sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Para o ano 2011

.“Celebrai com júbilo ao Senhor, todas as terras. Servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico” (Sl 100.1-2).
O ano velho terminando, o ano novo começando, vamos nos perguntar: Como deverá ser minha vida com Deus neste novo ano? Quais serão minhas prioridades? O que o Senhor espera de mim? Para acharmos as respostas, voltemos ao Salmo 100: “Celebrai com júbilo ao Senhor, todas as terras. Servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico” (vv.1-2).
– O Salmo 100 não começa dizendo apenas “Celebrai ao Senhor”, mas: “Celebrai com júbilo ao Senhor, todas as terras”.
– Ele não diz apenas “Servi ao Senhor”, mas: “Servi ao Senhor com alegria”.
– Não está escrito somente “apresentai-vos diante dele”, mas: “apresentai-vos diante dele com cântico”.
Neste momento, tomemos a decisão de crescer na gratidão ao Senhor, ganhando almas para Jesus. Não vamos apenas servi-lO neste novo ano, mas servir a Ele com alegria. Além disso, não nos apresentemos simplesmente diante dEle, mas cheguemos à Sua presença “com cântico”.
“Celebrai com júbilo ao Senhor, todas as terras”
Chama a atenção quantas vezes somos conclamados na Bíblia a louvar e adorar ao Senhor. A Escritura deixa bem claro quem deve louvar e adorá-lO, quem deve celebrar com júbilo ao Senhor:
– Seus santos: “Salmodiai ao Senhor, vós que sois seus santos, e dai graças ao seu santo nome” (Sl 30.4)
– Israel : “Casa de Israel, bendizei ao Senhor; casa de Arão, bendizei ao Senhor; casa de Levi, bendizei ao Senhor; vós que temeis ao Senhor, bendizei ao Senhor” (Sl 135.19-20).
– Os gentios: “Louvai ao Senhor, vós todos os gentios, louvai-o, todos os povos” (Sl 117.1).
Até os céus, a terra e os montes devem exaltá-lO: “Cantai, ó céus, alegra-te, ó terra, e vós, montes, rompei em cânticos” (Is 49.13). No mesmo versículo encontramos a razão de todo esse júbilo: “porque o Senhor consolou o seu povo e dos aflitos se compadece.” A Bíblia fala de mais razões para louvar a Deus, por exemplo: “Louvai ao Senhor, porque ele é bom; cantai louvores ao seu nome, porque é agradável” (Sl 135.3). Ou: “Exaltado seja o Deus da minha salvação” (Sl 18.46). “Por causa da sua misericórdia... Por isso te glorificarei entre os gentios e cantarei louvores ao teu nome” (Rm 15.9). Ou pensemos nas tantas vezes em que Sua bondade infinita é louvada e exaltada em cânticos: “Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre” (Sl 106.1; 107.1; 118.1; 136.1; etc.).
“Cantai, ó céus, alegra-te, ó terra, e vós, montes, rompei em cânticos” (Is 49.13).
Inúmeras pessoas, inclusive muitos cristãos, infelizmente, esquecem de louvar e agradecer, de celebrar com júbilo ao Senhor! Mas o louvor a Deus não deve ser expresso apenas através de palavras. O próprio Senhor Jesus exorta os crentes a viverem uma vida santificada para que os outros, aqueles que nos observam, possam louvar ao Senhor: “Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16). E Pedro escreve em sua primeira epístola: “mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (1 Pe 2.12). Se a nossa vida for um testemunho autêntico do poder renovador de Deus, então outros serão levados a entoar conosco o louvor a Deus. Vamos juntos, neste ano que começa, fazer com que o louvor ao Senhor ecoe de nossas vidas de maneira renovada! Se vivermos de acordo com nossa elevada vocação, coisas grandiosas acontecerão!
“Servi ao Senhor com alegria!”
Não devemos simplesmente servir ao Senhor; vamos fazê-lo “com alegria” (Sl 100.2). Isso significa levar Filipenses 2.14 a sério: “Fazei tudo sem murmurações nem contendas”. “Murmuração” é reclamar, é demonstrar falta de vontade e reagir negativamente. Servir ao Senhor “com alegria” significa servi-lO sem murmurar, sem reclamar, sempre de boa vontade.
