quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Casamento no Senhor

A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor. (1 Coríntios 7:39).
O ambiente cultural da cidade de Corintos era sexualmente permissivo. Os prazeres da carne eram de tal maneira importantes, que eles passaram a ser parte da liturgia pagã dos templos. Ao colocar Cristo na discussão da sexualidade – “no Senhor” – Paulo revoluciona a teologia mundana sobre o sexo: “… Se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor”.
O conceito de “agradar ao Senhor” já havia sido focalizado, no verso 32. E, mais adiante, no capítulo 10, verso 31, o conceito é ampliado. “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo peça a glória de Deus”. Todos esses raciocínios fazem parte da atitude “no Senhor”.
Resumindo. Casar “no Senhor” é unir-se a alguém com a convicção de que tal casamento “agrada ao Senhor”. Em outras palavras, “Deus é amor” e que buscar agradar ao Senhor produz uma vida saudável e feliz? Meu casamento será “no Senhor” se ele permitir a mim e ao cônjuge nosso aprofundamento espiritual e físico. Meu casamento será “no Senhor” se ele produzir bênçãos para meus familiares, meus amigos e conhecidos. Meu casamento será “no Senhor” se ele não escandalizar o nome do Evangelho e a missão da minha igreja. É por tudo isso que o meu casamento tem que depender da graça e do poder do Senhor. Vale a pena casar, desde que seja “no Senhor”.

Pr. Olavo Feijó

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Liberdade aos cativos

“Sara-me, Senhor, e sararei; salva-me, e serei salvo, porque tu és o meu louvor” Jr 17:14
A palavra sara neste versículo é derivada de yashua que traduz: Resgatar, livrar. È a descrição em uma só palavra, da resposta de Deus às necessidades humanas. Ele escolheu uma forma desse verbo para dar nome a Seu filho Yeshua, que significa: Ele salvará. Em Mateus 1:21, está escrito: “E dará a luz um filho e chamará o seu nome Yeshua, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados. Ou seja: Yeshua veio para resgatar, salvar, abrir totalmente as portas do cativeiro! “ Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens” Ef. 4:8.
Cativeiro é lugar de tormento, onde há privação de liberdade. Ninguém deseja estar nessas condições e geralmente só se chega a esse estado sob pressão, pena. Nas cadeias do Brasil, nesse exato momento existem celas superlotadas, onde homens estão entregues as mais terríveis condições de vida: dormindo em pé, ou no chão frio, sem identidade ou vontade, representam números nos relatórios policiais, nas estatísticas sobre violência. Têm nome, família, quem sabe, sonhos, mas estão impossibilitados de viver dignamente por causa das escolhas que fizeram. O cativeiro terreno é resultado do espiritual.
“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim, contra os principados, contra as
potestades, contra os príncipes das trevas desse século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” Ef 6:12.
Uma batalha espiritual disputa cada sopro de vida sob a face da terra. Não temos a capacidade de visualizar anjos e demônios ao redor e derredor dos homens, mas a Bíblia diz que é nesse campo de batalha que vivemos. O cativeiro espiritual é formado quando nos entregamos ao serviço do mal, vence o inferno e como recompensa, este servo é mantido refém do senhor carrasco que se regozija com o sofrimento e a infelicidade do prisioneiro. O reino das trevas é a tradução da destruição: “venha ao meu reino e te darei os meus grilhões”. Tal qual a prisão terrena, a espiritual corrompe a identidade.
Isaías 44:22 Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi.
Tornar para Deus é reconhecer que precisa de Sua presença para vencer o cativeiro. É a metanóia que no grego significa: Mudar de direção, arrepender-se, volta-se. É quando a identidade é resgatada e o prisioneiro ganha liberdade. Tudo se torna novo, é como alguém que vivia em uma cela suja, fria e escura recebendo liberdade. Os imensos portões de ferro são abertos e o réu é absorvido, saindo alegremente de novas vestes rumo à luz do dia.
Esse é o Reino do Yeshua Messiah, para isso Ele foi enviado: libertar os cativos. Ele é a bondade, o perdão, Aquele que anseia pelo arrependimento do prisioneiro e o aguarda de braços abertos para conduzi-lo no novo caminho. Esse é o Reino da vida que esconde tesouros e enche de felicidade o liberto.
"Se, pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" Jo 8:36.

