segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A Temperança

Em contraste com as obras da carne, o fruto do Espirito descrito em Gálatas 5.22, possibilita ao cristão autêntico viver uma vida digna e honrada diante de Deus e da sociedade.
Quando o crente, sob o domínio do Espirito Santo, produz as varias virtudes do fruto do Espirito, listadas no texto supracitado, ele passa a participar do caráter e da natureza de Cristo.
Essas qualidades apresentam-se enquadradas em três distintos grupos: o primeiro (amor, gozo e paz) diz respeito a nossa atitude em relação a Deus, o segundo (longaminidade, benignidade e bondade) lida com os relacionamentos sociais, e o terceiro (fé, mansidão e temperança) descreve os principios que orientam a conduta do cristão.
Sem dúvida alguma é a temperança que nos possibilita o controle sobre nossas próprias paixões, tornando-nos comedidos, moderados em nossa atitude e decisões. A pessoa temperada é aquela que observa o auto-controle, procurando evitar os extremos. O domínio próprio é uma das qualidades essenciais do ministério da igreja.
Ele é extremamente necessário para o bom testemunho diante do mundo e o sucesso do serviço cristão.
Mas o que é temperança?
Definição Bíblica; A palavra original traduzida por “temperança” aparece somente em três passagens no NT: Gl 5.22, At 24.25 e 2 Pe 1.6.
Em Gálatas é usada para designar a última seçaõ do fruto nônuplo do Espirito. Em Atos , Paulo empregou o termo ao discorrrer com Félix acerca “da justiça, e das temperança, e do juizo vindouro”. Em 2 Pedro a palavra é incluída na lista das qualidades que todo cristão deve desenvolver: “Acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude, a ciência, e à ciência, a temperança, e à temperança, a paciência, e à paciência, a piedade”.
A idéia pincipal de “temperança é força, poder ou domínio sobre o ego, inclusive petulância, arrogância, brutalidade e vanglória. É o controle de si mesmo sob a orientação do Espirito Santo.
A falta de temperança leva a pessoa a cometer excessos ao dar vazão aos desejos pecaminosos da carne. O melhor antídoto contra isso é estar cheio do Espirito Santo, porque desta maneira estaremos sob seu controle. Ele nos ajuda a dominar nossas fraquezas, e submetermo-nos à sua vontade.
Sem o auxílio do Espirito Santo, nossas inclinações naturais cedem facilmente aos desejos pecaminosos. Todavia, ao nascermos do Espirito, a nova natureza divina em nós esforça-se por cumprir toda a sua vontade e agradá-lo.
Vida equilibrada.
Isto significa que devemos evitar os extremos de comportamento ou expressão, conservando os apropriados e justos limites.
Obiviamente há coisas das quais o cristão tem que se privar totalmente (Gl 5.19-21; Rm 1.29-31; Rm3.12-18; Mc7.22,23). Entretanto, Deus criou coisas boas para delas desfrutarmos com prudência, sob a orientação do Espirito Santo e da sua Palavra. Examinemos os ensinos bíblicos quanto à temperança em áreas especificas da vida.
a) Controle da língua. A temperança começa com o controle da língua, e o apóstolo Tiago informa-nos o quão difícil é realizá-lo (Tg 3.2). Se você não controla sua língua, sua fala, sua conversa, não controla nada mais em sua vida. Se você realmente deseja o fruto da temperança, peça ao Espirito Santo para controlar sua língua.
b) Moderação nos hábitos contidianos. Em I Coríntios 6.12-20, aprendemos a importância de honramos a Deus através do nosso corpo. Nessa passagem, trata-se não só a respeito da imoralidade sexual, mas também sobre qualquer outra prática que desonre o corpo e, consequentemente, desonre a Deus.
A glutonaria e a bebedice são hábitos pecaminosos contra os quais somos adivertidos na bíblia (Pv 23.20,21).
c) Auto-domínio da mente. No mundo de hoje, há muitas atrações e passatempos aparentemente inofensivos com o objetivo de afastar-nos de nossas responsabilidades para com Deus. O que lemos, vimos, ou ouvimos causa impacto na nossa mente, e por isso precisamos da ajuda do Espirito Santo a fim de conservá-la pura (Fp 4.8). Acima de tudo Deus deseja que sejamos santos! Esta idéia é enfatizada inúmeras vezes ao longo da Bíblia. O Espirito Santo trabalha em nosso interior, aperfeiçoando a santidade e tornando Cristo uma realidade em nossa vida. Ele quer produzir em nós o fruto espiritual da temperança, e cria em nós o desejo de separação do mundo pecaminoso para viver de modo agradavél a Deus. O fruto da temperança suscitada pelo Espirito de Deus opõe-se a todas as obras da natureza pecaminosa carnal e humana. No momento em que somos salvos, o Espirito Santo passa a habitar em nós. A partir de então, não devemos estar mais sob a escravidão do pecado. Ao longo da vida terrena, precisamos exercer o governo disciplinado sobre os desejos da carne. Esta (a natureza pecaminosa) fará tudo para recuperar o domínio sobre nós. Busquemos todos, sempre, a renovação espiritual e tenhamos uma vida inteiramente rendida a Jesus como Senhor. Nesta dimensão espiritual nasce e cresce o fruto do Espirito.