Talvez alguém pergunte: “Quando acontece alguma coisa comigo, como posso saber o que vem do Senhor, o que resulta das circunstâncias ou o que procede das pessoas que me cercam?” Se respondêssemos essa pergunta de maneira direta e imediata, certamente consideraríamos sempre como vindas do Senhor aquelas coisas que nos agradam. Então tudo seria muito fácil, não teríamos o menor problema em servi-lO com alegria, sem murmurar e sem reclamar. Mas muitas vezes não é simples separar o que vem de Deus daquilo que procede de homens ou das circunstâncias. Por quê? Porque no final das contas tudo vem dEle! Nem sempre Deus é o causador direto do que se passa conosco, mas Ele permite que as coisas aconteçam em nossas vidas. Se aceitarmos essa verdade e eliminarmos toda a murmuração de nosso coração, perseverando nessa atitude, então estaremos servindo ao Senhor com alegria!
Louvar e agradecer: muitos cristãos, infelizmente, esquecem de fazê-lo.
Paulo escreveu a um grupo de escravos em Éfeso: “Quanto a vós outros, servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo” (Ef 6.5). Esses escravos, ao se submeterem à autoridade de seu senhor, não estavam submetendo-se apenas a ele mas também a seu Mestre celestial. E a maneira como exerciam seu serviço demonstrava que estavam servindo ao próprio Senhor com alegria, da maneira como Paulo o definiu: “como a Cristo’. O mesmo vale para nós: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” (Ec 9.10). E: “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (Cl 3.23). É assim que servimos ao Senhor “com alegria”!
“Apresentai-vos diante dele com cântico”
O próprio Senhor Jesus demonstra o que isso significa: “Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado” (Lc 10.21). Jesus havia se apresentado diante de Seu Pai para trazer-lhe Sua gratidão e Seu louvor, e Seu coração se rejubilava de alegria. Como havia surgido essa alegria tão grande? Será que se tratava de uma simples emoção que tomou conta dEle? Não, não foi o que aconteceu. Está escrito: “naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo...”
Em 1 Tessalonicenses 5.19 lemos: “Não apagueis o Espírito”. Muitas vezes o Espírito Santo anseia por nos levar a um intenso júbilo espiritual, especialmente quando Ele consegue realizar sua maior obra, que Cristo descreve como sendo: “Ele (o Espírito Santo) me glorificará” (Jo 16.14). Justamente nesses momentos, quando o Espírito está despertando em nós uma grande alegria pela pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo, quando está glorificando ao Filho diante de nossos olhos espirituais, não deveríamos impedi-lO de realizar Sua obra em nós, não deveríamos abafá-lO, mas permitir que esse júbilo, essa alegria intensa tenha livre acesso a nossos corações. Muitos talvez se sintam constrangidos e procurem sufocar as manifestações de intensa alegria que o Senhor nos concede, por temerem que elas possam vir de uma fonte que não é pura. Naturalmente precisamos ter cuidado para não cair em um cristianismo só de sentimentos, como infelizmente tem acontecido com muitas igrejas. Mas existe realmente essa grande alegria no Espírito, esse júbilo de que Jesus nos deu o exemplo: “Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo...” Essa “exultação” significa, no texto original, “um júbilo intenso, que nos leva a demonstrar alegria, a cantar e a expressar nossa intensa satisfação, nosso profundo deleite. Jesus não exultou apenas em Suas emoções, pois Sua alegria era gerada pelo Espírito Santo.
“Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre” (Sl 106.1).
Que neste início de ano o Salmo 100 sirva de impulso para que nos apresentemos ao Senhor com cântico. Vamos fazê-lo? Vamos gravar profundamente em nossos corações essa conclamação? Não esqueçamos: um júbilo produzido pelo Espírito Santo glorifica e alegra nosso Senhor!

