domingo, 6 de fevereiro de 2011

Homem novo X homem velho

É o derby do costume…
Esta linguagem do Homem Velho vs Homem Novo herdámo-la do Apóstolo Paulo, bem como outras antíteses com as quais ele queria exprimir a mesma realidade: Homem Exterior vs Homem Interior ou Carne vs Espírito. O Homem Velho e o Homem Novo, como é evidente, não são “partes” do Ser Humano, mas antes modos concretos de viver. O que está sempre em causa, para o Apóstolo, é a adesão ao Projecto Salvador de Deus revelado em Jesus Cristo. Por isso é que esta era a compreensão do baptismo que, como sabes, era celebrado apenas por adultos – depois de um longo catecumenado – na vigília pascal. O grande símbolo baptismal era exactamente a morte do Homem Velho (no despir-se da sua roupa e mergulhar-se) para renascer Homem Novo em Jesus Ressuscitado (no elevar-se da água, ser ungido com óleo – símbolo bíblico do Espírito Santo – e ser revestido com uma túnica branca, símbolo de Ressurreição), o Homem Novo e princípio da Nova Humanidade.
Na linguagem do Apóstolo Paulo, o Homem Velho é o Homem escravizado no seu íntimo pelo domínio da Lei judaica e do pecado. O Homem Novo é o Homem animado pelo Espírito de Jesus Ressuscitado que liberta da escravidão da Lei e recria do pecado. Viver a vida no Espírito de Cristo é construir o Homem Novo. Esta “construção” é a dinâmica de configuração da nossa Vida com a Vida de Jesus de modo a podermos dizer como Paulo: “Nós temos a mentalidade de Cristo!” (1Cor 2, 16) Por ser uma permanente configuração com Jesus, a meta desta construção coincide com a própria plenitude da Vida, que ultrapassa a fronteira da morte. “Ainda que o Homem Exterior se degrade e definhe, o Homem Interior permanentemente se renova e cresce!” (2Cor 4, 16)
O crescimento interior é sempre um processo de conversão, e a conversão exige luta interior. Ao falar da Vida no Espírito de Cristo, Paulo diz que a Carne (Homem Exterior ou Velho) tem desejos contrários ao Espírito (Homem Interior ou Novo), e o Espírito desejos contrários à Carne, porque são duas realidades em luta uma com a outra…” (Gal 5, 17) Então, como acontece quando vemos um combate de boxe na televisão, vamos ver as características dos dois “lutadores”: num canto do ringue, o Homem Velho; no outro canto, o Homem Novo…

O Homem Velho é egoísta. Pensa sempre em si e no seu interesse, mesmo quando faz coisas boas. Se não lhe agradecem devidamente, sente-se ofendido…
O Homem Velho não sabe o que é a gratuidade porque procura sempre compensações e procura-se apenas a si próprio nas relações com os outros…
O Homem Velho não confia nas pessoas porque parte sempre do princípio que elas o podem magoar ou pôr em causa. Por isso, assume muitas atitudes ríspidas e frias, que é
uma maneira de manter as pessoas à distância…
O Homem Velho é violento porque está sempre a defender-se e a defender o seu espaço, as suas certezas, as suas opiniões e os seus privilégios…
O Homem Velho, apesar disto, é digno de pena, porque está sempre a vitimizar-se do “mal” que o mundo inteiro arquitecta contra ele. Sente-se sempre vítima da sua história injusta e das pessoas que o rodeiam e só lhe fazem mal…
O Homem Velho não sabe perdoar, porque isso implica amar com o Coração inteiro. Às vezes consegue “desculpar” algumas coisas, mas guarda tudo num “baú escondido” da sua mente e usa isso como arma de arremesso em alturas de tensão ou confronto…
O Homem Velho é uma pessoa azeda porque não é capaz de olhar nada com optimismo nem ninguém com Confiança…
O Homem Velho é injusto, porque está sempre a exigir dos outros aquilo que não lhes dá e a implorar da Vida aquilo que ele se recusa a construir, por medo ou por preguiça…
O Homem Velho é mesquinho, porque tem uma dificuldade enorme em olhar à sua volta, perceber as necessidades dos outros, interpretar os seus sentimentos ou corresponder aos seus desejos. Quando, às vezes, se dá conta disso, opta por baixar a cabeça, colocar as mãos nos bolsos e seguir adiante, porque se sente incomodado…
O Homem Velho adora dizer “Não é nada comigo!”, mesmo quando está em causa o bem dos irmãos, mas passado um bocado já se está a queixar que as coisas estão todas mal porque ninguém faz nada…
O Homem Velho diz “Eu estou bem!” quando consegue chegar à total indiferença e reduzir
o mundo ao tamanho do seu casulo…
O Homem Velho é escravo de mil coisas sem o saber! Não é capaz de comprometer a Vida por nada, não tem causas que o apaixonem nem motivos que o façam correr em direcção a nada. Sempre que o Homem Velho corre é para fugir de alguma coisa…
O Homem Velho vive assustado porque, no fundo, a solidão acaba sempre por doer e o egoísmo, quando o apanha sozinho e desprotegido, atira-lhe à cara que assim nunca chegará a ser feliz…
O Homem Velho não é criativo, porque não acredita no futuro nem aceita que aquilo que faz possa ser importante para alguém. Tem medo do que é novo e, sobretudo, tem medo de fracassar…
O Homem Velho não gosta do Evangelho de Jesus, porque não conhece nada mais perigoso e comprometedor do que isso. Não gosta de Jesus de Nazaré porque o centro do seu Evangelho é a construção do Reino de Deus, que tem a ver com a emergência da justiça e da igualdade pelo caminho do amor fraterno e do perdão recíproco. O Homem Velho prefere o outro “Jesus”, aquele “Senhor lá no alto do céu” ao qual é possível “amar” sem que seja preciso amar mais ninguém… ao qual é possível “prestar culto” sem ser preciso servir mais ninguém…