Marquês Santos Souza

sábado, 18 de dezembro de 2010

David na caverna de Adulão

Você já sofreu perseguição? Já se sentiu ameaçado? Desejou ficar sozinho?
O texto nos fala de perseguição, fuga e refúgio. Davi refugia-se num lugar, esconde-se, foge para um outro contexto por causa da perseguição de Saul. Saul ainda era o rei e sabia que Davi o ameaçava.
Mas ameaçava porque? O que Davi estava tentando mostrar nessa fuga? Ele não era o ungido de Deus? Qual era de fato a necessidade deste recolhimento?
Exatamente por por ter sua unção reconhecida e valorizada pelo povo, Davi despertou ciúmes em Saul , despertou a inveja e o ódio de Saul, que passou então a perseguí-lo. Davi estava bem com o povo, caminhava segundo os planos de Deus e o ciúme de Saul foi tomando conta da situação e falando mais alto.
Davi precisava fugir de Saul de um lado para o outro, se escondendo para não ser morto.
Nesse esconderijo de Davi, a Caverna de Adulão, algo especial aconteceu, (I Sm. 22. 1 e 2), ali se ajuntaram a ele um bando de homens endividados, amargurados e sem futuro, dos quais Davi era o líder.
Adulão: Significa Justiça do povo, refugio, esconderijo; foi um lugar de tratamento na vida de Davi.
Davi sendo o ungido de Deus, poderia ter matado Saul e ficado logo com o reino, mas ele sabia que não havia sido chamado para matar Saul e sim para reinar no lugar de Saul. O teste de paciência e autocontrole diante de uma circunstância dificil levou Davi a refugiar-se. O tempo de caverna tratou, ensinou e exaltou Davi naquele contexto.
A caverna em nossas vidas torna-se necessária quando precisamos ser tratados...
1) Em nossa vida pessoal
2) Em nossa vida social
3) Em nosso ministério
Em cada uma destas áreas, gigantes se levantam para afrontar o servo e a serva de Deus. Perseguições, confrontos e provas, muitas provas acerca da unção de Deus sobre aquele(a) que foi separado por Deus para fazer Sua obra.
Saul perseguiu a Davi porque ele sabia que o reino seria tirado dele e então começou a perceber que ele era o rei, mas não o ungido.
Do outro lado, Davi chamava cada vez mais a atenção do povo. A comparação com o então rei Saul era inevitável. “Saul matou mil, Davi dez mil”, e isso começo a irritar muito Saul.
Querido irmão e querida irmã, se as coisas estão muito tranqüilas, comece a se preocupar...se não há perseguição comece a se preocupar... o ungido de Deus sofre perseguições, sofre dificuldades, sofre medo. “No mundo tereis aflições...” O verdadeiro ungido de Deus precisa incomodar, precisa ser notado, precisa fazer a diferença!
E é na caverna que muitas vezes vamos aprender a lidar com este incômodo que temos que provocar onde estivermos. É na caverna que nos encontramos com situações que nos tiram da fuga. É na caverna que precisamos ver o que fazer, ou melhor, o que Deus vai fazer (vs 3).
A) Quando estamos na caverna, achamos refúgio (Sou abençoado). Vida Pessoal
Na caverna temos a oportunidade de intimidade com Deus. As vezes, por algum motivo em nossa vida é preciso nos refugiarmos, pararmos com nosso dia-a-dia, com nossa correria, com nossos afazeres. Situações, pessoas e problemas insistem em nos perseguir. Alguns de nós podemos nos identificar com Davi, enfrentar um "gigante" na frente de pessoas das quais somos líderes, e pensamos que estamos prontos para enfrentar o desafio e que "gigante" como este não existirá mais. Saul era o novo gigante na vida de Davi. Embora ungido pelo profeta Samuel, Davi o escolhido de Deus, precisava passar algumas provas. A persegução de Saul era prova de que Davi precisava ir para a caverna. Quantas vezes nos sentimos “donos da situação”? Nada pode me barrar! Ou nem encaramos assim, mas para o nosso próprio crescimento e amadurecimento é preciso ir para a caverna. O tratamento da caverna estabelece a condição do “eu” com Deus.
B) Quando estamos na caverna, Deus pode nos usar para (abençoar outras pessoas). Vida Social
Olha pra onde Davi foi! Uma congregação de bandidos..., quando enfrentamos situações calamitosas, passamos a conviver com pessoas que nunca imaginávamos.
Davi deu sentido á vida destes homens e estes passaram a ser a primeira fila do seu exercito. Se você está em um lugar ruim é porque você é um instrumento de Deus para dar rumo as pessoas que estão ao seu redor.
A palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, nos conta que os irmãos de Davi não criam nele, não o valorizavam, tanto é, que por ocasião da guerra com os filisteus, quando Golias desafiava ao povo de Israel, Davi chegando ao campo de batalha foi destratado por seus irmãos que o chamaram de curioso, intrometido, metido a besta, e agora estavam ali buscando refugio junto a Davi em Adulão. Quem foram os homens que procuraram a Davi: (Vers.02) “Ajuntaram-se a ele todos os homens que se achavam em aperto, e todo homem endividado, e todos os amargurados de espirito, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens.” Deus honrou Davi não somente entre aqueles que estavam diretamente ligados a ele, porém, as pessoas de fora, também reconheceram o que Deus estava fazendo na vida dele
Aqueles homens que antes serviam a Saul, agora serviam a Davi, trocaram o governo de suas Vidas. Hoje também, é o tempo de você mudar o Governo e a orientação de sua vida. Você esta amargurado, apertado, perseguido, endividado, doente etc. As pessoas que estão próximas de você, julgam você inferior? Parentes, vizinhos, “amigos”...Todas estas pessoas verão o que Deus fará em sua vida social! Jesus é a nossa caverna de Adulão, Corramos para Ele agora.
C) Quando estamos na caverna, somos preparados para novamente acharmos o caminho, porque há um tempo estabelecido para o refúgio. Dimensão ministerial e espiritual
No verso 5 é dada a orientação a Davi de que o tempo de caverna havia terminado. Era preciso sair e com uma nova visão e uma nova experiência continuar impactando a vida das pessoas que confiavam nele como ungido do Senhor.
Muitos entram na caverna, porém, acham que o tempo de caverna não terá fim, ou pior, acomodam-se na caverna, pois lá recebendo apenas apoio e desfrutando de intimidade com Deus fica mais fácil não encarar a perseguição. Hoje o Senhor quer nos restabelecer para uma novo tempo, um novo momento. Fazer um novo governo sobre nossas vidas, renovar seu pacto de unção sobre cada um aqui e demonstrar seu valor diante daqueles que vem desacreditando ou ameaçando você.
Conclusão: Saia já da caverna para declarar que a vitória já veio nesta hora em nome de Jesus. Declare Adulão como renovo para sua vida, para seu trabalho, para seu ministério. O tempo de alegria é chegado! O tempo de perseguição já findou! O tempo de unção é renovado neste dia, creia nisso!