Fonte:Biblia de Estudo Plenitude

domingo, 30 de janeiro de 2011

Jesus, nosso Sumo Sacerdote

"...e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência, e lavado o corpo com água pura" (Hebreus 10:21-22).
O elemento essencial de todo sumo sacerdote é que, além de ser chamado por Deus, ele precisa ter algo para oferecer como sacrifício (Hebreus 5:4; 8:3). Isto era verdadeiro quanto aos descendentes de Arão, que eram sumos sacerdotes sob a lei de Moisés, e é verdadeiro de nosso sumo sacerdote: Jesus Cristo.
A diferença entre estes dois sacerdotes é impressionante. Os sumos sacerdotes, sob a lei, tinham somente o sacrifício de sangue de animais para oferecer. Isto, temos certeza, não pode retirar o pecado (Hebreus 10:1-4). Nosso sumo sacerdote, Jesus, que passou através dos céus, ofereceu a si mesmo como sacrifício, um oferecimento que limpa a consciência das obras mortas do pecado (Hebreus 9:14,15,24,25).
Jesus, como nosso sumo sacerdote, é descrito tanto como advogado como intercessor. Ele sempre vive, o escritor de Hebreus diz, para fazer intercessão por nós, uma intercessão à mão direita de Deus, que inclui mais do que perdão pelos pecados (Hebreus 7:25; 4:14-16). Ele está ali para interceder de qualquer modo que precisemos: dando-nos força para superar a tentação, conforto em tempos de sofrimento ou privação, ajuda quando enfrentamos enfermidades corporais, e sabedoria quando somos desafiados a tomar duras decisões.
Ele, como intercessor, também é advogado (1 João 2:1). Um advogado, de acordo com a palavra na história grega, era em essência um legista, um ajudante que os réus literalmente levavam ao tribunal para que ficassem ao seu lado e defendessem o seu caso. O Espírito Santo foi um advogado (traduzido como "Consolador" em João 14:15-16) que os apóstolos tiveram com eles para guiá-los em toda a verdade.
Como nosso advogado, Jesus fica, não somente ao lado de Deus no tribunal celeste, mas fica ali em favor de seus discípulos. Ele entende nossas fraquezas, nossas frustrações, nossas ansiedades, nossas angústias; e ali está para ouvir e defender nosso caso diante de Deus. Junto ao trono de Deus estão a "misericórdia" e a "graça" para nos ajudar nos tempos da necessidade, e Jesus lá está para simpatizar-se conosco e fazer nosso apelo a Deus (Hebreus 4:14-16).
Lembremo-nos, portanto, de não desanimar, mas orar sempre quando temos necessidade de Deus (Lucas 18:1). Deus nos ama, sabe o que é melhor para nós, e tem poder para no-lo dar. Certifique-se de pedir-lhe, mas lembre-se também de agradecer através de Jesus, nosso intercessor e advogado.

