quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Uma Vez Para Sempre

Há palavras que são verdadeiros livros, que se explicadas ocupariam muitos volumes para trazer a luz a sua mais completa explicação. Do mesmo modo há frases que são livrarias – isto é, explicadas em todos os sentidos encheriam uma livraria.  
Uma vez para sempre reúne toda história, não só a história bíblica, mas a história da humanidade – antes de Cristo e depois de Cristo – de eternidade a eternidade.

Cristo foi revelado não somente como o centro da história humana, mas como o eixo em torno do qual, material e espiritualmente, giram as duas eternidades: a passada e a gloriosa eternidade do porvir, quando todas as coisas serão reunidas e estarão sob o seu mais completo domínio, quando se cumprirá toda profecia escatológica a partir de Daniel até o apocalipse, quando todos os joelhos da terra e do próprio inferno hão de se curvar ante o cetro de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Nessa bendita palavra inspirada no livro aos Hebreus há duas notas que são dominantes: Hoje! Hoje se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações 3:7,13; 4:7. Hoje é o dia em que Deus dá ao homem a sua oportunidade. E, Uma vez para sempre! “Quando chegou o tempo certo, Ele veio uma vez por todas, a fim de afastar para sempre o poder do pecado, ao morrer por nós. Ou, …porque Ele, acabou com todos os sacrifícios, de uma vez para sempre, quando se sacrificou a Si próprio na cruz” 9:26b e 7: 27b. Este, uma vez por todas ou uma vez para sempre, apresenta a maravilhosa finalidade e perfeição da obra de Cristo.

Quero lhe convidar a pensar comigo, não somente ouvir, mas pensar de verdade sobre o que essa expressão sugere:

I- UMA VEZ PARA SEMPRE – foi a humilhação de Cristo.
Sinto um enorme peso na alma toda vez que ouço aquela musica e principalmente a letra que fala de sua humilhação. “Como a flor pisada no jardim, morreu por mim, morreu por mim”. Uma flor aberta é algo muito lindo, encantador; a flor é a gloria de uma planta, seu esplendor, mas ser pisada é o extremo da humilhação.
Em todas as grandes obras divinas na natureza, na história, na graça, há predições da humilhação de Cristo. Está escrito, através dos profetas, que Cristo viria para trabalhar, para servir, para sofrer, ser desprezado e rejeitado pelos homens. A palavra chave do livro do profeta Isaias é a expressão: “Servo sofredor” ou “Eis aí o meu servo!” E, na realidade, durante sua vida sobre a terra, Jesus desceu aos mais profundos abismos de humilhação. Paulo tentou descrever esta humilhação ao orientar os Filipenses a respeito da conduta cristã, quando disse: “Não sejam egoístas; não vivam para causar boa impressão aos outros. Sejam humildes, pensando dos outros como sendo melhores do que vocês mesmos. Não pensem unicamente em seus próprios interesses, mas preocupem-se também com os outros e com o que eles estão fazendo. A atitude de vocês deve ser semelhante àquela que nos foi mostrada pelo Senhor Jesus Cristo, que, sendo Deus, não exigiu, nem tampouco se apegou aos seus direitos como Deus, mas pôs de lado o seu poder e sua gloria, ocultando-se sob a forma de escravo e tornando-se como os homens. Ele se humilhou ainda mais, chegando ao ponto de sofrer uma verdadeira morte de criminoso numa cruz” Fil. 2:3 -8. Esvaziou-se de sua glória e tomou a forma de escravo.
Vemos esta humilhação da manjedoura em Belém até a cruz central no monte do calvário em Jerusalém. Foi uma vida de vergonha e dor, mas não porque precisasse disso, mas por amor a mim e a você. Não era coisa nova para Jesus ser igual a Deus, isso Ele era desde toda eternidade; porém, a coisa nova era a infinita humilhação a que experimentou- ser igual aos homens. Nasceu numa manjedoura, não tinha onde reclinar a cabeça, morreu como um malfeitor e não tinha sequer um tumulo para ser sepultado.

II- UMA VEZ PARA SEMPRE – foi a propiciação (morte em favor) de Cristo.
Uma vez para sempre Jesus se manifestou para repelir o pecado, oferecendo-se como vitima para o sacrifício. Cristo se apresenta de duas formas: Uma com pecado sobre Si, assumindo a culpa de todos os pecados da raça humana; na outra, sem pecado – para a salvação. Há em toda sua vida um propósito bem claro e definido. Sua vida foi para revelar a vontade de Deus, estender os privilégios inauditos do reino de Deus, e apresentar aos pecadores os tesouros da verdade e a maneira pela qual os homens podem se aproximar do Pai eterno. Porém, a principal finalidade de sua vinda, a suprema obra do Espírito Santo, foi extirpar o pecado, aniquilar o pecado.

