sábado, 13 de novembro de 2010

O Ministério dos Diáconos

Os diáconos são muito importantes. Uma igreja não funciona sem eles. Aliás, o normal de cada igreja é que seja composta de “bispos e diáconos” (Fp 1:1). Como é instrutivo ver estes irmãos servindo a todo tempo! Eles servem quando a igreja está reunida ou no dia a dia; seja em serviços matériais ou em serviços espirituais; eles servem entre os crentes e entre os descrentes. Os diáconos ajudam no serviço cotidiano de auxílio aos irmãos, e não deixam de ministrar a Palavra de Deus. Eles ajudam nas orações pelos perdidos e aproveitam oportunidades para pregar-lhes o Evangelho. Como são importantes, necessários e indispensáveis! Devemos ser gratos a Deus por Ele ter colocado os diáconos em cada igreja.
Os diáconos, porém, nem sempre servem como deveriam. Infelizmente, por falta de entendimento sobre o seu ministério alguns deixam de servir, achando que os serviços devem ser feitos somente por pessoas formalmente ordenadas para isso. Há irmãos que sentem ardente desejo de servir mais intensamente ao Senhor, mas não se julgam qualificados por nunca ter sido formalmente constituídos para este ou aquele serviço.
Neste estudo, vamos considerar juntos alguns aspectos importantes sobre os diáconos, tendo em vista incentivar o maior envolvimento de irmãos neste ministério precioso – que é servir.
a. Definição de diácono
Servir deve ser o desejo de todo cristão. Fomos salvos pela graça de Deus, sem nada pagar por isso. Mas não significa que agora, uma vez salvos, não iremos fazer nada. Cada cristão deve procurar, com insistência, entender quais os dons espirituais que Deus lhe deu e em que esfera de serviço Deus quer que ele trabalhe. Cada cristão foi salvo para ser um diácono de Deus. Mas, o que é um diácono?
a. 1. O que é um diácono
Diácono é alguém que usa seus dons espirituais para fazer os serviços que Deus designou para que ele faça, na vida diária da igreja ou nas reuniões; no ministério da Palavra ou na pregação do Evangelho; em serviços materiais ou em serviços espirituais.
A palavra “diácono” foi transliterada da palavra grega diakonos, que ocorre 31 vezes no NT. Na maioria das ocorrências é traduzida por servo (veja Mt 22:13, 23:11; Jo 12:26, etc.) e ministro (Rm 13:4, 15:8; I Co 3:5, etc). Apenas três vezes foi traduzida diácono (veja Fp 1:1; I Tm 3:8, 12). Em I Tm 3:13 a palavra traduzida “diácono”, em algumas versões, não é a mesma palavra diakonos, e sim, diakoneo.
Diakonos é uma palavra usada no NT para diferentes grupos de pessoas relacionadas ao seu serviço. Esta palavra tem o sentido de um criado, alguém que presta serviços. Veja alguns exemplos:
a) Servo. Entre os seus irmãos, o maior é, na verdade, um diakonos (servo) dos demais (Mt 23:11). Um seguidor do Senhor é chamado de Seu diakonos (servo) que estará onde estiver o seu Mestre (Jo 12:26).
b) Ministro. O governo civil é chamado de diakonos (ministro) de Deus (Rm 13:4). Cristo é chamado de diakonos (ministro) em relação ao Seu povo (Rm 15:8; Gl 2:17).
Mas nem todas as palavras traduzidas “servo” no NT vêm da palavra diakonos, e a distinção é importante. W. E. Vine faz um comentário interessante sobre a diferença de duas das palavras traduzidas “servo” no NT: “O termo diakonos deve, falando de modo geral, ser distinguido do termo doulos, ‘servo, escravo’; o termo diakonos encara o servo em relação ao seu trabalho; o termo doulos o vê em relação ao seu mestre. Veja, por exemplo, Mt 22:2-14; aqueles que chamam os convidados e os trazem (Mt 22:3, 4, 8, 10) são os douloi; aqueles que executam a sentença do rei (Mt 22:13) são os diakonos” (Dicionário Vine, pág. 568). Portanto, um diácono é visto no seu serviço, é aquele que está trabalhando, exercendo alguma atividade. Quem serve ou ministra é um diácono.
Diácono é, por definição, um servo, um ministro que serve.
a. 2. O que não é um diácono
Vimos o que um diácono é – um servo, um ministro, em relação ao seu serviço – agora precisamos ver o que ele não é.
a) Posição eclesiástica. A palavra “diácono” tornou-se um termo técnico para designar posição eclesiástica. Ou seja, um diácono, neste caso, é alguém que foi formalmente ordenado a uma posição para realizar alguns serviços. Sem esta ordenação ele não pode ser reconhecido. O texto de Atos capítulo 6 é um dos mais usados neste sentido. Porém, analisando este capítulo com cuidado, percebemos que não há apoio aqui para tais ordenações eclesiásticas.
Às vezes ouvimos ensinos, sobre Atos 6, de que sete irmãos foram eleitos para serem “diáconos” na igreja em Jerusalém. Entretanto, das ocorrências de diákonos no NT, não é usada nenhuma vez em Atos capítulo 6. Estes irmãos não foram chamados, aqui, de diáconos. Neste capítulo, o serviço que eles fariam (de sustento às viúvas – vs. 1-3) e o que os apóstolos continuariam fazendo (de orar e ministrar a Palavra – v. 4) é que são considerados. Aqui não é o servo que está em vista; é o seu serviço.
É conveniente lembrar que os títulos colocados em cima de capítulos nas Bíblias não foram inspirados. Às vezes estes títulos ajudam a definir o assunto que aquele capítulo está tratando, mas podem atrapalhar também. Este é o caso aqui em Atos capítulo 6. Algumas versões colocam como título deste capítulo “Instituição dos diáconos”, o que por si só confunde o leitor. Os sete irmãos separados aqui para ocuparem-se no socorro material às viúvas não foram ordenados, num sentido formal, a diáconos. Eles foram apenas separados para prestar mais um serviço à igreja.
Diaconato não é uma posição eclesiástica. Estas ordenações não têm apoio bíblico, e seu uso pelas igrejas apenas inibem aqueles que querem e devem servir. A maneira de se conhecer um diácono não é por ordenação eclesiástica. Conhece-se um diácono pelo que ele já está fazendo. Um servo não é reconhecido para fazer um serviço; um servo é reconhecido por já estar fazendo um serviço. Não é pelo que ele irá fazer, é pelo que ele já vem fazendo.