 L. A. Stauffer

sábado, 29 de janeiro de 2011

Jesus Cristo, o Advogado dos Pecadores

"Não há melhor advogado, não há melhor defensor, não existe outro, ninguém jamais possuiu ou possuirá suas qualidades..."
“Filhinhos meus, estas cousas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo”. (Bíblia Sagrada, I João 2:1).
Olhando para a Bíblia Sagrada, em cotejo com a função do operador da justiça chamado profissionalmente de advogado, ponho-me a meditar, e quem sabe possamos fazê-lo juntos.
Somos tendentes ao pecado, herdeiros de uma natureza que procura levar-nos à práticas pecaminosas. E por mais que procuremos evitar, por mais que procuremos manter nossa integridade espiritual, por mais que procuremos evitar o pecado, cometemos deslizes, cometemos falhas, caímos em fraquezas e pecamos.
O que fazermos quando isto acontece? Qual a melhor atitude? Será que Deus pode me perdoar a todo instante? Há alguém que se importe comigo? Há alguém que me represente, que me defenda, que interceda por mim?
O texto da Bíblia Sagrada acima esposado deixa claro que sim. Há sim alguém que intercede por mim. Há sim alguém que me representa diante de Deus. Tenho um advogado. Segundo o texto bíblico registrado na carta do apóstolo Paulo à Timóteo, primeira carta, capítulo 2, versículo 5, encontramos mais uma vez esta pessoa intercessora, este mediador, este advogado: “Porquanto há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.”
Por mais que em algum momento procuremos encaixar entre nós e Deus outros mediadores, outras formas de termos nossos pecados perdoados, outras formas de obtenção do perdão divinal, a Bíblia é clara, não há outro mediador, não há outro advogado, não há outra forma. É somente por Ele, somente através d’Ele, Jesus Cristo.
Sabendo que não há outro, resta-me ainda saber se posso confiar em meu advogado, preciso saber quais as qualidades que fazem deste meu advogado o único, porquê devo confiar n’Ele?
Um bom advogado deve no mínimo conhecer da Lei. Será que meu advogado junto a Deus conhece da Lei? Regozijo em saber que meu advogado, nosso advogado, não só conhece da Lei, não estudou a Lei, mas sua palavra é a própria Lei, a Lei imutável, como diriam os romanos a lex aeterna scripta in hominis corde.
Ele mesmo confirma que sua palavra é a Lei quando diz que tudo pode passar, tudo pode se modificar, tudo pode se alterar, pode passar céus e terra, mas suas palavras permanecem para sempre (Mateus 24:35). É a verdadeira Lei, a Lei verdadeiramente justa, a Lei eterna, a Lei imutável, inalterável.
Nosso advogado, como filho do próprio Deus, como portador das mesmas características do Pai, é o mesmo que apresenta-se como aquele que nada deixa faltar, a nós seus clientes, que nos provê de alimento, que refrigera nossa alma, que nos guia por caminhos tranqüilos. (Salmo 23)
Nosso advogado, é aquele sob cujos cuidados podemos descansar, é nosso refúgio e fortaleza, nos socorre nos momentos de angústia, nos protege a ponto de mil serem feridos ao nosso lado e dez mil à nossa destra mas nós não somos atingidos, ainda que comamos coisa mortífera mal algum se nos faz, pisamos serpentes e leões e nenhum dano nos ocorre, pois Ele está conosco em todo tempo e nos protege. (Salmo 91)
Nosso advogado, ainda que não tenha nossa culpa, supera quaisquer outros quando toma sobre si as nossas dores e enfermidades, leva sobre si nossos erros e maldições, assume nossas culpas e erros como se seus fossem para que possamos ser livres. (Isaias 53)
Quando buscamos saber a verdade, nosso advogado nos diz: "Eu sou a verdade". Quando buscamos um norte, uma orientação, um caminho, Ele nos diz: "Eu sou o caminho". Quando queremos saber o que será do nosso porvir, o que será do nosso futuro, nosso amanhã, Ele diz: "Eu sou a vida eterna para ti". (João 14:06).
E, por fim, certos de que possuímos o melhor advogado, queremos saber qual o resultado, o que receberemos com nossa causa ganha, surge nosso advogado dizendo: - Ao que vencer... darei de comer do fruto da árvore da vida (Apocalipse 2:7); - não receberá o dano da morte (2:11); dar-lhe-ei de comer do maná escondido e lhe darei uma pedrinha branca escrito um novo nome (2:17); dar-lhe-ei poder sobre as nações (2:26); dar-lhe-ei vestes brancas e escreverei seu nome no livro da vida, ainda falarei da seu nome diante de Deus e dos anjos (3:05) concederei que reine comigo para sempre (3:21).
Não há melhor advogado, não há melhor defensor, não existe outro, ninguém jamais possuiu ou possuirá suas qualidades, mas como tê-lo como meu advogado, como entregar-lhe minha causa ?
Necessário se faz que assinemos a procuração, confessemos nossos pecados e falhas diante de nosso advogado, contemos para Ele nosso problemas, entreguemos para Ele nossa causa, deixemos que Ele nos oriente, nos dirija, nos cuide, nos proteja. Mas como?
O salmista, no Salmo Bíblico de número 37, no verso de número 05 nos ensina e nos mostra como termos este advogado dizendo: Entrega teu caminho ao Senhor, confia n’Ele, e o mais Ele tudo fará.
Ele está pronto a patrocinar nossa causa, está pronto a vencer esta causa por nós, está pronto para nos fazer mais puros que a neve, está pronto para nos fazer santos, basta que entreguemos a Ele nossas vidas.
Entreguemos nossas vidas a Jesus orando, em coração contrito, e pedindo que nos tome em suas mãos, que tome nossas vidas sob sua direção, e confessando que sozinhos não podemos realmente fazer nada. Só com Ele podemos ser vitoriosos, só com Ele podemos ser felizes, só com Ele podemos vencer nossos pecados e imperfeições. Com Ele somos então mais que vencedores.