1- Em sua encarnação – Ele se fez pecado. Paulo descreve isso dizendo: “Todas essas coisas novas vem de Deus, que nos trouxe de volta a Si mesmo por meio daquilo que Cristo Jesus fez… Pois Deus estava em Cristo, recuperando o mundo para Si, não levando mais em conta os pecados dos homens contra eles, e sim apagando-os. Esta é a mensagem maravilhosa que Ele nos deu para transmitir aos outros. Somos embaixadores de Cristo. Deus nos está utilizando para falar a vocês: Nós lhes imploramos, como se o próprio Cristo estivesse aqui suplicando a vocês: aceitem o amor que Ele vos oferece – reconciliem-se com Deus. Porque Deus tomou a Cristo, que era sem pecado, e O encheu com nossos pecados. E então Ele, em compensação, nos encheu com a virtude de Deus!” II Cor. 5: 18 – 21.

2- Em sua propiciação (morte em favor) – Ele carregou o pecado. Ele conduziu os nossos pecados em seu próprio corpo sobre o madeiro. Isaias recebeu do Senhor a mais perfeita descrição do que aconteceria com Jesus. “Nós o desprezamos e rejeitamos: Ele era um homem que conhecia por experiência própria, a dor e o sofrimento. Achamos que Ele não merecia nem ser olhado por nós; não demos a menor importância a Ele. Apesar disso, Ele colocou sobre si as nossas dores, Ele mesmo carregou o nosso sofrimento. E nós pensamos que Ele estava sendo castigado por Deus por causa de seus próprios pecados! A verdade, porem, é esta: Ele foi ferido por causa dos nossos pecados; seu corpo foi maltratado por causa de nossas desobediências. Ele foi castigado para nós termos a paz; Ele foi chicoteado – e nós fomos curados! Nós andávamos perdidos e espalhados como ovelhas! Nós abandonamos o caminho de Deus e seguimos os nossos próprios caminhos; apesar disso Deus jogou sobre Ele a culpa e os pecados de cada um de nós. Ele foi maltratado e humilhado, mas não disse uma única palavra! Foi levado para a morte como um cordeiro vai para o matadouro… morreu como um criminoso” Is. 53:4-9.

3- Em sua expiação – Ele afastou o pecado. Assim, Ele o tinha sobre si, Ele o carregou, e Ele pôs fora. Cristo concretizou em sua própria Obra e Pessoa, a significação das cenas do Grande Dia da Expiação em Israel quando, uma vez por ano, o Sumo sacerdote, entrava no Santo dos Santos para oferecer sacrifícios pelos pecados do povo. A diferença, porém, é que aquele sacrifício do sumo-sacerdote da antiga aliança repetia-se todos os anos – sinal de sua imperfeição; enquanto que o sacrifício de Cristo, por ser perfeito e infinito, não mais se repetiu nem se repetirá. Foi uma vez para sempre! Esse texto derruba por terra toda doutrina da Igreja romana, que insiste na repetição do sacrifício através da missa. Esquecendo-se que o véu que separa o lugar santo com o santo dos santos, onde o sacrifício era feito uma vez por ano, rasgou-se de alto a baixo, ficando nulo todo aquele cerimonial. Agora precisamos entender, que embora o sacrifício de Cristo seja o suficiente para toda a humanidade, só se torna eficiente para os que O aceitarem. É como um bom remédio – só faz efeito no organismo de quem o toma.