Marcel Malgo

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sapato de Fogo (Andar com Deus)

O cristianismo é uma religião essencialmente prática. Suas doutrinas dão ênfase a vida diária de seus seguidores. Como está escrito “Se sabeis estas coisas, bem aventurados sois se as praticardes” Jo 13:17. Na Bíblia encontramos inúmeras referencias ao andar do genuíno cristão. E em Gênesis encontramos o primeiro testemunho: “Enoque andou com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou” Gen. 5:24. O andar do cristão deve ser um andar que agrada a Deus. Para que Abraão fosse abençoado por Deus teve que aceitar o grande desafio: “Anda em minha presença e sê perfeito” Gen. 17:1. Também a história dos reis de Israel e de Judá após a divisão do reino, mostra que os reis mais bem sucedidos em suas vida foram os que andaram com Deus. Jotão fez o que era reto diante do Senhor….Pecaías fez o que era mau aos olhos do Senhor. O novo testamento também está cheio de recomendações quanto ao viver do crente. O apóstolo João, apontando para o exemplo de Cristo, resume numa frase expressiva a responsabilidade do crente “Se dissermos que estamos nEle, devemos andar como Ele andou”. Infelizmente a palavra cristão, como tantas outras, está perdendo seu verdadeiro significado, estando quase que totalmente deturpada. Hoje quase todo brasileiro, por exemplo, se considera cristão. O católico se considera cristão, apesar de toda idolatria que é contrária ao ensino da bíblia, como tantas outras doutrinas, purgatório, salvação pelas obras, transubstanciação, etc. O espírita se considera cristão, apesar de ensinar contrario à bíblia; acreditam na reencarnação, comunicação com os mortos, salvação pelas obras, etc. Mas segundo o ensino bíblico, cristão é aquele que segue a Jesus Cristo. Cristão foi o apelido que receberam os primeiros crentes, eram pessoas obedientes ao evangelho de Jesus, pessoas submissas à sua vontade, que imitavam Jesus; eram pessoas que encarnavam Jesus e o refletiam através de uma vida santa. “E em Antioquia os discípulos pela primeira vez foram chamados de cristãos” Atos 11:26b. Cristão é aquele que anda como Cristo andou. Pedro declara que Cristo deixou-nos o exemplo para seguirmos as suas pisadas. “Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas” I Pedro 2:21. E o apóstolo Paulo aconselha; “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus” Filipenses 2:5. Temos um alvo: Andar como Cristo andou. Pensemos, portanto, na vida de Jesus. Como viveu? Vamos analisar alguns aspectos de seu viver.
I- Cristo viveu uma vida de renúncia. Somos pessoas livres e como crentes temos liberdade para fazer o que queremos, sabendo que teremos que prestar contas diante de Deus por nossas atitudes. Paulo aconselhou os Coríntios dizendo “Mas, vede que essa liberdade vossa não venha a ser motivo de tropeço para os fracos” I Cor. 8:9. Jesus em sua conduta nos ensina a renúncia. “Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos” II Cor. 8:9. Jesus trocou a glória pela extrema humilhação, abandonou temporariamente a companhia dos anjos a fim de tornar-se amigo de publicanos e pecadores. Embora sendo Senhor de tudo, transformou-se no mais desprezível servo. E apresenta aos seus seguidores a condição indispensável para ser um cristão. “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” Mateus 16:24. E acentua em outra ocasião: “Quem deseja ser maior, faça-se servo de todos”. Negar-se a si mesmo é renunciar seu EGO, sua vontade e desejos, em favor da vontade de Deus. Não existe cristianismo sem renúncia. A falta de disposição para renunciar constitui-se na fraqueza do cristianismo deste século. Aqueles que não querem renunciar seus vícios, suas vidas mundanas, suas roupas indecentes, seus próprios pecados deveriam se envergonhar de usar o nome cristão. Precisamos nos preocupar com nosso testemunho, pois o andar do cristão é um andar de renuncia, e muitos nem sabem o que isso significa, por isso vivem aniquilados em suas vidas espirituais. “A maturidade do crente depende de sua capacidade de renúncia”