Pastor Carlos E. N. Lourenço é Advogado, Bacharel em Teologia, e pastor auxiliar na Igreja Sede em Curitiba, capital do Paraná

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O sinal da cruz

A cruz do calvário faz parte da história do mundo, e desde muito cedo em nossa cultura ouvimos falar dela, independentemente de ser ou não evangélico. A cruz, era na antiguidade símbolo de morte, era equipamento usado para penalizar bandidos horrendos, aqueles que cometiam crimes hodiondos. Era, portanto, a cruz, penalidade máxima para os fora da lei. Nesse tempo contemporâneo, para a grande maioria das pessoas, a cruz continua sendo sinal de morte. Basta que andemos pelas estradas de nosso país e encontraremos centenas delas indicando que alguém morreu naquele local. Algumas famílias fazem uma capelinha com um cruz no topo. Passando pelos cemitérios, a cruz é símbolo obrigatório sobre as sepulturas, indicando morte.
Pensando biblicamente na cruz, a encontramos no Calvário, ou monte da Caveira, ironicamente local reservado para executar malfeitores. Nesse local estava o ponto culminante dos sofrimentos vicários do Salvador, é, outrossim, digna de toda consideração, porque trata da doutrina importante da expiação de nossos pecados. Da cruz de Cristo, fluem jatos luminosos e incandescentes sobre as horríveis trevas do pecado.
Que a cruz é um sinal de morte para a maioria das pessoas é verdade, mas mostraremos que a cruz é muito mais do que isso. É muito mais do que dois pedaços de pau. É sinal do sofrimento de Cristo, mas é também sinal de vida para aqueles que depositam sua fé no crucificado.
I- Para o crente a cruz é um sinal do poder de Deus.
O missionário aos gentios fala sobre a cruz: “Sei perfeitamente como parece tolice (loucura) àqueles que estão perdidos, quando ouvem que Jesus morreu para salvá-los. Nós, porem, que somos salvos, reconhecemos esta mensagem como o próprio poder de Deus. Deus diz: Eu destruirei todos os planos humanos de salvação, não importa quão sábios eles pareçam, e ignorei as melhores idéias dos homens, até as mais brilhantes. E continua o apóstolo: Então, o que acontece com esses sábios, esses eruditos, esses grandes comentaristas das grandes questões mundiais? Deus fez com que todos eles parecessem ridículos, e mostrou que a sua sabedoria é uma tolice inútil. Deus, em sua sabedoria, providenciou para que o mundo nunca encontrasse a Deus através da inteligência humana. E então Ele se manifestou e salvou todos quantos creram em sua mensagem – essa mesma que o mundo considera absurda e ridícula. Parece absurda para os Judeus, porque eles desejam um sinal do céu como prova de que o que está sendo pregado é verdadeiro; e é ridícula para os gentios, porque eles crêem somente naquilo que concorde com a sua filosofia e lhes pareça sábio. Por isso, quando pregamos que Cristo morreu para salvá-los, os Judeus se ofendem e os gentios afirmam que tudo isso é loucura. Deus porém. Abriu os olhos dos que foram chamados apara a salvação, tanto Judeus como gentios, para verem que Cristo é o grandioso poder de Deus para salvá-los; o próprio Cristo é o centro do sábio plano de Deus para a salvação deles. Esse plano de Deus chamado de absurdo (loucura) é bem mais sábio do que o plano mais sábio do homem mais sábio, e Deus na sua fraqueza – Cristo morrendo na cruz – é muito mais forte do que qualquer homem” I Cor. 1:18 -25.