b) Serviços materiais. Outra idéia que se têm dos diáconos é que eles servem apenas em serviços materiais, tais como administrar a parte financeira da igreja, cuidar das construções, etc. É possível que, mais uma vez, esta idéia esteja baseada numa interpretação de Atos capítulo 6. Porém, este mesmo capítulo, por si só, refuta esta idéia. Três comentaristas da série de Comentários Ritchie nos ajudam com suas explicações. Veja o que eles dizem:
James Anderson: “Não há base para pensar que o serviço do diácono seja sempre de natureza administrativa, como indicada neste capítulo. Uma pesquisa mais exata do uso da palavra no NT todo indica que ela abrange muitas formas de serviços, tanto material quanto espiritual …” (Comentário Ritchie, vol. 5, pág. 108).
Sydney Maxwell: Ele diz que a palavra diácono “é traduzida 'servo' e 'ministro', e indica, simplesmente, uma pessoa que presta serviços entre os santos, quer seja em coisas seculares, ou espirituais. O aspecto secular pode ser visto em At 6:1, 2, 3; Rm 16:1; II Co 8:4; 9:1. O serviço espiritual é indicado em At 6:4; II Co 5:18; Ef 4:12; II Tm 4:5. Não se deve pensar que o serviço do diácono, ou servo, é somente na esfera secular, e que é inferior ao serviço do bispo, como na cristandade” (Comentário Ritchie, vol. 9, págs. 239, 240).
James Allen: “Os dois aspectos do trabalho do diácono que se tornam claros no NT, com relação ao serviço da igreja, podem ser encontrados em Atos cap. 6, onde, mesmo que a palavra não seja usada, as palavras cognatas são instrutivas. Em atos 6:1, temos o substantivo: ‘suas viúvas eram desprezadas no ministério (diaconia) cotidiano’. No v. 2, temos o verbo: ‘não é razoável que deixemos a palavra de Deus e sirvamos (diakoneim) às mesas.’ Estes dois versículos ligam o diaconato com o serviço material; mas, no v. 4, temos a afirmação apostólica: ‘mas nós perseveraremos na oração e no ministério (diakonia) da palavra’. Isto indica que diaconato tem outro aspecto, um lado espiritual, ilustrado no trabalho apostólico” (Comentário Ritchie, vol. 12, págs. 96, 97).
Um diácono no NT não é alguém que foi formalmente ordenado à uma posição de destaque na igreja. Também não é alguém que está ocupado somente com serviços materiais. No NT um diácono é um servo, em relação ao seu serviço, e seu ministério abrange dois aspectos: material e espiritual. A mesma palavra é usada para designar ambas as esferas. Quando Paulo e Barnabé estiveram envolvidos num serviço material (o de levar uma oferta para os crentes da Judéia), o serviço deles é chamado de diakonia (traduzido “serviço” em At 12:25). Quando Paulo falou da carreira que havia recebido do Senhor “para dar testemunho do Evangelho da graça de Deus”, ele a descreve como diakonia (traduzido “ministério” em At 20:24). Há outros exemplos semelhantes no NT, mas estes são suficientes para mostrar que um diácono é um servo e seu serviço está relacionado a coisas materiais e espirituais.
b. Sobre mulheres diaconisas
Além das situações mencionadas acima, outra que ganhou grande campo de um tempo para cá é a questão de mulheres diaconisas. Por causa da ordenação eclesiástica, muitas igrejas adotaram o sistema de ordenação de diaconisas. Em momento algum duvido da sinceridade destas igrejas e da competência das irmãs de realizar serviços para Deus. Muito pelo contrário, as igrejas precisam, e muito, das atividades das irmãs para funcionar adequadamente. Isto, porém, não significa fazer as mesmas coisas que os homens. Significa servir dentro da esfera de trabalho que Deus as colocou.
Uma análise de todas as ocorrências da palavra diakonos no NT, mostra uma verdade impressionante sobre a questão de mulheres serem ou não diaconisas. Das 31 ocorrências desta palavra, apenas uma vez é usada em relação a mulheres; na verdade, mais especificamente de uma mulher. Em Rm 16:1 Febe é chamada de “nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia”. A palavra traduzida “serve” é diakonos. Esta é a única vez que essa palavra é usada neste sentido. Baseados nisto podemos dizer que uma irmã é uma “diaconisa”; ela é uma serva de Deus.
b. 1. O que é uma diaconisa
Tendo dito isto preciso, agora, explicar a esfera de serviço das irmãs. Se Febe é a única mulher chamada assim no NT, então fica claro que devemos considerar o seu serviço, para saber o que compete a uma diaconisa.
a) Uma serva. Como vimos acima, a palavra diakonos quer dizer apenas isto, um servo, um ministro, alguém que está servindo. Rm 16:1, 2 diz apenas isto sobre Febe. Ela é uma irmã que “está servindo à igreja” (ARA). Usar este texto para afirmar que se deve ordenar formalmente uma irmã como diaconisa é ir além do que está escrito. Nem a palavra diakonos, nem o que é dito sobre Febe permitem se dizer que ela era uma “diaconisa formalmente ordenada”, como na cristandade.
b) Seu serviço. Além de Rm 16:1, 2 não há mais nenhum registro sobre Febe. O serviço que ela prestava se resume em poucas, porém honrosas palavras: “serve na igreja que está em Cencréia … tem sido protetora de muitos, inclusive de mim” (ARA).
Parece que Febe tinha alguma influência na sociedade e, aproveitando-se disso, usava os seus recursos para proteger (quem sabe hospedando) os irmãos. É possível que na vida diária da igreja esta irmã aproveitava-se do seu tempo e de seus recursos no suprimento das necessidades dos santos. Febe era alguém altruísta, cujo objetivo único girava em torno de trazer benefícios aos seus irmãos. Este é, sem dúvida, um verdadeiro exemplo de diaconisa. Ela era uma diaconisa (serva) na prática, não em posição eclesiástica.
Este exemplo de Febe também nos mostra que a esfera de serviço das irmãs não é necessariamente nas reuniões da igreja. Uma diaconisa não é alguém que, na reunião, se levanta tomando parte no ministério da Palavra, por exemplo. Nas reuniões, as irmãs devem permanecer em silêncio e usando o véu (I Co 11:3-16; 14:34, 35; I Tm 2:11-15).