II- Cristo viveu uma vida de pureza. Cristo se constitui modelo de absoluta retidão e perfeita santidade. Foi de conduta irrepreensível, separando-se de todo mal; jamais cometeu um deslize, uma falha, uma transgressão. Idêntica devia ser a nossa experiência normal. Mas para que atinjamos tão sublime ideal, precisamos obedecer aos conselhos de Deus. Precisamos nos separar de pessoas impuras. “Como é santo aquele que vos chamou; sede vós também santos em toda vossa maneira de viver” I Pedro 1:15. Ser cristão implica em mudança de vida, em transformação de conduta: “Noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” Efésios 5:8. A pureza faz parte do andar do verdadeiro cristão. “Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram as suas vestes e comigo andarão vestidas de branco, porquanto são dignas. O que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei seu nome do livro da vida; antes, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos” Apoc. 3:4,5.
III- Cristo viveu uma vida de submissão. Jesus declarou que não realizava o seu próprio querer. Em tudo era inteiramente submisso ao Pai que o enviara ao mundo: “Minha comida é fazer a vontade do Pai e realizar a sua obra” João 4:34. Em todos os passos executava o programa que Deus lhe traçara. Aos 12 anos já estava cuidando dos negócios do seu Pai e pela vida afora, foi sempre esta a sua santa ocupação. Dava assim pleno cumprimento à predição do Salmista: “Deleito-me em fazer a tua vontade” Salmos 40:8. Jesus tinha prazer em fazer a vontade do Pai. Quantos de nós, poderia dizer honestamente que tem prazer em fazer a vontade de Deus? Quando temos prazer na lei do Senhor, lemos a bíblia e oramos voluntariamente e corremos para o templo nos dias de culto. Temos prazer em participar das atividades da Igreja e damos nossa contribuição para que o trabalho de Deus avance. Precisamos ser submissos à vontade de Deus e deixar que nos use para fazer Sua vontade. Falta de submissão ou disposição para fazer Sua vontade é característica de não cristãos.
IV- Cristo viveu uma vida de Oração. Cristo viveu uma vida de constante Oração. Em todas as circunstancias o evangelho no-lo apresenta buscando a presença de Deus. Nas mais variadas ocasiões o contemplamos de joelhos. Orou no batismo, na tentação, na escolha dos apóstolos, no ministério público, nas grandes decisões, no getsêmani, na cruz, etc. “Não deixamos lugar para a fé se esperamos que Deus cumpra imediatamente o que prometeu” J. Calvinno. Oração era o segredo glorioso da Igreja primitiva. Apesar de poucos, humildes, iletrados e perseguidos; os crentes dos tempos apostólicos alcançaram constantes triunfos; se transformaram numa força invencível que influenciou todo império Romano. No livro de ATOS encontramos a causa desse fenômeno: “Todos estes perseveravam unânimes em oração e suplicas” 1:14. “E perseveravam nas orações” 2:42. “tendo orado, moveu-se o ligar onde estavam reunidos” 4:31. Por falta de oração é que o povo de Deus tem falhado no cumprimento de sua missão; tem caído diante das tentações; têm desanimado diante dos perigos; e falta a unção do Espírito Santo. A oração que funciona é a que sai de um coração obediente. Precisamos desenvolver em nós a pratica da oração. Oração é mais uma característica do cristão. Do seguidor de Cristo.
Conclusão. Andar como Cristo andou é a medida de um varão perfeito que a Bíblia nos apresenta. Que seja, portanto, nosso ideal seguir as suas pegadas e imitar o seu exemplo. Resolutos prossigamos para o alvo da suprema vocação de Deus em Cristo Jesus. Desse modo viveremos a experiência de cristão verdadeiro: “Como tristes mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, mas possuindo tudo. Em outras palavras: “Andar como Cristo andou”. Isso fará do crente uma pessoa completa, feliz e sempre abundante na graça de Deus. Viver fora desse principio não vale a pena, enoja a própria pessoa e todos os que estão ao seu redor. Andemos, portanto, como Cristo andou.