E por que os Judeus consideravam um escândalo a pregação da cruz? Pela simples razão de que eles não podiam conceber que o Messias tivesse de ser crucificado para salvar. E mais: Criam num Messias diferente – poderoso, dominador, que havia de vir reinar temporariamente no trono de Davi. A concepção de um Messias sofredor, escarnecido, era blasfêmia para os Judeus.
Por sua vez, os gregos consideravam a pregação da cruz uma loucura, porque eles também não podiam conceber que um homem morrendo numa cruz pudesse salvar alguém.
E de fato, parece uma loucura, mas é verdade que Cristo salva. Daí a afirmativa de Paulo: “Aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação”.
Não quiseram os sábios do mundo conhecer a Deus, embora com tantas provas incontestáveis. “Pois a verdade sobre Deus é revelada entre eles instintivamente; Deus pôs esse conhecimento em seus corações” Rm 1:19. Por isso deixou Deus de lado a sabedoria humana e serviu-se da vergonha da cruz para salvar a humanidade.
E assim, a CRUZ é um sinal do amor e da misericórdia de Deus, na oferta do supremo sacrifício, em substituição a nós miseráveis pecadores.
II- Para o crente a cruz é um sinal da sabedoria de Deus.
Afirmando a justiça de Deus. A cruz e o sofrimento, que parecem loucura aos descrentes, são suprema sabedoria aos olhos de Deus. E quem não vê no sofrimento vicário de Cristo um plano magnífico da providencia de Deus, a despertar a consciência dos condenados, em face a monstruosidade de seus pecados? Por outro lado, quem não percebe através deste tão grande sofrimento, o coração de deus sangrando, vertendo lágrimas de profundo amor pela sorte dos perdidos? Só aquele, cuja mente esteja entenebrecida, aquele cujo entendimento esteja cego pelo príncipe das trevas. “Satanás, o deus deste mundo pecaminoso, o fez cego, incapaz de ver a glória do evangelho que está brilhando sobre ele, ou de compreender a mensagem maravilhosa que pregamos a cerca da gloria de Cristo, que é Deus” II Cor. 4:4.
Na cruz se evidencia, ainda, a sabedoria do alto, porque ela apregoa a paz, promovendo a reconciliação do pecador com Deus pois “Agora nós nos alegramos nesta nossa maravilhosa relação para com Deus – tudo por causa do que o nosso Senhor Jesus Cristo fez ao morrer pelos nossos pecados – reconciliando-nos com Deus” Rm 5:11. “Todas essas coisas novas vem de Deus, que nos trouxe de volta a SI mesmo por meio daquilo que Cristo fez. E Deus nos deu o privilégio de insistir com todos para que se tornem aceitáveis diante dEle e se reconciliem com ELE. Pois Deus estava em Cristo recuperando o mundo para SI, não levando mais em conta o pecado dos homens contra Ele, e sim apagando-os. Esta é a mensagem maravilhosa que ele nos deu para transmitir aos outros” II Cor. 5:18,19. Esta paz é perene, é eterna, baseada na perfeita justiça de Cristo.
III- Para o descrente a cruz é uma pedra de tropeço.
O incrédulo considera o poder da força física. Poderoso, valoroso e digno de admiração – só aqueles que vencem batalhas, conquistam posições, dominam impérios..
Cristo, porém, que só vence pelo espírito, porque fisicamente sofre e morre! Onde a vitória, dizem os materialistas? Isso não é herói! Não nos empolga, tão pouco o que destila dos lábios de tão fraca criatura!