Por outro lado, nos mostra que no dia a dia da igreja uma irmã tem muito serviço em que se envolver. Talvez há algum irmão ou irmã que carece de hospedagem, e ninguém melhor para preparar o ambiente do que uma irmã ordeira (At 16:15). Talvez há um outro que carece de vestuário e não tem condições de comprar, e uma irmã pode servir nisto, até mesmo costurando algumas peças para o carente (At 9:36, 39). Talvez há na igreja alguma jovem irmã que casou-se recentemente e precisa de orientação sobre os cuidados consigo mesma, com o esposo, com os filhos e com o lar, e uma irmã experiente pode visitá-la na sua casa e dar conselhos nestas áreas (Tt 2:3-5). Há ainda outros exemplos, mas estes mostram o quanto há para ser feito pelas irmãs no dia a dia da igreja.
O que seria da igreja, no seu dia a dia, sem a ajuda tão preciosa das queridas irmã? Elas são indispensáveis! Há muita coisa que os irmãos, homens, até gostariam de fazer, mas as irmãs trabalham com mais eficiência. Quantos famintos foram saciados, nus foram vestidos, desabrigados foram acolhidos, inexperientes foram orientados por irmãs que, como Febe, estão servindo à igreja!
Que Deus nos dê mais servas assim!
b. 2. O que não é uma diaconisa
Precisamos ainda definir o que uma diaconisa não é. Já vimos que ela é simplesmente uma serva que presta serviços à igreja. Mas é importante que fique claro o que ela não é.
a) Uma posição eclesiástica. Já falamos sobre isso quando consideramos os diáconos em geral, mas é necessário dizer novamente. Uma diaconisa não é uma irmã que foi ordenada a uma posição eclesiástica. O comentário Ritchie diz o seguinte sobre Febe e seu serviço: “Esta irmã é descrita como uma serva (diakonos) da igreja. Este é o único lugar no NT onde esta palavra é usada de uma mulher. Não há nada específico na palavra para apoiar a prática, em círculos eclesiásticos, de criar o ofício de diaconisa” (Comentário Ritchie, vol. 6, pág. 427).
c. O padrão exigido dos diáconos
Uma igreja que funciona normalmente é composta de bispos e diáconos (Fp 1:1). Dos bispos (presbíteros) requer-se uma vida irrepreensível e exemplar, para que tenham autoridade no que fazem (veja I Tm 3:1-7; Tt 1:5-9). O padrão é alto, porém necessário!
Os diáconos, por sua vez, são irmãos que servem. Não são todos os homens numa igreja que são presbíteros, mas todos os membros de uma igreja devem servir como diáconos. Entretanto, o fato de os servos (diáconos) não serem presbíteros não lhes isenta de um alto padrão exigido por Deus. À semelhança dos presbíteros, é necessário que a vida dos que servem na igreja (em qualquer serviço) seja caracterizada por um padrão alto.
Em I Tm 3:8, quando começa a seção que apresenta o padrão de comportamento dos que servem na igreja (a seção vai do v. 8 ao 13), lemos o seguinte: “da mesma sorte os diáconos sejam …”. Esta expressão indica um paralelo, um mesmo padrão exigido. Assim como se espera dos presbíteros (vs. 1-7) que mostrem um alto padrão de comportamento, “da mesma sorte os diáconos”. A seguir, são apresentadas as qualificações dos que servem. Servir a igreja com seus dons espirituais é um privilégio, mas não deixa de ser uma responsabilidade. Não são somente os presbíteros que precisam ser vigilantes quanto a sua própria vida; os que servem a igreja, em qualquer serviço, têm este mesmo dever.
Nas palavras de James Anderson, “a igreja deve requerer um padrão muito alto daqueles que vão servir, mesmo para serviço que não seja de natureza espiritual … Talvez algum irmão tenha experiência de coisas bancárias, mas este fato em si não justifica a sua escolha como tesoureiro! Talvez outro irmão seja professor de escola secular, mas este fato não o constitui ensinador na igreja local! Talvez outro irmão seja competente administrador secular, porém este fato não o faz um ancião na igreja!” (Comentário Ritchie, vol. 5, pág. 108). As qualificações para ser um servo não são qualidades naturais ou profissionais. Se um irmão é bem sucedido e respeitado na sua profissão, mas vive uma vida que traz vergonha ao Evangelho, ele não deve servir. Mais uma vez afirmo que o padrão é alto, porém necessário!
Entretanto, o alto padrão exigido não deve ser motivo de desânimo. Não devemos pensar que nunca chegaremos a cumprir as exigências para servir e, portanto, não podemos ser diáconos. Muito pelo contrário, devemos lembrar que Deus sempre pede o que temos condições de fazer. Mesmo que seja difícil, árduo e custe um preço, temos condições de obedecer. Além disso, devemos lembrar que os demais estão nos observando. Principalmente os descrentes têm um interesse vivo no comportamento dos crentes. O padrão exigido por Deus para os servos é um meio de adquirir a confiança dos fiéis e serve como um argumento silencioso contra as palavras maliciosas dos infiéis (I Tm 3:13; Tt 1:9).
Este padrão dará condições ao servo para ser o exemplo dos fiéis “na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza” (I Tm 4:12).
d. Conclusão
Mais uma vez afirmo que devemos dar graças a Deus pelos diáconos! O que vimos sobre eles, apesar de resumido, nos dá uma idéia da sua importância nos serviços da igreja.
Um diácono é um servo. Ele não tem uma posição eclesiástica, nem mesmo serve apenas em coisas materiais. Não, um diácono é alguém que Deus mesmo capacitou com dons espirituais para que sirva a igreja dentro da sua esfera de trabalho. Às vezes ele se ocupa no dia a dia da igreja, servindo aos irmãos, visitando-os e auxiliando-os nas suas necessidades. Às vezes ele se ocupa nas reuniões da igreja, no ministério da Palavra e na pregação do Evangelho. Como são úteis e indispensáveis!
Cada cristão deve ser um diácono. Cada diácono deve servir. Todo cristão recebeu dons espirituais e deve usá-los no serviço do Senhor. Se você foi salvo, não espere ser convidado a servir, comece agora mesmo.A igreja precisa do seu serviço para que continue crescendo e agradando ao Senhor em tudo. Há serviços que Deus quer que você faça. Você tem um serviço a prestar, “cumpre o teu ministério” – diakonia (II Tm 4:5).
Que Deus nos dê mais diakonos dispostos a servir, pois cada igreja precisa deles para funcionar.
“Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do Evangelho da graça de Deus” (At 20:24).