O Homem Velho não gosta do Deus de Jesus, Aquele que em Si próprio é Comunhão Amorosa Familiar. Prefere o “deus todo-poderoso” que, tal como ele, também não confia em ninguém nem ama de verdade mas apenas se mantém à distância e julga…
O Homem Velho não gosta nada que lhe falem da Igreja como Comunidade, porque isso é uma enorme perda de tempo e, sobretudo, uma fonte de sofrimento, porque a Comunidade põe em causa a sua maneira de estar, de acreditar e de rezar…
O Homem Velho não é feliz… E continuará a não ser enquanto perder o tempo a culpar os outros disso. É uma das manhas do egoísmo, esta de querer que tudo e todos mudem para que nós sejamos diferentes…
O Homem Velho não está aberto ao Espírito Santo porque não está aberto aos irmãos! A
Palavra de Deus não acontece no seu íntimo porque está fechado às mediações!
O Homem Velho tem os dias contados…
O Homem Novo tem em Jesus de Nazaré a sua medida! Ama os seus gestos, dá importância às suas palavras e procura os seus critérios. Por isso se pergunta muitas vezes: “Nesta situação que estou a viver, como é que Jesus faria?!”
O Homem Novo tem o Coração aberto à acção do Espírito Santo e não Lhe impõe nenhuma das suas certezas. Por isso está em permanente dinâmica de Conversão e Renascimento interior…
O Homem Novo tem a Mente desperta para que a Palavra de Deus aconteça nele de maneira livre e nova. Por isso, a Palavra torna-se nele Sabedoria e Verdade…
O Homem Novo sabe que ser pessoa é ser criador de si próprio à imagem e semelhança de Deus, colaborador do Espírito Santo na formação da sua própria consciência moldada pelo amor e instrumento de humanização para os irmãos…
O Homem Novo conhece e ama o Deus de Jesus Cristo como Amor Trinitário e vive com uma imensa gratidão o dom da Nova e Eterna Aliança pela qual a Família Humana foi assumida na Família Divina…
O Homem Novo, configurado com Jesus e dinamizado pelo Espírito, chama a Deus-Pai seu “Abba”…
O Homem Novo tem muitas atitudes parecidas com Jesus e revela nos seus gestos e palavras muita da sabedoria que Jesus colocava nas suas parábolas…
O Homem Novo sabe perdoar sem ser preciso que se lhe peça desculpa, porque o seu perdão precede o arrependimento do outro…
O Homem Novo ama de verdade, e por isso não se põe no centro das suas acções edecisões…
O Homem Novo gosta de dizer “nós”…
O Homem Novo é acolhedor e tolerante. Não julga as pessoas pela aparência nem lhes põe etiquetas ao fim de cinco minutos ou logo ao primeiro equívoco…
O Homem Novo é sensato porque sabe discernir as situações que vive e por isso sabe quando deve falar e quando deve calar, quando deve agir e quando deve esperar…
O Homem Novo não se deixa vergar sob nenhuma espécie de opressão ou domínio. Olha sempre nos olhos toda a gente! Por isso se debruça para ir ao encontro dos caídos, mas não se verga diante dos altivos e poderosos…
O Homem Novo é livre, porque é capaz de entregar a Vida até as últimas consequências pelas causas em que acredita e pelas pessoas que ama…
O Homem Novo é sereno, porque olha com Sabedoria o desenrolar da história e não se deixa iludir pela superficialidade das aparências nem pelos slogans gritados pelas multidões… O Homem Novo não se deixa escravizar pelas coisas que tem, nem por aquelas que quereria ter, porque já percebeu que o Essencial da Vida se constrói ao nível do Coração…
O Homem Novo tem horizontes de Vida Eterna e Ressurreição. Acredita que a palavra definitiva da Vida pertence a Deus e, por isso, é uma Palavra de Ressurreição que ultrapassa a morte e transfigura a história…
O Homem Novo acredita que nos construímos Humanos para sermos Divinizados…
O Homem Novo acredita tudo isto, rejubila com tudo isto, celebra-o, aprofunda-o e partilha-o, mas não o impõe a ninguém…
O Homem Novo é amável, ou seja, é uma pessoa digna de ser amada porque se torna fonte de Vida e riqueza para aqueles que com ele se encontram de Coração acolhedor…
O Homem Novo é também provocador e sinal de contradição, porque vive a Verdade com uma coerência inquestionável e põe em causa muitos dos que o rodeiam e não vivem na Verdade…
O Homem Novo faz-se acompanhar dos pobres e defende o direito dos oprimidos, porque acredita num mundo de diferentes. Como sempre, aqueles que acreditam são os únicos que o constroem, e esses chamam-se “Bem Aventurados”…
O Homem Novo às vezes chora e sofre, quer por causa da compaixão com os seus irmãos, quer por causa da violência que os opressores às vezes exercem sobre ele. Mas nunca se resigna, porque sabe em quem tem assente a sua Esperança e enraizada a sua Vida…
O Homem Novo é humilde. Por isso conhece perfeitamente as suas capacidades e reconhece serenamente que nem tudo depende apenas de si. Acredita nas suas capacidades, assume as limitações tranquilamente, faz a sua parte e trata todas as pessoas como iguais…
O Homem Novo é audaz e pioneiro quando chega a hora de inventar o futuro porque acredita no sucesso dos seus esforços, na presença do Espírito Santo e na generosidade e verdade dos irmãos…
O Homem Novo acaba sempre por ser mais forte…