Pr. Cirino Refosco

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Trazer à memória - Ano Novo

- Este é o encontro de Moisés com Faraó no momento da primeira praga, e este encontro se dá as margens do RIO NILO. Diz o texto que naquela manhã que as águas de todo o EGITO foram transformadas em sangue.
- O local deste encontro com Faraó, o rio Nilo, era muito significativo para Moisés: Podemos imaginar que ele olha para aquele rio e começa a trazer à sua memória a sua própria história: – “Há oitenta anos atrás eu era um bebezinho e minha mãe na esperança de me salvar me colocou dentro de um cesto de junco e eu fui salvo pela filha de Faraó que tinha o costume de se banhar nesta praia fluvial…”
- Aliás MOISÉS gostava de recordar fatos históricos. Basta ler o livro de Deuteronômio 1:1-6 quando ele dirige o primeiro discurso ao povo no final do êxodo e pouco antes da ocupação da terra de Canaã. O texto diz assim: (ler 1:1-6…)
- ...e então ele começa a trazer à memória daquele povo os episódios da sua história, amarrando o passado com o presente e preparando os ouvintes para o futuro glorioso que DEUS haveria de dar.
- E agora MOISÉS está diante do Rio Nilo e a sua memória é acionada e o filme da sua vida começa a se desenrolar: Talvez ele tenha se lembrado da mãe hebréia, da mãe egípcia (ou seja a mãe natural e a mãe adotiva): de Joquebede (tia de seu pai) e da princesa (filha de Faraó)…
- Talvez tenha se lembrado daquele caudal enorme de cultura palaciana que recebeu por fazer parte da elite que governava o país mais progressista e poderoso da época
- Talvez tenha se lembrado de suas lutas íntimas antes de ter a coragem de abdicar as glórias do EGITO e os prazeres transitórios do pecado, para perfilar com os seus irmãos oprimidos…
- Talvez, naquela manhã, diante do RIO NILO ele traz a memória aquela estranha arte de ver o invisível e de contemplar à distancia o galardão que DEUS costumava distribuir com os que vivem pela fé. – É porisso que Hebreus 11:27 nos diz: “…e foi porque confiava em Deus que Moisés saiu da terra do Egito e não teve medo da ira do rei. Assim ele prosseguiu o seu caminho, parecia que ele podia ver DEUS bem alí do seu lado”
- Talvez ele tenha se lembrado da sua impetuosidade não domesticada que o fizera matar o egípicio que estava espancando um de seus parentes distantes…
- Talvez tenha se lembrado da incompreensão dos hebreus….. se lembrado dos quarenta anos passados não na metrópole, mas na terra de Mídia, onde se casara, onde se tornara pai de dois meninos e onde trabalhara como pecuarista….
- Talvez tenha se lembrado do estranho fenômeno da sarça que se queimava e não se consumia e daquele tremendo e decisivo encontro com DEUS no monte Horebe, quando a vocação esquecida voltara à tona de modo irreversível…
- Eu creio irmãos que todas essas lembranças se elucidavam por que Moisés estava ali à margem do Rio Nilo e agora, à espera de Faraó, oitenta anos depois de ter sido descoberto pela princesa. – E acredito que o seu coração se encheu de gratidão e de determinação!
- Nós temos muitas razões para agradecer a Deus pelo ano 2010! Foram tantas as bênçãos do Pai que tentar descreve-las seria como explicar como é ser Feliz! …. e felicidade a gente não explica, a gente sente e acaba transmitindo aos outros.
- Assim também são as bênçãos de Deus. Porisso o Salmista se expressa assim no capítulo 126:1 “Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião ficamos como quem sonha”…
- Podemos dizer que no início deste ano, quando as probabilidades apontavam que este seria um ano muito difícil, de estagnação do trabalho, de mera manutenção do que já vínhamos fazendo, o SENHOR nos deu um ano de grandes bênçãos, realizando o impossível e tornando sonhos em realidade.
- Com certeza você também tem muito que agradecer ao Senhor nesta hora. Moisés teve muitas lutas e dificuldades, mas quando ele coloca tudo isso na balança, naquele momento em que ele olha os oitenta anos que se passara, … ele verifica que tinha muito que agradecer ao SENHOR….
- Eu convido você, neste momento ímpar da nossa história: quando vamos inaugurar um novo ano, um novo século, um novo milênio … a trazer à sua memória aquilo que te dá esperança e saber que você pertence a um DEUS DE AMOR, e que você pode confiar NELE, descansar NELE, esperar NELE … e declarar que o DEUS a quem você serve nunca falhou e nunca falhará!!!