III- UMA VEZ PARA SEMPRE – foi a suprema dedicação de Cristo.
Cristo não se dedicou em parte, mas por completo, todo seu SER, para nos socorrer em tudo quanto Dele necessitamos, e onde quer que Ele nos levar. Necessitamos dEle quando, como pecadores perdoados penetramos no caminho da vida cristã. Necessitamos dEle na luta contra o pecado em nós e fora de nós. Necessitamos dEle nas lutas diárias para alcançarmos vitórias na vida espiritual, e em todas as atividades. Ele mesmo disse: “Sem mim, nada podeis fazer” mas também disse: “Eis que estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”. Necessitamos dEle quando andarmos pelos vales da sombra da morte e pelos precipícios das tentações. Necessitamos dEle para que permaneçamos fiéis na fé , para assim termos a sua defesa no dia do grande julgamento da humanidade “Portanto, agora, desde que fomos declarados justos à vista de Deus, pela fé em suas promessas, podemos ter na realidade paz com Ele por causa do que Jesus Cristo, nosso Senhor, fez por nós. Pois, devido à nossa fé, Ele nos colocou neste lugar do mais alto privilégio onde agora nos encontramos e nós, confiante e alegremente, ansiamos pelo dia quando realmente nos tornaremos tudo quanto Deus tem em mente que sejamos. Portanto, não há nenhuma condenação aguardando aqueles que pertencem a Cristo Jesus” Romanos 5:1, 2 e 8:1.

Pois bem, UMA VEZ PARA SEMPRE, Cristo, pela sua suprema dedicação, tem nos assegurado a satisfação eterna de todas as nossas necessidades espirituais.

Esta pequena frase, tantas vezes repetida nessa mensagem, nos fala da perfeição da Obra Divina, e como isso deve nos humilhar em face do que temos sido e somos! Mas ao mesmo tempo, que gozo, que alegria e que esperança gloriosa sentimos ao pensar, no que seremos, mediante a graça de Cristo. Que segurança, que certeza absoluta de vitória sentimos em nossas almas pela confiança na Onipotência Divina.

Os textos aqui citados, nos falam da perfeição absoluta da Obra redentora de Nosso Senhor, da Sua humilhação, do Seu sacrifício vicário, de Sua suprema e eterna consagração, e tudo isso se constitui uma perfeita garantia de nossa salvação.

Pr.Cirino Refosco

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Quantas vezes o galo cantou?

É difícil compreender o motivo de muitas coisas não darem certo na vida de uma pessoa que serve a Deus, bem como compreender o que leva uma pessoa bem casada adulterar. Enfim, temos que estar atentos à orientação de Jesus: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia”.
Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, passou por um momento terrível em seu ministério, quando quase fracassou (Lucas capítulo 22). Jesus o adverte sobre o fato de satanás cirandar a sua vida e ter sido necessária a intercessão do próprio Cristo em seu favor. Porém, ele se achava autossuficiente, plenamente dono de si; e o desprezar a Palavra foi o primeiro passo para a sua queda.
Na nossa vida isso sempre acontecerá: todas as vezes que desprezarmos aquilo que Deus diz, daremos o primeiro passo rumo ao fracasso. A questão é simples: a queda não se dá no adultério, no furto, no roubo ou na falência, e sim quando desprezamos a Palavra. O fato, em si, é a consumação de vários degraus percorridos. Continuemos na história de Pedro e vejamos que outros degraus são esses.
Após desprezar a Palavra, Pedro começa a seguir Jesus de longe. Isso é o que acontece com muitos: continuam a dizer que são de Deus, membros de uma igreja local, mas não são tão assíduos como antes. Aparecem nos cultos de 15 em 15 dias e começam a buscar a Deus “do seu jeito”, ou seja, estão seguindo Jesus de longe e, sem perceber, dão mais um passo rumo ao abismo.
Porém, a queda ainda não foi consumada. O diabo ainda não "passou a perna" por completo; o fato ainda não se tornou público e, de forma inconsciente, esse desprezo à Palavra, essa distância do Senhor, nos faz prosseguir em diração à queda.
Pedro, agora, se aquece no fogo dos pecadores. Que coisa! Um homem de Deus assentado na roda dos pecadores e se aquecendo nos seus hábitos e costumes, gostando de suas conversas, rindo das coisas indecentes, aceitando as coisas erradas e justificando os fracassos como se fossem regra na vida do ser humano.
Pare! Comece a refletir, prezado leitor. Será que achamos normal sexo antes do casamento, divórcio, homosexualismo, prostituição, palavrões, piadas sujas, fraudar o governo, falar mal do próximo, etc, etc, etc? Recordo-me da história de Jonas. Ele desprezou a voz de Deus e foi descendo, primeiro para o porão do navio, depois para o fundo do mar e, depois, para o ventre de um grande peixe.
Pedro continuou a cair, omitiu, mentiu, fugiu, mas a Palavra se cumpriu e o galo cantou. E, para conhecimento, não foram três vezes que o galo cantou, foi apenas uma. Que coisa triste é ver a queda de uma pessoa de Deus. Tudo isso só aconteceu porque a Palavra foi desprezada. Não despreze, jamais, o que Deus diz.
Querido leitor, não pense que esta matéria é para te acusar. Jamais. Pedro chorou amargamente e se arrependeu. Foi após tudo isso que deixamos de conhecer aquele Pedro durão, grosso e atrapalhado e passamos a conhecer o grande Pedro, homem de fé, verdadeiro apóstolo, um líder, homem ungido a ponto de, com a própria sombra, curar os enfermos.
Você pode mudar a história da sua vida. A Bíblia diz que a glória da segunda casa será maior do que a da primeira. Diz, também, que onde abundou o pecado superabundou a graça. Portanto, não despreze a Palavra, não siga Jesus de longe ou jamais se assente no fogo dos pecadores. Viva arrependimento diário, e o galo não cantará pra você.

