividiu o psiquismo humano em três conceitos: O ID, o EGO e o SUPEREGO, sendo que suas interações e conflitos recíprocos determinam a estrutura da personalidade. (O ID é a parte mais profunda da Psique) é a parte fundamental, animal, de onde brotam todas as energias instintivas. O ID é o reservatório do libido, visto como fonte e quantidade de energia colocada a disposição dos instintos. Na realidade o ID quase não se distingue do inconsciente. Para muitos teóricos o ID é apenas uma parte do inconsciente -outra parte seria o superego. (EGO é o Eu de cada individuo) é o ponto que marca a encruzilhada entre o inconsciente e o mundo exterior. É uma espécie de sentinela que controla a comunicação entre o mundo inconsciente e o mundo exterior. Ele assiste as lutas ferozes entre as tendências inconscientes e a realidade. O EGO procura conciliar os dois adversários. Uma das funções essenciais do EGO é procurar o melhor compromisso, o melhor acordo entre o mundo exterior e as pulsões inconscientes. É o juiz que procura evitar ao individuo choques traumatizantes entre grupos de forças antagônicas. (E o SUPEREGO age inconscientemente sobre o EGO) É o conjunto de interdições, de defesas, de princípios introjetados que vai se constituindo progressivamente no decorrer do tempo. Uma idéia inconsciente não se traduz, necessariamente, em ato. Toda tendência, todo desejo, toda aspiração não podem, com efeito, ser satisfeitas,no mundo da realidade, porque a integridade física e psíquica poderia ser posta em perigo ao satisfazer um impulso que vai contra as normas da realidade exterior. O SUPEREGO vai sendo constituído lentamente durante a infância e é formado de normas sociais interiorizadas… ele se constitui em um sistema defensivo normal e funciona sem que o individuo perceba. Lutero disse: “tenho mais medo do que está dentro de mim, que, do que está fora”. Freud também dividiu a personalidade em três partes: O físico, a alma e o espírito. Era, no entanto, tricotomista e não dicotomista. Tive oportunidade de conversar, certa vez, com uma médica psiquiatra e ela me disse: Pastor, eu posso cuidar do corpo e da alma (psique), o espírito não é minha área, esta é a sua área. Se o problema for espiritual não há psicólogo ou psiquiatra que dê jeito. Só Deus! Como percebemos Dra Vanilza também é tricotomista, como a maioria absoluta dos psicólogos e psiquiatras. Mas o que vem a ser a alma do indivíduo? Alma é o psiquismo da pessoa. Os profissionais desta área estão interessados em tudo que acontece conosco enquanto vivemos. O psiquismo inclui nossas sensações, idéias, juízos, emoções, sentimentos, vontade, desejo, memória, imaginação. Esse é um conjunto de processos psíquicos que forma nosso psiquismo ou alma. E o espírito é nossa identidade com Deus. Isso, apenas para sentirmos que não é tão fácil trabalhar com nosso interior, principalmente quando não nos conhecemos. E na verdade são poucos as pessoas que de fato se conhecem. O ser humano é muito complexo. Dizem os entendidos da matéria que o auto-conhecimento, algumas vezes, pode ser destrutivo. Por isso é bom que, antes que a pessoa se conheça, ela abra seu coração, sua vida para Deus, que a conhece na sua integralidade. Este salmo apresenta este desafio: Sonda, conhece, prova….