A. J. Anthero

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Carta aos Jovens

Meus amigos, acordem! Vocês estão sendo enganados
Foi dito a vocês: “Satisfaçam seus instintos e vocês serão felizes!”
A Palavra de Deus diz: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mateus 5.8). “Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hebreus 13.4).
Foi dito a vocês: “Ouçam música em alto volume e vocês se sentirão bem!”
A Palavra de Deus diz: “Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranqüilidade e na confiança, a vossa força...” (Isaías 30.15). “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração...” (Colossenses 3.15). “instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração” (Colossenses 3.16).
Foi dito a vocês: “Desliguem seu raciocínio, relaxem e não sejam críticos! Pensem positivamente e expandam sua consciência através da meditação, das drogas e de técnicas psíquicas”.
A Palavra de Deus diz: “sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações” (1 Pedro 4.7). “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé...” (1 Pedro 5.8-9).
Foi dito a vocês: “Pratiquem o ocultismo – magia, bruxaria – e vocês obterão conhecimentos sobrenaturais e poderes especiais”.
A Palavra de Deus diz: “Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor” (Deuteronômio 18.10-12). “Fora (da cidade celestial) ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira” (Apocalipse 22.15). Seu lugar “será no lago que arde com fogo e enxofre” (Apocalipse 21.8).
“Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mateus 5.8)
Foi dito a vocês: “Procurem quem faz grandes sinais e prodígios, quem tem grandiosas visões e revelações, para que vocês tenham experiências especiais”.
A Palavra de Deus diz: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1 João 4.1). “...porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mateus 24.24).
Foi dito a vocês: “Unam-se, pois todas as religiões adoram o mesmo Deus”.
A Palavra de Deus diz: “Eu sou o Senhor, teu Deus... Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.2-3, o Primeiro Mandamento). “Não aprendais o caminho dos gentios... Porque os costumes dos povos são vaidade” (Jeremias 10.2-3). “Os ídolos são como um espantalho em pepinal...” (Jeremias 10.5).
Jesus Cristo, o Filho de Deus, diz: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).
Foi dito a vocês: “Todo ser humano é filho de Deus, pois em cada um habita o espírito divino”.
A Palavra de Deus diz: “Mas, a todos quantos o receberam (a Jesus Cristo), deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais... nasceram... de Deus” (João 1.12-13). “e, tendo (Cristo) sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hebreus 5.9).
Foi dito a vocês: “Não falem de pecado, apenas de falhas, deslizes, lapsos! O bem e o mal têm a mesma origem”.
A Palavra de Deus diz: “o pecado é o opróbrio dos povos” (Provérbios 14.34). “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!” (Isaías 5.20).
“Eu sou o Senhor, teu Deus... Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.2-3)
Foi dito a vocês: “Ouçam o seu interior. Se meditarem bastante, encontrarão a verdade dentro de si mesmos”.
A Palavra de Deus diz: “do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem” (Mateus 15.19-20). “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum...” (Romanos 7.18).
Foi dito a vocês: “Aceitem as crenças e o modo de ser de todos. Sejam tolerantes com as diferentes culturas e estilos de vida”.
A Palavra de Deus diz: “Exortamo-vos... a que admoesteis os insubmissos” (1 Ts 5.14). “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Coríntios 6.9-11).
Por isso:
• Resistam aos maus exemplos em revistas, no rádio, na TV e na internet, que falam de “amor” mas praticam imoralidades e querem arrastá-los para a destruição.
• Mantenham-se firmes tendo por modelo ao Filho de Deus, Jesus Cristo, que é puro e santo. Ele mostrou, através da Sua vida e do Seu ensino, como age o verdadeiro amor!
• Resistam à mistura religiosa antibíblica e ao ecumenismo.
• Mantenham-se firmes nas quatro exclusividades das Sagradas Escrituras: somente a Bíblia, somente Cristo, somente pela graça, somente pela fé.
• Resistam à busca antibíblica por sinais e milagres.
• Mantenham-se firmes no maior milagre: as chagas de Jesus Cristo, que entregou na cruz Sua vida pela nossa redenção e ressuscitou milagrosamente dentre os mortos ao terceiro dia.
• Resistam ao domínio de uma cultura de “entretenimento” – que, infelizmente, se espalha cada vez mais no meio cristão. Essa tendência transforma até a cruz de Cristo em objeto de distração e blasfema contra a santidade de Deus.
Mantenham-se firmes tendo por modelo ao Filho de Deus, Jesus Cristo, que é puro e santo. Ele mostrou, através da Sua vida e do Seu ensino, como age o verdadeiro amor!
• Mantenham-se firmes no Deus triuno, que é ao mesmo tempo santo e justo, amoroso e misericordioso.
• Resistam à confusão mística e às afirmações de que em todos habita uma “centelha divina”.
• Mantenham-se firmes na consciência da completa corrupção e perdição do coração humano, que depende da redenção exclusivamente pela graça.
• Resistam à “cultura musical” que imagina poder atrair pessoas à fé cristã através de elementos pagãos (por exemplo, ritmos alucinantes e que levam ao êxtase, repetições de palavras como mantras ou melodias extremamente lentas que estimulam o transe).
• Mantenham-se firmes ouvindo hinos espirituais agradáveis, procedentes de corações tranqüilos e brandos.
• Resistam às tendências desta época, atrás das quais se esconde o espírito do inimigo.
• Mantenham-se firmes no Espírito de Deus que os separará deste mundo passageiro e os guiará a toda verdade.
“Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade” (Salmo 145.18).