 
Pr.Marcelo Arruda

Sofrer ou não sofrer?

O salmo 32 nos fala sobre a bênção de não passar por sofrimentos quando confessamos nossos pecados a Deus. Pode-se afirmar: “confessei meus pecados mas sofro“. Há incoerência na Palavra?
O versículo 5 diz como devemos confessar nossos pecados: “Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.“
Confessar pecados não é se desculpar com Deus. Não é apenas pedir perdão. É reconhecer seu erro com arrependimento para que Deus o perdoe. Alguns pensam que basta pedir perdão e tudo bem, como estão enganados! Arrependimento e perdão andam juntos e se complementam.
Perdão não é algo burocrático, não basta formular o pedido, até pagar sacrifícios. Para ser perdoado é necessário reconhecer nossa situação diante de Deus, deixar o caminho do mundo e seguir o caminho de Deus. Não podemos mentir para Deus, porém Ele é poderoso para perdoar uma multidão de pecados daquele que se arrepende.
O versículo 7 nos promete uma bênção:“Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento.“
Ser preservado da tribulação não significa que somos imunes a ela. Raciocine comigo, só pode ser preservado, protegido, salvo de algum mal quem potencialmente passaria por tal. Como qualquer pessoa o cristão pode passar por tribulação, até sofrer, mas como a palmeira que se verga mas não quebra com o furacão venceremos as tribulações se confiarmos em Deus.
O Senhor não nos promete ausência de sofrimento, mas preservação, apesar do sofrimento. Não entenda a Bíblia errado e se revolte contra Deus como sugere a falsa teologia da prosperidade. O servo aprovado é aquele que passou pela prova. Não é assim em tudo na vida? Confiemos em Deus para receber aprovação apesar das tribulações.
O verso 10 nos dá outra lição:
Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá.
Curtir o couro é prepará-lo para que não apodreça. Curtir o sofrimento é fazer com que não acabe nunca. Devemos deixar que o mal perecivel se apodreça e deteriore, para que não se acumule em nossa alma. Se confiamos no Senhor, somos ajudados por sua misericórdia, nos tornamos mais fortes, não porque somos fortes, mas porque o Senhor é.
Deus pode usar vários recursos, humanos, naturais, ou espirituais, para nos ajudar a vencer o sofrimento, mas todos eles só serão eficazes se firmados em Cristo. Em quem nos firmamos quando vencemos problemas? É fundamental que essa pessoa seja Jesus. Só Ele é o único, suficiente e verdadeiro salvador.
O mundo oferece salvação enlatada, corruptível, que nos leva a ver beleza no mal destruindo nosso interior. Depois só resta o sofrimento. De que adianta a salvação mundana? Nada.
Jesus nos oferece Salvação eterna para nossa alma em novo céu e nova terra onde habita justiça. Ele também pode nos sustentar nessa terra quando sofremos. Há decisões que só tomamos porque temos a Cristo, que desafiam o sofrimento e o desejo pelo conforto, porque desejamos fazer a vontade de Deus.
Ainda estamos nesse mundo, portanto sofreremos. Não há novidade nisso. Mas é necessário não “curtir“ o sofrimento como os ímpios, mas desfrutar a misericórdia do Senhor com louvor a Ele, sejam quais forem as circunstâncias.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Os Pecados dos Fariseus

