terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Jardins e Pomares do Rei Salomão

"Fiz  jardins e pomares para mim e nestes plantei árvores frutíferas de toda espécie. Fiz para mim açudes, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores" (Ecl. 2,5-6).   

Salomão ao falar de jardins e pomares, ressalta algo extremamente valioso e importante para a cultura do seu tempo. Veja o que o dicionário Aurélio diz a respeito de jardim: “Terreno, em geral com alamedas, onde se cultivam plantas ornamentais, úteis, ou para estudo”. Os jardins que o sábio fala, cabe exatamente nesta definição do Aurélio; era uma área fechada onde havia alamedas para se caminhar, tinham plantas e flores exóticas de vários tipos. O jardim de Salomão era um cartão de visita para seus convidados. Os seus pomares tinham características semelhantes aos seus jardins, com árvores frutíferas de todas as espécies. A preciosidade destas duas coisas se reflete nas suas palavras quando escreve à sua amada: “Os teus renovos são um pomar de romãs, com frutos excelentes: a hena e o nardo... És fonte dos jardins, poço das águas vivas, torrentes que correm do Líbano!” Cant. 4:13 e 15.

Pomares e jardins possuíam muito valor na época. Eram símbolos de status, de grandeza, de riqueza, e foi por isso que Salomão se dedicou a fazer isso. Talvez jardins e pomares não sejam mais símbolos significativos na sociedade atual. Pelo contrário, jardinagem e agricultura são atividades muitas vezes consideradas de segunda categoria. Satanás lentamente vem invertendo os papéis do plano original de Deus. Palacetes e casas, carros e jatinhos, imóveis e indústrias, são símbolos da prosperidade moderna. A busca pelas “grandezas” deste mundo, tem nos feito escravos do tempo, numa correria que, segundo Salomão, não nos leva a nada. Talvez aqui você precise fazer uma pausa, e pensar o que é prioritário na sua vida. Qual realmente é a tua busca?

Entretanto, não quero falar disso. Meu desejo é meditar sobre os frutos excelentes e preciosos dos pomares do Rei Salomão: romãs, nardo, açafrão, cálamo, canela e todas as espécies de árvores de incenso, mirra, aloés e outras plantas perfumosas. Estas plantas não podem viver juntas e, com exceção da romãzeira, não crescem na Palestina; mas podemos conceber pela fé, um pomar espiritual que reúne os mais raros aromas.

Pomar de Salomão. Jardim de Deus. Frutos do Espírito!

Mas o fruto do espírito é: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

Crente coco é aquele que tem uma casca dura, mas por dentro contém uma água doce tão gostosa. Aparentemente, como podemos observar, é grosseiro, mas olhando seu interior, vemos quão amável é. O crente abacaxi fere com seus espinhos, mas também é só na casca, tem um coração dócil. Crente goiaba tem bicho por dentro e esquece que todas as coisas são permitidas, mas nem todas convêm. Crente abóbora só tem tamanho; tão grande e por dentro é vazio. Crente banana não vigia e faz o irmão escorregar. Crente uva é tido como exemplo por Jesus: unidos, venceremos. Crente melancia precisa semear. Crente espiga de milho é ver para crer! Que riqueza de graça em seus grãos. Muitos grãos, muitos dons. Deus dá com liberalidade!

Evangelista Maurício

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