quarta-feira, 9 de março de 2011

A Paciência de Deus

A paciência é uma outra forma de Deus expressar a sua bondade para com os homens. Há vários termos usados na Bíblia como sinônimos de paciência. As Escrituras afirmam abundantemente que:
a) Deus é longânimo, e a longanimidade também é uma expressão de sua bondade (Salmo 103.8; Êxodo 34.6). No hebraico “longânimo” pode ser traduzido como “lento para a ira”.
b) Deus é tardio em irar-se, e essa atitude também é expressão da sua bondade (Salmo 145.8; Joel 2.13).
Podemos definir a paciência de Deus como: “aquele aspecto da bondade de Deus, em que ele suporta o obstinado e o malvado apesar de sua persistência na desobediência.” Ao contrário dos homens, Deus tem controle sobre sua ira, ele si ira, mas tem poder sobre essa ira.
A paciência é parte dos atributos (características) de Deus. Significa que a paciência é parte essencial de Deus (cf Romanos 15.5).
a) Paciência é o que ele é. É uma de suas perfeições;
b) Deus é o autor da paciência, da qual os homens são beneficiários;
c) Na paciência Deus serve de modelo para nós (Colossenses 3.2; Efésios 5.1).
Veremos a seguir os objetos da paciência Deus, ou seja, em quem essa paciência se manifesta.
1) DEUS É PACIENTE COM AQUELES A QUEM QUER SALVAR – Por paciência de Deus entendemos que Ele demora demonstrar a sua ira, essa paciência é dirigida aos ímpios. Deus deseja salvar o ímpio.
Deus tem o desejo de salvação do ímpio: “Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (Romanos 2.24) - Analisemos este verso:
Paulo usa duas palavras semelhantes para paciência: tolerância e longanimidade. Quando Deus é tolerante indica que ele temporária e aparentemente “ignora” o que os pecadores estão fazendo, dando-lhes oportunidade de arrependimento; quando Deus é longânimo, indica que sua paciência é muito prolongada, aguardando com paciência o tempo da restauração dos pecadores.
Paulo associa essas duas palavras com a bondade de Deus. Esta é a razão da sua tolerância e longanimidade. A bondade de Deus, portanto, manifesta-se em arrependimento para os pecadores. Todos que éramos condenados, um dia recebemos a bondade de Deus que causou o arrependimento em nós.
Se Deus não mostrasse a sua bondade em forma de paciência, ele há muito nos teria destruído: “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.” (2Pedro 3.9).
2) DEUS É PACIENTE PARA COM OS ÍMPIOS QUE NÃO SERÃO SALVOS
Os ímpios experimentarão a ira de Deus – “Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição,” (Romanos 9.22) – De acordo com o contexto dos capítulos 8 a 11, Paulo no texto lido, fala da paciência para os que Deus não quis salvar. É por isso que tem ímpio que parece que não vai acontecer nada com ele. O salmista invejou pessoas assim (Salmo 73). Mas Deus manifestará a sua justiça a seu tempo.
3) DEUS É PACIENTE COM OS SEUS FILHOS – Os cristãos, sendo remidos por Cristo, ainda não estão livres completamente de erros, eles ainda pecam. E como Deus os trata? – Deus é paciente com os crentes quando os trata menos rigorosamente do que devia ser tratados. Deus os castiga menos do que os seus pecados merecem: “Depois de tudo o que nos tem sucedido por causa das nossas más obras e da nossa grande culpa, e vendo ainda que tu, ó nosso Deus, nos tens castigado menos do que merecem as nossas iniqüidades e ainda nos deste este restante que escapou,” (Esdras 9.13). Deus não mais põe a sua punição sobre eles. Pedro atribui a nossa salvação a paciência de Deus (cf 2Pe 3.15).
Veremos agora como se manifesta a paciência de Deus:
1) SUA PACIÊNCIA É MANIFESTA ATRAVÉS DAS SUAS CONSTANTES ADVERTÊNCIAS POR CAUSA DOS PECADOS DOS HOMENS. Antes de derramar a sua ira, Deus admoesta o povo (Exemplos: Gênesis 6.5-7; cf 1Pedro 3.20; 2Pedro 2.5). Deus adverte os homens de seus maus caminhos: “Por que contendes com ele, afirmando que não te dá contas de nenhum dos seus atos?Pelo contrário, Deus fala de um modo, sim, de dois modos, mas o homem não atenta para isso.” (Jó 33.13-14).
2) SUA PACIÊNCIA É MANIFESTA QUANDO ELE PUNE COM UMA CERTA TRISTEZA - Deus não tem prazer no castigo das suas criaturas: “Acaso, tenho eu prazer na morte do perverso? -- diz o SENHOR Deus; não desejo eu, antes, que ele se converta dos seus caminhos e viva?”(Ezequiel 18.23 ver também: Lamentações 3.33).
Deus demonstra pesar em punir Israel: “Que te farei, ó Efraim? Que te farei, ó Judá? Porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa…Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Como te faria como a Admá? Como fazer-te um Zeboim? Meu coração está comovido dentro de mim, as minhas compaixões, à uma, se acendem. Não executarei o furor da minha ira; não tornarei para destruir a Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; não voltarei em ira.” (Os 6.4; 11.8-9)
Deus é paciente ao mostrar sua tristeza na condenação da impiedade, mesmo as de seu povo: “Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniqüidade e não destrói; antes, muitas vezes desvia a sua ira e não dá largas a toda a sua indignação.” (Sl 78.38).
Exemplos da paciência de Deus:
A) Com o povo nos tempos de Noé, Deus não destruiu antes de avisá-lo. Deus “esperava” (cf 1Pe 3.20) o tempo próprio, que foi 120 anos (Gn 6.3).
B) Na época do Êxodo Deus demonstrou a sua paciência (At 13.18).
C) Com os gentios de nossa era, que adora a criatura em lugar do criador, Deus, ao invés de destruí-los os entregou aos seus próprios caminhos ( Rm 1.19-26)
Em suma: A paciência de Deus é uma das formas de demonstrar a Sua bondade. Deus é paciente em salvar o pecador. Deus é paciente com os ímpios, não tendo prazer em sua condenação. Deus é paciente para com os seus filhos não os punido conforme o que merecem.
Mas sua ira vai se manifestar. Deus tem paciência, mas veja o que diz Gênesis: “Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração;… Disse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito.” (Gênesis 3.5,7).
CONCLUSÃO E APLICAÇÃO: Peça a Deus paciência: É coisa desagradável viver neste mundo afetado pela ira não santa e pela amargura, obras da carne que vem de nosso coração cheio de pecados (ver Gálatas 5.16,22). Se você pedir a Deus paciência, você estará pedindo o que ele próprio quer dar. Exercite a paciência – A paciência não é opção, ela é ordenada por Deus (cf Colossenses 3.12; Efésios 4.1-2).
Se não fosse a paciência de Deus, os homens não existiriam. Precisamos tomar cuidado para não cruzar os braços e descansar demais na paciência de Deus e assim vivermos em pecado. Dê graças ao Senhor por ele revelar a você a sua bondade em forma de paciência.