O incrédulo ignora completamente as leis do reino espiritual, do “Reino que não é deste mundo”, cujas doutrinas são de amor, de misericórdia e de perdão; onde o mais digno e o mais heróico é o mais humilde e o mais sofredor.
O poder dos servos de Deus evidencia-se na fraqueza, em ser o menor, em servir, a exemplo do próprio Cristo. Isso é uma pedra de tropeço para muita gente.
Deus nos ensina que o seu poder se manifestas a partir das coisas pequenas e insignificantes aos olhos humanos.
Isso nos faz pensar na experiência do Profeta Elias no monte Horebe e abrigou-se numa caverna, precisava ouvir a voz de Deus, pois estava angustiado com a situação de desavença com o rei Acabe. Havia andado 40 dias e 40 noites até aquele local. Deus falou ao seu coração e perguntou: “O que fazes aqui, Elias? Ele respondeu: Tenho trabalhado muito para o Senhor Deus o Universo; porém o povo de Israel não cumpriu o seu trato com o Senhor, derrubou os seus altares e matou os seus profetas e só eu fiquei, agora tentam me matar também. Saia daí e ponha-se diante de mim na montanha, disse o Senhor. Então o Senhor lhe ensinou que o poder não estava na tempestade, nem no terremoto e nem no fogo, e sim na voz mansa e delicada” I Reis 19:8-13.
Enquanto os incrédulos reconheciam o poder nas legiões Romanas e se escandalizavam diante da figura sofredora da cruz, Deus faz o oposto e mostra que seu poder está na voz mansa e suave. Porque Deus fala ao coração de forma incontentável, isso é pedra de tropeço para os ditos sábios desse mundo. Qual o sábio que poderia levantar-se e dizer que Deus não falou? Diz-nos ainda a Bíblia: “Os Judeus, porém, que tão arduamente procuraram estar bem com Deus guardando as suas leis, nunca tiveram resultado. E por que não? Porque estavam procurando ser salvos guardando a lei e serem corretos em vez de contarem com a fé. Assim, tropeçaram na grande pedra de tropeço. Deus os advertiu disso nas escrituras, quando disse: Eu pus uma rocha no caminho dos Judeus, e muitos tropeçarão nela – Jesus. Todos quantos crerem nele nunca ficarão decepcionados” Rom. 9:31-33.
IV- Para o descrente a cruz é uma loucura.
O ideal grego era obter a felicidade pela cultura e pela licenciosidade. Daí, a filosofia epicurista: “comamos e bebamos que amanhã morreremos”. Essa filosofia é notada na forma de ser de muita gente. Ser um cristão é simplesmente uma loucura. Como ser um cristão se há tanta coisa que posso me envolver neste mundo? Sexo, drogas, vida promiscua, engano, desonestidade, etc.
O ideal cristão, porém, é obter a felicidade através de uma vida pura, pacifica e santa. Daí, a morte de Cristo, por causa do pecado dos homens, ser uma loucura para os gregos. E Paulo disse enfaticamente: “Aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação”.
As palavras de Paulo são enérgicas: Não importa o que vocês estejam pensando, não importa o que estejam crendo. “Nós pregamos a Cristo Crucificado”, o poder e a sabedoria de Deus; porque sobre a cruz, a misericórdia e a verdade se uniram, a justiça e a paz se entrelaçaram.
Enquanto Cristo crucificado é visto pelo descrente como símbolo de fraqueza e loucura, a visão da fé transforma-O no poder iluminador e regenerador de Deus!

