sábado, 19 de fevereiro de 2011
Farmakeia - Obras da Carne
FARMAKEIA B, ARC, ARA, BJ, P, BLH, BV: feitiçaria(s); Mar.: magia. A palavra farmakeia seguiu um processo de degeneração no significado. Farmakon é uma droga, e farmakeia é o uso de drogas. Há três etapas no significado da palavra.
i. Farmakeia é usada como uma palavra médica sem o menor mau sentido. Platão fala dos diferentes tipos de tratamento médico; a cauterização, a incisão, o uso de drogas, a privação dos alimentos (Platão:Protágoras 354 A). Dá sua própria opinião de que as doenças não-perigosas nunca devem ser complicadas ainda mais pelo uso de drogas (Platão: Timeu 89 B). A esta altura farmakeia é simplesmente uma palavra médica para uso medicinal das drogas.
ii. A palavra passa, então, a denotar o abuso das drogas, ou seja: o uso de drogas para envenenar e não para curar. Assim, lemos acerca da lei a respeito do envenenamento (Platão: Leis 933 B), e Demóstenes acusa um homem mau de envenenamento e de todos os tipos de vilezas (Demóstenes 40.57). Este é o começo do mau sentido da palavra.
iii. Por fim, a palavra assume o significado da feitiçaria e bruxaria. É usada, por exemplo, repetidas vezes para os feiticeiros e mágicos egípcios que competiam com Moisés quando Faraó não queria deixar Israel ir (Êx 7.11, 22; 8.18; Sab. 7.12; 18.13); a magia, bruxaria e feitiçaria são pecados por causa dos quais Isaías prediz a destruição da Babilônia pela ira de Deus (Is 47.9, 12). A palavra completou um círculo inteiro. A partir do significado de uma droga que cura, veio a significar um envolvimento vicioso e maligno na bruxaria e feitiçaria. O cristianismo desenvolveu-se numa era em que o uso da feitiçaria e das artes mágicas era generalizado, e freqüentemente com intenções criminosas.
Sabemos pouca coisa, ou nada, no tocante à feitiçaria, bruxaria e magia nos primeiros séculos da literatura grega. Plínio tem uma história que diz que a magia foi introduzida na Grécia por certo persa chamado Óstanes nos tempos das guerras persas (Plínio: História Natural 30.1). A primeira referência à feitiçaria criminosa acha-se nos discursos de Demóstenes. No discurso contra Aristogeiton refere-se a Teoris de Lemnos, “a feiticeira imunda”, que foi devidamente executada por causa dos seus maus caminhos. Em Roma. já nos dias das Doze Tábuas, achamos um regulamento que proíbe a danificação das colheitas alheias mediante a feitiçaria (Sêneca: Questões Naturais 14.7). Mas foi perto do fim do Império que a magia se generalizou em Roma. J. R. Mozley escreve: “É impossível negar que neste período, tentativas eram feitas no sentido de lesar inimigos e obter vantagens particulares por meios sobrenaturais, de tal maneira que a magia era exibida como prática realmente malévola, senão também maléfica” (Artigo sobre Superstitio, em W. Smith: Dictionary of Greek and Roman Antiquities). Não são poucas as inscrições em túmulos para homenagear as pessoas cuja morte, segundo se declarava, tinha sido provocada pela magia.
Uma delas diz: “Eunia Fructuosa jaz aqui. Morreu de modo imerecido. Paralisada por sortilégios, ficou deitada por longo tempo, de modo que seu espírito foi torturado violentamente até sair dela, antes de ser devolvido à Natureza. Os Fantasmas ou os deuses celestiais serão os vingadores deste crime” (C.I.L. 2756).
Podemos dar uma rápida olhada em algumas destas práticas mágicas que decerto constavam entre aquelas que Paulo proibia. O nome da pessoa a ser lesada era escrita numa tábua com sinais e palavras sinistros. Uma imagem de cera da pessoa era feita e depois derretida lentamente, ou destruída de outra maneira (Virgílio: Éclogas 8.80; Horácio. Sátiras 1.8, 32). Eram feitas tiras de chumbo com o nome da pessoa atacada inscrita nelas, e com uma oração de maldição dedicada aos espíritos do mundo do além. A tira de chumbo passava, então, a ser introduzida num túmulo de modo que os espíritos do mundo do além a vissem e agissem à altura da maldição ali escrita.