A Criação de Deus

"A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis..." (Romanos 1:18-20).
Todos nós conhecemos a história da criação. É uma história tão fantástica, tão maravilhosa e tão simples que a lembramos desde a nossa mocidade, e agora também a contamos para os nossos filhos. E às vezes, talvez justamente por sua simplicidade, ficamos contentes em deixar que o relato bíblico da criação seja relegado às aulinhas dominicais das crianças, enquanto os adultos estudam assuntos "mais profundos". Mas, será que a história da criação é somente uma "historinha" para as crianças?
Vamos lembrar primeiramente que "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2 Timóteo 3:16-17). Se Deus revelou alguma coisa, é porque ele quer ensinar algo de valor para o nosso crescimento espiritual.
Em sua forte exortação aos cristãos de Roma, o apóstolo Paulo apelou para a criação como um ato singular que por si só é prova da existência de Deus. Ele disse que Deus é justo em julgar com ira os que o rejeitam, porque, pela criação, os homens deveriam reconhecer claramente "os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade" (Romanos 1:18-20). Quando olharmos para a criação, devemos ver o Deus vivo que está por trás dela. Até mesmo as pessoas que nunca leram a Bíblia são responsáveis de reconhecer que Deus existe, pois ele se manifestou em sua obra criadora (veja Salmo 19:1-4). Nós, os que somos abençoados por termos a Bíblia em nossas mãos, devemos olhar para a criação do modo como Deus a revelou em Gênesis capítulo 1. O que aprendemos na criação sobre o eterno poder e a divindade de Deus?
Gênesis 1:1-2: Antes do Princípio
Os céus e a terra foram criados por Deus "no princípio" (Gênesis 1:1). Sendo este o caso, então o que existia antes do princípio? A única resposta é: Deus! O Criador, necessariamente, deve existir antes de sua criação. Deus é um ser eterno: ele existia já antes do princípio, e existirá depois de toda a criação ser desfeita (veja Isaías 41:4; 44:6; 2 Pedro 3:9-12). Deus é um ser poderoso: ele teve a força de criar do nada "os céus e a terra," ou seja, tudo o que há no universo, fora e dentro do nosso planeta (veja Hebreus 11:3; Atos 17:24; Colossenses 1:15-17). O Criador, necessariamente, é senhor de toda a sua criação. Deus, por seu eterno poder, criou e governa os céus e a terra.
"...E o Espírito de Deus pairava por sobre as águas" (Gênesis 1:2). Deus é espírito: ele não é material como a sua criação, e não será encontrado através de meios materiais. A verdadeira busca de Deus será uma busca espiritual (veja João 4:23-24; Atos 17:24-25, 29).
O Estado Do Mundo No Princípio
A terra, no princípio, estava sem forma: antes de Deus usar seu eterno poder para organizar, tudo estava em caos (Gênesis 1:2). Além disso, a terra estava vazia: antes de Deus criar, havia uma imensidão de nada, um abismo vazio. E ainda mais, a terra jazia em trevas: antes de Deus trazer a luz, havia somente uma escuridão profunda. A partir desta situação original da terra, observemos a maneira de Deus trabalhar, assim aprendendo muito sobre a sua divindade (sua natureza como ser divino).
Gênesis 1:3-5: Nas Trevas, Deus Faz Luz
A primeira coisa necessária para andarmos com segurança é a luz. Então, a primeira coisa que Deus fez em sua obra criadora foi de converter a situação geral da terra de trevas para luz. Deus é luz por sua própria natureza (veja 1 João 1:5-7), e tudo o que ele faz é para manifestar a luz da verdade.
Notemos que Deus criou a luz, bem como a maior parte de sua criação, simplesmente pelo poder de sua palavra! "Disse Deus: Haja luz; e houve luz" (Gênesis 1:3). Deus falou, e assim se fez (veja Gênesis 1:6-7, 9, 11, 14-15, 20, 24). O poder de Deus tanto para criar como para manter a sua criação reside na sua palavra! (veja Hebreus 1:1-3). Esse fato deve nos confortar extremamente, pois a mesma palavra poderosa que Deus usou para criar o mundo foi, com amor, colocada aqui em nossas mãos por ele! Quando vedadeiramente entendermos isto, teremos muito mais cuidado em como usarmos a Bíblia. Quem somos nós para mudar esta palavra tão poderosa, a fim de torná-la "mais suave" aos nossos ouvidos ou aos ouvidos de outras pessoas para a quem a pregamos? Com esse poder vem a grande responsabilidade de seguir e pregar somente aquilo que Deus revelou. Pois, ele é o Senhor, e é a palavra dele que tem o eterno poder da criação (veja Isaías 55:6-11).
Gênesis 1:6-10: No Caos, Deus Faz Ordem
Tendo resolvido o problema da luz, Deus converteu o caos em ordem. Onde a terra estava sem forma, Deus criou e fez a separação entre o céu azul (a atmosfera), a terra firme e os mares. Assim, o poder criador da palavra de Deus coloca todas as coisas em sua própria ordem.
Quando refletimos sobre a palavra de Deus, geralmente pensamos em termos de seus mandamentos, como os dez mandamentos, por exemplo. Uma outra palavra para mandamento é ordem. A natureza de Deus é de ordenar, e suas ordens são dadas para organizar e manter sua criação. Quando a criação desobedece as ordens de Deus, o resultado é desordem. Isto se torna óbvio quando olhamos ao redor para o nosso mundo de hoje. A desordem está por toda parte - homicídios, adultérios, homossexualismo, vícios, etc. - porque os homens (parte da criação de Deus!) têm rejeitado a ordem que Deus manda em sua palavra. Será possível gozar da ordem perfeita de Deus somente quando obedecemos e ensinamos os outros a obedecerem também a palavra dele.
Gênesis 1:11-25:
Deus Enche O Que Está Vazio
Depois de haver criado um lugar bem organizado e com bastante luz, Deus olhou para a sua criação e viu que ainda estava vazia. Notamos que é a natureza de Deus encher todas as coisas com o bem, para a glória dele. Assim, ele transformou o estado vazio da terra, colocando plantas sobre a terra firme, planetas e estrelas no céu, e animais na terra, nas águas e no céu. Podemos ver que Deus colocou ordem em tudo, governando até a reprodução das espécies de plantas e animais com a sua palavra (Gênesis 1:11-12,21,24-25).
Gênesis 1:26-31: O Motivo Por Trás De Tudo
Quando tudo estava perfeito e bem ordenado de acordo com seus planos, Deus criou o homem e o colocou no meio. Olhando bem para o relato da criação, podemos ver que Deus fez tudo já pensando neste último passo. Por que criar e dividir a luz das trevas? É claro que Deus não precisava da luz, já que ele existia antes dela! Por que separar terra firme e céus? Deus é Espírito e não precisa de lugares físicos para sua moradia (veja 1 Reis 8:27; Atos 17:24). Por que fazer plantas e animais, estrelas e outros planetas? Deus não fez estas coisas para ele mesmo, e sim para o homem que ainda havia de criar. Gênesis 1:14 nos mostra que um dos motivos para Deus criar os luzeiros era para que servissem de sinais. A única parte de toda essa criação que é capaz de observar e entender sinais é o homem. Já que Deus não havia feito nenhum homem quando preparou os luzeiros, concluímos que o homem estava nos planos de Deus desde o princípio. De fato, a Bíblia nos ensina que a salvação do homem estava nos planos de Deus mesmo antes do princípio da criação (veja Efésios 1:3-5, 11, 2:10, 3:8-11).
Quando olharmos para a criação, então, devemos ficar admirados com o eterno poder de Deus, e ainda mais com o seu eterno propósito de salvar o homem da desordem de sua própria desobediência. Deus fez toda a terra e os céus justamente para a habitação do homem, a fim de que o homem olhasse para tudo isso e o buscasse (veja Atos 17:22-31).
Conclusão: A Nova Criação Em Cristo
Quando olhamos para a sociedade, não há dúvida de que temos feito desordem da ordem de Deus. Mas Deus, por sua natureza divina, em sua misercórdia, ainda quer restaurar a ordem, e por isso enviou o seu filho, Jesus (veja Efésios 1:10). Deus enviou Jesus como resposta para a desordem, para poder criar de novo um mundo obediente às ordens de Deus. O apóstolo Paulo diz "...se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Coríntios 5:17). Onde há trevas, Cristo diz: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida" (João 8:12). Em um mundo de caos, Cristo estabelece a ordem e a união pela sua igreja: "...há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos" (Efésios 4:4-6). Onde há vidas vazias, é Cristo que "...a tudo enche em todas as coisas" (Efésios 1:23).
É responsabilidade de cada pessoa reconhecer que Deus existe e o buscar. A revelação geral de Deus (isto é, o mero fato de ele existir, como é evidente pela criação) nos torna indesculpáveis se o rejeitarmos. Mas, para conseguirmos escapar do estrago feito pela nossa desobediência, é necessário muito mais do que apenas reconhecer que Deus existe. Paulo avisou: "Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos" (Atos 17:30-31). Jesus Cristo veio para fazer a nova obra criadora de Deus, nos corações e nas almas dos homens. Que busquemos a Deus em espírito e em verdade (João 4:23-24), nos arrependendo de nossa desobediência, o pecado, e obedecendo a ordem de Deus em Cristo, para que ele possa fazer de nós novas criaturas, segundo a vontade de Deus!