Pr. Glauber Morare

Cuidado com as raposinhas!

 Vinha e Figueira no contexto bíblico geral, tem conotação com Israel, o povo de Deus e com a Igreja hoje, que é o Israel de Deus como veremos a seguir:
1 - Israel como Vinha: Is 5.1-5; Jr 2.21; Sl 80.8-14.
2 - Israel como Figueira: Ct 2.13; Mt 24.32; Lc 21.29; Lc 13.6.
3 - A Igreja como o Israel de Deus: Gl 6.16.
Com base nesse contexto bíblico, eu quero falar sobre Vinha, flores, perfume, frutos, brechas e raposinhas.
1 - VINHA EM FLORES: (Ct 2.13) Imagino a Igreja como um jardim regado exalando o bom perfume de Cristo. As flores também fala de um período que antecede os frutos.
2 - FIGUEIRA COM FRUTOS, FIGUINHOS: (Ct 2.13): Imagino a Igreja como uma árvore frutífera carregada com os frutos do Espírito Santo (Gl 5.22). Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, mansidão, fidelidade, temperança. Que maravilha!
3 - RAPOSINHAS QUE DANIFICAM A VINHA: (Ct 2.15). Elas representam atitudes e procedimentos egoístas e mesquinhos que compromete o bom andamento da obra, o bom relacionamento cristão, a comunhão entre os irmãos e impede o crescimento da igreja.
4 - AS BRECHAS POR ONDE AS RAPOSINHAS ENTRAM: (Ef 4.27; 1Pe 5.8) Representa a falta de vigilância por parte dos incautos e as oportunidades que damos ao adversário para danificar a vinha.
OBSERVAÇÕES:
1- Quando as raposinhas encontram brechas, elas entram na vinha, danificam as flores e consequentemente a vinha deixa de produzir os seus frutos, cuidado com elas!
2- Há um ditado popular: "onde passa um boi, passa uma boiada" ; então onde passa uma raposinha, passam várias, ela nunca vem só.
5 - DANDO NOME ÀS RAPOSINHAS:
5-1- MENTIRA: Mentir, caluniar, difamar são sinônimos; esse tipo de raposinha tem trazido muito prejuízo para a vinha, geralmente ela vem acompanhada de mais três: Contenda (1Co 3.3); Inimizade (Pv 16.28;Gl 5.20) e Desunião (Sl 133.1).
Obs. Deus aborrece esse tipo de comportamento (Pv 6.16-19).
5-2- CIÚMES: Esse tipo de raposinha quando entra na vinha, faz um estrago grande. Ela traz consigo um sentimento de perseguição e morte (1Sm 18-7-9), o ciumento quer matar, destruir, qualquer um que supostamente possa ameaçar o que é seu.
5-2-1- O aspecto positivo do ciúmes: Zelo, nesse sentido a bíblia afirma que o Espírito Santo tem ciúmes da igreja (Tg 4.5).
5-2-2- O aspecto negativo do ciúmes: Doentio, possessivo, revela complexo de inferioridade e falta de capacidade.
Obs. Essa raposinha entra na Igreja (entre os crentes); no ministério (entre os obreiros) e nos lares (entre os casais), trazendo destruição.
5-3- INVEJA: É um misto de ódio e desgosto pela prosperidade ou alegria do próximo, geralmente quem sofre desse mal, não consegue "alegrar-se com os que se alegram..." (Rm 12.15).
5-3-1- Estava no coração dos irmãos de José (Gn 37.11; At7.9).
5-3-2- Essa raposinha entrou na Igreja de Corinto (1Co 3.3).
5-3-3- Ela é podridão nos ossos, abala a estrutura espiritual (Pv 14.30; 27.4).
5-3-4- Ela é capaz de levar a pessoa a se desviar da verdade (Sl 73.3).
Obs. Quando a igreja pratica o amor. Ela fica livre da inveja (1Co 13.4).
5-4- FALSIDADE: É sinônimo de hipocrisia e fingimento. Pessoas que se fazem passar por aquilo que não são, é como o camaleão, vive sempre camuflado, passa desapercebido, tem língua grande e rápida, não dá chance à sua presa.
5-5- MURMURAÇÃO: Murmurar é falar baixo, falar entre os dentes, falar mal dos irmãos, criticar. O murmurador fala mal de tudo e de todos, nada está bom para ele. Esse tipo de raposinha contamina a igreja com o desânimo e impede o seu crescimento (1Co 10.10; Fp2.14).
5-6- AS RAPOSINHAS TAMBÉM SÃO CONHECIDAS COMO OBRAS DA CARNE: (Gl 5.19-21) e podem impedir os crentes de chegar ao Céu (Gl 5.21); Pedro nos aconselha a colocar pra fora da vinha esses tipos de raposinhas (1Pe 2.1).
CONCLUSÃO: Qual a solução para acabar com as raposinhas?
1- Atear o fogo do Espírito Santo na vinha: O fogo do Espírito não queima a vinha, só afugenta as raposinhas.
2- Alimentar as chamas desse fogo com a Palavra de Deus: Dando prioridade à pregação e ao ensino da Palavra de Deus.
3- Tapar todas as brechas: Vigiando e não dando lugar ao diabo; não adianta expulsar as raposinhas e deixar as brechas, pois elas voltarão.
Obs. Quando se tapa as brechas o inimigo fica furioso: (Ne 4.6,7). Porém, a Igreja dá muito fruto e o nome do Pai é glorificado (Jo 15.8).