Ossos eram enterrados debaixo da casa de algum homem para planejar a sua morte, conforme Tácito conta que foi feito no caso do assassinato de Germânico (Tácito: Anais 2.69; Horácio: Sátiras 2.8.22). Poções de amor eram comuns; a astrologia grassava numa tentativa de se ver o futuro; havia eternas receitas mágicas para fabricar ouro a partir de metais menos valiosos. Galeno, o médico, condena a estultícia daqueles que acrescentam feitiçarias e encantações ao uso das ervas e das drogas. Não é esta, diz ele, a prática da medicina (Galeno:Z) e Simpl. 6). O mau olhado era universalmente temido (Alcifrão: Cartas 1.15; Plínio: História Natural 7.16; Plutarco: Simpósio 7). Ele era especialmente fatal para as crianças. Era possível guardar-se contra ele cuspindo-se nas dobras do casaco (Teócrito: Idflios 6.39; Plínio: História Natural 7.16). Era possível guardar-se contra ele por meio do uso de talismãs. Por estranho que pareça, o talismã consistia num modelo pequeno de falo pendurado no pescoço (turpiculares, Varro o chama: Varro: Lingua Latina 7.37). O mesmo amuleto estranho de proteção também era visto nos jardins e nas lareiras (Plínio:História Natural 19.50).
O mundo antigo estava repleto de práticas mágicas. Em Atos 19.19 lemos a respeito dos peritos nas ciências mágicas em Efeso que queimaram os seus livros quando foram convertidos pelas demonstrações que Paulo fez do poder do nome de Jesus. Quanto tempo isto durou, e quão sério problema era até mesmo na Igreja Cristã pode ser percebido no vigésimo - quarto cânon do Concilio de Ancira em 314 ou 315 d.C, onde foi estipulado que “os que praticam a divinação, e seguem os costumes dos pagãos, ou que levam os homens para as suas casas para a invenção de feitiçarias, ou para purificações” devem passar por “cinco anos de penitência de acordo com os graus estabelecidos”. Deve ter sido extraordinariamente difícil desarraigar de um mundo supersticioso as práticas que se tinham tornado parte integrante da vida cotidiana. E, na realidade, algumas práticas não foram tanto eliminadas quanto cristianizadas, porque achamos cristãos usando pendurados no pescoço, não os amuletos antigos, mas textos cristãos, e até mesmo pequenas cópias em miniatura de partes do NT, fabricadas com este propósito em vista, segundo parece.
Talvez seja esta a melhor oportunidade para notar um fato sinistro a respeito das obras da carne. Sem exceção, cada uma delas é uma perversão de alguma coisa que é boa em si mesma. A imoralidade, a impureza, a libertinagem ou lascívia são perversões do instinto sexual que, por si só, é uma coisa bela e faz parte do amor. A idolatria é uma perversão da adoração, e foi iniciada como uma ajuda à adoração. A feitiçaria é uma perversão do uso das drogas terapêuticas na medicina. As invejas, os ciúmes e as contendas são perversões da nobre ambição e desejo de ser bem-sucedido que pode ser um incentivo à grandeza.
A inimizade e a ira são uma perversão da justa indignação sem a qual a paixão pela bondade não pode existir. As dissenções e as facções são uma perversão da dedicação aos princípios que pode produzir o mártir. As bebedices e as glutonarias são a perversão da alegria do convívio social e das coisas que os homens podem desfrutar de modo satisfatório e legítimo. Em lugar nenhum há uma melhor ilustração do poder do mal ao lançar mão da beleza e torcê-la até torná-la em feldade e ao tomar as coisas mais nobres e fazer delas uma avenida para o pecado. O terror do poder para pecar acha-se exatamente na sua capacidade de tomar a matéria-prima da bondade em potencial e transformá-la em matéria do mal.
FONTE: Obras da Carne e o Fruto do Espírito de William Barclay.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Quarto Cavaleiro do Apocalipse
Um dos livros que sempre gostei de estudar com cuidado especial é o livro de Apocalipse. Sua dificuldade interpretativa sempre me motivou a buscar os melhores tradutores e a ler os originais com devotada atenção. Um livro que fala dos últimos dias, um livro escrito para os nossos dias.
Recentemente o vídeo chamado "Suposto Cavaleiro do Apocalipse no Egito", trouxe de volta a leitura profética e a curiosidade temporal do Apocalipse. Estamos mesmo no fim? Estão se cumprindo as profecias? Supondo que o vídeo não seja uma montagem, e que isso seja uma manifestação espiritual visível e real, creio que precisamos compreender algumas coisas bem importantes.