I- O pedido do salmista é para que Deus o SONDEPedir que Deus o sonde é uma maneira de se abrir para ELE. Deus conhece cada parte de nosso ser. Quando uma pessoa não se abre para o Grande Psicanalista pode ter sérios problemas em sua alma, que trarão conseqüências para o físico e para o espírito. (Ser sondado é permitir que seja colocada uma sonda). É algo que se coloca no interior, dentro. Ninguém precisa sonda por fora. Por que pedir a Deus que nos sonde? a)- Porque Deus conhece o nosso cotidiano. “Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos” v. 2,3. Deus conhece nosso dia a dia. b)- Deus conhece a estrutura de nosso pensamento. “Ainda a palavra não me chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda.” V.4. Deus conhece nossos pensamentos, até mesmo a maneira pela qual analisamos as coisas. c)- Deus conhece as conjunturas da nossa vida. “Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões à mão.” V.5. Não há necessidade de esconder nada do Senhor, pois Ele conhece nossos traumas, dificuldades, carências; porque Ele nos conhece como um todo. d)- Deus tem conhecimento além da nossa percepção. Ele conhece nosso inconsciente. Aquelas coisas que estão lá, que nós não lembramos mais, coisas da infância. Ele conhece tudo. “Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir. Se os contasse, excedem os grãos de areia; contaria, contaria, sem jamais chegar ao fim”. V. 6 e 18. Só Deus sabe o que está no inconsciente de uma pessoa…. e)- Deus tem conhecimento pluridimencional e simultâneo. Isso é: Ele nos conhece em nossa totalidade e complexidade. “Para onde me ausentarei do teu espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também. Se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me há de guiar tua mão e a tua destra me susterá. Se eu digo: as trevas com efeito me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite, até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.” V.7-12 f)- Deus conhece a textura essencial do nosso ser. Ele conhece a nossa constituição genética e as conseqüências emocionais e físicas dessa formação na vida adulta de uma pessoa. “Pois tu formaste o meu interior, tu me tecestes no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe” v. 13-16 a . g)- Deus conhece nossa história. Mesmo antes de nascermos, ele já conhecia a trajetória de nossa vida. “No teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles, escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.” V. 16 b. h)- Deus sabe de nossa relação com personalidades malignas. Ele sabe se abominamos o pecado ou concordamos com ele. Ele sabe o desejo de meu coração, também quando quero continuar com práticas que Ele condena. “Tomara, ó Deus, desses cabo ao perverso; apartai-vos, pois, de mim, homens de sangue. Eles se rebelam insidiosamente contra ti e como teus inimigos falam malícia. Não aborreço eu Senhor, os que te aborrecem? E não abomino os que contra ti se levantam? Aborreço-os com ódio consumado; para mim são inimigos de fato.” V. 19-22.
II- Aquele que conhece nossa estrutura pode curarVeja que o salmista, ao invés de pedir auto-conhecimento, ele pediu a Deus que o curasse. Por maior que seja nosso auto-conhecimento, não podemos nos curar, só Deus pode curar nosso interior. a)- Não há conhecimento em nós o suficiente para que nos auto-tratemos. Por isso o salmista pediu a Deus que o curasse. “Sonda-me, oh Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos” v. 23. b)- O conhecimento de Deus não é teórico; é pratico e tem efeitos práticos. “Vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” v. 24. Sonda-me = expõe a minha alma Conhece-me = ninguém pode engana-Lo Prova-me = a relação humana com o mundo Guia-me = mudança de trajetória. c)- O conhecimento que Deus tem de nós nos leva a cura tridimensional. Coração = emoções Pensamentos = intelecto Caminho = comportamento
Não há caminhos maus fora do ser, mas sim dentro dele. V.23 e 24. Deus quer penetrar nossa alma trazendo cura e libertação. Portanto, deixe Deus mudar o seu interior e tudo mudará em sua vida, inclusive seu comportamento. As doenças da alma são as mais difíceis e só Deus pode curar. Do coração, do interior, procedem as saídas da vida.