Pr. Ismael M. Vieira

O Perigo do Escândalo

Escândalo no dicionário português é definido como mau procedimento; mau exemplo; ato reprovável. Escandalizar é melindrar; ofender; agir de forma indecorosa e vergonhosa. A palavra escândalo é de origem grega (skándalon). É a armadilha que se põe no caminho do inimigo para fazê-lo cair.
Em algumas traduções da Bíblia, a palavra escândalo está expressa por tropeço, querendo significar tudo o que leva o homem à queda: o mau exemplo, princípios falsos, abuso do poder etc. A palavra grega próskomma também é traduzida por tropeço.
Os escândalos são inevitáveis
1. Porque o homem é pecador – natureza de adão. O egoísmo e depravação – o que provoca.
-Jesus deixa claro o juízo austero e inflexível sobre aqueles que cometem escândalo.
-É tão sério o escândalo que Jesus ilustrou o tipo de castigo que virá, Mt 18.1-6; Lc 10.21
-Pra Ele, era preferível uma morte horrível - enforcado e afogado concomitantemente - ao invés da prática do escândalo.
-Caso de Balaão, Ap 2.14; Nm 31.8,16).
2. Porque o homem é imperfeito - tropeço involuntário de alguém.
-Pedir perdão imediato aos atingidos por nosso erro. Quando somos nós os atingidos, devemos perdoar o que nos causou o tropeço (Mc 11.25,26; Lc 6.37), pois precisamos de perdão, Mt 6.14,15).
3. Porque o homem é imaturo - Escândalos ocorrem por causa da imaturidade.
-Cristo advertiu sobre evitar o escândalo e foi motivo de escândalo.
-Os conterrâneos de Jesus se escandalizaram nele (Mc 6.3; Jo 6.61).
-A pregação do Cristo crucificado é escândalo para os judeus (1 Co 1.23).
-Cristo previu que os discípulos se escandalizariam nele (Mt 26.31).
-Cristo jamais errou por escandalizar os discípulos, os seus conterrâneos e os judeus.
-A falha estava na insuficiência de maturidade daqueles que ñ entendiam a Cristo e sua missão.
- Nem sempre o agente principal do escândalo é o culpado. Jesus advertiu aos seus discípulos, Jo 16.1-4).
-Sobre o escândalo evitemos ares superiores aos outros, Mt 26.33; mas vigiar e ñ cair, Lc 21.36.
Devemos evitar os escândalos
-O crente precisa vigiar seus passos para não causar o tropeço de alguém (1 Co 10.32; Rm 14.13 2Co 6.3;).
-Quem causa escândalo pode ser condenado e tratado como joio, Mt 13.40-42.
-Muitos líderes e famosos tem causado escâdalo e manchado a igreja e a fé de muitos crentes. Vão ao juízo.
-Se as nossas atitudes causam escândalo ou tropeço de um crente imaturo, devemos evitar estas coisas, mesmo as mais comuns, como comer, vestir, falar etc (1Co 8.9-13; Rm 14.13-15,19-21).
-Cristo julgará aqueles que causarem tropeço a um crente fraco. O amor rege a liberdade de cada um, 1 Jo 2.10.
-Na igreja impera a “lei do mais fraco” e não do mais forte. Ou seja, é o que determina, o que pode ser feito ou não.
-Pra ñ causar tropeço, devemos “andar a segunda milha”, Exemplo: Mt 17.27).
-Análise de si mesmo para retirar de sua vida algo que sirva de tropeço próprio (Mt 5.29,30). É perder aqui pra ganhar lá.
-Os obreiros precisam de maior cuidado, (2 Co 6.3).
-Companhias de pessoas escandalosas deve ser evitada, Rm 16.17. Porque, seremos contados como tais, 1 Co 15.33.
Alguns se escandalizam com pouca coisa
Na parábola do semeador Jesus revela que alguns se escandalizam (ou tropeçam) por causa da sua imaturidade (Mt 13.21).
-Há crentes que estão em processo de transformação.
-Outros estagnaram e ainda são meninos quanto á fé, Rm 15.1. Fracos se escandalizam c/facilidade, 14.2.
-Muitos crentes c/muitos anos na igreja permanecem imaturos. Deveriam ser maduros, mas são crianças na fé (Hb 5.12,13). -O cristão neófito exige cuidados especiais, mas devemos buscar amadurecer na fé (Mt 5.48; Ef 4.13).
-Os meninos falam como meninos, sentem como meninos e pensam como meninos, mas os amadurecidos ponderam seus pensamentos, sentimentos e palavras (Tg 3.2).
-O Crente deve crescer e não se deixar embaraçar por nada, 2Tm 2.4; Hb 12.1). Deve ir para o alvo.
Procuremos irmãos evitar a todo custo o escândalo porque isto envergonha o Evangelho de Cristo e mancha a igreja onde somos membros.