Rev. Ronaldo P Mendes

Uma preciosa lição

Preciosa lição, que desejamos partilhar com você cara leitor desse blog, está na diferença entre a atitude do Apóstolo Paulo e os Soldados, em relação aos presos que estavam dentro do barco naufragado em At. 27
A idéia dos soldados era de matarem os prisioneiros para que ninguém fugisse a nado, conforme esta escrito em Atos 27.42 “Então a idéia dos soldados foi que matassem os presos para que nenhum fugisse, escapando a nado”. Um justificativa para esta atitude é que os Soldados deveriam pagar com a própria vida, se algum preso escapasse.
Um olhar mais atento sobre a natureza humana, revela-nos entretanto, algo mais grave na decisão dos Soldados: na opinião deles, aqueles prisioneiros já estavam mesmo condenados. Afinal, quem eram eles senão criminosos salteadores e assassinos? Que lhes importava se Deus prometera a Paulo a vida daqueles homens? Isto os tornava menos criminosos e menos merecedores de castigo? Era melhor que morressem de uma vez! Não fazemos nós assim também? Em nossos sentimentos, não julgamos determinadas pessoas imerecedoras da graça de Deus? Em nosso coração não as sentíamos à condenação eterna?
Fazemos isso, cada vez que duvidamos da salvação de um traficante ou de um estrupador ou mesmo de um Feiticeiro.
Que Deus nos dê a visão correta do Apostolo Paulo, que a ninguém julgue indigno, mas preocupe-se com a salvação de todos.