O que está acontecendo no Oriente Médio, em especial no Egito, e ao redor do mundo, nada mais é que uma prova cabal de que as profecias estão cada vez mais próximas e presentes em nossa geração. Um breve passeio pelo texto de Lucas capítulo 21 diz o seguintes, nos versículos 11 e 12:
"Haverá grandes terremotos, fome e pestes em vários lugares, e acontecimentos terríveis e grandes sinais provenientes do céu. Mas antes de tudo isso, prenderão e perseguirão vocês. Então os entregarão às sinagogas e prisões, e vocês serão levados à presença de reis e governadores, tudo por causa do meu nome".
Em nenhum outro momento da história vimos tão grande manifestação da natureza em proporções como temos visto nos últimos 10 anos. Além de vivermos sobre a maior perseguição missionária da igreja segundo o site Portas Abertas. Em nenhum outro momento o povo evangélico teve tanta participação política e influência partidária como em nossos dias, tanto no Brasil, como nos países onde existe liberdade de expressão religiosa. Isto significa que segundo as profecias ditam estamos vivendo tempos difícies, tempos de guerras civis, ajustes de poder, domínios culturais e porque não, tudo isso como manisfestações espirituais no tempo e espaço.
Os quatro cavaleiros, em minha simplória interpretação, são sistemas de domínio de massa comandados por Satanás quanto a destruição, e autorizados por Deus quanto a manifestação, para juízo do mundo todo. Estes sistemas ditam regras e leis, ajustando culturas e estabelecem domínios territoriais, levando a história para a proximidade do fim. Nesta caso o quarto cavaleiro possui uma característica única. Vejamos:
Apocalipse 6: 8 Olhei, e diante de mim estava um cavalo amarelo. Seu cavaleiro chamava-se Morte, e o Hades o seguia de perto. Foi-lhes dado poder sobre um quarto da terra para matar pela espada, pela fome, por pragas e por meio dos animais selvagens da terra.
Recentemente uma estranha mortandade de animais tomou conta da última estação em várias partes do mundo. O número de doenças e enfermidades tem crescido assustadoramente, e o mais agravante tem sido a potencialização de novos vírus. Civis morrendo em manifestações, além de desgraças naturais como enchentes, deslizamentos, furacões, etc, estão matando aos milhares. O genocídio das massas tem crescido sobre a terra e isso é um grande sinal apocalíptico.
O mais surpreendente sobre a o quarto cavaleiro, é que a morte e o inferno possuem autoridade sobre 1,5 bilhão de pessoas. Essas pessoas morrerão separados do conhecimento de Deus. A característica desse cavaleiro é assustadora, ele possui uma cor verde-pálido (amarelado). A cor da desgraça. Em grego essa é a idéia expressa no original (- híppos khlorós).
Isso nos leva a crer que é chegado o tempo da desgraça sobre o mundo que rejeita Deus. Os cavaleiros ceifarão a vida daqueles que desconhecem a Palavra de Deus e os seus atributos. Até mesmo os cristãos nominais sofrerão diante das calamidades mundiais que virão sobre a terra.
O espírito territorial que está sobre o Egito neste momento, é o mesmo que está sobre o caos civil instaurado em vários países, como norma e regra de vida. Não conheceremos, nem saberemos quanto Jesus voltará, mas ele enviaria sinais claros da sua volta. E os cavaleiros do Apocalipse são manifestações claras de nossos dias. Sim, estamos perto do fim.
Ainda que este vídeo da EURONEWS seja falso, o sinal deste vídeo é verdadeiro. Ainda que não haja um cavaleiro de verdade, há todas as prerrogativas dele, há guerra, há violência, há revolta, há desgraça, que é a cor do quarto cavaleiro. Oremos e esperemos o cumprimento dessas profecias. A ELE TODA A GLÓRIA! MARANATA SENHOR!
Autor: Bruno dos Santos
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
As estações da vida
(Enquanto a terra durar, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite). (Gn.8,22)
Você já percebeu que existem ciclos em nossas vidas?
Parece que tem época que tudo dá certo e em outra ocasião, parece que tudo dá errado.
Na verdade, o que acontece é que você está passando pelas estações da vida. Assim, como a terra tem suas estações, a nossa vida também tem.
As estações do ano são: Verão, Outono, Inverno e Primavera. Vamos aprender com o mais complexo e perfeito modelo de vida que Deus deixou para nós: a terra. Vamos analisar as nossas vidas, fazendo uma analogia com a natureza.