 Dr. Lothar Gassmann

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Débora, uma mãe em Israel

Algumas pessoas são líderes improváveis. Superficialmente, elas parecem não ter as características que geralmente associamos com grandeza e poder. Davi, por exemplo, era um jovem pastor de ovelhas, um sonhador que escrevia cânticos e tocava harpa – qualidades geralmente não procuradas quando você escolhe alguém para derrotar inimigos. No entanto, Deus o chamou não apenas para ser um homem de guerra mas também rei de todo o Israel. Por quê? Porque Davi tinha algo mais importante do que habilidade militar ou sangue real. Ele tinha fé em Deus.
Na época dos juízes, uma mulher chamada Débora tornou-se líder de Israel. Pelos nossos padrões, ela também era uma candidata improvável para essa tarefa tão relevante. A Bíblia fala pouco sobre suas credenciais, a não ser que era esposa e mãe (Jz 4.4; Jz 5.7), o que não a qualificava para dirigir um país. Porém, Débora tinha a mesma vantagem que Davi: ela tinha fé em Deus.
Numa época em que Israel andava aos tropeços e cada homem fazia aquilo que parecia certo aos seus próprios olhos (veja Jz 17.6; Jz 21.25), Deus escolheu uma mulher de grande fé que estava disposta a segui-lO em obediência.
As Escrituras dizem que Débora era uma profetisa, significando que Deus lhe falava e ela transmitia Sua Palavra ao povo. Ela era uma juíza, portanto, julgava as pessoas que vinham até ela para resolver suas contendas. Naturalmente, ela também era esposa e mãe.
Seu feito mais conhecido ocorreu quando os israelitas clamaram a Deus por libertação depois de vinte anos de opressão sob o jugo de Jabim, rei de Canaã. O poderoso Jabim tinha 900 carros de ferro e governava a partir de Hazor, no Norte de Israel. Débora, que vivia no Sul, fora de Jerusalém, nas regiões montanhosas de Efraim, convocou Baraque, da tribo de Naftali, da região de Hazor. Quando Baraque chegou, Débora corajosamente transmitiu-lhe o plano de Deus: “Porventura, o Senhor, Deus de Israel, não deu ordem, dizendo: Vai, e leva gente ao monte Tabor, e toma contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom? E farei ir a ti para o ribeiro Quisom a Sísera, comandante do exército de Jabim, com os seus carros e as suas tropas; e o darei nas tuas mãos” (Jz 4.6-7).
Baraque estava disposto a obedecer, mas insistiu que Débora fosse com ele. Ela concordou, porém disse a Baraque que assim ele cederia a uma mulher a honra de capturar Sísera.
Naquele dia Deus sustentou Israel, como Débora sabia que Ele faria. O Senhor enviou uma chuva torrencial que inundou o ribeiro Quisom e fez com que a armada aparentemente invencível de Sísera atolasse na lama. Este fugiu e foi engodado por Jael, outra mulher, que cravou uma estaca de tenda em sua cabeça e o matou. Dessa maneira, Deus libertou Israel.
Mais tarde, Débora escreveu um belo cântico (Jz 5) que exalta a Deus e revela muito sobre sua própria pessoa. Ela era uma mulher de profunda fé e grande discernimento espiritual. Havia avaliado a sombria situação de seu país com perspicácia (Jz 5.6-7), compreendeu o motivo da decadência (idolatria, v.8) e assumiu a responsabilidade pela nação (vv. 7,12). Ela tinha tanta autoridade que, quando convocou Baraque, ele veio imediatamente sem questionar sua autoridade ou suas instruções. Débora é a única mulher na Bíblia que não apenas governou Israel como também deu ordens militares a um homem, e isso com a bênção de Deus.
Quando ela mandava reunir as tropas, esperava que elas se apresentassem. Aos que ignoravam o chamado, ela amaldiçoava: “Amaldiçoai a Meroz, ...amaldiçoai duramente os seus moradores, porque não vieram em socorro do Senhor” (Jz 5.23). Débora provavelmente não conseguia entender por que esses combatentes de Israel tinham tão pouca fé em Deus.
Por um lado, Débora aparentava ser uma mulher “dura” no confronto, mas também parecia extremamente maternal. Somente uma mãe que se importa com seus filhos pensaria em descrever a mãe de Sísera aguardando ansiosamente que seu filho voltasse para casa, preocupada com sua demora em voltar da batalha (v.28).
É interessante observar que não há evidência bíblica de que Débora tenha usurpado a autoridade masculina. É triste dizer que, provavelmente, existia pouca autoridade masculina fiel a Deus naqueles dias. Israel estava em condição espiritual tão lamentável que Deus envergonhou a nação daqueles dias depositando o mais alto cargo de liderança nas mãos de uma mulher.
Hoje, vivendo em um mundo dirigido pelo sucesso e pelas realizações materiais, é fácil esquecer que Deus não deseja tanto as nossas habilidades, mas sim a nossa vontade, o nosso querer que vem da fé.
Podemos lembrar que a história das missões modernas está igualmente repleta de mulheres de grande fé a quem Deus colocou em posições de enorme responsabilidade. Nas selvas da Colômbia e da Venezuela, por mais de 50 anos, Sophie Müller implantou centenas de igrejas, até que o Senhor finalmente a levou em outubro de 1995. A sua autobiografia, publicada pela Missão Novas Tribos, é intitulada His Voice Shakes the Wilderness (A Voz de Deus Faz a Selva Estremecer).
Depois que Jim Elliot, Nate Saint e três outros missionários foram mortos no Equador pelas flechas dos índios Huaorani (Aucas) em 1956, duas mulheres os substituíram: Elisabeth Elliot, viúva de Jim, e Raquel Saint, irmã de Nate. A senhorita Saint ficou no Equador até sua morte em 1994, conduzindo os índios a Cristo, ensinando-os e ministrando-lhes a Palavra de Deus.
Baraque, sem dúvida, foi um ótimo militar, e seu nome está registrado em Hebreus 11 como homem de fé. Porém, ele mesmo teria capturado Sísera se tivesse confiado um pouco mais em Deus. Débora, por outro lado, era uma simples esposa e mãe, mas sua fé a tornou um vaso muito mais útil para o Senhor do que alguém poderia imaginar.
A Bíblia ensina que nosso tempo na terra é curto: “Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tg 4.14). Muitas pessoas podem abalar montanhas com suas credenciais e construir reinos com suas aptidões. Mas, no final, o que contará para a eternidade não será  aquilo que realizamos com nossas habilidades, mas o que Deus fez através de nós por meio de nossa fé.

Lorna Simcox

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Meribá ou Refidim?