As palavras fortes de Jesus "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas" ecoam através de todo Mateus 23 (versículos 13,14,15,23,25,27,29). Os evangelhos estão cheios de controvérsias entre Jesus e os fariseus (Mateus 9:11,34; 12:2,14,24,38; 15:1,12; 16:6-12; Lucas 11:37-44; 12:1 e muitos outros textos). Quem eram estes fariseus e por que Jesus se opunha tanto a eles? Os fariseus eram um grupo religioso que se originou dois séculos antes de Cristo. Eles eram líderes de um movimento para trazer o povo de volta a uma submissão estrita à palavra de Deus e eram considerados geralmente como os servos mais espirituais e devotos de Deus. A oposição vigorosa de Jesus contra eles deixava muitos perplexos. A maioria das pessoas daquele tempo pensava que se alguém fosse fiel ao Senhor, certamente seriam os fariseus. O Senhor decididamente inverteu os valores do mundo (Lucas 16:15). Se Jesus fosse retornar hoje, a quem ele se oporia? Seriam aqueles a quem respeitamos bastante? Ele nos atacaria como criticava os fariseus? Precisamos pesar as razões por que Jesus os repreendia e então olhar cuidadosamente para nossas próprias vidas (Mateus 5:20; 16:6,12).
Seguiam a tradição
Os fariseus seguiam não somente a lei escrita de Deus, mas também as tradições orais que lhes tinham sido passadas. Eles acreditavam que ambas eram a vontade de Deus. Jesus não seguiu as tradições deles; da¡, eles atacaram-no (Mateus 15:1-14; Marcos 7:1-13). Ele respondeu às críticas deles distinguindo claramente entre a lei de Deus e os mandamentos dos homens. Jesus guardou todas as leis de Deus, mas sempre ignorou as regras do homem. Ele lhes mostrou que, guardando a tradição, os fariseus na realidade quebravam a palavra de Deus (Mateus 15:3-6). Muitas igrejas modernas imitam os fariseus. Elas se agarram a suas tradições acima da palavra de Deus. Muitas delas têm credos ou catecismos junto com a Bíblia aos quais eles dão sua fidelidade. Outros colocam os ensinamentos do pastor, pregador ou papa no mesmo nível com as Escrituras. Jesus advertiu: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens" (Mateus 15:9).
A idéia dos fariseus era colocar uma cerca em volta da lei de Deus. Desde que a lei de Deus proibia o trabalho no sábado, por exemplo, eles proibiam as mulheres de olharem num espelho no sábado. O raciocínio deles: se uma mulher olhasse num espelho poderia ver um cabelo branco e ser tentada a arrancá-lo, e arrancar poderia ser trabalho. Eles Estamos procurando impressionar os homens ou servir a Deus humildemente?estavam procurando fazer uma cerca mais restritiva que a palavra de Deus. O motivo deles era louvável; eles queriam estar certos de que ninguém jamais quebrasse a lei de Deus. Eles pensavam que não rompendo-se a cerca, não se chegaria nem perto de quebrar a lei. Havia apenas um problema com a abordagem deles: se Deus quisesse uma cerca em volta de sua lei, ele mesmo teria construído uma. Ele não o fez; portanto, nós também não dever¡amos fazê-lo (Mateus 23:4; Lucas 11:46). As igrejas de hoje também acrescentam regras que vão além dos mandamentos da Bíblia. Regras extremas quanto ao vestuário e regulamentos minuciosos sobre cada pormenor da vida são certamente herdeiros legítimos da herança farisaica.
A solução para tudo isso é bem simples: examine a origem do ensinamento. Se é de Deus (isto é, está na Bíblia), então deve ser seguido. Se não, não deve, porque "toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada" (Mateus 15:13).
Buscavam ser honrados
Jesus condenou os fariseus pelo interesse deles em impressionar os outros (observem Mateus 23:5-12; Marcos 12:38-40; Lucas 16:15; 20:46-47). Eles tinham aperfeiçoado diversas técnicas de chamar atenção, como usar roupas especiais para fazê-los parecer mais religiosos, orar e jejuar de modos muito visíveis (Mateus 6:1-18), e disputar pelas posições mais elevadas tanto na sinagoga como no mercado. Eles insistiam em que os outros lhes dessem títulos especiais de respeito, quando os saudassem, porque queriam ser notados e admirados.
Satanás ainda consegue colocar orgulho humano nos corações de muitos "cristãos". Quantos líderes religiosos de nossos dias imitam estes fariseus em quase todas as minúcias, usando roupagem especial para distingui-los como "clérigos", usando títulos especiais, e adorando com grande pompa e cerimônia? A religião nos nossos dias tem sido reduzida a uma questão de espectadores aplaudindo os atos deslumbrantes daqueles que estão no palco. O holofote têm sido apontado para o pastor eloqüente, cheio de si, de maneira que poderia causar inveja até a um fariseu. Estamos procurando impressionar os homens ou servir a Deus humildemente?