Antes, vamos aprender algumas coisas bem interessantes sobre as estações, como elas acontecem, por que acontecem.
• As estações acontecem. Dependendo da distância da terra em relação ao sol, a terra gira em torno do sol e, em um momento está mais perto do sol e, em outro mais longe. Guarde isso, porque será importante mais pra frente. Essas posições da terra, em relação ao sol, são conhecidas como Solstício e Equinócio, claro que não vamos aprofundar nisto, é só para entendermos o que acontece. Simplificando: quanto mais perto do sol, mais quente, verão; quanto mais distante, mais frio, inverno.
Vamos ver cada uma das estações e aprender com elas.
Começaremos com o: VERÃO
Para nós, o verão fala de descanso; quando falamos de verão, logo pensamos em férias, praia, um sol lindo, dias maravilhosos, alegria: Há, que bom!
Tem gente que está passando por este tempo, "é aquele tempo quando tudo dá certo"; você olha pra pessoa e há sempre um sorriso estampado no rosto, que maravilha, não?!
Um amigo nosso se referia a outra pessoa, dizendo:
- Se fulano ficar de costas e jogar a bola, ele acerta a cesta (falando do jogo de Basquetebol). Tudo dá certo entendeu?
é o verão acontecendo, é tempo de aproveitar; se você está neste tempo, parabéns! Curta bastante, aproveite! Esta é a hora de viver pra valer; mas não é só sair de férias e cruzar os braços nesta estação. Deus fez para que você possa se preparar, porque, infelizmente, este tempo vai passar, e logo vai chegar o inverno, e se você não se prevenir agora, vai sofrer uma escassez terrível lá na frente; não é a toa que a Bíblia nos ensina a observar a formiga, olha que forte este verso:
• Pv 30:25 – As formigas, criaturas sem força, todavia no verão preparam sua comida.
Infelizmente, a vida não é feita só de verão, todo mundo ama o verão, só que Deus é equilíbrio, se você ficasse só no verão, com certeza acabaria morrendo de insolação; logo, teria uma seca terrível, e seu verão se transformaria NUM DESERTO.
Então, essa é a hora de trabalhar, estudar, casar e conseguir o máximo de realizações possíveis. A hora é essa!
E você que está pensando assim:
- Acho que eu não estou no verão, tudo dá errado pra mim!
Eu tenho uma boa notícia pra você:
Não se preocupe, vai chegar o verão na sua vida!
Por isso que, nós não podemos basear a nossa vida pela do outro, porque estamos em estações diferentes; hoje, você pode não está no verão e o seu vizinho está, amanhã, pode ser exatamente ao contrário. Por isso não se desespere, porque o verão está chegando em sua vida.
A Bíblia diz: Sl 30:05 – O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.
Posso afirmar, ninguém vive uma só estação.
Todos nós passamos pelas estações da vida. às vezes você olha pra pessoas bem mais sucedidas e, pensa que elas nunca choraram, ou que nunca passaram pelo inverno; posso afirmar que, todos nós passamos dias difíceis; agora algumas pessoas entendem os ciclos, outras não.
Conclusão:
Precisamos entender que cada estação tem seus ensinamentos, seus desafios e seus frutos.
• O fruto do verão é: o TEMPO DE REALIZAÇÕES.
• O desafio é: NãO ACOMODAR. No VERÃO trabalhamos para guardar para o inverno e colher na primavera.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
A estação da morte
A morte é o maior mistério do universo. Todos morrem, aliás, a única certeza que possuímos nesta vida terrena é que, um dia, nos encontraremos com ela. A morte é apenas uma estação.
Um lugar de transição, onde deixaremos esse invólucro humano, essa roupagem de carne que, no decorrer da vida, vai sendo desgastada pelo tempo.