Ely Xavier de Barros

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Odres novos, vida nova!

Jesus estava na casa de Mateus, seu mais novo discípulo, escolhido enquanto trabalhava na coletoria de impostos. Junto a Jesus estavam outros discípulos, além de uma série de publicanos e pecadores. Os Fariseus, vendo aquela cena, censuram duramente Jesus por compartilhar a mesa com pecadores. Jesus, ouvindo-os, responde que veio para chamar pecadores e não justos.Em seguida, esses mesmos fariseus, juntamente com os discípulos de João, indagaram a Jesus por que seus discípulos não jejuavam, como eles. Jesus sabia claramente que a Lei de Moisés, padrão moral dos judeus, somente requeria, como lei, um jejum anual, feito do dia da Expiação (Lv. 16.29-34). Sabia também que era costume dos judeus fariseus jejuarem duas vezes por semana. Com tudo isso em mente, Jesus afirma categoricamente que aquela não era hora de Jejum, pois os discípulos estavam perante o noivo, em celebração; quando o noivo se retirar, ai sim era tempo de jejum. A presença de Cristo era sinal de festa e não de lamento e contrição.Por fim, após essas duas arguições, Jesus faz uma desconcertante afirmação via parábola. Jesus fala categoricamente que os fariseus estavam tentando impor panos e vinho novo em roupas e odres velhos. Jesus está falando que os judeus daquele tempo ainda não tinham enxergado que, em Jesus, um novo tempo se instaurava: um novo momento de vida, novidade pra vida, que não podia ser acomodada em sistema ritualístico e costumeiramente antigo. Por não saberem “ler” o seu tempo, os fariseus não conseguiam entender Jesus e seu movimento.Esse ensinamento de Cristo é valioso para esses dias. Vivemos num mundo em constante transformação. Todo dia, em todas as áreas de nossa vida, “novidades” se põem diante de nós. Como lidar com o “novo” que está diante de nós. Jesus nos ensina preceitos a respeito.
1) Não devemos ser resistente àquilo que é novo
• Temos, principalmente os cristãos, certa resistência a novidades.
• A bíblia nos afirma categoricamente que nossa vida em Cristo é uma nova vida.
• Resistência ao novo gera atraso, estagnação.
2) Não de pode desfrutar do novo se nossa estrutura é velha
• Um pano novo, numa roupa velha, gera mais estragos na roupa, pois conforme o retalho novo encolhe mais rasga a roupa.
• Vinho novo em odre velho se perde, pois, conforme o vinho se fermenta, expande gases. Como o odre velho não possui mais capacidade de dilatação se arrebenta e todo vinho se perde.
• Estruturas velhas não comportam novidades. Em muitas áreas de nossa vida, perdemos a grande oportunidade de crescermos, desenvolvermos, desfrutarmos novas coisas na vida, pois queremos continuar como somos, não aceitamos as mudanças.
• Jesus fala claramente: É IMPOSSIVEL DSFRUTAR DO NOVO SEM ABANDONAR VELHAS ESTRUTURAS.Essas estruturas podem ser:-Jeito antigo de ver a vida;-Doutrinas humanas;-Costumes-Forma de trabalhar,
• Para desfrutar das novidades, precisamos criar novas estruturas na vida. Mas como?- Rm. 6.4: De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.- Rm. 7.6: Mas agora estamos livres da lei, pois morremos para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito e não na velhice da letra.- 2 Co. 5.17: E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.- A própria vida cristã é considerada, nas Escrituras, como nova vida.- Por que então não continuamos a nos renovar? Tradicionalismo;Acomodação.
• Jesus está pronto para nos renovar, dando oportunidade de desfrutarmos das novidades que Deus tem para cada um. Permitamos que Ele faça isso hoje, em nossas vidas!