Amavam o dinheiro
Os fariseus eram cobiçosos (Lucas 16:14). Jesus os acusou de roubalheira (Mateus 23:25) e de devorar as casas das viúvas (Marcos 12:40; Lucas 20:47). É difícil saber exatamente como eles "devoravam" as casas das viúvas; talvez persuadindo-as a fazer grandes doações. Certamente, pessoas de má fé no meio religioso hoje em dia têm explorado os pobres e velhos forçando-os a fazerem doações além de suas condições. Alguns até ridicularizam as doações pequenas (chocante, à vista de Lucas 21:1-4; Marcos 12:41-44) e garantem bênçãos financeiras do Senhor em troca de enormes ofertas. Claramente, assim como seus mentores antigos, eles cobrem sua exploração com um verniz de fervor religioso (observe as longas orações de Marcos 12:40; Lucas 20:47). Não é de admirar que Jesus advertisse: "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno Os hipócritas religiosos de nossos dias cumprem seus deveres religiosos externos perfeitamente, mas permitem que pecados como orgulho, inveja e ódio floresçam por dentro.duas vezes mais do que vós" (Mateus 23:15).
Viviam hipocritamente
Os fariseus eram falsos, pretendendo ser algo que não eram. Eles limpavam minuciosamente o exterior (a parte que as pessoas podiam ver), mas negligenciavam a justiça interior (Mateus 23:23-33). Eles invertiam o que era racional. Uma vez que o pecado começa no coração, a operação de limpeza tem que começar aí também. Jesus comparou a maneira farisaica com alguém que limpasse cuidadosamente o exterior de uma taça ou prato, mas deixasse comida apodrecendo por dentro sem se importar com isso. Conquanto não se queira beber numa taça que esteja suja por fora, a primeira preocupação é com a limpeza interior. Os hipócritas religiosos de nossos dias cumprem seus deveres religiosos externos perfeitamente, mas permitem que pecados como orgulho, inveja e ódio floresçam por dentro.
Os fariseus demonstravam hipocrisia de um segundo modo. Eles desequilibravam-se, dando o dízimo de cada pequena erva enquanto ignoravam totalmente os princípios mais importantes da vida espiritual. Jesus comparou-os com alguém que se certificasse de ter coado cada mosquito de sua bebida; após, porém, engolisse um camelo inteiro! Ele não estava criticando a insistência farisaica por um dízimo rigoroso, mas dizendo que a ênfase precisava ser posta na fidelidade, no amor e na justiça. Infelizmente, os escrúpulos dos fariseus em atender às minúcias deixavam que eles se sentissem justificados por negligenciar princípios elementares da lei. Do mesmo modo, muitas igrejas de nossos dias ressaltam pontos relativamente menores à custa da negligência completa dos assuntos de maior peso. Quando elas têm maior interesse pelo exato comprimento do cabelo de uma mulher ou pelo uso de gravata pelo homem e interessa-lhes menos a honestidade, a pureza moral e o amor a Deus, estão seguindo perfeitamente no caminho trilhado pelos fariseus.
Eram cegos
Jesus expôs a cegueira de sua geração (Mateus 13:13-15). Apesar de examinarem as Escrituras diligentemente, os fariseus deixavam de ver o que elas estavam indicando (João 5:39-40). Sua pesquisa exaustiva e horas incansáveis de estudo não produziam para eles discernimento da verdadeira mensagem da Bíblia.
O que causava a cegueira deles? Eram preconceituosos, permitindo que seus desejos velassem o que as Escrituras ensinavam. Seu orgulho impedia-os de se humilharem o suficiente para permitirem que o Senhor abrisse seus olhos (João 7:45-52; 9:24-34). Eles deturpavam as palavras que Jesus dizia e negavam seus milagres (Mateus 12:22-24). Eles recorriam a desonestidade absoluta (Mateus 28:11-15). A questão penetrante é: somos cegos também? Ler a Bíblia não nos imuniza. Somente um coração terno e um amor pelo Senhor nos capacitarão a entender as Escrituras que lemos.
Rejeitavam o Propósito de Deus
"Todo o povo que o ouviu e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de João; mas os fariseus e os intérpretes da lei rejeitaram, quanto a si mesmos, o desígnio de Deus, não tendo sido batizados por ele" (Lucas 7:29-30). Os fariseus rejeitaram a Deus, recusando-se a serem batizados por João. Hoje, quando as pessoas argumentam contra ou tentam mudar o padrão bíblico do batismo, elas imitam os fariseus e negam o propósito de Deus. [Veja o folheto, O Batismo e a Salvação (C12)].
Talvez não nos surpreenderíamos ao saber que os homens ainda agem como fariseus. Os homens não mudam muito. Deus não muda nunca. Ele se opõe aos modernos fariseus da mesma maneira que se opunha aos antigos. "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas..."