A morte para a pessoa cristificada não pode ser vista como uma inimiga. Morrer é tão natural como nascer. Um ser humano, quando está sendo gerado no útero materno no período de nove meses de gestação, vai sendo formado dia a dia. Recebe todos os nutrientes e proteínas do corpo da mãe. Em momento algum há o desconforto, pois, no período em que a gravidez se desenvolve, o ser humano está protegido de todas as agressões externas, com exceção é claro da agressividade de um aborto criminoso, que é a maior forma de violência contra a vida, pois um ser que deveria estar protegido para ter o direito de nascer é abruptamente destrocado por ferros e por mãos criminosas que não avaliam a vida da forma como deve ser avaliada. A verdade é que, quando o ser humano nasce, começa uma nova dimensão de vida onde há um processo de construção da personalidade. Os sentimentos darão a carga emocional da alma no decorrer do tempo em que vive. A morte é um elemento surpresa porque nunca sabemos quando é que ocorrerá. Para alguns, a morte vem cedo demais; para outros, ela se prolonga para acontecer dentro dos critérios cronológicos que utilizamos para contabilizar o fator tempo. Portanto, o problema não é morrer, mas sim como morrer. Ser cristificado é ter uma vida equilibrada em harmonia com os sentimentos que são depurados no coração, para que estejam preparados para o grande encontro. Não podemos deixar que sentimentos medíocres nos deixem presos a esse corpo, pois ele é apenas um veículo humano da vida que nos transporta para outra dimensão, conhecida por todos os humanos, mas que, enquanto estivermos nesse veículo humano da vida, a fé é a pista principal que nos leva ao encontro do Amor de Deus. A fé não é um sentimento, mas uma decisão da vontade.
Fé é certeza das coisas que se esperam e prova das coisas que não se vêem. Devemos absorver os ensinamentos de Cristo e crer no poder remidor do Seu Sangue que nos proporciona, mediante a Sua imensa graça, a alegria da salvação. Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Mas, graças a Deus que nos dá a vitória pelo poder do sangue de Jesus Cristo que venceu a morte e, pelo poder da Sua ressurreição, nós somos mais do vencedores, pois Ele nos amou primeiro. Essa convicção da salvação nos livra do temor da morte.
A fé em Jesus nos direciona para a vida eterna. Nessa perspectiva, a morte é apenas uma sombra. Como diz Davi, o pastor profeta: “ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte não temeria mal algum”. A certeza de que o Senhor é o meu pastor dá o livramento sobre a carranca feia da morte, que passa a ser apenas uma sombra. É uma nuvem que cobre temporariamente o vale da vida, mas, quando ela passa, aí resplandece novamente o Sol da justiça, onde não há sombras permanentes.
Pedro Almeida
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
O valor da humildade
Um sapo estava pensando em como poderia fugir do clima frio do inverno. Alguns gansos selvagens sugeriram que ele migrasse com eles. Mas o sapo sabia que não podia voar. “Eu tenho um cérebro brilhante”, disse o sapo, “deixe comigo”. Depois de pensar um pouco, pediu que os dois gansos o ajudassem. O plano consistia em dois gansos segurarem um em cada ponta de um forte caniço, enquanto o sapo se segurava com a boca no meio do caniço.
E assim a viagem começou. Quando passavam sobre uma pequena cidade, os moradores saíram para ver aquela cena estranha. Alguns gritaram: “Quem poderia bolar algo tão genial?” O sapo foi se inchando de orgulho, se achando importante. E, de tão inchado, não resistiu e exclamou: “Eu bolei tudo!”
Seu orgulho foi a sua própria ruína, pois no momento em que abriu a boca, se soltou do caniço e estatelou-se no chão, morto.
Moral da história: “A soberba precede a ruína, e a altivez de espírito, a queda”. “Seja outro o que te louve, e não a tua boca” (Pv 16.18; 27.2). A singeleza dessa fábula serve para lembrar que a humildade, longe de ser uma fraqueza, é um artigo extremamente necessário à vida. Melhor é ser humilde e receber o justo reconhecimento dos outros, quando isso for oportuno, que viver a tolice de vangloriar-se e assistir a própria queda.
Temos assistido constantemente a exemplos de soberba de líderes se vangloriando de seus feitos. O dono do navio Titanic afirmou soberbamente: “Nem Deus afundaria esse navio”. É atribuída a Tancredo Neves a seguinte afirmação: “Nem Deus me impedirá de assumir a Presidência”. Os resultados nós todos sabemos.
Quem não se lembra da soberba de um deputado do Espírito Santo, a bater no próprio peito, e exclamar: “Eu sou invencível!”? Pouco tempo depois, preso e humilhado, caiu na insignificância e nada mais disse.
“Nunca na história deste país” é a frase mais repetida, o emblema maior da soberba. “Nunca na história da República” é a filha indigente desta. Mas a boa notícia é que ainda é tempo de humilhar-se, antes que a ruína bata à porta e a queda aconteça.