 Carl D. Ballard

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Acordo de Amizade Fiel

E Jônatas fez um acordo de amizade com Davi, pois se tornara o seu melhor amigo (1Samuel 18.3). E Jônatas fez Davi reafirmar seu juramento de amizade, pois era seu amigo leal.
Por que tantos sermões sobre Jonas, e tão poucos sobre Jônatas? São os intratáveis mais dignos de estudo do que os gentis e generosos? Este nobre príncipe teve como grande alegria promover os interesses do homem que iria ser escolhido no seu lugar. Havia algo lindíssimo em Jônatas, e isso apareceu em seu amor altruísta, magnânimo para com Davi.
Quanta beleza há no amor sem paralelos de Jesus para conosco, pobres pecadores!
I. GRANDE AMOR DESEJA SE ATAR COM AQUELE QUE É AMADO.
"Jônatas e Davi fizeram um contrato, porque ele o amou."
-O pacto foi feito não tanto por causa do amor mútuo, e sim porque Jônatas amava a Davi. "Sua amizade era, para mim, mais preciosa que o amor das mulheres" (2Sm 1.26).
1. Jesus se ligou a nós por liames de pacto. Ele assumiu cuidar de nós como nossa garantia no pacto da graça.
- Ele entrou em nossa natureza para representar-nos, assim tornando se o segundo Adão (1Co 15.47).
- Ele se comprometeu a remir-nos com o sacrifício de si próprio. "Ele me amou e se entregou por mim (Gl 2.20).
- Ele tomou-nos em união consigo mesmo. "Pois somos membros de seu corpo" (Ef 5.30).
- Ele vinculou nossas vidas futuras à dele próprio: "Sua vida está escondida em Cristo com Deus" (Cl 3.3). "Porque eu vivo, vocês também viverão" (Jo 14.19). "Pai, quero que os que me deste estejam comigo onde eu estou" (Jo 17.24) "O amor que tens por mim esteja neles, e eu neles esteja".
- Ele nos fez compartilhar em tudo que ele tem, trocando de vestes conosco, como nesta narrativa (1Sm 18.4).
- Ele não podia chegar mais perto de nós, ou o teria feito.
-Em todos esses atos pactuais ele prova seu perfeito amor.
2. Jesus desejava que fôssemos atados a ele por seus laços pactuais: portanto, Ele quer de nós:
- que nos submetamos ao poder salvador de seu amor.
- que o amemos pelo seu grande amor, assim como Davi amou a Jônatas.
-que admitamos que somos dele por escolha, por compra e por poder; e que façamos isso deliberada e solenemente, como homens que pactuam.
- que nos unamos ao povo dele; pois Ele os avalia como sendo ele próprio.
-que mostremos bondade para com todos os que são dele, por amor a ele, assim como Davi foi bondoso para com Mefibosete (2Sm 9).
-que cada vez mais unamos nossos interesses aos dele e descubramos nosso lucro em promover a honra dele (2Co 5.14-15). "Vida... firmemente segura como a dos que são protegidos pelo Senhor, o teu Deus" (1Sm 15.19). Que linda expressão! Contudo, tão verdadeira!
3. Se este é o desejo de nosso Senhor, não o cumpriremos?
- Que os elos sejam mútuos e indissolúveis (Ct 2.10).
- Que aceitemos as dádivas inestimáveis do Príncipe, e então nos entreguemos a ele sem reservas.
- Que o amemos assim como amamos a nós mesmos, porque ele nos amou mais do que a si mesmo (Mt 27.42). Que este seja um tempo de amar, uma estação de renovar nossos votos, um tempo de um maior fundir de si com Jesus. "Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gl 2.20).
II. GRANDE AMOR DESEJA RENOVADOS VOTOS DA PARTE DE SEU OBJETO.
"Jônatas fez com que Davi jurasse novamente."
- Não por egoísmo, mas por um ciúme sagrado. "O Senhor teu Deus é um Deus que tem ciúme." Ver também Cântico dos Cânticos 8.6.
- É o único retorno que o amor pode receber. Podemos amar Jesus, não podemos fazer mais que isso: "Amem o Senhor, todos vocês!" (Sl 31.23).
- É para maior benefício nosso. Atados aos chifres do altar, somos livres. Presos com solda a Cristo, somos abençoados.
- Somos tão frios que temos necessidade de renovar a chama do afeto com as brasas da carne de comunhão amorosa.
- Somos tão tentados e assaltados que quanto mais solene e mais freqüentemente renovamos nossos votos, melhor é para nós.
- Somos infelizes demais se atraídos a fugir: toda apostasia é uma infelicidade. Portanto, fiquemos atados firmemente ao nosso Senhor.
- Assim ele convida-nos a novos compromissos (Ct 8.8-9).
-Nossa primeira capitulação foi assistida com dedicação solene.
- Nosso batismo foi o sinal dado de sermos um com ele em sua morte, sepultamento e ressurreição (Rm 6.4).
-Nossas santas ceias devem ser renovações santificadas de nosso pacto:
"Que cada ato desta adoração hoje seja, como núpcias nossas contigo, ó Senhor, como a hora amada dos votos, na igreja onde aprendemos o compromisso do teu amor."
-Nossos restabelecimentos de doenças devem ser lembrados com louvor especial, e devemos pagar nossos votos na presença do povo de Deus (Sl 116.8, 14).
- Nossas condições da carne devem ser assistidas com devoção extra. Mudança, promoção, casamento, nascimento de crianças, morte de parentes etc. são ocasiões dignas de dedicação.
- Nossas ocasiões de reavivamento espiritual, quando estamos cheios de comunhão forte com o Senhor e seus santos na igreja, devem ser novas venturas.
-Venham e deixemos que se renovem nossos amores nesta boa hora.
- Fiquemos a sós e expressemos nossos desejos puros diante de nosso bem-amado, onde só ele pode nos ouvir.
- Pensemos em algum ato especial de devoção pelo qual possamos expressar nosso afeto e façamos isso de imediato. Não temos vaso de alabastro (Mt 26.7). Será que não podemos lavar os pés do Amado e beijá-los com afeto reverente?
JANELAS DE ÁGATA
Uma menininha estava brincando com a boneca no mesmo cômodo em que a mãe se ocupava de um trabalho literário. Quando ela terminou de escrever, disse:
- Você pode vir aqui agora, Alice, já fiz tudo que queria fazer nesta manhã.
A criança correu para a mãe, exclamando:
- Estou tão contente porque eu queria amá-la tanto.
- Mas pensei que você estivesse bem contente com sua bonequinha!
- Sim, mãe, eu estava, mas me canso de amá-la, porque ela não me pode amar de volta.
- E é por isso que você me ama, porque eu posso amá-la de volta?
- É, esse é um motivo, mas não é o primeiro nem o melhor.
- Qual é o primeiro e o melhor motivo?
- É porque você me amava quando eu era pequena demais para amar você de volta. Os olhos da mãe se encheram de lágrimas e ela falou bem baixinho:
- Nós o amamos porque ele nos amou primeiro.
Lorde Brooks apreciava tanto a amizade de sir Philip Sydney que mandou gravar em cima de seu túmulo somente isto: "Aqui jaz o amigo de sir Philip Sydney".
Cristo e o crente que o ama vivem como se tivessem uma só alma entre eles. Não é a distância entre a terra e o céu que pode separá-los. O amor verdadeiro descobrirá Cristo onde quer que esteja. Quando ele estava sobre a terra, aqueles que o amavam procuravam-no para estar em sua companhia, e agora que ele já foi ao céu, e está fora do alcance de nossa vista, aqueles que o amam estão freqüentemente fazendo subir seus corações até ele. E assim tornaram suas almas bem conhecidas e familiares com seu Salvador crucificado (1Co 2.2).
"Você me ama?" "Cuide dos meus cordeiros". Foi um ato de ternura da parte de nosso Senhor permitir que Pedro expressasse três vezes o seu amor, e que em todo o resto de sua vida exercitasse esse amor, dando-lhe trabalho para fazer. Jesus, o amigo, pergunta três vezes, e então lhe dá uma obrigação a cumprir. Pedro, por amor sincero, responde três vezes, e lhe presta serviço até o fim da vida. Amor é aparente em ambos os lados.
Os santos-os cristãos-é para se verem como sendo completamente do Senhor, em oposição a toda a competição. O Senhor não dividirá com rivais; se o escolherem, então estes precisam ficar para trás. A alma até chegar dentro do pacto está em desassossego, como abelha que vai de flor em flor, ou um pássaro de arbusto em arbusto, mas quando está casada com Cristo está estabelecida com ele, e quebra os vínculos com todos os demais.
Lembre-se de que o pacto em que vocês entraram é uma liga ofensiva e defensiva. Vocês deverão ter amigos em comum e inimigos em comum com o Senhor. O povo dele precisa ser seu povo, e os inimigos dele precisam ser seus inimigos.
Lembre-se de que seus ouvidos estão grudados às entradas das portas do Senhor, você abriu sua boca para o Senhor e não pode retroceder. Você deverá ser dele até o fim e sem interrupção. É uma prática louvável de santos repassarem o acordo outra vez, firmarem-se nele, selarem-no de novo, e sempre se verem como sendo do Senhor. Há uma disposição de retrocederem até nos melhores momentos, mas uma renovação de nossa aliança é um antídoto para esse veneno. Além do mais, aquele que realmente fez tal pacto já se doou a Cristo sem reserva, e tem colocado um papel em branco na mão do Senhor, dizendo, com Paulo, "Senhor, que queres que eu faça?" Isso agrada muito ao nosso Deus.