Gary Fisher

Cego Pelo Projeto Pessoal

Juízes 11.30-39.  Jefté era um homem de Deus. Ele tinha o Espírito de Deus em sua vida, mas teve um comportamento muito absurdo. Ele fez um voto ao Senhor que comprometeu o futuro de sua filha. Deus não interferiu, Ele se calou. É possível alguém que está cheio de Deus se envolver numa loucura. Jefté teve uma vida complicada. Era um filho de um relacionamento ilícito de seu pai com uma prostituta. Jefté era um filho bastardo. O seu pai assume Jefté e o cria junto com seus outros filhos legítimos de sua esposa. Mas quando eles crescem, Jefté é expulso de casa. Na verdade, ele foge da presença de seus irmãos e vai morar com homens levianos. Homens de rua. Era uma gangue. O tempo passou e quando os inimigos vieram contra Israel, os anciãos lembraram de Jefté, e convocaram para ajuda-los. Jefté aceitaria somente com a condição de lidera-los. De ser chefe deles. Eles aceitaram. Então Jefté faz o voto ao Senhor:
“Se, com efeito, me entregares os filhos de Amom nas minhas mãos, quem primeiro da porta da minha casa me sair ao encontro, voltando eu vitorioso dos filhos de Amom, esse será do Senhor, e eu o oferecerei em holocausto.”
O que levou Jefté a fazer um voto tão doido como este? Com certeza ele estava ciente de que a única pessoa que sairia de sua casa seria sua filha. E foi isto que aconteceu. A sua filha que sai de casa ao seu encontro para o recepciona-lo. Talvez esta menina não tivesse mãe, porque Jefté estava imitando a atitude de seu pai quando sai com uma prostituta e traz para a casa o fruto daquele relacionamento. O fato é que a filha de Jefté não aparece ao lado de sua mãe, nem tampouco ela a consolando. Mas o que levou Jefté a ter esta atitude insana? Foi a cegueira do seu projeto pessoal. Seu projeto pessoal era apagar seu passado diante daqueles anciãos. Os liderando e os levando à vitória seria uma forma de demonstrar seu valor para aqueles homens. Era a forma de dar o troco por ter sido um dia expulso de casa.
Tem gente que obcecado por um projeto pessoal, está destruindo a sua família. Tem gente tentando revisar o seu passado e se vingar de pessoas, chorando mágoas passadas e todo o seu comportamento no presente é em razão de mostrar seu passado.
Jefté deveria gastar o resto da sua vida pensando em sua filha, como educa-la e cria-la. Nela estava a esperança de casar com um homem de bem, gerar filhos e encher a casa de netos. Mas a sua obsessão pelo seu projeto pessoal, não permitiu que nem chorasse com a sua filha. O v.39 diz:
“Ao fim dos dois meses, tornou ela para seu pai, o qual lhe fez segundo o voto por ele proferido; assim, ela jamais foi possuída por varão.” Juízes 11.39
Esta menina voltou para o pai porque era obediente e submissa. Era uma boa menina. Ela foi condenada a viver só e virgem o resto de sua vida. Ela recebeu uma castidade para o resto de sua vida. Talvez neste tempo surgiu a primeira burca na história da humanidade, pois ela deveria esconder a sua beleza para que não fosse cobiçada por nenhum homem. Ela abdicou forçadamente da beleza da mulher. Tudo isto por causa de um projeto egoísta de seu pai.
Será que não estamos construindo projetos egoístas que destroem a família como o de Jefté? Quando você decide mudar de Igreja e ignora a opinião da esposa e dos filhos, impondo a eles esta mudança, você está agindo como Jefté. Ele queria vencer a guerra e ser reconhecido pelos anciãos.
A filha dela foi o preço de sua vitória. Ele se auto-condenou também, porque não teria netos. Pessoas querem vingar o seu passado, quando Deus está sinalizando um novo tempo na história. Deus iria glorifica-lo, não precisava ele fazer o que fez.
Que tipo de projetos estamos fazendo? O texto diz que aquela menina saiu chorando a sua virgindade pelos montes, juntamente com as suas companheiras, e Jefté não a acompanhou. Você tem chorado com seus filhos? As crises deles? As dúvidas e anseios? Qual é o tamanho do seu projeto? Ele pode te entorpecer. Jefté ainda coloca a culpa nos ombros da filha, pois quando ele vai chegando em casa depois da vitória, ela sai feliz para celebrar, e então ele diz: “Ah! Filha minha, tu me prostras por completo; tu passaste a ser a causa da minha calamidade,...”
Que tipo de pai você é?
Tem pai que ama, tem pai que esquece do amor; tem pai que adota, tem pai que abandona; tem pai que não sabe que é pai, tem filho que não sabe do pai; tem pai queda amor, tem pai que dá presente; tem pai por acaso, tem pai que se preocupa com os problemas do filho, tem pai que não se preocupa com os problemas do filho; tem pai que ensina, tem pai que não tem tempo; tem pai que sofre com o sofrimento do filho; tem pai que deixa o filho esquecido; tem pai de todo jeito; tem pai que encaminha o filho, tem pai que o deixa no caminho; tem pai que assume, tem pai que rejeita; tem pai que acaricia, tem pai que não sabe que o filho precisa de carinho; tem pai que afaga; tem pai que só pensa em negócios.
Talvez tenhamos algo lá do passado que precisamos tratar. Em 2 Co 5.17 diz:
“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” 2 Co 5.17
Que você consiga reparar e trazer uma nova vida aos seus pais. Que os nossos projetos jamais venham cobrir a minha família. Viva a plenitude do que Deus lhe deu, não se martirize por causa do seu passado. Jefté curtiu seu projeto pessoal, mas jogou fora a sua filha. Ele estava sendo ovacionado na rua, mas dentro de casa a sua filha estava entristecida.