É bom que nos lembremos que o Senhor coroa a humildade com as suas bênçãos. Todos somos sujeitos a uma certa medida de orgulho, principalmente quando tudo vai bem conosco e nos sentimos auto-suficientes. Alguns, quando recebem uma bênção, podem achar que é porque merecem. Mas tudo isso é orgulho tolo.
A pessoa humilde, ao contrário, reconhece que “toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes” (Tg 1.17). E também: “O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada” (Jo 3.27).
Conta-se a história de um milionário que foi a um banquete e sentou-se perto de um grupo de pessoas que conversavam sobre oração. Ele declarou: “Oração pode ser boa para vocês, mas eu não preciso orar. Trabalhei duro para obter tudo o que tenho. Não pedi nada para Deus!”
Um professor replicou: “Existe uma coisa que o senhor não possui e poderia pedir a Deus”. “O que seria isto”, perguntou o milionário. O professor respondeu: “O Senhor poderia orar por humildade”.
É bom lembrar o conselho do sábio Salomão: “Antes da ruína, gaba-se o coração do homem, e diante da honra vai a humildade” (Pv 18.12). E também o que Jesus disse: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5.3). Que caminho você vai escolher?
Samuel Câmara
Tempo para orar
Na vida, há certas coisas que temos de fazer, tendo tempo ou não. Por exemplo: checar o orçamento familiar, fazer revisão no carro, fazer um exame médico periódico etc. Já imaginou os problemas que podemos ter se falharmos em fazer essas coisas?
Mas há outra coisa que todos temos de fazer. Orar. É isso mesmo: orar! Já pensou o que pode acontecer (ou deixar de acontecer) só porque não tomamos tempo para orar?
Observando a história de vida de diversos servos de Deus que levaram a oração a sério, podemos ver um traço em comum: eles estavam preparados para enfrentar os desafios da vida. Aqueles que, ao contrário, foram inconstantes ou faltosos na oração sentiram-se espiritualmente secos e enfraquecidos.
Não temos de dar voltas para chegar a Deus, nem precisamos esperar algo como “o momento certo”. Jesus ensinou que temos “o dever de orar sempre e nunca esmorecer” (Lc 18.1). O apóstolo Paulo ensina que devemos orar “em todo tempo”. Ele orienta também que devemos manter uma atitude constante de oração na vida: “Orai sem cessar” (Ef 6.18; 1 Ts 5.17).
Desse modo, a qualquer hora e em qualquer lugar podemos erguer nossas vozes ao Senhor com a certeza absoluta de que Ele irá nos ouvir. Mais do que apenas receber os nossos pedidos, Deus nos compreende e percebe exatamente o que pedimos pela fé.
Algumas pessoas pensam que Deus escuta melhor a oração feita de madrugada. Há um hino que diz que a oração será mais rapidamente ouvida de madrugada porque “a fila é menor”. Estes se baseiam erradamente no texto bíblico que diz: “Eu amo os que me amam, e os que de madrugada me buscam me acharão” (Pv 8.17). Mas essa passagem não trata de oração, e sim de busca da sabedoria. Ou seja, quem cedo diligencia em estudar, mais sábio será na vida.
Orar de madrugada é bom e proveitoso porque há mais silêncio e tranqüilidade. Mas não é necessariamente melhor que orar em outra ocasião. A regra é esta: orar preferencialmente na sua hora nobre. Ou seja, a melhor hora para orar é a melhor hora que se tem.
Não devemos ter a preocupação infantil de tentar entender como Deus pode atender a tantas orações feitas ao mesmo tempo. Ele pode! Pode ouvir cada oração e ainda captar os murmúrios de vozes separadas. Deus é onisciente, tem todo o conhecimento; é onipresente, está em todo lugar; é onipotente, tem todo o poder. Sua sabedoria e poder estão além da nossa compreensão. Deus não espera que entendamos isso, mas que creiamos Nele e o busquemos.
Não temos razão alguma para andarmos ansiosos e preocupados pela vida, como se estivéssemos sozinhos. “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4.6).
Deus espera ouvir a nossa voz em oração sincera e tem prazer nisso. “A oração dos retos é o seu contentamento” (Pv 15.8).
Tome tempo para orar e lance a sua ansiedade aos pés do Senhor. Deus nos convida a revelarmos os nossos pensamentos, “lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5.7).
Se deixarmos de orar, só temos a perder. Assim, não temos tempo de não orar.
Faça a escolha certa. Tome tempo para orar. Deus escuta.
Samuel Câmara
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