Alexandre Pitante Filho

Vangelis - Glorianna

A tragédia não é o fim!

A Bíblia conta em 2 Samuel 9 a história de Mefibosete. Sua vida foi cheia de tragédias. Quando ele tinha cinco anos, mataram seu avô; no mesmo dia, mataram seu pai. Como se não bastasse, a babá, querendo protegê-lo, o pegou nos braços e saiu correndo para escondê-lo. Ao fazer isto, ela tropeçou e deixou o menino cair no chão. Ele quebrou as duas pernas e nunca mais andou. Mefibosete foi então escondido. Quem o escondeu pensava estar protegendo-o do novo rei, Davi. Pois pensava que Davi queria matá-lo por ser Mefibosete o herdeiro do trono. Mefibosete, que nascera para ser um príncipe, morar no palácio, e desfrutar de uma vida formidável, vivia escondido numa casa emprestada, que não era sua, solitário e sem comunicação. No entanto, Davi, o rei, fizera uma aliança com o pai de Mefibosete, Jônatas, e prometera cuidar e proteger todos os seus descendentes. Mefibosete, por pensar que Davi o procurava para o mal, mais se escondia. Quando Davi o descobriu, mandou um dos seus servos buscá-lo. Ziba foi ao encontro de Mefibosete e o carregou nos braços de volta ao palácio. Davi restaurou a vida de Mefibosete e lhe devolveu tudo o que ele tinha direito. Mefibosete passou a viver lado a lado com o rei.
Todas as nossas tragédias fazem com que nos escondamos também. Pensamos que o Supremo Rei nos abandonou e ficamos com medo ou raiva, não entendendo porque este Rei amoroso permite que coisas horrendas nos aconteçam. O grande Rei fez uma aliança com seu filho Jesus. Ele também prometeu cuidar de você. Ele enviou o Espírito Santo para nos achar, buscar e trazer para o seu palácio. Em sua presença todas as nossas dores são curadas, nossos sonhos são realizados, nossas amarguras dissipadas, e nossas lágrimas enxugadas.
Não posso explicar porque tragédias acontecem com gente boa. Alguns dizem que é o destino, não creio; outros dizem que é castigo, mas que mal fez Jesus para morrer na cruz? Ainda outros dizem que estamos sendo purificados. A verdade é que muitos de nossos sofrimentos não têm explicação plausível.
O que posso afirmar com segurança é que o Rei está a sua procura. Ele quer abraçar-lhe, cuidar de você, realizar seus sonhos, e mudar sua história. Nenhuma tragédia é final. Tudo pode ser mudado. Quando cremos nisto, quando mantemos a esperança viva, quando não desistimos da vida, quando aceitamos o amor de Deus, temos as forças renovadas.
Como ministrar a outros se nos sentimos feridos? Do mesmo modo que Jesus salvou o mundo através de suas chagas. Pois se o grão de trigo não morrer fica ele só, mas ao morrer o grão de trigo produz muitos grãos.
Assim podemos consolar os outros com as mesmas consolações com que fomos consolados. O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza.
Creia, a partir de você uma história de paz, amor, vida, e esperança começa a ser escrita. A tragédia não é o fim.

Pr. Silmar Coelho

terça-feira, 8 de março de 2011

Angel Voices - I Have a Dream

Você sabe o que é carnaval?

