quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Lembrai-vos da Mulher de Lot



"Mas a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal. Lembrai-vos da mulher de Ló" Gn. 19:26; Lc. 17:32

Há uma palavra no hebraico moderno que traduz perfeitamente o significado de arrepender, é shoov ou "brilho". Brilho que no hebraico antigo é beit representado pelos dentes e significa "destruir". Beit representa uma tenda ou casa. Assim, uma leitura literal desses significados seria: "para destruir a casa".
No mundo antigo, os conquistadores, entes de tornar os cativos parte de seu reino, destruíam suas casas para que não houvesse possibilidade de tornarem ao mesmo lugar. Assim, em horror, os cativos eram testemunhas de que suas casas eram completamente destruídas por reis conquistadores. A partir dessa compreensão, temos a ilustração do real significado de "voltar" e "arrepender": Deixar a velha casa para trás.

A velha casa onde você vivia antes, foi destruída e você morreu para tudo que ali havia. Não olhe para trás, para um passado de futilidade, mágoa, rancor, infelicidade. Ele acabou para sempre! Viva na escolha de servir e amar ao Rei Ressuscitado. Quando Ele nos chama, a velha casa desmorona para dar lugar a uma nova, em novo Reino. Lembre-se da mulher de Ló. Ela escapou de Sodoma, mas tornou-se estátua de sal em monumento eterno sobre o não arrependimento. Ela teve desejo de voltar a velha casa e vida.

"Aquele pois que o Filho libertar verdadeiramente será livre" Jo 8:36
Livre para viver em um Reino, onde a casa estará firmada na Rocha e ainda que venham ventos, rios e tempestades, ela permanecerá firme.
 
Pb. Maurício

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A Ciência Moderna não invalida a Bíblia?

Sua pergunta: “As descobertas científicas não entram em conflito com a Bíblia, e até mesmo invalidam muito do que está escrito nela?”
Nossa resposta: Talvez, para a surpresa de muitos, mas não para a de todos, a ciência geralmente corrobora com o que está registrado nas Escritura. Consideremos alguns exemplos:
A Ciência e a Bíblia: Espécies reproduzindo as mesmas espécies
A Bíblia diz que Deus criou tudo de acordo com sua própria espécie (Gênesis 1). Bem, isso é também o que a ciência nos mostra. Não podemos encontrar fósseis que mostrem uma transição de espécie para espécie porque não há nenhum (para saber mais veja “Porque os Elos Perdidos Ainda Estão Perdidos”). A ciência mostra adaptações dentro das espécies (micro-evolução), mas não transição evolucionária, transição de uma espécie a outra (macro-evolução). Nisso ela concorda com a Bíblia.
A Ciência e a Bíblia: Reprodução humana
Muitas pessoas acham um absurdo que toda a raça humana possa ter vindo de apenas duas pessoas (Adão e Eva). No entanto, a ciência se baseia no que podemos observar, testar. A reprodução humana é observável, testável. Um homem e uma mulher podem produzir uma terceira pessoa, e assim por diante, por um período de tempo, até que se chegue a uma população maior; a ciência corrobora com isso. Nenhum outro tipo de geração de população humana foi observado e testado pela ciência.
A Ciência e a Bíblia: Germes
As pessoas não entendiam a natureza biológica dos germes relativamente até os últimos séculos. Mesmo assim, nas leis da limpeza e de comida no Velho Testamento, tem-se um conhecimento da presença de germes. Mas essas instruções de Deus foram dadas milhares de anos antes que o homem sequer entendesse como germes eram transmitidos, ou mesmo o que eram.
A Ciência e a Bíblia: Forma da terra e ordem do universo
A Bíblia falou da “circunferência da terra” muito antes de Galileu, quando homens pensavam que a terra era chata. E antes que o homem entendesse de astronomia, a Bíblia disse que Deus tinha fixado as estrelas no céu, mantendo-as em seu lugar. Hoje nós diríamos que o que faz isso é a gravidade, mas, novamente, Deus chega na nossa frente. Foi Deus quem colocou as forças no lugar, quem deu ordem ao universo. E nós chegamos a observar essa ordem e entender as forças. Foi esta pressuposição (um universo dirigido por Deus) que foi o ponto científico de partida para muitos grandes cientistas (Isaac Newton, por exemplo).
As forças e a ordem são observáveis, mas quem as gerou? Hoje cientistas estão buscando uma teoria de um grande campo unificado…a cola que une a teoria quântica e astrofísica sob uma força/teoria. Considere que o próprio Deus seja o campo unificado que eles estão buscando. È o próprio Deus que decide o funcionamento das coisas, diferentemente, tanto no nível astronômico como no microscópio. Tamanho é relativo e irrelevante. As coisas deveriam funcionar da mesma forma tanto no nível astronômico como no microscópio, mas não funcionam. Portanto, o que vemos são cientistas confusos tentando fazer com que as coisas façam sentido, porque Deus não é o ponto de partida deles. Mesmo se uma força que pode explicar as coisas é descoberta (como a gravidade), uma pergunta ainda permanece, como esta força chegou lá?
A Ciência e a Bíblia: Conclusão
O ponto é, se a Bíblia mostra um entendimento da medicina e ciência que precede o entendimento humano das próprias medicina e ciência, então só podemos concluir que há uma mente lá fora que está bem a frente de nós. Ao invés de tentar explicá-lo o tempo todo, a conclusão mais coerente seria reconhecer seu grande desenho e criatividade. Se Ele está lá e é real, não podemos destroná-lo. Ele está no controle e nada pode mudar isso. Descobertas científicas são meramente sistemas de observação, entendimento e uso do que Deus já projetou. Teorias tentando desacreditar a existência de Deus (como evolução de espécies a novas espécies, como uma tentativa de explicar a vida sem Deus) são meramente rastros que nos levam a perguntas sem respostas, como: “Por que então os registros de fósseis não mostram espécies transicionais? Por que não reconhecer o nosso Criador?” O que Deus nos disse na Bíblia sobre si mesmo, nosso mundo e nosso propósito é um grande ponto de partida para entender essa vida.
 
