segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Consagração e jejum

“…Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum”, Mc 9.29.
Jejum, na visão bíblica, é a abstinência total de alimento, com o objetivo de consagração.
O jejum deve ser praticado a partir de um propósito. Contudo, não pode ser encarado como um sacrifício, pois não tem o objetivo direto de exaltação a Deus, mas a nossa aproximação a Ele. É o distanciamento da carne, pela consagração, ocasionando o enlevo espiritual, que redunda em libertação, bênçãos, progressos. Este é o propósito principal do jejum, jamais a barganha.
Ao iniciar seu ministério o Senhor jejuou durante 40 dias, como Moisés, que por “quarenta dias e quarenta noites: não comeu pão, nem bebeu água…” (Ex 34.28).
“Está escrito nem só de pão viverá o homem,…”, Lc 4.4.
Início e fim
O jejum tem começo, meio e fim. Comece no dia anterior, após a última refeição – sem dar uma de camelo, tentando comer para fazer reserva no estômago. Ore ao Senhor dizendo mais ou menos assim:
– Senhor a partir de agora entro em consagração diante da tua presença, através do jejum, para glória do teu nome. Tenho sido fraco(a), mas quero santificar a minha vida, e por fim alcançar a vitória (confesse as falhas ou estabeleça objetivos). Em nome de Jesus, amém!
As lutas mais comuns se instalam entre os jovens e são caracterizadas pela fraqueza sexual, desejos desequilibrados e paixões desenfreadas. O segredo para vencer a tudo isso está no fortalecimento do outro lado – o espiritual – alcançando o equilíbrio. Não se entregue. Lute! Em qualquer circunstância precisamos nos consagrar a Deus: Com lutas, para vencê-las; sem lutas, para não tê-las.
Estabeleça o tempo do jejum. Se for até o horário do almoço, diga:
– Estarei em consagração, Senhor, até o almoço de manhã. Determine um plano de ação. O jejum é uma luta em busca de força para vencer a carne. Portanto, pratique-o uma ou três vezes por semana, ou todos os domingos, ou nos sete primeiros dias do mês, e assim por diante. Formule uma opção e comece devagar. Se você tem dificuldade para ficar até o almoço sem comer e beber, fique até às 9 horas, se abstendo do café da manhã. Depois vai ampliando o tempo. Não prometa a Deus o que você não conseguirá cumprir.
Ao concluir o tempo, ore novamente e entregue o jejum. Se estiver entre pessoas estranhas ou sem espaço adequado para ajoelhar, ore em pensamento.
– Senhor a ti entrego a minha consagração para glória do teu nome, e agradeço por ter-me dado graça para suportar até aqui. Em nome de Jesus, amém!
Limpeza no organismo
É importante saber que o jejum é recomendado para a desintoxicação, intercalado com água, sucos, vegetais e frutas. O jejum ajuda no funcionamento do intestino e no processo de saída das toxinas das células. Ele afirma ainda que O jejum purifica o sangue, qualifica a função das células, potencializa as glândulas em geral, acalma, normaliza distúrbios metabólicos e remove toxinas profundamente localizadas.
Com a ausência de alimentação ou movimentação na boca, o mau hálito no jejuno se agrava. Então evite falar de perto com alguém. Tampouco leve a mão à frente da boca para tentar desviar o mau hálito. Fazendo isso você estará alardeando o “bafo”, e o jejum também. Seja discreto. Não existem meios para atenuar, como chupar bala ou mascar chiclete. Jejum é abstinência total. Os muçulmanos, por exemplo, quando jejuam, nem mesmo engolem a saliva. Não há necessidade de ser tão radical.
Mas se quiser amenizar um pouco, movimente a língua passando-a em todas as partes da boca. Fazendo assim, você estará impedindo a ação de centenas bactérias que aproveitam a acomodação para agir e provocar o mau hálito.
Se você já tem um estômago educado e come com moderação, terá mais facilidade ( Pv. 13.25). Mas não seja radical. O jejum deve ser feito com sabedoria e sem extremos. Ninguém precisa saber que você está sem comer. Se, de repente, toda a sua família ficar preocupada com você, seu jejum vai servir de escândalo e perderá o propósito.
Mas nada impede de você pedir orientação ao seu pastor, a um obreiro experiente e até mesmo a um membro da família. Não é necessário dizer o porquê da consagração.
Pessoas que vivem dramas cruciantes, problemas que se arrastam por muito tempo, devem lembrar das considerações do Senhor, sobre determinadas opressões, notadamente espirituais: “…Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum”, Mc 9.29.


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