João Romeu Morelli Neto

domingo, 26 de dezembro de 2010

Convite às Bodas do Cordeiro

"Chegada à hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os Apóstolos. E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta páscoa, antes do meu sofrimento" (Lucas 22:14,15).
O texto expressa o desejo e ansiedade do Senhor para a realização da Páscoa. Todos estão em volta da mesa. Ele expressa o momento de comunhão com os seus apóstolos, antecedendo o sofrimento. Seria sua última ceia, prometendo uma futura, onde estarão todos reunidos, ou seja, todos os escolhidos do Pai estarão lá, em Seu reino, participando. Porém Ele deixou a ceia como um memorial entre nós até que ele volte para resgatar a sua Noiva, para estar para sempre com ela nos céus.
Há uma expectativa muito grande quanto ao retorno do noivo para encontrar com sua Noiva amada, sem mácula: a Igreja do Senhor.
Como texto acima mostra um desejo, e uma ansiedade de Jesus pela celebração da Páscoa com seus discípulos, em um paralelo podemos crer que o Noivo, Jesus, está ansioso pelo encontro com sua Noiva, por suas bodas.
Passaram-se 2.000 anos e ainda soam Suas promessas desse retorno para nos resgatar deste mundo para ficarmos com Ele. Está escrito sobre esse retorno:
- "E quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejas vós também" (João 14:3).
- "Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que estejam comigo; o que anda no caminho reto, esse me servirá" (Salmo 101:6).
O dia e a hora, não sabemos. Não sabemos se será pela manhã ou tarde ou meia noite ou agora. Uma coisa sabemos: que devemos estar preparados. Esse casamento está preste a acontecer. Alegre-se, oh igreja, Noiva bendita do Senhor. O Noivo está voltando.
Mateus 25 nos fala de dez virgens, cinco prudentes e cinco néscias; as prudentes estavam preparadas para o encontro com o Noivo; elas tinham azeite suficiente para esse encontro. Mas as néscias deixaram para se preparar no ultimo momento:
"E tardando o esposo tosquenejaram todas e adormeceram. À meia noite ouviu-se um clamor: Aí vem o Esposo, saí-lhe ao encontro. Então todas aquelas virgens se levantaram" (Mateus 25.5-7).
Só que havia uma diferença: cinco delas estavam preparadas, cheias de azeite. As outras foram buscar unção para suas lâmpadas e, quando voltaram, a porta já estava fechada.
"E tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com Ele para as bodas, e fechou-se a porta" (Mateus 25:10).
Diz Pedro em sua segunda epístola, cap. 3:4,9: "Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o principio da criação." [...] "O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se."
Apocalipse 2:25; 16:15; 19:7-9; 22:7,20: “Mas o que tendes retende-o até que eu venha.” [...] “Eis que eu venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda seus vestidos para que não ande nu, e não se vejam suas vergonhas.” [...] “Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro cuja esposa a si mesma já se ataviou. Pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos. Então, me falou o Anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à Ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus.” [...] “E o espírito e a esposa dizem: vem E quem ouve diga: vem E a quém tem sede venha. E quem quiser tome de graça da água da vida.” [...] “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente, cedo venho. Amém! Maranata, ora vem Senhor Jesus!”
O tempo é chegado. A mesa está posta. Só se sentarão junto a ela os eleitos: os vitoriosos, os vencedores. Como está sua vida? Como está sua comunhão com Deus? Como está sua fé? Como está sua lamparina, seu azeite?
Ainda não é meia-noite; há tempo para encher-se de azeite. Seja cheio e esteja preparado para esse encontro.