Quando Moisés levantava as mãos, Israel prevalecia"Êx 17:11
Meribá significa contenda, murmuração. No livro de Êxodo, cap 17, é citado como sendo um lugar, situado no deserto de Sim, a caminho para o monte Horebe.Também é chamado de Massá. Recebeu estes nomes, após terem acampado ali os israelitas. O lugar é muito seco, sem fontes de água, por esse motivo, "murmuraram e contenderam contra Moisés" (v.2)
O interessante, é que Meribá, fica também em Refidim: "Acamparam em Refidim; e não havia água para o povo beber" Ex 17:1. E qual o significado de Refidim? Refrigério. Um lugar, que deveria ser de descanso, nunca de contenda. Como de descanso, se não havia água? Deus, poderia fazer jorrar água de onde Ele bem entendesse: Do céu (em forma de chuva), das rochas ( o lugar é pedregoso), do solo, enfim, água não seria problema para quem já havia aberto o mar, realizado sinais e maravilhas na terra do Egito, feito maná cair do céu. Mas... Os Israelitas, esqueceram cedo, quem era Deus. Murmuraram, reclamaram para Moisés, desejaram o Egito.
Em Refidim:"Moisés, estamos cansados da viagem, quase chegando ao Horebe, com sede. Por aqui, não tem água. Não tem problema, temos um Deus que tudo pode. Vamos nos deitar e descansar. Confiando que teremos água para beber com estes manás, que colhemos pela manhã. Não estamos em condições de cantar e dançar para Deus, mas vamos louvá-lo baixinho com orações de gratidão". Que maravilha, seria! Já vejo as fontes de água, jorrando do solo!! Não! Os israelitas, foram ingratos! Se voltaram contra Deus e o líder enviado por Ele! Refidim deveria ficar na história!!Não Meribá!!!
"Provei-te nas águas de Meribá" Sl 80:7.
Somos tão falhos, pequenos, quanta facilidade para esquecer, quanta dificuldade para lembrar. Quantas vezes, já troquei Refidim por Meribá? Quando não conhecia a Deus, muitas vezes. Deus, me fazendo mil coisas, mas, quando uma delas, não saia do meu agrado, murmurava. Pobre de mim! Miserável homem que eu era! Concentrava minha vida nas perdas, esquecia, as muitas bençãos. Mas, aleluia! Quando o amor de Deus entrou em meu coração, percebi o quanto era infiel. Rejeito Meribá. Ainda que me doa. Porque sei que O Deus que me transformou, é capaz de converter sequidão em rios correntes. Sei, que Ele, nunca, jamais me esquecerá.
"Eis que os olhos do Senhor, estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia" Sl 33:18.
Há Batalha em Refidim- Foi em Refidim, que aconteceu a primeira guerra contra Israel. Os Amalequitas tentaram destrui-los: "Então veio Amaleque, e pelejou contra Israel em Refidim" (Êx 17:8). E o que fez Moisés? Murmurou, fugiu, reclamou: "Senhor, achas pouco não ter água, ainda mando-nos estes inimigos?" Não! Moisés, reuniu forças, organizou a batalha e foi para o cume do monte. Com as mãos levantadas para o céu, e a vara de Deus, em suas mãos: "Quando Moisés, levantava suas mãos, Israel prevalecia, quando abaixava as suas mãos Amaleque prevalecia" Êx 17: 11. Como explicar a atitude de Moisés? Mãos levantadas: louvor a Deus, fé, providência. Mãos para baixo: desânimo, murmuração.
Que nome Moisés deu a Refidim? "Moisés, edificou um altar e chamou o seu nome: O Senhor é minha bandeira" Êx 7:15. Aleluia! Um mesmo lugar pode trazer vitória ou derrota. Alegria ou tristeza. Benção ou maldição. Os Amalequitas, representam nossos inimigos. visíveis ou invisíveis. E Deus falou: "Porquanto jurou o Senhor, haverá guerra do Senhor contra Amaleque de geração em geração"Êx:17:16. O que isto significa? Enquanto vivermos, enfrentaremos "Amalequitas". A boa notícia, é que de mãos levantadas, eles não prevalecerão contra nós. Ainda que por algum motivo, cheguemos a "baixar as mãos". O importante, é não permanecer de "mãos abaixadas".
Venceremos, se não nomearmos Refidim de Meribá (com murmurações e contendas). Mas, se em Refidim, edificarmos um altar"O Senhor é a minha bandeira". Amém.

Wilma Rejane

terça-feira, 9 de novembro de 2010

El Roi

Este foi o nome que Hagar deu ao SENHOR que lhe havia falado: "Tu és o Deus que me vê" (EL ROI) , pois dissera: "Teria eu visto Aquele que me vê?" (Gn.16:13)