FONTE: Esboços Bíblicos de Gênesis a Apocalipse - volume 2

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O Crente e o Sacerdócio

Nos tempos do Antigo Testamento, as pessoas não se aproximavam de Deus diretamente. Um sacerdote agia como intermediário entre Deus e os seres humanos pecadores. Com a vitória de Cristo na cruz, tal padrão foi mudado. Agora podemos estar diretamente na presença de Deus, sem medo. (Hebreus 4:16)
E recebemos a responsabilidade de aproximar outras pessoas a Ele. (II Cor 5:18 a 21). Quando nos unimos a Cristo como membros do seu corpo, nos unimos a sua obra sacerdotal de reconciliar as pessoas com Deus. Fomos escolhidos por Deus e chamados para representá-lo as outras pessoas.
Lembre-se de que o maior privilégio do sacerdote era a intercessão e reconciliação do povo para com Deus. O livro de Êxodo nos fala como deve ser os sacerdotes.
Até a proclamação da lei, Moisés tinha sido o único meio de comunicação entre Deus e seu povo.
Como o mais manso de todos os homens (Números 12:3), Moisés demonstrou um caráter nobre.
Mas agora, com o estabelecimento e construção do tabernáculo era necessário ter um sacerdócio separado para mediar entre os pecadores e o Deus santo. (Hebreus 2:17; 5:1 a 3), para servir de elo entre o santo e o profano.
O pacto feito (Êxodo 19:5 e 6) com Israel fazia deles um “reino de sacerdotes”.
Arão e sua casa seriam oficialmente os representantes do povo. (Números 3:12; 8:17 e 18).
Só os que tivessem sido consagrados como sacerdotes podiam representar o povo, poderiam aproximar-se da sagrada presença do santuário.
O homem devia ir a Deus por meio de um sacrifício e estar perto de Deus pela intercessão.
Hoje, Jesus é o nosso sumo-sarcedote – Sacerdote Principal.
Através de sua morte os sacrifícios não são mais necessários.
Ele foi o maior intercessor diante de Deus, mas hoje somos a extensão de seu reino aqui na terra.
Hoje o sacerdócio fala de acesso a Deus, de levarmos outros a Deus. Fala de “Aproximai-vos”.
Quando pecamos temos o sangue de Jesus nos cobrindo e purificando.
“Se confessarmos os nossos pecados,Ele é fiel e justo.
Para nos perdoar os pecados.E nos purifica de toda injustiça!”
Podemos nos aproximar!
Temos um representante legal, um mediador e intercessor.
A vontade de Deus sempre foi que seus filhos fossem um “reino de sacerdotes” no mundo, revelando sua glória aos incrédulos.
No entanto, a fim de magnificar um Deus santo, era preciso, que seu povo fosse santo.
E foi por isso que no Velho Testamento entra em cena o sacerdócio de Arão.
Os sacerdotes (a família de Arão) e os levitas (as famílias de Coate, Gérson e Merari – filhos de Levi – Números 3 e 4), eles foram incumbidos de servir no tabernáculo e de representar o povo diante de Deus.
A função de sumo-sacerdote foi executada por Jesus, mas os sacerdotes continuam na terra.
Os sacerdotes deviam representar a Deus diante de todos ao ensinar a lei e ajuda-los a obedecer.
Levítico 10:8 a 11
Deuteronômio 33:10
Malaquias 2:7
Israel não viveu como um reino de sacerdotes.
A esperança de Deus está em sua Igreja hoje.
A liderança espiritual dos sacerdotes foi se deteriorando gradualmente, até que os sacerdotes chegaram a permitir que o povo adorasse a ídolos dentro do templo de Deus (Ezequiel 8).
O Senhor castigou seu povo ao permitir que os babilônios destruíssem Jerusalém e o templo levando milhares de Judeus para o exílio.
Por que isso aconteceu?
Por causa do pecado dos seus profetas e da maldade dos seus sacerdotes que se derramou no meio dela o sangue dos justos (Lamentações 4:13)
Hoje, Deus quer que a Igreja ministre a este mundo como um “sacerdócio santo” e um “sacerdócio real”.
Se o povo de Deus for fiel a seu ministério sacerdotal, então: proclamará as virtudes daquele que o chamou das trevas para a sua luz. (I Pedro 2:9)
Ao estudarmos o sacerdócio do Antigo Testamento, podemos ver paralelos significativos entre os sacerdotes israelitas do passado e o ministério do sacerdócio santo da igreja de nosso tempo.
1.Os sacerdotes são escolhidos para servir a Deus (Êxodo 28:1, 3, 41; 29:1, 44).
As palavras do Senhor *para que ministre* aparecem 5 vezes nesses dois últimos capítulos e também em Ex 30:30; 40: 13 e 15 e Levítico 7: 35.
Por certo os sacerdotes ministravam ao povo, mas seu primeiro dever era ministrar ao Senhor e agrada-lo.
Se eles se esquecessem de sua obrigação para com o Senhor não tardariam para que começassem a menosprezar suas responsabilidades para com o povo, e a Nação estaria em decadência espiritual. (Ml 1:6 e 2: 9)
Como povo de Deus nos dias de hoje devemos nos lembrar de que nosso primeiro dever é agradar e servir a Deus.
Se fizermos isso, ele trabalhará em nós e por nosso intermédio para realizar a sua obra neste mundo,
Quando Jesus restaurou Pedro a condição de discípulo, não perguntou: - Você ama seu ministério? Nem mesmo – Você ama as pessoas?
A pergunta que repetiu foi: Amas-me? (Jo 21: 17)
Todo ministério flui desse relacionamento.
Uma parte dessa incumbência de agradar a Deus era usar as vestes sacerdotais.
O sumo sacerdote, os sacerdotes e os levitas não podiam se vestir como bem entendesse quando ministravam no tabernáculo.
Tinham de usar as roupas que Deus havia planejado para eles.
Havia pelo menos 4 razões para Deus ter providenciado estas vestes.
1.Davam ao sacerdote dignidade e glória(Ex 28:2)
2.Distinguiam-os do resto do povo, como um uniforme identifica um soldado ou uma enfermeira.
3.Revelavam verdades espirituais relacionadas ao seu ministério e ao nosso ministério hoje em dia.
4.Se os sacerdotes não usassem suas vestes especiais correriam risco de vida (v.35 e 43)