 
Postado por:
Presbítero Maurício

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Visite a Caverna do Diabo



Em uma viagem recente pela Rodovia Régis Bittencourt (BR 116), observei várias placas convidando turistas a conhecerem a maior caverna do estado de São Paulo. Nas placas foram impressas as palavras “Visite a Caverna do Diabo”. Confesso que tenho vontade, em outra ocasião, de parar no caminho e conhecer este lugar. As descrições e fotos que tenho visto são impressionantes, como são muitos outros exemplos da beleza da criação que Deus preparou para o nosso aprecio.

Para os efeitos desta matéria, tomo a liberdade de tirar o convite destas placas do seu contexto para refletir sobre um outro convite que poderia ser representado com as mesmas palavras. Pensemos sobre o convite que nos chama a visitar a caverna do diabo.

Na Bíblia, o diabo é descrito como Satanás (Adversário), e por vários outros termos, incluindo serpente, dragão e “leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pedro 5:8; Apocalipse 12:9). Embora muitos têm reduzido o diabo a uma figura mitológica, os relatos bíblicos o apresentam como personagem real que se dedica à destruição eterna das pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus.

Cavernas, nas Escrituras, foram usadas, às vezes, como esconderijos e locais de refúgio e, em outros momentos, serviam como sepulturas para enterrar os mortos. Deus falou dos assírios, um povo cruel que se tornou servo do diabo, quando disse: “O leão arrebatava o bastante para os seus filhotes, estrangulava a presa para as suas leoas, e enchia de vítimas as suas cavernas, e os seus covis, de rapina” (Naum 2:12). Embora este versículo não seja uma referência ao próprio diabo, ilustra bem o comportamento de um leão em encher as cavernas com suas vítimas. Por este motivo, o diabo nos convida a visitar a sua caverna. Enquanto andamos na luz da palavra de Deus, resistindo o diabo, ele foge de nós (Tiago 4:7). Se, porém, baixar a defesa e entrar no território deste predador, ele aproveita a oportunidade para tomar a presa e levá-la à morte. Ele deseja encher a sua caverna com os cadáveres das suas vítimas.