As ruas se inflamam, os tambores começam a rufar, os batuques entram pela noite até às madru­gadas, as praças ficam agitadas debaixo dos enfeites multicores. Começam-se os preparativos para a festa da carne, para a festa do despudor, para a festa da violência, para a festa das licenças sem limites, onde atrás das máscaras os homens e mulheres se revelam tais quais são. De repente, nos grandes centros, quase todos saem para rasgar o véu da decência e da reser­va, homens e mulheres no anonimato das máscaras se entregam aos ímpetos desenfreados de suas paixões vis, abusando dos padrões mais elementares da moral e esboroando ao chão todas as colunas de um caráter ilibado. O corpo é exposto sem reservas, o nudismo, quebrando todos os imperiosos ditames da decência, se instaura às largas. Quanto mais excitante, quanto mais ardente, quanto mais explorado o corpo, mais fortes são as emoções. É o delírio da loucura, é o delírio da paixão que atinge as raias da permissividade irrestrita. Esta é a festa da destruição, da vergonha, onde vidas são desmoronadas, arruinadas, onde os lares são desfeitos, onde a imoralidade e a infidelidade deixam de ser uma exceção para ser uma regra. Car­naval, mesmo reluzente, mesmo debaixo do pálio en­galanado de alegrias libidinosas, é um grito de deses­pero, é um gemido agônico de um coração que ainda não achou razão para viver. O carnaval é a festa da morte, morte da pureza, morte da vergonha, morte da decência. É na sepultura desta festa sodomita, que se enterram os restos cadavéricos de uma sociedade falida moral e espiritual­mente, porque sendo o nosso corpo o templo do Espírito Santo de Deus, convertem-no em santuários da desonra, da embriaguez e da licenciosidade. Carnaval é a festa do vazio. Multidões frenéti­cas gritam, cantam, pululam pelas ruas noite e dia en­tregando-se às orgias, oferecendo seus corpos no altar aviltante de promiscuidade, mas depois que as más­caras caem vêm as conseqüências aterradoras, vêm as lágrimas, vem o desespero, vem a depressão, vem o vazio. Carnaval é a festa da carne e não do espírito, é a festa do pecado e não da santidade, é a festa da ale­gria fingida e efêmera e não da felicidade autêntica, é a festa do choro e não do riso, é a festa da embriaguez e da licenciosidade e não da lucidez e do respeito. Car­naval é a festa dos roubos, dos crimes, das brigas, da disseminação incontrolável das drogas, dos lares divi­didos, das crianças abandonadas. É a festa em que se abrem as comportas do grande abismo, é a festa que conduz à ruína e à perdição, é a festa promovida pelo inferno e não pelo céu, é a festa excitada pelo diabo e não por Deus. É a festa que conduz seus ilustres con­vivas aos meandros mais escuros de uma realidade eterna sem Deus., sem vida, sem alegria, sem paz e sem salvação. Carnaval é a festa que exclui o homem da festa perenal, de verdadeiro gozo no paraíso celes­tial, na 'presença de Cristo pelo desdobrar dos séculos. Mas, em Jesus a festa é constante. N'Ele há paz ver­dadeira. Ele dá vida em abundância, vida feliz, vida se­gura, vida eterna. Jesus, sendo Deus, deixou a glória do céu e veio ao mundo em forma de carne e habitou entre nós. Levou sobre Si todos os nossos pecados, quando foi pregado na cruz. Ali no madeiro, pagou com O Seu sangue, o preço da nossa redenção. Abriu-­nos um novo e vivo caminho para o céu. Agora, é só confiarmos no seu sacrifício. Ele morreu por nós, para que pudéssemos ter vida eterna. Morreu para dar-nos o perdão, para destruir as obras do diabo, para que­brar todos os laços que nos amarram e purificar-nos de todo pecado. Jesus agora mesmo pode transfor­mar sua vida, pode libertar você do vicio, 'pode arran­car o vazio, a solidão e a angústia que vai dentro do seu coração. Pode salvar o seu lar e dar paz à sua vida. entregue agora sua vida a Jesus, e você, então cele­brará uma festa real no tempo e na eternidade!