Josiel Dias

Que Deus tremendo!

Amigo, algum dia você já se encontrou com alguém famoso? Já pediu um autógrafo a um artista ou jogador de futebol famoso? Já entrou na sala do Presidente da República? Se você é como a maioria das pessoas, encontrar-se com alguém de grande importância certamente o deixa perturbado. Suas mãos tremem, sua boca seca e todas aquelas palavras inteligentes que você gostaria de dizer chegam à sua boca de uma só vez – quando chegam! Agora imagine-se sendo convidado por Deus para um jantar. Você ficaria entusiasmado ou começaria a sofrer na espera? Se você é um servo de Deus, um crente em Jesus, então já foi convidado. Está nervoso?
Nosso Deus é um Deus tremendo.
“Santo e tremendo é o seu nome” (Salmo 111.9). O temor de Deus, de sua santidade, de seu poder e de sua presença normalmente assumem um segundo plano diante do Salvador amigo e amoroso. Sim, Jesus é amigo e amoroso, pois “benigno e misericordioso é o SENHOR” (Salmo 111.4). Porém, Ele é santo e tremendo. Quando sentimos o temor de Deus, o pecado se transforma em algo vergonhoso. Ao orar vestido de saco e coberto de cinzas, Daniel pediu a Deus perdão de seus pecados:
“Orei ao SENHOR, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos... a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti”! (Daniel 9.4,8).
Reconhecemos a desgraça do pecado quando reconhecemos que o nosso Deus é tremendo.
“Falar-se-á do poder dos teus feitos tremendos, e contarei a tua grandeza” (Salmo 145.6).
Os crentes em Jesus precisam falar aos outros sobre a natureza tremenda de Deus e sobre o dom da vida eterna. Também precisamos reconhecer o tremendo poder de Deus na Igreja.
“Santo” e “tremendo” são apenas duas das palavras que descrevem o nosso amado Salvador ressurreto. Jesus Cristo é santo porque foi tentado e testado em todos os pontos, não tendo, porém, pecado. Ele é maravilhoso por causa do Calvário.
“Enviou ao seu povo a redenção; estabeleceu para sempre a sua aliança” (Salmo 111.9).
O segredo do Calvário é que Deus desceu não para salvar o seu Filho, mas para moê-lo. Jesus não morreu por causa do sofrimento físico, mas por causa da agonia por nossos pecados. A ira de Deus cai ou sobre o Salvador ou sobre o pecador. Se você, amigo, aceita o Calvário, então o que lhe espera é uma eternidade no céu com Jesus. Se você rejeita o Calvário, a ira de Deus é toda sua.
“Quem é sábio atente para essas coisas e considere as misericórdias do SENHOR” (Salmo 107.43).
“Oh, todos vós que tendes sede... Vinde e vede as obras de Deus, quão tremendo é ele nos seus feitos para com os filhos dos homens” (Isaías 55.1; Salmo 66.5).

Adail Campelo