O ingresso à caverna do diabo é por convite e é totalmente voluntário. Não somos forçados a entrar, e não é uma predeterminação divina que leva os “turistas” a conhecerem esta caverna: “Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tiago 1:13-15).

Em outro texto, o apelo desta caverna é descrito como uma mulher apaixonada que oferece uma noite de prazer inesquecível a um homem ingênuo que passa perto da casa dela: “A loucura é mulher apaixonada, é ignorante e não sabe coisa alguma. Assenta-se à porta de sua casa, nas alturas da cidade, toma uma cadeira, para dizer aos que passam e seguem direito o seu caminho: Quem é simples, volte-se para aqui. E aos faltos de senso diz: As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é agradável” (Provérbios 9:13-17). Ela oferece prazer, mas entrega a morte. O próximo versículo diz sobre os turistas que aceitam o convite: “Eles, porém, não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno” (Provérbios 9:18).

Mesmo as pessoas que acreditam no perigo de seguir o caminho que leva à perdição podem se enganar em pensar que é possível apenas visitar e conhecer esta caverna do diabo como turistas, esperando sair ilesas das suas experiências no pecado. Deus não deu tantos avisos sem motivo: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna” (Gálatas 6:7-8). Quando passar perto das placas convidando você a visitar a caverna de Satanás, resista!
| Autor: Dennis Allan |
 Divulgação: EstudosGospel.Com.BR |
 
Postado por:
Presbítero maurício

domingo, 16 de setembro de 2012

Enfrentando as Fornalhas da Vida

Alguma vez em sua vida você provavelmente já se perguntou: “Por que Deus permite que soframos? Por que enfrentamos adversidades e dores?”.

Existem várias respostas. Às vezes a tribulação é a disciplina imposta por Deus. Quando não estamos caminhando com Ele como deveríamos, Ele entra em cena como um pai amoroso para nos proporcionar circunstâncias que foram projetadas para nos levar de volta a Ele. Outras vezes sofremos simplesmente porque vivemos em um mundo cheio de pecado, sofrimento e amargura.

Também pode ser que Deus nos permite sofrer para beneficiar outros que estão ao nosso redor. Em Daniel 3, encontramos três jovens judeus que haviam sido levados cativos para a distante Babilônia, onde suportaram uma tribulação que permitiu a Deus revelar-Se ao reino gentio mais poderoso da terra.

A Acusação

Para compreendermos a história deles, devemos nos lembrar que, no segundo ano do cativeiro de Daniel (603 a.C.), o rei Nabucodonosor teve um sonho. Ele não apenas queria alguém que pudesse interpretar seu sonho, como também exigia que tal indivíduo adivinhasse do que constava aquele sonho. Ninguém havia conseguido o feito até que Daniel e seus três amigos buscaram o Senhor em oração. Então, Daniel disse a Nabucodonosor o que ele havia visto: uma estátua de um homem com uma cabeça de ouro. A estátua significava, em poucas palavras, uma figura do futuro do mundo. Nabucodonosor representava a cabeça de ouro – o Império Babilônio.A seguir, Daniel revelou e explicou o sonho. Nabucodonosor entendeu parte da abrangência do que aquilo indicava, porque ele declarou: “Certamente, o vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos reis” (Dn 2.47). Mesmo assim, ele aparentemente se esqueceu daquele fato, porque vários anos mais tarde sua resposta ao sonho foi erigir uma estátua de aproximadamente 30 metros revestida de ouro e determinar que todos os homens no reino se prostrassem diante dela e a adorassem. Três homens não fizeram isso: os amigos de Daniel, Ananias, Misael e Azarias. Seus nomes babilônios eram Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Então, os caldeus trouxeram esses homens sob acusações diante do rei. (Daniel não estava entre eles e as Escrituras não dizem nada sobre onde ele estava).

Nabucodonosor perguntou-lhes: “É verdade... que vós não servis a meus deuses, nem adorais a imagem de ouro que levantei?” (Dn 3.14).

