quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Natal - Grande Alegria para os homens
O anjo falou aos pastores:
"Eis aqui vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo" (Lc 2.10).
Nesta curta frase Deus nos apresenta uma abundância de verdades a respeito da salvação, que nos são dadas por meio de Jesus Cristo:
"Eis aqui..."
Com essa expressão Deus chama a nossa atenção, para que prestemos atenção ao que Ele vai dizer a seguir. Num mundo em que a humanidade desde sempre esteve à procura de libertação, salvação e perdão, num mundo em que os homens procuram algo em que se apoiar e no que possam confiar plenamente, Deus nos apresenta, em Seu Filho, algo que ilumina toda a eternidade para nós.
O imperador romano Augusto apresentava-se aos súditos do seu reino como sendo Deus. Ele tinha que ser adorado. Mas as pessoas continuavam sofrendo em sua desesperança e permaneciam amargamente decepcionadas. Talvez você também esteja decepcionado com pessoas que considerava exemplos e esteja procurando por alguém em quem possa confiar: olhe para Jesus, o Autor e Consumador da fé! Jesus se apresenta e diz: "Olhe para mim, e você não será decepcionado". Se você olhar constantemente para Jesus pela fé jamais será decepcionado!
"Eis aqui vos trago..."
Deus nos traz a mensagem mais grandiosa e poderosa de todos os tempos, que supera todas as outras mensagens anteriores. Quantas mensagens humanas já ressoaram sobre esta terra e se perderam para sempre! Mas a mensagem de Deus em Seu Filho Jesus é: Existe perdão dos pecados. Uma vida arruinada pode ser renovada. O Senhor dá vida eterna a todos os que crêem nEle. Qualquer pessoa que vem a Jesus não será rejeitada. Há uma morada maravilhosa junto a Deus para todos aqueles que entregam sua vida a Jesus.
"Eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria..."
A alegria que nos é dada em Jesus não é uma alegria passageira. Ela é colocada em nosso coração e nos enche de profunda paz. Sua alegria sustenta de maneira maravilhosa a nossa vida nos dias de felicidade e de sofrimento. Sua alegria é a certeza da vida eterna, a maravilhosa certeza de estar ligado a Deus.
Essa alegria falta ao homem natural, porque lhe falta a comunhão com Deus. Ele procura preencher esse vazio com alegrias passageiras da vida. Sua alegria se apóia em aventuras e divertimentos – mas o seu coração não se satisfaz com tais coisas. Ao invés de encontrar a alegria que tanto busca, ele se afunda cada vez mais em desesperança e aflição. Jesus entra nessa situação e quer dar-Se a Si mesmo a você. Aceite o dom inefável de Deus. Então seu coração ficará em paz e você receberá plena alegria. A partir desse momento sua vida passará a ter um fundamento firme e permanente.
"Eis que vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo."
A mensagem de Deus por ocasião do Natal é para todos, para grandes e pequenos, para jovens e velhos, para pessoas de moral elevada, para vagabundos e criminosos. O Senhor não faz diferença: qualquer um pode vir a Ele, e todo aquele que Lhe pede, recebe.
Por isso, permita que haja Natal em seu coração, lançando sobre Jesus os seus pecados, assim como todas as suas preocupações e angústias, e entregando-Lhe sua vida! Então valerá também para você:
"É que hoje vos nasceu... o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lucas 2.11).
A você que já é salvo, que já é filho de Deus, pedimos de todo o coração: continue nos ajudando a propagar esta mensagem! Ajude-nos também a dizer aos homens que Jesus voltará. Justamente a mensagem do Natal indica que Israel ainda tem uma esperança na vinda do seu Messias. Lemos em Lucas 2.32:
"Luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de Israel." Lucas 2.32
Na primeira vinda, Jesus foi luz para salvação aos gentios. Na Sua vinda em grande poder e glória, Ele, o Messias de Israel, salvará o Seu povo e estabelecerá Seu glorioso reino milenar de paz. Vem, Senhor Jesus!
Norbert Lieth
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Verdades do Reino de Deus
Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e vos será feito.(Jo 15.7).
Dar-te ei as chaves do reino dos céus. O que ligares na terra terá sido ligado nos céus. E o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus (Mt 16.19).
Se o Senhor disse que nos daria chaves do reino é porque existem portas espirituais que serão abertas mediante seu uso. O crente necessariamente deverá andar por fé. A nossa vida é feita de ciclos. Em certo tempo o desafio é o dinheiro. Em outro, a saúde, a família, o tempo, mas todos esses desafios passam. A nossa vitória em todos esses momentos virá daquilo que se conquista no reino espiritual. Por isso precisamos aprender a usar as chaves do reino.