Pastor Jaime Soares

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Problemas Financeiros: a solução

Você está enfrentando problemas financeiros? Faturas que você não consegue pagar? Cheques que você não pode cobrir? Necessidades que você não tem dinheiro para suprir? Vergonha? Frustração? Excesso de trabalho? Tensão? Problemas financeiros são excessivamente preocupantes e conduzem a muitos pecados: descontentamento, ingratidão, ira, desonestidade, impaciência, ansiedade e negligência das responsabilidades espirituais. A Bíblia ensina-nos como enfrentar muitas situações diferentes na vida, incluindo as dificuldades financeiras. A chave para enfrentar problemas financeiros está na atitude da pessoa. Para responder bem precisamos permitir que a palavra de Deus opere em nosso coração e mude nosso modo de ver as coisas.
Atitudes
Gratidão: Paulo insiste em que sejamos gratos. Precisamos estar "...transbordando de gratidão" (Colossenses 2:7). "Dêem graças em todas as circunstâncias..." (1 Tessalonicenses 5:18). Não devemos nos queixar nem sentir pena de nós mesmos, mas antes devemos considerar cuidadosamente todas as razões que temos para sermos agradecidos e louvar a Deus por suas bênçãos a nós. Os israelitas no deserto estavam se queixando constantemente, mas tinham se esquecido da grande libertação que Deus lhes tinha dado havia apenas pouco tempo. Temos que atentar para o que o Senhor nos tem dado e não para as coisas que não temos.
Contentamento: "Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: ‘Nunca o deixarei, nunca o abandonarei’" (Hebreus 13:5). A presença de Deus com seu povo deveria dar tanta alegria e segurança que poderíamos facilmente nos contentar com qualquer padrão de vida. Paulo estava contente na fome ou na abundância (Filipenses 4:10:13). Por outro lado, as Escrituras estão repletas de advertências contra a ganância e a avareza (veja Lucas 12:15, por exemplo). Por qualquer razão, nunca parecemos reconhecer o desejo desordenado por coisas em nossas próprias vidas. Pensamos que todas as coisas que queremos são necessidades e que a dívida que acumulamos ao buscar adquiri-las é perfeitamente aceitável. Poderia ser que poucos de nós admitem a ganância em nossas vidas porque nos cegamos e deixamos de perceber o verdadeiro estado de nosso coração? Paulo exortou: "Por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos" (1 Timóteo 6:8). Estamos satisfeitos somente com isto?
Sobriedade: Muitos textos nos exortam a sermos sóbrios (1 Tessalonicenses 5:6, 8; 1 Pedro 1:13; 4:7; 5:8). A pessoa sóbria encara os fatos e não deixa seus desejos colorirem sua percepção da realidade. Muitas pessoas tratam das finanças num mundo de sonho, sempre imaginando que tudo dará certo magicamente. Mas fugir de um problema ou negá-lo não ajuda e não está de acordo com o caráter de Cristo. Temos que reconhecer nossa situação atual, não importa quão triste seja, e ser "homens de coragem" (1 Coríntios 16:13). Ignorar os problemas não os extingue. Lutas financeiras não desvanecem sem mais nada, mas precisam ser resolvidas por disciplina séria e perseverante.
Honestidade: A honestidade é parte do caráter cristão (2 Coríntios 8:21; Tito 2:5). Pessoas honestas aceitam suas limitações financeiras e não tentam ser uma coisa que não são, vivendo num estilo de vida que suas condições não permitem. Pessoas honestas admitem que há muitas coisas que outras em torno delas têm ou podem fazer que elas não podem porque não têm dinheiro suficiente para isso. E pessoas honestas não fazem dívidas que não têm capacidade para pagar (veja Romanos 13:8).
Diligência: Algumas vezes, porém nem sempre, os problemas financeiros resultam da preguiça. "Tirando uma soneca, cochilando um pouco, cruzando um pouco os braços para descansar, a sua pobreza o surpreenderá como um assaltante, e a sua necessidade lhe sobrevirá como um homem armado" (Provérbios 6:10-11). "Por causa da preguiça, o telhado se enverga; por causa das mãos indolentes, a casa tem goteiras" (Eclesiastes 10:18). Problemas financeiros devem ser esperados quando nos mimamos com descanso e sossego, e não trabalhamos esforçadamente. Um homem deve sustentar sua família (1 Timóteo 5:8) mesmo que isso possa envolver trabalho difícil ou empregos desagradáveis, ou mesmo se o trabalho disponível é relativamente mal pago.