Pr.Cirino Refosco

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Direito à liberdade heterossexual

Se professores do COLUNI (Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa — considerado a melhor escola pública do país de acordo com as notas do ENEM) podem fazer propaganda do homossexualismo em aula, para alunos de 15 a 17 anos, por que eu, pastor evangélico, leitor assíduo da Bíblia e cristão convicto, não posso fazer propaganda do heterossexualismo?
Se a colunista social Heloisa Tolipan pode publicar em sua coluna no Jornal do Brasil três fotos de afagos sucessivos entre Daniela Mercury e Alinne Rosa, vocalista da banda Cheiro de Amor, por que eu não posso fazer propaganda do heterossexualismo?
Se as novelas da Globo podem mostrar “casais” de homem com homem e de mulher com mulher (e até de dois homens e uma mulher) se acariciando, por que eu não posso fazer propaganda do heterossexualismo?
Se mulheres e homens homossexuais podem fazer um barulho enorme em favor da prática homossexual, do casamento gay e da adoção de filhos, por que eu não posso fazer propaganda do heterossexualismo?
Não se faz propaganda nem do homo nem do hetero de boca fechada. Desde que saíram definitivamente do armário, os gays abrem a boca para justificar a opção e a prática homossexual. Os pregadores da opção e da prática heterossexual estão sendo empurrados para dentro do armário, agora vazio e desocupado, por pressão da mídia, da sociedade permissiva e do movimento gay. O Projeto de Lei 122/06 favorece a propaganda da homossexualidade e desfavorece a propaganda da heterossexualidade.
Como posso fazer a propaganda da heterossexualidade? Voltando ao princípio de tudo, ao princípio do tempo, ao princípio da história, quando Deus criou o homem e a mulher (Gn 1.27) e apresentou um único modelo de relação sexual: “O homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne [ou uma só pessoa]” (Gn 2.24). A relação homossexual sempre aconteceu, mas nunca foi considerada normal. Até bem pouco tempo em qualquer dicionário ou enciclopédia, casamento era “o relacionamento que une um homem e uma mulher” (Enciclopédia Delta Universal) ou “a união legítima de um homem e uma mulher com o objetivo de fundar um lar” (Grande Enciclopédia Delta Larousse) ou “ato solene de união entre duas pessoas de sexos diferentes” (Novo Dicionário Aurélio). Para atender ao clamor gay, os dicionários estão acrescentando ou revendo alguma coisa. Por exemplo, o Dicionário Enciclopédico Ilustrado Veja Larousse, publicado em 2006, diz que casamento é a “união legal entre um homem e uma mulher”, mas, por extensão, pode ser também “qualquer relação conjugal entre duas pessoas”. O também recente Dicionário de Psicologia Dorsch (2001) define a formação de casal como a “reunião de parceiros sexuais”.
Ainda como propaganda da heterossexualidade, posso tornar conhecidos os textos das Sagradas Escrituras que tratam do assunto, todos de fácil compreensão, sem, contudo, centralizar essa anomalia (palavra de origem latina que significa irregularidade), deixando de lado todas as outras anomalias (apropriação indébita, corrupção, egocentrismo, injustiça social, intriga e muitas outras). Também não devo me deixar possuir por qualquer sentimento de arrogância ou de homofobia.
No meu modo de entender, o mais explícito, o mais contundente, o mais veemente texto contra a prática da homossexualidade está na Epístola aos Romanos, a maior e a mais teológica das treze cartas escritas por Paulo. É uma passagem dura, mas que não pode ser olvidada nem retocada. O apóstolo ensina que as práticas homossexuais não são primeiramente a causa, mas o resultado da depravação histórica e globalizada do ser humano. Por causa desse problema básico, Deus “soltou as rédeas” e está deixando a humanidade livre, não só para trocar “suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza” (Rm 1.26), mas também para matar, roubar, fazer uma guerra atrás da outra, esgotar e destruir o meio ambiente, e assim por diante. É sob esta ótica que ele fala abertamente sobre o homossexualismo feminino e masculino. Assim como as mulheres, “os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros [e] começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão” (Rm 1.27).
A exemplo de Jesus Cristo, eu não posso apontar o pecado sem apontar a salvação, não posso apontar a culpa sem apontar o perdão, não posso apontar o dedo em riste para o meu pecado e o pecado alheio sem apontar o dedo para Jesus Cristo para repetir o mais substancioso pronunciamento de João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29).
Se os professores podem fazer propaganda do homo, sinto-me em plena liberdade para fazer a propaganda do hetero!


• Elben M. Lenz César é diretor-fundador da Editora Ultimato e redator da revista Ultimato.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sem vergonha do Evangelho