Verdades do reino que são chaves:
1 – Desenvolvimento do relacionamento com Jesus.
A primeira chave do reino é o desenvolvimento de um forte relacionamento com o Senhor Jesus que se dá por meio da oração. Quando se fala em orar, muitos pensam em expor necessidades, conseguir alívio, solução para os problemas, desabafo, livramento dos inimigos, mas a oração é muito mais do que isso. É uma estratégia para o desenvolvimento de um relacionamento vivo com Jesus, que deve ser contínuo e cultivado.
O poder de orar não está no esforço humano, mas numa ação do Espírito Santo nos revelando Jesus. Precisamos sair do nosso momento de oração sendo acrescentados da pessoa de Jesus e tendo entregado a Ele uma parte de nós. Se a oração significar para nós desenvolvimento de relacionamento com Jesus, deixará de ser uma obrigação para se tornar um prazer.
A oração deve se converter para nós em uma fonte de poder. Elias tinha total conhecimento dessa chave. Ele orou e fogo desceu, chuva veio, chuva parou, morto ressuscitou, milagres extraordinários aconteceram. Por que tudo isso aconteceu? Porque ele tinha poder.
O nível de poder da oração é diretamente proporcional ao nível de intimidade que se tem com Deus. Elias só conseguiu operar tantos milagres porque conhecia a Deus. E apesar de ter feito coisas tão extraordinárias, a Bíblia diz que ele não era em nada diferente de mim: Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós, e orou com fervor para que não chovesse, e por três anos e seis meses não choveu sobre a terra (Ti 5.17).
Quais são os segredos do poder que Elias tinha na oração?
a) Ele conhecia a Deus.
Um grande alvo que devemos ter é conhecer a Deus em tal profundidade que nos tornemos Seus amigos. Já não vos chamo mais de servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos (Jo 15.15).
b) Ele sabia que Deus o havia ungido.
Além de conhecer a Deus e Seus propósitos, compreendia o poder da aliança. Só pode “desafiar” o Senhor quem sabe quem Ele é. Elias sabia a diferença que a unção fazia e que essa unção não oscilava; ela era constante e perene. Ora, vós tendes a unção que vem do santo (I Jo 2.20).
c) Ele sabia que Deus responderia a sua oração.
Em momento algum Jesus duvidou de que o Pai o ouvia: Eu sei que sempre me ouves (Jo 11.42). Ele tinha convicção da intimidade e do respaldo. Essa convicção traz uma ousadia que não é conquistada no mundo. Quem tem um altar levantado tem ousadia na visão, nas palavras, nos atos, nos pensamentos, nas orações, convicção da missão. Você sabe quem é Deus? Tem convicção da sua missão? Tem convicção de que Deus responde as suas orações?
Ainda que não tenhamos problemas, devemos compreender que não se empreende nada no reino de Deus sem a força de uma relação viva com Jesus. A condição descrita no texto da lição é: Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós. Permanecer significa andar em aliança, estabelecer vínculos. O pedido de Jesus antes da Sua ascensão foi por vínculos: “Pai, vincula-os a Ti e a mim”- Que sejam um como Tu e eu somos um (Jo 17.11). Você tem vínculos com Jesus? Qual é a força do seu vínculo?
Quando você tem vínculos, você não tem constrangimento algum em pedir. O vínculo gera a liberdade, o acesso... Que nível de intimidade e de liberdade você tem com
Jesus? Você pede a Ele qualquer coisa, pergunta qualquer coisa, conversa sobre qualquer assunto? Quem tem intimidade pede coisas que só se diz a amigos muito íntimos.
Como medir o nosso nível de intimidade? Podemos medi-lo pelo nível de cura e pelo caráter. Observe o seu nível de cura e seu caráter. Isso se evidencia através dos relacionamentos. Quanto melhor o relacionamento com as pessoas, mais evidente que se está crescendo em Deus.
2 – Toda batalha que travamos é primeiramente espiritual.
A segunda chave do reino é que tudo começa no espírito. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Ef 6.12). Nossa batalha não está na superfície, nem nas circunstâncias que vemos, não é contra pessoas, enfermidade, trabalho, falta de dinheiro, família. Por trás das circunstâncias sempre há poderes espirituais trabalhando.
Não tente vencer no mundo natural. Analise a raiz do problema. Saiba que nem todo problema vem de Satanás. Muitas vezes achamos que estamos lutando contra o inimigo, mas, quando pedimos a Deus revelação, descobrimos que é o próprio Senhor quem está nos resistindo. Localize onde está o problema clamando por revelação. Você já pensou que pode estar lutando contra Deus?
Como usar a chave da batalha espiritual?
a) Clame por revelação.