O versículo seguinte é o ponto crucial do capítulo: “Se não a adorardes, sereis, no mesmo instante, lançados na fornalha de fogo ardente. E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” (v.15). Nesse ponto, Nabucodonosor considerou-se Deus a si mesmo.

Os três responderam:

“Ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder. Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste” (vv.16-18).

Quando Deus lhe traz problemas e dificuldades, nem sempre é porque você fez alguma coisa errada ou por causa das circunstâncias normais envolvidas em se viver num mundo perdido que está amaldiçoado pelo pecado. Às vezes Deus quer dizer alguma coisa àqueles que estão ao seu redor, e Ele quer usar você para transmitir a mensagem dEle.

Foi isso que Ele fez com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Essa não foi uma experiência agradável para eles. As Escrituras dizem que a fornalha estava quente; e, por causa de sua raiva e de seu orgulho, o rei “ordenou que se acendesse a fornalha sete vezes mais do que se costumava” (v.19). De fato, ela estava tão quente que o fogo instantaneamente destruiu todos os soldados que atiraram os três para dentro da fornalha.

O Desafio

Então, Deus entrou como que em uma disputa com Nabucodonosor. Ele quis deixar bem claro qual era a extensão de Seu poder, soberania, bondade e graça.

É bem possível que algumas coisas que você está enfrentando agora tenham menos a ver com você (embora você vá crescer a partir delas) que com as pessoas ao seu redor. Talvez Deus tenha escolhido você como um veículo para alcançar outros.

Esses homens tinham grande consideração e respeito por Deus, e isso permitia que Deus os usasse. O mundo pode pensar que é grande coisa, mas os crentes consideram a Deus. Isto é, eles honram a Palavra de Deus e os Seus caminhos e O respeitam e O servem. Foi isso que Sadraque, Mesaque e Abede-Nego fizeram. Nesse ponto, eles foram amarrados e jogados para dentro da fornalha.

Servir a Deus não é algo que vem com a garantia de que sobreviveremos a todas as adversidades e sairemos ilesos. Nem significa que sempre sobreviveremos. Significa que estamos à disposição dEle, e que Ele pode fazer conosco aquilo que desejar. No caso de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, Deus lhes deu libertação.

Atônito, Nabucodonosor perguntou: “Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo? Responderam ao rei: É verdade, ó rei. Tornou ele e disse: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses” (vv. 24-25).

A Escolha

 
Mas, sabe de uma coisa? Aqueles três homens não tinham nenhuma garantia quando entraram; nem nós temos. Nunca sabemos se o plano de Deus é trazer glória a Seu nome através de nosso martírio ou através de nossa libertação.

Era aí que estava João Batista em Mateus 11. Cerca de dois anos haviam se passado a partir do início do ministério de Jesus, e João foi colocado atrás das grades, provavelmente coçando a cabeça e pensando: “Espere aí! Pensei que eu fosse o precursor do Messias”. Então, ele enviou mensageiros a Jesus, perguntando: “És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” (Lc 7.19). As coisas não se encaixavam. Ele pensava que Jesus iria libertar Israel de Roma e estabelecer o Reino Davídico. Entretanto, ali estava ele, o precursor (Lc 1.17; Lc 7.27), na prisão. Logo após esses acontecimentos, ele foi decapitado.

Em outras ocasiões, porém, Ele liberta de maneira miraculosa. “Então, se chegou Nabucodonosor à porta da fornalha sobremaneira acesa, falou e disse: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde!” (Dn 3.26).

E eles saíram do meio do fogo sem sequer terem sido chamuscados. O fogo não teve efeito algum sobre eles. Os cabelos deles não estavam queimados, suas roupas não estavam danificadas, e o cheiro do fogo não se apegou a eles. Deus havia escolhido protegê-los por intermédio de um anjo do Senhor.

O mundo foi forçado a levar Deus em consideração por causa dos três jovens judeus que resolveram adorar apenas a Ele:

“Falou Nabucodonosor e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, senão ao seu Deus. Portanto, faço um decreto pelo qual todo povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas em monturo; porque não há outro deus que possa livrar como este” (vv.28-29).