Espiritualidade: Precisamos manter nosso foco principal em Cristo, não em coisas materiais. "Ninguém pode servir a dois senhores: pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro... Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas" (Mateus 6:24, 33). Nossas posses, nossa posição e nosso sucesso nesta vida são matérias insignificantes para o verdadeiro cristão. Ele se vê como meramente passando através desta vida como um peregrino e portanto relativamente desinteressado nas suas condições. Ele nunca faz da prosperidade material uma meta séria (veja Lucas 9:57-58). O homem espiritual percebe que seu dinheiro e sua posição financeira não são as coisas importantes da vida.
Altruísmo: O servo do Senhor está sempre buscando dar, em vez de gastar consigo mesmo. Ele vê o dinheiro que ganha trabalhando como uma bênção que ele pode aplicar servindo a outros: "O que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo algo de útil com as mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade" (Efésios 4:28). Discípulos verdadeiros vêem a prosperidade material não tanto como algo para si mesmos, mas como algo útil para servir outros (2 Coríntios 9:8-11). Enquanto o cristão for egoísta, ele sempre sentirá frustrações ao lidar com assuntos financeiros.
Humildade: A humildade para admitir enganos e buscar corrigi-los é básica. Muitos de nós temos tido atitudes impróprias e não temos administrado bem nosso dinheiro. Nunca mudaremos até que admitamos que temos estado errados. Precisamos também ter a humildade de examinarmo-nos à luz da palavra de Deus e fazer as coisas que aprendermos (Tiago 1:21-24). Esta seria uma boa hora para parar de ler este artigo e rever as oito atitudes que precisamos ter e tentar honestamente avaliar-nos e resolver mudar nossa atitude nas áreas necessárias. Como Deus nos vê em cada uma destas atitudes?
Mudanças Específicas
As coisas específicas que precisamos fazer ao lidar com problemas financeiros dependem de nossa mudança e adoção das atitudes mencionadas acima. Sem perspectivas corretas, os passos seguintes terão pouca validade.
1 - Avalie honestamente sua situação. Encare os fatos. Talvez ajudasse pegar uma folha de papel e lançar todas as suas dívidas e anotar os valores de todas. Então, lançar sua renda e suas despesas mensais. Qual é, exatamente, sua situação financeira.
2 - Comece a pagar suas dívidas. "Não devem nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros..." (Romanos 13:8). Calcule quanto dinheiro por mês é necessário para pagar todos os juros e, também, comece a pagar o principal (o valor original do empréstimo, antes do acréscimo de juros). Se suas prestações e obrigações mensais forem mais do que tem disponível no orçamento da família, ha três coisas que poderia fazer de modo a ter dinheiro para pagar as dívidas: (a) Gastar menos. Quando for necessário, as despesas podem ser reduzidas às mínimas necessidades de comida e lugar para viver (veja 1 Timóteo 6:6-10). (b) Ganhar mais. Às vezes há oportunidades para trabalhar mais horas, ter um segundo emprego, ou encorajar os filhos adolescentes ou adultos que estejam vivendo no lar a trabalharem. (c) Vender coisas. Os cristãos primitivos vendiam casas e terras para aliviar as necessidades de seus irmãos (Atos 4:32-37); certamente não é irracional esperar que um discípulo de Cristo venda coisas para poder pagar o que deve.
3 - Viva dentro dos limites de seu orçamento. A Bíblia adverte sobre a loucura de fazer dívidas: "O rico domina sobre o pobre; quem toma emprestado é escravo de quem empresta" (Provérbios 22:7). A escravidão aos credores é muito penosa; é melhor esperar pacientemente e comprar somente aquelas coisas que se pode pagar.
4 - Comece a aplicar sua renda no sentido de metas espirituais. Temos que chegar a ver tudo o que temos como pertencendo ao Senhor e começar a usar nossos recursos para servi-lo. O Novo Testamento exorta-nos a dar generosa e abundantemente (2 Coríntios 8-9). Conquanto seja verdade que não estamos mais obrigados ao dízimo, não devemos usar isso como uma desculpa para sovinice. Não devemos permitir que nossa oferta seja diminuída pela avareza (2 Coríntios 9:5).
Conclusão
Em todas as áreas da vida, a palavra do Senhor nos fornece a orientação perfeita. Da mesma maneira, no campo financeiro devemos dar ouvidos à sabedoria de Deus revelada na Bíblia. Quando obedecemos os mandamentos do Senhor, recebemos tanto "a promessa da vida presente" como a da vida "futura" (1 Timóteo 4:8). Que sigamos estas instruções!

Gary Fisher