Muitos dispositivos de localização estão disponiveis no mercado hoje, e prometem ajudar-nos a encontrar pais idosos, crianças, carteiras com dinheiro, animais de estimação, individuos em liberdade condicional, e até vitimas de sequestradores em potencial.. Por mais úteis que sejam essas invenções, não teriam ajudado Hagar. Ninguem parecia se importar suficientemente com ela e com o filho que esperava, para monitorar seu bem-estar no deserto. ninguem a não ser EL ROI - palavra Hebraica que quer dizer: "TÚ ÉS O DEUS QUE ME VÊ" (Gn.16:13).
Hagar servia a Sara, esposa de Abraão, Sara sentia-se como elo fraco da cadeia de promessas de Deus para abençoar Abraão com muitos descendentes. ela era esteril e, por isso, disse a Abraão para dormir com sua serva e construir uma familia atraves dela.
Esta má sugestão - que nasceu em meio a intensas pressões culturais para prover herdeiros - somente trouxe problemas. Quando Hagar ficou grávida, olhou com desprezo para Sara, por sua incapacidade de ter filhos. Então Sara maltratou tanto a Hagar que esta teve que ir-se.
Alé no deserto, sentindo a miseria de seu passado e a incerteza de seu futuro. Hagar se encontrou com Deus, que a viu e cuidou dela. EL ROI vê seu passado miseravel, sua dor no presente, seu futuro incerto. Ele é tão atencioso, que sabe quando morre o menor dos pardais (Mt.10:29-31).
E ele é o Deus que vê e cuida de você, hoje. Portanto, voce não é um acidente voce é fruto dos sonhos de Deus, sorria para o mundo olhe para cima lá está "EL ROI" que te vê agora neste momento


Pr. Wagner Teruel

Verdadeiro Líder

Os bons líderes delegam o trabalho e mostram apreciação pelo trabalho que os outros fazem. A Bíblia diz em Êxodo 39:43 “Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham feito; como o Senhor ordenara, assim a fizeram; então Moisés os abençoou.”
Os bons líderes reconhecem os seus limites. A Bíblia diz em Deuteronômio 1:9 “Nesse mesmo tempo eu vos disse: Eu sozinho não posso levar-vos.”
Os verdadeiros líderes servem uns aos outros. A Bíblia diz em Lucas 22:25 “Ao que Jesus lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que sobre eles exercem autoridade são chamados benfeitores.”
Os lideres devem dar o exemplo de ser bons trabalhadores. A Bíblia diz em Eclesiastes 9:10 “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.”
Trate os que estão sob a sua liderança como gostaria de ser tratado. A Bíblia diz em Lucas 6:31 “Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também.”
Ser um lider nem sempre é fácil, mas não desista. A Bíblia diz em 2 Crônicas 15:7 “Vós, porém, esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra terá uma recompensa.”
Um bom líder dá ouvido às direções de Deus. A Bíblia diz em Isaías 30:21 “E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele; quando vos desviardes para a direita ou para a esquerda.”
Como deve ser um líder de Deus na igreja? A Bíblia diz em 1 Timóteo 3:1-7 “Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, mas moderado, inimigo de contendas, não ganancioso; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não neófito, para que não se ensoberbeça e venha a cair na condenação do Diabo. Também é necessário que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em opróbrio, e no laço do Diabo.”
Deus dá ajuda ao líder que a necessite. A Bíblia diz em Tiago 1:5 “Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada.”
Os bons lideres planejam com antecedência. A Bíblia diz em Lucas 14:28-30 “Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar? Para não acontecer que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a zombar dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pode acabar.”
Um bom líder busca conselho de outros. A Bíblia diz em Provérbios 15:22 “Onde não há conselho, frustram-se os projetos; mas com a multidão de conselheiros se estabelecem.”
Um bom líder deve ser paciente. A Bíblia diz em Provérbios 16:32 “Melhor é o longânimo do que o valente; e o que domina o seu espírito do que o que toma uma cidade.”





segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O que são Presbíteros?

Quando o apóstolo Paulo convocou os presbíteros da igreja de Éfeso para que se reunissem em Mileto, nas instruções que lhes passou, ele se referiu a eles como supervisores (bispos) e lhes deu a incumbência de alimentar (cuidar, apascentar) a igreja (Atos 20:28). Com esses termos aprendemos muito sobre os presbíteros e sobre a natureza de sua tarefa.
São “anciãos” porque não são novatos, mas sim mais velhos na fé e já tiveram tempo para desenvolver a sua maturidade espiritual (1 Timóteo 3:6). Como supervisores, eles “governam” a igreja local como um homem “governa” a sua própria família (1 Timóteo 5:17; 3:5,12). Isso inclui, claro, a tomada de decisões dentro do âmbito daquilo que é autorizado por Deus, embora eles devam tomar o cuidado de não “dominar” os irmãos (1 Pedro 5:3). Como pastores, estão para a congregação como um pastor de ovelhas para o rebanho. Por isso, eles alimentam com a palavra de Deus, ajudando o rebanho a crescer espiritualmente e ficando alertas contra quaisquer perigos de erro ou pecado, que seria uma ameaça para o bem-estar espiritual do rebanho. Não somente se fará necessária uma dieta espiritual bem equilibrada, mas eles também precisarão advertir ou admoestar os insubmissos, consolar os desanimados, amparar os fracos e ser longânimo para com todos (1 Tessalonicenses 5:14).
Muitos cristãos novos não conhecem os perigos que enfrentam, desconhecendo também a plenitude de suas necessidades espirituais. Cristo providenciou para que esses presbíteros “velam por vossa alma” (Hebreus 13:17). Todos os que se tornam cristãos devem fazer questão de que “acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam” (1 Tessalonicenses 5:12-13).
Os presbíteros qualificados servirão de exemplo para o rebanho quanto ao caráter, à atitude e ao decoro (1 Pedro 5:3). Quando vemos o ensino de Cristo exemplificado na prática, fica mais fácil segui-lo. Essa é uma das maneiras dos cristãos seguirem a orientação dos presbíteros. Além disso, quando a experiência deles com a palavra os leva a um discernimento mais claro de como aplicar devidamente a palavra de Deus à nossa vida individual ou ao funcionamento coletivo da igreja, devemos ser receptivos para com os seus esforços de nos conduzir através do ensino. Isso não significa simplesmente nos entregarmos à fé deles, mas deixar que eles nos orientem no desenvolvimento de nossa própria fé, pela qual ficamos de pé ou caímos diante do Senhor.
Não só os irmãos devem procurar conhecer os seus presbíteros, estimá-los devidamente e seguir o seu exemplo e ensinamento à medida que eles seguem Cristo, mas são ordenados que: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma” (Hebreus 13:17). Quando eles tomam as decisões que estão em harmonia com a vontade de Deus, os irmãos devem unir-se e com um só propósito trabalhar em harmonia em relação à liderança do presbítero. Quando reconhecemos o caráter, a maturidade e a experiência deles e reconhecemos também que eles se esforçam para evitar um governo arbitrário (governando antes para o bem da obra do Senhor), podemo-nos entregar mais facilmente à opinião deles, ainda que as nossas próprias opiniões divirjam das deles.
Devemos cultivar um espírito de submissão para que fique mais fácil nos entregar e obedecer. Se entendermos a oração que Cristo fez pedindo a unidade do corpo, também veremos a necessidade de nos submeter (João 17:17). Se acontecer de alguma vez o presbítero conduzir a igreja erroneamente a um ato contrário ao que Cristo autorizou, a obrigação do cristão é bem clara: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).
O plano de Deus é que haja vários presbíteros em cada igreja local (Atos 14:23; Filipenses 1:1). Os homens designados como presbíteros devem estar de acordo com a descrição que Deus fornece nas Escrituras (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9). Os presbíteros cuidam do rebanho de Deus, no meio que estão, exercendo a supervisão dele (1 Pedro 5:1-2). Deve-se ressaltar que os presbíteros não cuidam de rebanhos (plural) de Deus, mas do rebanho (singular) de Deus, no meio que estão. A supervisão deles se limita a uma igreja local em que foram nomeados. Embora é comum a idéia de que um bispo esteja a frente de uma diocese composta de várias igrejas, a palavra diocese nem se encontra nas Escrituras e a supervisão dos bispos e presbíteros é sobre a igreja local em que são ordenados. Devemos nos ater à organização que Deus estabeleceu para a sua igreja e não fazer dos presbíteros algo que o Senhor jamais quis.

 H. Dave Bradford