Pr. Cirino Refosco

O povo peculiar de Deus

 A PALAVRA "peculiar" é encontrada em Tito 2:14. Os cristãos são o povo peculiar de Deus. Usamos a palavra, por vezes, quando falamos de algo estranho ou diferente. Mas essa não é a sua utilização aqui. A palavra é traduzida de uma palavra grega que é composta por duas outras palavras, uma que significa uma "volta", como um círculo, e o outro que significa "ser". Pode ser traçado por um ponto dentro de um círculo. Isto nos ajudará a compreender o significado da palavra combinada. Assim como é o círculo em torno do ponto, assim Deus está ao redor de cada um de Seus santos. O círculo monopoliza o ponto, tem todo o ponto em si. Então todos os cristãos são uma propriedade de Deus. Eles são a Sua posse privada. Ele reservou-os para Si mesmo. A expressão em 1 Tessalonicenses 1:1, “A igreja dos Tessalonicenses em Deus”, que tem a mesma idéia, pois o caso grego é locativo da esfera. Ou seja, está na esfera de Deus, delimitada por Deus, cercado por Ele.
Este é um lugar de grande privilégio. Em 1 Pedro 2:7, o grego tem, “para vós os que credes, é a preciosidade.” Ou seja, a preciosidade de Jesus é imputada a nós. Ele se torna nossa preciosidade aos olhos do Pai, como Ele se torna nossa justiça perante a lei. O Filho habita no seio do Pai, quem mais se aproxima dos afetos do Pai. Maravilhosa graça, que nós pecadores salvos pela graça somos levados para aquele local favorecido mais próximo ao seio do Pai. O Pai nos ama tanto como Ele ama o seu Filho unigênito. Que maravilho travesseiro sobre o qual podemos descansar nossos corações quando cansados, principalmente quando passamos por momentos de prova.
Este é também um local de proteção. Coloque um ponto fora do círculo, e tire uma seta a partir desse ponto para o ponto dentro do círculo. Assim como a flecha não pode chegar ao ponto exceto que se passe pelo círculo, de forma nenhuma a tentação pode chegar até nós com a exceção de passar pela vontade permissiva de Deus, em primeiro lugar. Enquanto caminhamos no centro da vontade de Deus, Ele não permitirá que o Diabo venha a confrontar-nos com uma tentação muito grande para nós, mas vai nos proporcionar a necessária fé e força espiritual para superá-lo. A vitória sobre o pecado é um fato garantido quando estamos no centro da vontade de Deus. Coloque um outro ponto fora do círculo. Execute uma seta para o ponto no seu interior. Rotule o ponto fora com "uma provação ou uma tentação”. Como a flecha não pode chegar ao ponto a menos que passe por dentro do círculo, de modo nenhum as provações, dores, podem atingir o filho de Deus que habita no centro da Sua vontade, a não ser que venha através da vontade permissiva de Deus, e quando ela chega até nós, Deus vê por que todas as necessárias graça são dada para suportar esse teste. Ele é o Deus de toda a graça que nos conforta em todas as nossas aflições. E é isso que Paulo quis dizer em 1 Coríntios 10:13, quando ele diz, " Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar."A palavra grega traduzida" tentação "tem dois significados, em primeiro lugar,"um tempo de teste ou provação,” a segunda, “uma solicitação para fazer mal. " Nós somos o povo peculiar de Deus, todos nós somos os seus próprios, mais próximos as suas afecções, sob a sua proteção e cuidados, os beneficiários de todos os confortos necessários e graça.
Deus em Sua sabedoria planeja o teste, e os limites da tentação. Deus, em Seu amor envia a provação, e permite a tentação. Deus em Sua graça encontra o teste, e supera as tentações. Na sua sabedoria Ele planeja e limita. A finalidade do sofrimento cristão é que ela é um meio em que o pecado é colocado para fora de nossas vidas e a semelhança de Jesus é produzida. "Temos que ser moídos pelos sofrimentos antes de podermos nos tornar pão para as multidões famintas." Em Seu amor Ele envia e permite. Os sofrimentos cristãos mostram o amor de Deus para aquele santo. Deus o quer mais para Si mesmo. Na Sua graça Ele cumpre e supera. A graça de Deus é suficiente para superar qualquer dificuldade, confortar qualquer tristeza, vencer qualquer tentação.


Fonte: Estudo das Palavras do Novo Testamento de K. Wuest