sexta-feira, 12 de março de 2010

Cidadãos dos Céus ou Na'vis de Pandora?

Um aspecto interessante das diferentes nacionalidades existentes é que cada uma delas possui peculiaridades. Por exemplo, o povo japonês é facilmente identificado por seu semblante e também, por sua cultura que envolve costumes, alimentação, hábitos, idioma, etc. Assim também ocorre com as demais raças. Cada pessoa carrega consigo os hábitos, o idioma, as preferências e costumes inerentes do país em que nasceu e/ou viveu e foi educado a maior parte do tempo de sua vida. Nós brasileiros somos um outro exemplo desta verdade. Somos um povo distinto em relação aos demais. Portanto, a nacionalidade é capaz de identificar facilmente uma pessoa. Nalguns casos, basta olharmos para a fisionomia que já identificarmos a origem da pessoa; noutros, é preciso mais do que apenas o contato visual, é necessário também um contato verbal.
Esta fácil identificação também deveria ocorrer com os cristãos. Afinal, os crentes possuem uma nacionalidade singular: são cidadãos do céu . São, nos dizeres do apóstolo Pedro (I Pedro 2:9 ), “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus...”. Sendo assim, este povo, representado pelos eleitos de Deus, deveria evidenciar em seus semblantes, a marca desta nacionalidade celestial. Sim, é possível sermos identificados como cristãos simplesmente pelo nosso semblante! Este povo de propriedade exclusiva de Deus deveria ser reconhecido como celestial pelo olhar puro, pelas mãos santas e pelo caminhar íntegro. Mas, se esta nação santa ainda não alcançou tal progresso na vida cristã, a ponto de ser reconhecida como um povo eminentemente celestial mesmo sem falar uma única palavra, simplesmente pelo proceder, que então, seja conhecida como de propriedade exclusiva de Deus, pelo idioma cristão, pelos desejos das coisas santas, pelo amor cristão, pelo caráter de Cristo sendo formado em seu interior, pelo proceder, pela união uns com os outros, pelo amor fraternal, pelo perdão, pelas preferências celestiais, pelo agir cristão, pelo alimento que mais buscam, qual seja, o alimento espiritual, a Palavra de Deus e ainda, pelo que pensa, “nas coisas do alto” (Colossenses 3).
Não somos andarilhos, nem nômades. Temos um lar, temos um destino, já somos cidadãos do céu embora ainda, temporária e provisoriamente, estejamos morando na terra. Que nunca nos esqueçamos que não somos deste mundo. Novos céus e nova terra nos aguardam e devemos aguardá-las também, pois é para lá que iremos definitivamente. Vivamos aqui, mas pensando nas coisas do Alto. Se assim vivermos, iremos experimentar ainda que suavemente, uma prévia de como será a indizível realidade de vivermos eternamente no céu com o nosso Senhor.

De fato nós, cristãos, não somos um povo sem nacionalidade, muito menos somos cidadãos deste mundo, jamais somos terrenos. Ao contrário, Deus nos considera, pois assim de fato somos, nação santa, raça eleita, povo de propriedade exclusiva de Deus. Não é que seremos esta nação; nós já somos esta nação! Portanto, devemos viver dignamente como cidadãos do céu, homens de uma coisa só: Deus! Que toda a nossa vida aqui seja um retrato falado desta magnífica e comprometedora descrição bíblica: “somos nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus...”! Que possamos viver tão íntimos do Senhor, andando em seus caminhos diariamente, em tão profunda comunhão com Ele, a ponto de sermos facilmente identificados como uma nação santa e como o povo que pertence exclusivamente a Deus. Justamente por termos nossa nacionalidade celestial assegurada pela Bíblia é que devemos viver aqui e agora evidenciando os costumes celestiais, falando o idioma celestial, alimentando das coisas celestiais, tendo hábitos celestiais, afetos celestiais, amando as coisas celestiais e, principalmente, desejosos e esperançosos de morarmos definitivamente em nossa cidade celestial, com o nosso Pai celestial.

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