Rev.  Hernandes Dias Lopes

Como viver sem máscaras

O carnaval é a maior festa popular do Brasil, e talvez, do mundo. Nessa festa da extravagância e dos excessos, muitas pessoas saem às ruas usando máscaras. Algumas dessas pessoas escondem-se atrás das máscaras; outras se revelam por meio delas. Uma máscara é tudo aquilo que esconde ou encobre a nossa verdadeira identidade. É importante ressaltar que existem máscaras tangíveis e intangíveis; algumas cobrem o rosto; outras tentam disfarçar as atitudes da alma.
De certo modo todos nós usamos máscaras. Aquele que diz que nunca usou uma máscara, possivelmente esteja acabando de afivelar uma no rosto, a máscara da mentira. O problema das máscaras é que elas proclamam uma mentira ou escondem uma verdade. Quando usamos máscaras, as pessoas passam a amar não quem nós somos, mas quem nós aparentamos ser. As máscaras também não são seguras. Por melhor que nós as afivelemos, elas podem cair nas horas mais impróprias e nos deixar em situação de total constrangimento.
Queremos mencionar aqui algumas máscaras usadas ainda hoje.
1. A máscara da piedade - O apóstolo Paulo, ensinando sobre a doutrina da Nova Aliança, diz que podemos ser ousados em vez de agir como Moisés que pôs um véu sobre a face para que as pessoas não atentassem para a glória desvanecente em seu rosto. Quando Moisés subiu o Monte Sinai para receber as Tábuas da Lei, ao regressar, seu rosto brilhava. As pessoas não podiam olhar para ele. Então, ele colocou um véu em sua face para que as pessoas pudessem se aproximar e falar com ele. Mas houve um momento em que Moisés percebeu que a glória estava acabando. Ele não precisava mais do véu, porém, ele continuou com o véu, porque não queria que as pessoas soubessem que sua glória era desvanecente. Muitas vezes, somos parecidos com Moisés. Tentamos impressionar as pessoas com uma espiritualidade que não temos. Aparentamos ser mais crentes, mais piedosos do que na verdade somos.
2. A máscara da autoconfiança - O apóstolo Pedro era um homem impulsivo. Falava para depois pensar. Quando Jesus declarou que seus discípulos iriam se escandalizar com ele e iriam se dispersar, Pedro não titubeou e foi logo dizendo que ainda que todos o abandonassem, ele jamais o faria. Disse ainda que estava pronto para ir com Jesus para a prisão ou até mesmo para a morte. Pedro julgou-se forte e até melhor do que seus pares. Porém, naquela mesma noite, Pedro fraquejou e dormiu quando Jesus pediu para ele vigiar. Pedro abandonou a Jesus e seus condiscípulos e infiltrou-se na roda dos escarnecedores. Pedro negou, jurou e praguejou, dizendo que não conhecia a Jesus. A máscara de sua autoconfiança caiu quando Jesus olhou para ele. Então, ele caiu em si e desatou a chorar.
3. A máscara do legalismo - Um legalista é inflexível com as outras pessoas, mas condescendente consigo. Ele enxerga um cisco no olho de seu irmão, mas não vê uma trave no seu. O legalista preocupa-se mais com a forma do que com a essência. Cuida mais da aparência do que do interior. Os fariseus eram legalistas. Eles eram fiscais da vida alheia, mas descuidados com sua intimidade com Deus. Eram bonitos por fora, mas feios por dentro. Jesus os comparou a sepulcros caiados, limpos por fora, mas cheios de rapina por dentro. Os fariseus eram hipócritas. Eles eram atores que representavam no palco um papel diferente daquele desempenhado na vida real.
A vida cristã é uma contínua remoção das máscaras. A Bíblia diz que onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade; não liberdade para fazer o que queremos, mas liberdade para vivermos na luz. Pela obra de Cristo e pela ação do Espírito, podemos viver sem máscaras, sendo transformados de glória em glória, até atingirmos a estatura de Cristo, o Varão Perfeito.

Rev. Hernandes Dias Lopes