2.Os sacerdotes são escolhidos para servir ao povo (Êx. 28:6 a 30; 39:2 a 21).
Ao servir a Deus e ao povo o sumo-sacerdote usava sete peças de roupas.
Calções( 42, 43)
Túnica branca (39; 39:27; Lev 8:6,7)
Por cima desta uma sobrepeliz azul com campainhas e romãs na orla (Ex 28:31 a 35;39:22 a 26,)
Estola sacerdotal, uma veste sem mangas, feitas de ouro, estofo azul, púrpura e carmesim e presas por ombreiras incrustadas de jóias(Ex 28:6 a 8; 39:1-5; Lev 8:7)
Um cinto (Ex 28:8)
Um peitoral com jóias, colocadas por cima do sobrepeliz com correntes de ouro presas as ombreiras (9-30; 39:8 a 21)
Um turbante de linha branca (“mitra”; Ex 28:39)com uma lamina de ouro em que estava escrito :”santidade ao Senhor”.(36)
A ESTOLA E O CINTO (28:6 a 14; 39:2 a 7)
O termo estola vem de uma palavra hebraica usado para uma veste simples de linha, sem mangas e de cumprimento até os calcanhares , normalmente anunciado ao serviço religioso(I Sam 2:18 e II Sam 6:14)
A estola do sumo sacerdote e seu cinto eram feitos de linha branca ricamente bordado com estofo azul, púrpura e fios carmesim.
A estola era composta de duas partes, a da frente e a de trás unindo a altura do ombro por ombreiras de ouro e na cintura por um belo cinto.
O aspecto mais importante desta estola não era os tecidos nem as cores, mas sim o fato de cada ombreira ter os seis nomes das tribos de Israel com sua ordem de nascimento gravado em uma pedra de ônix.
Sempre que o sumo sacerdote usava suas vestes especiais para estar perante o Senhor, levava o povo consigo sobre seus ombros.
Alem disto, essas duas pedras de ônix lembravam-no de dois fatos importantes
1º As tribos de Israel eram preciosas aos olhos de Deus.
2º Ele não estava no tabernáculo para mostrar suas belas vestes, nem para exaltar sua posição especial, mas para representar o povo diante de Deus, e leva-lo sobre seus ombros.
Ele não havia sido chamado para servir a si mesmo, mas para servir ao povo.
A fim de que a Igreja seja fiel como sacerdócio santo, os cristãos devem servir a Cristo ao servir uns aos outros e também ao mundo perdido: Jesus disse: “Pois no meio de vós eu sou como quem serve”. E é o exemplo que devemos seguir(Jo 13:12 a 17).
No ambiente de profunda espiritualidade do tabernáculo, seria fácil o sacerdote se esquecer do povo do lado de fora, sendo que muitas pessoas daquelas tinham fardos e problemas e precisavam de ajuda de Deus.
Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros (Fil 2:4).
O peitoral (28:15 – 30; 39:8 a 21).
O peitoral era um pedaço de tecido quadrado e duplo, ricamente bordado, com um palmo de cumprimento e um palmo de largura.
Ficava Sobre o peito do sacerdote, pendurado por duas correntes de ouro ligadas as ombreiras.
No peitoral havia 12 belas jóias dispostas em 4 fileiras –uma pedra preciosa para cada tribo de Israel.
É provável que as pedras se encontrassem dispostas de acordo com a ordem das tribos quando marchavam (Ex 28:21; Num 10).
Assim, o sumo sacerdote não carregava apenas o povo nos seus ombros, mas também junto á seu coração.
Se não há amor sincero em nossos corações, não teremos qualquer preocupação com as necessidades do outros e não poderemos ajudá-los.
“Filinhos, não amemos de palavras, nem de língua, mas de fato e de verdade”. (I João 3:18)
Como servos de Deus, devemos ser capazes de dizer honestamente ao povo que servimos: “Vos trago no coração”. (Fil 1:7)
A variedade de pedras no peitoral sugere a variedade de pessoas na igreja e no mundo, todas elas são preciosas para Deus.
Cada uma das tribos tinha sua própria visão de mundo e personalidade distribuída, não havia duas iguais.
Algumas estavam sempre prontas para guerrear, enquanto outras ficavam em casa (Jz 5:13 a 18),
Era fácil trabalhar com algumas delas, enquanto outras gostavam de discutir e ser importantes (Jz 8).
No entanto o Senhor amava todas elas e o sumo sacerdote ministrava a todas elas.
Dentro do peitoral dobrado ficavam o * Urim e Tumin*, *Luzes e Perfeições*, que o sacerdote usava para determinar a vontade de Deus para a Nação. (EX 28:30; Num 27: 21; I Sam 30: 7 e 8).
Não sabemos exatamente como faziam, mas cabia aos sacerdotes realizar esta tarefa (Deut. 33: 8; Ed 2: 63; Ne 7: 65).
Alguns acreditavam que se tratava de uma pequena bolsa com duas pedras, uma preta e uma branca e que a pedra que o sacertote tirasse de dentro da bolsa indicava a vontade de Deus.
Ou talvez, fossem pedras preciosas que brilhavam de modo especial para indicar a direção do Senhor.
3.Os sacerdotes devem servir no temor do Senhor (Êx. 28:31 a 43; 39:22 a 31).
4. Os sacerdotes devem ser consagrados a Deus (Êx. 29:1 a 37; 30:11 a 33).
5.Os sacerdotes devem ministrar diariamente (Êx. 29:39 a 46).
Deus quer seus sacerdotes puros (Êxodo 30:17 a 21; 38:8).
No átrio do Tabernáculo havia uma bacia onde os sacerdotes deviam parar constantemente para se lavar.
Dentro da bacia havia água limpa e ela era reabastecida ao longo do dia.
A água, nas Escrituras, para beber é uma imagem do Espírito Santo de Deus (Jô 7:37 a 39), enquanto a água para lavar é uma imagem da Palavra de Deus (Salmos 119:9; João 15:3; Efésios 5:25 a 27).
Portanto, a bacia, tipifica a Palavra de Deus que purifica a mente e o coração daqueles que a recebem e obedecem (João 17:17).
Essa bacia era feita com os espelhos de bronze das mulheres israelitas (Êxodo 38:8) e a palavra de Deus é comparado a um espelho (Tiago 1:22 a 26; II Coríntios 3:18).
A lavagem de água pela palavra nos restaura.
O lavar-se na bacia é uma necessidade. Manter-se puro é uma questão de vida ou morte. (II Coríntios 7:1).