Pr. José Braz de Araujo

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sinais dos Crentes

“E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão” Mc 16.17,18.
As Escrituras ensinam claramente que Cristo quer que seus seguidores operem milagres ao anunciarem o evangelho do reino de Deus (ver Mt 10.1; Mc 3.14,15; Lc 9.2 nota; 10.17; Jo 14.12).
(1) Estes sinais (gr. semeion), realizados pelos discípulos verdadeiros, confirmam que a mensagem do evangelho é genuína, que o reino de Deus chegou à terra com poder (ver o estudo e que o Senhor Jesus vivo e ressurreto está presente entre os seus, operando através deles (ver Jo 10.25; At 10.38).
(2) Cada um destes sinais (exceto a ingestão de veneno) ocorreu na igreja primitiva: (a) falar novas línguas (ver At 2.4; 10.46; 19.6; 1Co 12.30; 14); (b) expulsar demônios (At 5.15,16; 16.18; 19.11,12); (c) escapar da morte por picada de serpente (At 28.3-5); e (d) curar os enfermos (At 3.1-7; 8.7; 9.33,34; 14.8-10; 28.7,8).
(3) Essas manifestações espirituais devem continuar na igreja até a volta de Jesus. Conforme vemos nas Escrituras, esses sinais não foram limitados ao período que se seguiu à ascensão de Jesus (ver 1Co 1.7;
 Gl 3.5).
(4) Os discípulos de Cristo não somente deviam pregar o evangelho do reino e levar a salvação àqueles que crêem (Mt 28.19,20; Mc 16.15,16; Lc 24.47), mas também concretizar o reino de Deus, como fez Jesus (At 10.38) ao expulsar demônios e curar doenças e enfermidades.
(5) Jesus deixa claro, em Mc 16.15-20, que esses sinais não são dons especiais para apenas alguns crentes, mas que seriam concedidos a todos os crentes que, em obediência a Cristo, dão testemunho do evangelho e reivindicam as suas promessas.
(6) A ausência desses “sinais” na igreja, hoje, não significa que Cristo falhou no cumprimento de suas promessas. A falta, conforme Jesus declara, está na vida dos seus seguidores (ver Mt 17.17).
(7) Cristo prometeu que sua autoridade, poder e presença nos acompanharão à medida que lutarmos contra o reino de Satanás (Mt 28.18-20; Lc 24.47-49). Devemos libertar o povo do cativeiro do pecado pela pregação do evangelho, mediante uma vida de retidão (Mt 6.33; Rm 6.13; 14.17) e pela operação de sinais e milagres através do poder do Espírito Santo (ver Mt 10.1 nota; Mc 16.16-20; At 4.31-33.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Justo florescerá como a palmeira