Às vezes, Deus deseja demonstrar Sua grandeza e poder e está buscando pessoas que estejam dispostas a caminhar com Ele pelo meio da fornalha ardente. Talvez você esteja nessa fornalha agora. Ou talvez você venha a estar daqui a seis meses. Embora aquele possa ser um lugar amedrontador, você precisa se lembrar de que Deus é tão capaz de libertar você da fornalha quanto em meio a ela. A decisão é dEle. O que Ele requer de nós é fé.

Essa experiência foi um dos três principais “eventos de Deus” na vida de Nabucodonosor que fizeram do primeiro rei dos tempos dos gentios um adorador de Javé.

Se você e eu estivermos dispostos a colocar Deus em primeiro lugar, então aqueles que estão ao nosso redor também poderão vê-lO. Eles verão como você confia n’Ele à medida que for passando por dificuldades e eles se maravilharão daquilo que Ele faz em sua vida e por meio de sua vida.


| Autor: Richard D. Emmons | Divulgação: EstudosGospel.Com.BR |

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sacrifícios


“Por meio de um único sacrifício, (Cristo) aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados” (Hb. 10,14).

 
Você já imaginou como funcionava o sistema de sacrifícios em Israel? Em Levítico há uma explicação detalhada de todos os procedimentos que o povo deveria seguir para obter o perdão divino por suas obras más e tornar-se santo. Um professor de Teologia confessou que o adorador era muito mais exposto com este sistema do que na atualidade. Todos viam quando lá ia ele, levando seu animal para que fosse sacrificado. “Desobedeceu ao Senhor novamente”, pensavam. Como lemos acima, a exigência de tais procedimentos era uma recordação de que se havia feito algo contra a Lei de Deus. Porém, nada daquilo podia purificar totalmente o adorador. Talvez ainda no mesmo dia ele tivesse de retornar à presença do sacerdote.

Hoje, sacrifícios daquele tipo seriam condenados pela sociedade pelo desperdício de alimento e pela crueldade com os animais. Mas, se continuamos a desagradar a Deus continuamente, por que não precisamos mais oferecer sacrifícios? Porque Cristo realizou o sacrifício perfeito quando entregou seu corpo na cruz. Não precisamos mais derramar sangue de animais, pois seu precioso sangue já foi derramado. Quando entrega sua vida a ele já foi perdoado e aceito por Deus, que esquece as falhas do passado. Agora, sempre que o desagradar, pode conversar com ele diretamente e, arrependido, confessar que errou e pedir seu perdão.

Hoje ele não deseja que sacrifiquemos animais nem que causemos dor ao nosso próprio corpo. Ele espera outro tipo de sacrifício: “Por meio de Jesus ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome”. Não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros, pois de tais sacrifícios deus se agrada. (Hb. 13,15-16). Ainda assim, nada que possamos fazer pode ser comparado ao que Cristo fez em nosso lugar. Sejamos gratos a Deus por isso! - VWR
 
Pão Diário

Como vencer o desânimo

Num museu norte-americano existe uma picareta corroída e velha que pertenceu a um pesquisador de ouro. Ele tinha chegado à conclusão de que em certo lugar havia um filão de ouro. Durante anos trabalhou sem descanso para localizar o tesouro escondido.


Finalmente, desanimado, atirou a picareta que se enterrou no solo e comentou: "Este é o fim", e abandonou o trabalho. Passados anos descobriu-se um filão de ouro a quatro metros da picareta abandonada. Entretanto, o explorador morrera e a picareta jazia quase desfeita. Tivesse combatido o desânimo, seria rico.

O desalento não é apenas fruto da nossa época. Há muitos séculos o rei Davi sentiu-o, mas soube vencê-lo: "Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, na salvação da sua presença" ( Salmo: cap. 42, verso 05 ). Os seus inimigos diziam-lhe constantemente: Onde está o seu Deus? Quando começou a olhar para o alto, alcançou a paz de Deus para a sua alma perturbada.