O crente não vive com vergonha do Evangelho! Ter vergonha do Evangelho significa rejeitá-lo, considerando-o inferior, insuficiente, irrelevante e até mesmo inútil. Ter vergonha do Evangelho significa não crer nele. O que a Bíblia ensina sobre esse assunto? Em primeiro lugar a Bíblia ensina que um crente jamais se envergonhará do Evangelho. Rm.1:16. O Evangelho é o poder de Deus para a salvação (Rm.1:16; 1 Co.1:18). O Evangelho é a Verdade (Rm.1:25). O Evangelho é o único meio de salvação (Rm.10:17; Jo 14:6).
No entanto, muitos hoje em dia se envergonham do Evangelho e querem dar uma "mãozinha" para Deus. Essas pessoas criam métodos humanistas considerando-os superiores à Palavra de Deus. Usam músicas e artistas mundanos, rezam o "Pai-Nosso" com católicos, espíritas, preferem psicólogos a conselheiros bíblicos, promovem eventos ecumênicos e mundanos, chamam todo mundo de irmão em Cristo, referem-se a Jesus como seu "irmão" e não como Senhor, não usam palavra como "descrente ou culto" por serem "agressivas", deixam de anunciar o erro, reprovar o pecado, são sempre positivas, falando somente do amor de Deus, vitória, felicidade ou prosperidade... Quem age assim, já mostra com seus frutos que sentem vergonha do Evangelho, pois procuram sempre "suavizar" a mensagem de Deus.
"Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Rm.1:16
Em segundo lugar a Bíblia ensina que um crente jamais se envergonhará de sofrer pelo Evangelho.
" Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia." 2Tm.1:12.
Padecer por Cristo é uma graça concedida por Deus. Fp.1:29
"Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por Ele". Fp 1.29
Em 2Tm.3:12 lemos
"E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições". 2 Tm 3.12
Não deixe de ler o versículo anterior e os posterior! Pedro e os apóstolos se regozijaram por serem considerados dignos de sofrer afrontas pelo nome de Cristo! Esse tipo de sofrimento é uma bem-aventurança na vida do crente. Ouvimos muito falar de coisas como "Pare de Sofrer", ou "Vida Vitoriosa", etc. É claro que a Bíblia diz que em Cristo somos mais que vencedores! Mas não existe vitória sem padecer por Cristo!
A Bíblia ensina que o crente deve sofrer em favor do Evangelho.
" Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus". 2Tm.1:8.
E Espírito Santo é quem nos capacita a vencer
"Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós." 2:Tm.1:14.
Em 1Pe.4:12 lemos que a prova e a tentação não devem ser vistas como algo estranho, muito pelo contrário, devemos estar atentos a isso. Em 1Pe.4:14 diz que se pelo nome de Cristo somos vituperados isso é uma bem-aventurança, o Espírito da glória de Deus repousa sobre nós. E em 1Pe.4:16 vemos que não devemos nos envergonhar quando padecemos como cristãos, mas glorificar a Deus.
Em terceiro lugar a Bíblia ensina que o crente tem o espírito de poder, de amor e de moderação para pregar o Evangelho . O espírito de timidez, medo e covardia não foi dado por Deus. 2Tm.1:7. Devemos testemunhar sem medo. 2Tm.1:8. A pregação deve ser com ousadia, assim como os apóstolos pregaram.
"Então eles, vendo a ousadia de Pedro e João, e informados de que eram homens sem letras e indoutos, maravilharam-se e reconheceram que eles haviam estado com Jesus." At.4:13 (Ef.6:19,20).
Muitos pregadores atualmente pregam para agradar aos homens, isso é ter vergonha do Evangelho. AW Tozer declarou: - Não prego para agradar homens!. É isso que diz Gl.1:10
"Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo." Gl 1.10
O apóstolo Paulo, inspirado por Deus mostra que o Evangelho deve ser pregado para a glória de Deus. Quando pregamos o autêntico Evangelho vamos desagradar os homens. Antes importa agradar a Deus do que aos homens! Muitos vão dizer: Se pregarmos o Evangelho vamos causar muita discórdia, controvérsia, polêmicas. Citando novamente AW Tozer "Quem quiser pregar sem controvérsia jogue fora sua Bíblia!". Quem se envergonha do Evangelho não quer causar controvérsia.
Devemos pregar o Evangelho com compaixão pelas almas. O apóstolo Paulo diz em Rm.9:3 que poderia desejar ser anátema de Cristo por amor a seus irmãos (judeus como nação). Paulo trazia no coração tristeza e contínua dor no coração. v.2. Não se pode pregar o Evangelho sem ter compaixão pelas almas. Jesus se compadecia das pessoas!
"E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas." Mc.6:34; Mt.23:37.
Jamais devemos pregar sem compaixão pelas almas perdidas! Spurgeon ilustrou dessa forma:
"Que os pecadores serão condenados, que eles o sejam, pelo menos passando por cima dos nossos corpos. Se os pecadores hão de perecer, que eles o façam, pelo menos tendo os nossos braços a agarrar-lhes os joelhos, implorando que fiquem. Se o inferno tem de ser cheio, que o seja, pelo menos contra o vigor de nossos esforços. E não permitamos que ninguém vá para o inferno sem que o tenhamos advertido e por eles tenhamos orado."


Ev. Victor