" O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano" Sl 92:18
O versículo fala da Palmeira e do Líbano, que lições poderíamos aprender com essas duas plantas?
Parte I- A Palmeira
Se adapta bem em qualquer ambiente: zonas rurais, urbanas e interiores. Seu tamanho varia de acordo com seu aproveitamento e condições ambientais. Podem crescer até 10 metros ou mais. Da planta, aproveita-se tudo, produzindo: fibras, oléos, ceras, etc. Crescimento, adaptação e estabilidade são características marcantes da palmeira.
A Bíblia, no mesmo Salmo, indica o melhor lugar onde o "cristão palmeira" deve ser plantado:"Os que estão plantados na casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus". Adubada pela Palavra de Deus, a planta cria raízes firmes e profundas.
Palmeiras se destacam, são visíveis a longas distâncias. Assim é o servo de Deus, é notado pela sua maneira especial de ser, seu amor e testemunho alcançam vidas mesmo que estas estejam em lugares longíquos.
A resistência a ventos e tempestades é uma outra característica da planta. Elas balançam, perdem folhas...mas não caem facilmente. É muito trabalhoso arrancar uma palmeira adulta do solo.
Em Janeiro de 2005, um tsunami devastou a Indonésia. As imagens que percorreram o mundo mostraram casas sendo destruídas, prédios sucumbindo a força da água, muitos destroços e pessoas sendo arrastadas. Em meio ao terrível cenário, víamos palmeiras intactas e pessoas agarrando-se a elas para sobreviverem. Uma mulher de 23 anos(Melawati ), da província de Aceh, sobreviveu cinco dias agarrada ao tronco de uma palmeira, em alto-mar. Foi resgatada por um barco pesqueiro. Assim é com o justo: sujeito a "ventos fortes e tempestades". Por vezes, saímos tão machucados, mas a graça de Deus nos sustenta, dando vida e vigor para amparar os mais fracos.
"Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação; que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus" I Cor 1:4.
Da palmeira tudo se aproveita
Gosto de recitar Romanos 8:28 "Todas as coisas contribuem para o bem dos que amam a Deus".
Deus, transforma situações de derrota em vitória. Nada é em vão para o cristão, obediente a Palavra.
Não foi assim com Jesus? Satanás achou que o tinha derrotado com a crucificação. Mas, foi justamente ali que consistiu a maior de todas as vitórias.Foi quando o apóstolo Paulo se sentiu fraco que Deus lhe falou: " Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" II Cor 12
A "ventania" sopra, arranca folhas, espalha as flores e quando cessa tudo, lá está o servo obediente, tal qual a palmeira: ilustre vencedor, mais forte, pronto para florescer e renovar as forças.
Flores de Palmeira. Florescem numerosas vezes, em abundância, o ano inteiro, em todas as estações. Os insetos especialmente as abelhas, encontram ali alimento e contribuem com a polinização.
Depois das flores;os frutos. Sendo "Cristão palmeira" os frutos são abundantes o ano inteiro, independente da estação. As abelhas representam os sedentos, ávidos por alimento para a alma, saciando-se do néctar do cristão. Comparo o néctar ao Espírito Santo que tem poder para convencer o homem "do pecado, da justiça e do juízo" Jo 16:18.
As abelhas são como a mulher samaritana: levam as boas novas a outras que passam a "beber da mesma fonte".



domingo, 28 de novembro de 2010

A VONTADE DE DEUS.