Pra. Regina - IEQ

A Fornicação

Os desejos sexuais não devem ser objeto de ódio ou de vergonha. Podemos, e devemos, celebrá-los como um dom precioso. Deus é o autor deles (Gênesis 1:27; 2:22-24) e os declarou bons (Gênesis 1:31). O nosso Criador projetou o sexo não apenas para aumento do prazer físico e do bem-estar dos cônjuges no casamento, mas também para facilitar a expressão de seu carinhoso compromisso. Se o sexo, feito na intimidade do casamento, pode ser puro e santo (veja Hebreus 13:4; Romanos 13:1), não devemos imaginar que o nosso desenvolvimento espiritual seja mais bem atendido se negarmos a importância dos atos físicos do amor. O apóstolo Paulo admoesta sem rodeios aos casais:
"Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência" (1 Coríntios 7:5).
Lamentavelmente, todas as boas dádivas de Deus para o homem, dentre as quais o sexo, foram tristemente corrompidas. As intimidades sexuais, tão proveitosas dentro da estrutura protetora do amor e do compromisso do casamento, podem voltar-se contra o homem de modo destrutivo, quando este permite que elas ultrapassem seus verdadeiros limites. O Espírito Santo tem o hábito de falar desse "sexo solto" como "fornicação". O termo em geral identifica toda perversão da capacidade sexual humana em intercurso ilícito, de natureza heterossexual, homossexual ou bestial. O adultério, o sexo antes do casamento, o incesto, a sodomia, o lesbianismo, etc. não passam de formas específicas de fornicação.
Ao contrário da opinião equivocada de alguns, a fornicação não tém a distinção de ser o primeiro nem o maior pecado. O orgulho maligno chega muito mais perto dessa desonra. No entanto, o preço que a fornicação tem exigido do homem, no que diz respeito à solidão, à infelicidade e à angústia, é tão desanimador que mal podemos imaginar suas conseqüências.
Quem pode descrever com a devida propriedade a degradação terrivelmente dolorosa da concubina levita que morreu ao segurar à porta do hóspede de seu marido, em Gibeá, após ter sido estuprada e abusada pelos homens da cidade de noite até a manhã (Juízes 19). Quem pode contar os lares desintegrados e os filhos abandonados, ou medir a dor e as cicatrizes profundas que brotam desses "casos" impensados em nossos dias? E quem pode imaginar completamente os efeitos devastadores do abuso incestuoso de crianças em nossos dias? A culpa e a autodiscriminação impiedosamente dominam a mente e destroem a paz e a alegria. A angústia do que comete o erro e da vítima bradam lamentavelmente.
Paulo não apenas considera a fornicação um daqueles atos "manifestos" da carne, mas também o põe no topo da lista "carnal" de Gálatas 5:19-21 e raramente escreve a seus irmãos de várias regiões do mundo sem alguma admoestação especial para que a evitem (veja Romanos 13:13; Efésios 3:3-4; Colossenses 3:5; 1 Tessalonicenses 4:3). Ele insistiu com os coríntios para que "fugissem da fornicação", explicando que
"qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo" (1 Coríntios 6:18).
As intimidades sexuais fora do compromisso de amor do casamento contradizem ao propósito para o qual o corpo foi criado. Por serem contra a natureza, não podem deixar de ter conseqüências prejudiciais sobre o homem em geral.
Na raiz desse mau uso destruidor do sexo reside a alienação do homem em relação a Deus. Desesperadamente só, o homem busca compensar a sua perda numa busca desesperada por amor e aceitação. O desejo sexual, agora desprovido de amor puro, torna-se uma cobiça impessoal, egoísta. Assim, aquilo que Deus determinou ser um servo a manifestar o amor, torna-se um tirano que o suprime. E o corpo padece da desonra enquanto isso se dá (Romanos 1:24). Mas tenha esperança, meu amigo, há saída para os fornicadores!
A vitória sobre a fornicação (mesmo a do tipo homossexual) ocorre sobretudo no coração e na mente. Aí se deve lutar e vencer. A luta começa com uma profunda aceitação da responsabilidade pessoal (veja Romanos 1:21-26; 1 Coríntios 5), com um arrependimento genuíno (2 Coríntios 7:9) e com uma determinação sincera de deixar o sexo pervertido e todas as formas de perversidade e se agarrar em Deus (Atos 2:38; 17:30).
Somente com a plena reconciliação com Deus, podemos ter esperança de banir a solidão da alienação e quebrar o encanto do sexo endeusado (2 Coríntios 5:20; 1 Coríntios 6:9-11). Com o amor e a reverência cada vez maiores por Deus, devemos lançar-nos completamente sobre a graça de Deus. Paulo afirma:
"Andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne" (Gálatas 5:16).
Não há promessa de triunfo sobre a fornicação se for esse exclusivamente o nosso objetivo. Essa vitória é obtida no coração disposto a realizar toda a vontade de Deus. Aí aprendemos o amor que recebe o prazer sexual com gratidão, mas não o venera.

Autores Diversos

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Caça contra homens e mulheres

Observo que, alguns assuntos são mais relevantes na vida de algumas pessoas e menos na vida de outras. Um dos assuntos que particularmente nunca me atraiu para debates foi o da homossexualidade, por que sempre tive minhas convicções sobre o assunto - (1) Deus abomina o homossexualismo e classifica essa prática como pecado – (2) Deus ama cada ser humano, e, é poderoso para corrigir qualquer desvio de caráter ou personalidade – (3) Homossexualismo pode ser resultado de diversos fenômenos (desde juízo divino, abusos ou indução na infância, opressão espiritual, opção pessoal iníqua, ou deformação progressiva da moral e do caráter), de modo que, cada caso precisa ser tratado com distinção e idoneidade, (4) Ninguém tem o direito de agredir o seu semelhante por suas opções ou opiniões. De modo que, tendo minha opinião formada e não abrindo mão dela, o que passasse disso seria debates e desgastes de ambos os lados (observe que Jesus não debateu sobre a homossexualidade, por que para Deus este é um assunto encerrado, "Deus criou macho e femea)." Mas compreendo que esse assunto tem suas complexidades, e por isso precisa ser tratado com seriedade e sabedoria.
Porém, nesses últimos dias estou me sentindo agredido e preciso manifestar a minha repulsa. Gradativamente tenho observado que da mesma forma que a homofobia (agressão aos homossexuais) é um fato em nossa sociedade, a HETEROFOBIA (agressão aos heterossexuais) vem sendo difundida e protegida debaixo da bandeira dos direitos do homossexualismo. Isto é sério, por que a mídia, a sociedade, os políticos e as instituições de direito estão cada vez mais influenciados pela onda da homofobia e não estão percebendo que existe uma conspiração sistematizada que banaliza e vilipendia a heterossexualidade. Se as coisas continuarem na velocidade que estão, não tenho duvida que, em breve na sociedade pós-moderna todo heterossexual será sinônimo de um ser cafona, ridículo e descontextualizado, enquanto que, o homossexual será ícone de contextualização moderna. E assim, regrediremos a Sodoma e Gomorra, onde o heterossexual era um ser diferente e excluído, e o homossexual era um ser moderno e contextualizado.
Da mesma maneira que, os homossexuais dizem se sentirem ofendidos em algumas circunstancias, eu pessoalmente como heterossexual sinto-me ofendido e perseguido, quando me deparo com:
(1) Artistas promovendo a homossexualidade e banalizando a heterossexualidade.
(2) Homossexuais afirmando que todo homem é gay, em canais aberto de televisão.
(3) Políticos aprovando a distribuição de kits gays nas escolas, onde estimulam crianças de 7 a 8 anos a optarem pelo homossexualismo.
(4) Novelas promovendo a homossexualidade com 7 personagens e banalizando a masculinidade.
(5) Reality Show ovacionando o homossexualismo aberto.
(6) Cidadãos de direito sendo processados e culpados por manifestarem suas opiniões sobre a homossexualidade, uma vez que, vivemos em um país livre e democrático.
(7) Declarações como de Elton John, que afirmou – “Acho que Jesus tinha compaixão, era um homem gay superinteligente, que entendeu os problemas da humanidade”.
Estas são algumas faces da HETEROFOBIA, que vão dando sinal de que a perseguição aos heterossexuais está apenas começando. Como cidadão de direito não posso e não vou tolerar o escrachamento publico da heterossexualidade e a promoção absurda da homossexualidade com o dinheiro de impostos que eu pago.
O esquema está montado. A institucionalização de Sodoma e Gomorra tem sido o principal assunto nos banquetes de políticos, intelectuais e representantes da sociedade pós-moderna. Porém, é bom lembrar que a história encerra os últimos capítulos de Sodoma e Gomorra com extremo Juízo e absoluta Destruição.
Mas uma vez, estamos diante de uma das mais belas e fundamentais máximas das escrituras Sagradas: “Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve”. Mal 3.18