Se Davi encontrou ajuda, também nós no século XX a podemos encontrar. Deus tem um plano para você. A Bíblia nos afirma que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Quando você atravessar águas profundas na vida espiritual, em busca da vontade de Deus, lembre-se de que as estrelas só brilham de noite. Às escuras é que se aprecia a sua beleza. Saiba como vencer o desânimo, num processo de intimidade com Cristo Jesus.
 
 
Presbitero Maurício

domingo, 9 de setembro de 2012

Discípulos de Caim


“Prosseguiram pelo caminho de Caim” Jd.1

Quem são estes que Judas diz que prosseguiram pelo caminho de Caim?
Para descobrirmos, vamos ver o que aconteceu com Caim
 


"Conheceu Adão a Eva, sua mulher, ela concebeu e, tendo dado à luz a Caim, disse:

Alcancei do Senhor um varão. Tornou a dar à luz a um filho-a seu irmão Abel. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. Ao cabo de dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura. Ora, atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta, mas para Caim e para a sua oferta não atentou." Gn. 4. 1-5
  • Um discípulo de Caim anda mais preocupado com a oferta do que a coerência da vida daquele que oferta.
Em primeiro lugar são pessoas que dão mais valor as ofertas aparentes do que a essência que habita o fundo do ser.
O problema não estava na oferta, mas na vida, nas obras, que não eram justas.
“Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz a porta...”
A bíblia diz que Deus se agradou primeiro da pessoa e depois da oferta.
Da mesma forma Deus desagradou-se primeiro da pessoa (Caim) e como conseqüência, da sua oferta.
A oferta em si não tem nenhum sentido espiritual, se divorciada da boa motivação e conduta daquele que faz.
Quando olhamos esse episódio, achamos que Deus se agradou da oferta de Abel porque ela era melhor do que a oferta de Caim. Não foi assim.
Deus não olha a oferta, mas sim o ofertante.
Isso me faz lembrar da oferta de uma pobre Viúva em Marcos 12. 41-44



"E sentando-se Jesus defronte do cofre das ofertas, observava como a multidão lançava dinheiro no cofre; e muitos ricos deitavam muito.

Vindo, porém, uma pobre viúva, lançou duas moedas, que valiam um quadrante.

E chamando ele os seus discípulos, disse-lhes:

Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais do que todos os que deitavam ofertas no cofre, porque todos deram daquilo que lhes sobrava, mas esta, da sua pobreza, deu tudo o que tinha, mesmo todo o seu sustento." Marcos 12.41-44
Jesus não aceitou as ofertas daqueles que ofertavam grandes quantias em dinheiro, mas da singela oferta da pobre Viúva ele aceitou. Porque ?
Porque Jesus vê o coração do ofertante e não a oferta em si. Quem teme a Deus oferece o melhor a Deus.
Quem prossegue no caminho de Caim só tem barganhas a fazer. “É para Inglês ver”
  • São pessoas que se enchem de inveja quando vê a graça de Deus agindo na vida dos outros.
Quem odeia um irmão cheio de graça, odeia também o Deus de toda a graça.
Discípulos de Caim sentem inveja especialmente em função de se constatar a graça de Deus agindo na vida de alguém.
Ao invés de Caim buscar a aceitação de Deus, ele preferiu odiar e matar seu irmão Abel.
Caim sentiu ódio contra Deus e Abel. Quem odeia o irmão, também odeia a Deus.


“Todo o que odeia a seu irmão é homicida; e vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele”. I Jo 3.15


 
O que aconteceu com Caim, poderia acontecer na igreja. Por isso o cuidado para que não se praticasse o homicídio emocional “seguindo-se pelo caminho de Caim”.
 

Conclusão:

 
Discípulos de Caim, são pessoas que dão mais valor as ofertas aparentes que a essência que habita no profundo do ser. Essa realidade é que se enche de inveja quando se vê a graça de Deus agindo na vida dos outros.
Com isso podemos correr o risco de estarmos prosseguindo pelo caminho de Caim.

Autor: Fabiano W. Moreira
Igreja Prebiteriana do Brasil
Sorocaba- SP
 
Postado por Presbítero Maurício