 “Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão”.Is 53.10
DEFINIÇÃO DA VONTADE DE DEUS.
De modo geral, a Bíblia refere-se à vontade de Deus em três sentidos diferentes.
(1) A vontade de Deus é outra maneira de se identificar a Lei de Deus. Davi, por exemplo, forma um paralelo entre a frase “tua lei” e “tua vontade” no Sl 40.8. Semelhantemente, o apóstolo Paulo considera que, conhecer a Deus é sinônimo de conhecer a sua vontade (Rm 2.17,18). Noutras palavras: como em sua Lei o Senhor nos instrui no caminho que Ele traçou, ela pode ser apropriadamente chamada “a vontade de Deus”. “Lei” significa essencialmente “instrução”, e inclui a totalidade da Palavra de Deus.
(2) Também se emprega a expressão “a vontade de Deus” para designar qualquer coisa que Ele explicitamente quer. Pode ser corretamente designada de “a perfeita vontade” de Deus. E a vontade revelada de Deus é que todos sejam salvos (1Tm 2.4; 2Pe 3.9) e que nenhum crente caia da graça (ver Jo 6.39). Isso não quer dizer que todos serão salvos, mas apenas que Deus deseja a salvação de todos.
(3) Finalmente, a “vontade de Deus” pode referir-se àquilo que Deus permite, ou deixa acontecer, embora Ele não deseje especificamente que ocorra. Tal coisa pode ser corretamente chamada “a vontade permissiva de Deus”. De fato, muita coisa que acontece no mundo é contrária à perfeita vontade de Deus (e.g., o pecado, a concupiscência, a violência, o ódio, e a dureza de coração), mas Ele permite que o mal continue por enquanto. A chamada de Jonas para ir a Nínive fazia parte da perfeita vontade de Deus, mas sua viagem na direção oposta estava dentro de sua vontade permissiva (ver Jn 1). Além disso, a decisão de muitas pessoas permanecerem sem salvação é permitida por Deus. Ele não impõe a fé aos que recusam a salvação mediante o seu Filho. Semelhantemente, muitas aflições e males que nos acometem são permitidos por Deus (1Pe 3.17; 4.19), mas não é desejo seu que soframos (ver 1Jo 5.19.
FAZENDO A VONTADE DE DEUS.
O ensino bíblico a respeito da vontade de Deus não expressa apenas uma doutrina. Afeta a nossa vida diária como crentes.
(1) Primeiro, devemos descobrir qual é a vontade de Deus, conforme revelada nas Escrituras. Como os dias em que vivemos são maus, temos de entender qual a perfeita e agradável vontade de Deus (Ef 5.17).
(2) Uma vez que já sabemos como Ele deseja que vivamos como crentes, precisamos dedicar-nos ao cumprimento da sua vontade. O salmista, por exemplo, pede a Deus que lhe ensine a “fazer a tua vontade” (Sl 143.10). Ao pedir, igualmente, que o Espírito o guie “por terra plana”, indica que, em essência, está rogando a Deus a capacidade de viver uma vida de retidão. Semelhantemente, Paulo espera que os cristãos tessalonicenses sigam a vontade divina, evitando a imoralidade sexual, e vivendo de maneira santa e honrosa (1Ts 4.3,4). Noutro lugar, Paulo ora para que os cristãos recebam a plenitude do conhecimento da vontade divina, a fim de viverem “dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo” (Cl 1.9,10).
(3) Os crentes são exortados a orarem para que a vontade de Deus seja feita (cf. Mt 6.10; 26.42; Lc 11.2; Rm 15.30-32; Tg 4.13-15). Devemos desejar, com sinceridade, a perfeita vontade de Deus, e ter o propósito de cumprí-la em nossa vida e na vida de nossa família (ver Mt 6.10). Se essa for a nossa oração e compromisso, teremos total confiança de que o nosso presente e futuro estarão sob os cuidados do Pai (cf. At 18.21; 1Co 4.19; 16.7). Se, porém, há pecado deliberado em nossa vida, e rebelião contra a sua Palavra, Deus não atenderá as nossas orações. Não poderemos esperar que a vontade divina seja feita na terra como no céu, a não ser que nós mesmos procuremos cumprir a sua vontade em nossa própria vida.
(4) Finalmente, não podemos usar a vontade de Deus como desculpa pela passividade, ou irresponsabilidade, no tocante à sua chamada para lutarmos contra o pecado e a mornidão espiritual. É Satanás, e não Deus, o culpado por essa era maligna, com a sua crueldade, maldade e injustiça (ver 1Jo 5.19). É também Satanás quem causa grande parte da dor e sofrimento no mundo (cf. Jó 1.6-12; 2.1-6; Lc 13.16; 2Co 12.7). Assim como Jesus veio para destruir as obras do diabo (1Jo 3.8), assim também é da vontade explícita de Deus que batalhemos contra as hostes espirituais da maldade por meio do Espírito Santo (Ef 6.10-20; 1Ts 5.8.