O Cristão e a Formiga

“Vai ter com a Formiga ó Preguiçoso”. ( Pv. 6.6)
Estamos acostumados a ficarmos impressionados com a criação de Deus. Quem já não teve o desejo de ir num zoológico para ver vários animais que não estamos habituados a vermos no nosso dia a dia como a “girafa, o elefante, o tigre branco, o urso, o leão, o macaco etc.
A Primeira vez que fui num zoológico quando criança, fiquei impressionados com aqueles animais, com as descobertas de animais que eu nunca tinha visto e que agora o guia nos explicava sua origem, alimentação, duração de vida etc. Nunca esqueci aquela viagem ao zoológico. Quando de volta a minha cidade pude me gabar com os meu amigos dos animais que eu vi e que eles nunca tinham visto 'coisa de criaça"...
Mesmo na ficção ficamos eletrizados em assistirmos Juracy Parck “ O parque dos Dinossauros”, ou “O Ataque dos Tubarões”. Por outro lado tem bichos e animais que não chamam muito a nossa atenção e nem devotamos dedicação por serem tão comuns para nós.
Uma dessas criações de Deus é a formiga. Vimos elas andando em fila pela nossa casa e o máximo que fizemos é tirar ela do nosso caminho ou acompanhar nostalgicamente o seu percurso estranho. Jamais alguém vai num zoológico ver formiga ou comprar um casal de formiga doméstica, não existe pet shop pra formiga e nem roupinhas decorativas. Há não ser a brincadeira infantil que diz: O que é um ponto azul no meio da grama? Resposta: “Uma formiga vestida de calça jeans".
Porém a Bíblia a Palavra de Deus, nos chama a atenção para olharmos para a formiga, para a sua atitude, determinação, foco, habilidade, perseverança e trabalho.
O escritor de provérbios que foi Salomão era um observador nato da criação de Deus e ele inspirado por Deus escreveu: “ Vai Ter com a Formiga ó Preguiçoso”.
Este versículo é uma reflexão ao trabalho em todos os seus níveis. O próprio Deus estabeleceu o trabalho e disse para o homem: “Do suor do seu trabalho Comerás”.
Quando vimos a história humana percebemos que ela foi construída e erguida pelos trabalhadores. Vimos Cidades, Nações, Torres, Pontes, Casas, Templos, Estradas etc sendo erguidas pela força do trabalho humano e pela disposição.
Já o preguiçoso nada faz, nada constrói, nada acrescenta, ele vê a vida passar como bolhas de sabão passa ano e entra ano e a vida é a mesma.. Salomão faz um contraste entre a pequena formiga e o preguiçoso. Preguiçoso - Preguiça do latin Pigrita significa “lentidão, Propensão para não trabalhar, devagar quase parando, ociosidade.”
A formiga mesmo pequena e sem nenhuma força “uma pesada de uma criança ela já morre”é um grande exemplo de garra, de trabalho, de fervor, de paciência, dedicação, perseverança e visão futurística, pois ela sabe que seu trabalho no verão garantirá um inverno farto e abundante.
Vimos essas adoráveis formigas andando pelos nossos quintais e casas carregando mantimento e todas focadas num só propósito: O Bem Estar Da Comunidade em que ela vive e convive.
Uma das orações mais comoventes da Bíblia saiu dos lábios de Jesus Cristo e esta registrado no livro de Mateus 9.37-38 Ele diz:
“A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara”.
Assim como a formiga que trabalha em prol do seu reino, assim Deus nos chama para trabalharmos em prol de uma causa santa que é o Reino de Deus.
Os filhos das trevas estão trabalhando como formiga para disseminar o mal entre os homens. Deus nos chama para sairmos da nossa preguiça e comodismo espiritual e testemunhar para o mundo.
Jesus Cristo disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também ( Jo. 5.17).
Jesus Cristo como um modelo de formiga trabalhadora e não como um débil preguiçoso realizou a obra de Deus com fervor, zelo e dedicação.
Jesus andou de cidade em cidade a pé falando do amor de Deus, da Galiléia ate a Judéia ajudando pessoas. Ele curou, ressuscitou mortos, pregou, dormiu no relento, levantou o caído e introduziu sonhos nos desmotivados da vida.
Ele é um modelo de alguém que trabalhou em prol das pessoas e não comeu o pão da preguiça, da frieza e da lentidão.
A igreja primitiva de Atos dos Apóstolos também como formiga saiu da sua toca e foi um exemplo de trabalho de levar o evangelho de Deus para o mundo. Os discípulos trabalharam e muitos foram mortos como muitas formigas, muitos foram martirizados como Paulo e Pedro mais eles foram fiéis. Paulo mesmo disse:
"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão". (I Cor.15.58)
O escritor de Provérbios esta certo em dizer que somos sábios em perceber que a formiga tão pequena, tão discreta é um gigante em modelo para nós.
Muitos hoje em dia não se envolvem mais na obra do Senhor. Não colocam seus dons talentos, força e energia em prol do Reino. Não colocam mais a Mao no arado de Cristo. Muitos estão na sonolência espiritual e vivem num triangulo de casa-trabalho e igreja. Mais Deus quer mais de nós Ele deseja que façamos algo na sua obra.
Varias parábolas de Jesus Cristo mostra que Deus esta convocando trabalhadores para realizar a sua vontade (Mt.20.1). Mais muitos acham que hoje na igreja quem tem que fazer tudo são os lideres, são uns poucos somente.
Alguns dizem que esses lideres como formiga tem que nos alimentar enquanto nós ficamos somente no banco da igreja assistindo tudo e depois vamos embora.
Vários crentes vivem sem foco, sem metas, sem sonhos, sem objetivos. Eles vivem somente para eles e não para o Reino de Deus e para o serviço do próximo. Muitos hoje vivem sob o pendão da falta de compromisso. Eles são:
1) Preguiçosos para Orar
2) Preguiçosos para evangelizar
3) Preguiçosos para visitar o irmãos
4) Preguiçosos para contribuir com a vida e com o dinheiro
5) Preguiçosos para ler a Bíblia
6) Preguiçosos para colocar seus dons na presença de Deus etc.
Muitos hoje querem somente receber mais melhor graça e Dar do que Receber diz a Bíblia. Quem sabe Deus esta chamando você para um novo compromisso com ele de promover em deus varios desdobramentos o Reino de Deus e sua santa vontade no mundo.
Quando Paulo chegou na ilha de Malta como náufrago os moradores ajudaram ele. Malta na língua fenícia significa refúgio. Os moradores da ilha fizeram uma fogueira para aquecer Paulo e os náufragos do barco.
Num dado momento quando o fogo estava apagando Paulo se levantou e trouxe mais gravetos para acender a fogueira. Ele não esperou a fogueira apagar, mais como um trabalhador de Deus ele acendeu mais e mais o fogo. ( Atos 28.1-6). O teólogo F.F. Bruce disse que Paulo não era somente um homem de letras ele também era um homem de ação.
Todavia quando queremos trabalhar para o Senhor os intepéries sempre vão se levantar em seus vários formatos. Paulo foi picado por uma víbora mais ele não foi atingido por ela por que Deus estava com ele. Assim somos nós que trabalhamos para o Senhor devemos sempre apanharmos os gravetos para acendermos o fogo do Espírito Santo no nosso meio ( I Tes.5.19).
Devemos trabalhar para o Senhor e glorificar seu nome em tudo ( I Cor. 10.31). A preguiça espiritual arruína a vida de qualquer jovem. Na idade média um dos sete pecados capitais era a preguiça.
A preguiça rouba nossos sonhos, nossa espiritualidade, nossa alegria, nossa certeza e convicção, nossa amizade, nossa comunhão.
Provérbios mesmo diz que o preguiçoso morre desejando, por que suas mãos recusam a trabalhar ( Prov.21.25). Provérbio afirma que a preguiça faz cair em profundo sono e o ocioso vem a padecer de fome (Prov.19.15.) E Afirma dizendo também: “Pela muita preguiça desaba o teto e pela frouxidão das mãos goteja a casa” (Prov.10.18). Quantas pessoas desabam espiritualmente por que não são como formigas na fé e sim como preguiçosos débeis.
E por fim Provérbios reafirma que o preguiçoso não assa a sua caça (12.27). Isso mostra que ele não completa o seu serviço. Ele começa mais não tem animo para ir ate o fim. Ele é diferente da formiga que mesmo tendo obstáculos e dificuldades não desiste, não desanima, continua e persevera em prol da causa maior.
Ele até deseja, tem sonhos, se programa, diz que vai mais na hora H ele é tragado pela falta de objetivos e foco. ( 13.4). Salomão esta certo temos que aprender com a formiga e trabalhar com diligencia para o Senhor que trabalha sempre por nós.

Pastor Carlos Augusto Lopes