O primeiro passo é: sujeite-se a Deus. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo e ele fugirá de vós (Ti 4.7). Busque revelação através da oração, do jejum, da Palavra. Esteja atento para os sinais de Deus – Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração (Cl 3.15). Peça ao Espírito Santo para interceder por você. Reconheça que precisa de estratégias, que não sabe sair dessa.
b) Aplique o sangue de Jesus. Onde o sangue de Jesus é aplicado, o inimigo tem que bater em retirada. Em que batalha você precisa aplicar o sangue de Jesus para vencer?
c) Peça ao Senhor que envie o auxílio dos anjos, pois estes trabalham a favor dos herdeiros da salvação. Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos (Sl 91.11).
d) Busque estratégias e obedeça ao que o Senhor disser. Daniel ganhou a batalha prevalecendo no jejum, no reino do Espírito.
e) Adore.
Em que área da sua vida precisa haver um rompimento? Qual é a área em que você precisa usar a chave da batalha espiritual?
3 – Assim como crescemos no físico também crescemos espiritualmente.
Ninguém nasce em um dia e no outro se torna adulto. Não amadurecemos do dia para a noite. Crescer espiritualmente é um processo.
Estratégias que Deus usa para provocar o nosso amadurecimento espiritual:
a) Espera. Você está vivendo um tempo de espera? Isso é sinal de que Deus está trabalhando na maturidade, conduzindo ao crescimento.
b) Tempo. O tempo é parte integrante do nosso treinamento. Não adianta querer que o crescimento aconteça em minutos. Quando discernimos que o tempo faz parte do crescimento, poupamos esforço e amadurecemos mais rápido. Não murmure contra as crises, contra as experiências, contra as provações. Um homem e uma mulher maduros espiritualmente são capazes de se alegrar na tribulação: Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações (Ti 1.2). Não reclame das crises; encare-as como oportunidades de crescimento, como acúmulo de experiências.
Conclusão:
Não busque a Deus apenas para obter dEle o que deseja ou para sua autossatisfação. Vá além. Persiga o crescimento e amadurecimento espiritual. O maduro tira a visão dele mesmo e a coloca no Senhor, vive a Palavra, renova os pensamentos: Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra (Cl 3.2). Quanto mais pensamos nas coisas de Deus, mais nos aproximamos dEle. Quanto mais pensamos nas coisas terrenas, mais distantes nos tornamos. Observe os seus pensamentos para considerar o seu crescimento.
Procure saber qual é o nível da sua intimidade, do seu conhecimento, da sua relação com Deus. Julgue a si mesmo. Quanto tempo do seu dia você passa buscando a intimidade com Deus? O esforço que empreendemos volta em recompensa ou em distanciamento.
Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor (Os 6.3)!
A Bênção do Jejum
A falta de conhecimento sobre o jejum, tem roubado dos filhos de Deus, uma prática espiritual que caracteriza os que realmente querem fazer diferença na terra. Oro para que cada membro da Ponte Grande tenha o jejum como uma prática normal. O pastor Kenneth Hagin disse certa vez: “O jejum não muda Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus”. Essa declaração faz cair por terra a visão de alguns de que o jejum é uma “varinha de condão” que resolve as coisas por si mesmo. Quando jejuamos, não devemos crer no jejum e sim em Deus. “O jejum é uma doutrina forte na Bíblia, uma ferramenta de crescimento espiritual e comunhão com Deus. A resposta às orações flui melhor quando jejuamos porque através desta prática estamos liberando nosso espírito na disputada batalha contra a carne. É uma remoção do ‘entulho da carne’ é uma liberação da nossa fé”. Quando Jesus disse aos discípulos que não puderam expulsar um demônio por falta de jejum e oração (Mt 17:21), Ele não limitou o problema somente a isto, mas falou sobre a falta de fé (Mt 17:19, 20) como um fator decisivo no fracasso daquela tentativa de libertação. É isso que o jejum faz: ajuda a liberar a fé. O jejum em si não nos faz vencer, mas libera a fé para o combate e nos fortalece, fazendo-nos mais conscientes da autoridade que nos foi delegada. O jejum é a abstinência total ou parcial de alimentos por um período definido e propósito específico. Tem sido praticado pela humanidade em praticamente todas as épocas, nações, culturas e religiões. Pode ser com finalidade espiritual ou até mesmo medicinal, visto que o jejum traz tremendos benefícios físicos com a desintoxicação que produz no corpo. Mas nosso enfoque é o jejum bíblico. “Não há regras fixas na Bíblia sobre quando jejuar ou qual tipo de jejum praticar, isto é algo pessoal. Mas a prática do jejum é recomendação bíblica”.
COSTUMES
No Velho Testamento, na lei de Moisés, os judeus tinham um único dia de jejum instituído: o do Dia da Expiação (Lv 23:27), que também ficou conhecido como o “dia do jejum” (Jr 36:6) e ao qual Paulo se referiu como “o jejum” (At 27:9). Mas em todo o Velho e Novo Testamento não há uma única ordem acerca de jejuarmos. Contudo, apesar de não haver imperativo acerca desta prática, a Bíblia esta cheia de menções ao jejum. Fala não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram, mas infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta de fazê-lo. “Jesus disse ‘quando’ jejuardes, não ‘se’ jejuardes – já fazendo uma referência ao fato de termos esse ideal em nossa vida. Muitos erram ao declarar que, por não haver nenhuma ordem específica para o jejum, então não devemos jejuar. Isso é um erro. Talvez devido a isso e a falta de conhecimento bíblico se explique a falta de poder dos servos de Deus – muitos não buscam intimidade com o Pai. Mas quando consideramos o ensino de Jesus sobre o jejum, não há como negar que o Mestre esperava que jejuássemos”. “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6:16-18). Embora Jesus não esteja mandando jejuar, suas palavras revelam que ele esperava de nós esta prática. Ele nos instruiu até na motivação correta que se deve ter ao jejuar. E quando disse que o Pai recompensaria a atitude correta do jejum, nos mostrou que tal prática produz resultados. Embora o próprio Senhor Jesus tenha jejuado por quarenta dias e noites no deserto, e muitas vezes ficava sem comer, devemos reconhecer que Ele e seus discípulos não observavam o jejum dos judeus de seus dias (exceto o do dia da Expiação). Era costume dos fariseus jejuar dois dias por semana (Lc 18: 12), mas Jesus e seus discípulos não o faziam. Aliás, chegaram a questionar Jesus acerca disto: “Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os fariseus freqüentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem. Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão” (Lc 5:33-35). O Mestre mostrou não ser contra o jejum, e disse que depois que Ele fosse “tirado” do convívio direto com os discípulos (voltando ao céu) eles haveriam de jejuar. Jesus não se referiu ao jejum somente para os dias entre sua morte e ressurreição/reaparição aos discípulos (ao mencionar os dias que eles estariam sem o noivo) e, sim aos dias a partir de sua morte. “Jesus deixou bem claro que a prática do jejum nos moldes do que havia em seus dias não era o que Deus esperava. A motivação estava errada, as pessoas jejuavam para provar sua religiosidade e espiritualidade e Jesus ensinou a fazê-lo em secreto, sem alarde. Em Mateus 6:16-18, Jesus condena o exibicionismo dos fariseus.
FORMAS DE JEJUM
O jejum parcial é praticado em períodos maiores ou quando a pessoa não tem condições de se abster totalmente do alimento (por causa do trabalho, por exemplo). Lemos sobre esta forma de jejum no livro de Daniel: “Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram em minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que se passaram as três semanas” (Dn 1:2, 3). O profeta Daniel diz exatamente o que ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar desejável. Não sabemos ao certo, mas o fato é que se absteve de alimentos, porem não totalmente. E embora tenha escolhido o que aparentemente seja a forma menos rigorosa de jejuar, dedicou-se à ela por três semana. Em outras situações Daniel parece ter feito um jejum normal (Dn 9:3), o que mostra que praticava mais de uma forma de jejum.
O jejum normal é a abstinência de alimentos, mas com ingestão de água. Foi a forma que nosso Senhor adotou ao jejuar no deserto, “Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Nada comeu naqueles dias, ao outro no Novo Testamento:
JEJUM NO VELHO TESTAMENTO
Consagração – O voto do nazireado envolvia a abstinência/jejum de determinados tipos de alimentos (Nm 6:3,4);
Arrependimento De Pecados – Samuel e o povo jejuando em Mispa, como sinal de arrependimento de seus pecados (I Sm 7:6, Ne 9:11);Luto – Davi jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas, e depois pela morte de Abner (II Sm 1:12; 3:35);
Aflições – Davi jejua em favor da criança que nascera de Bate-Seba, que estava doente, à morte (II Sm 12:16-23);
Batalha – Josafá apregoou um jejum em toda Judá quando estava sob o risco de ser vencido pelos moabitas e amonitas (II Cr 20:3);
Buscando Proteção – Esdras proclamou jejum junto ao rio Ava, pedindo a proteção e bençao de Deus sobre sua viagem (Ed 8:21-23);
Ester pede que seu povo jejue por ela, para proteção no seu encontro com o rei (Et 4:16);
Em Situações De Enfermidade – Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos (Sl 35:13);
Intercessão – Daniel orando por Jerusalém e seu povo (Dn 9:3; 10:2, 3).
JEJUM NO NOVO TESTAMENTO
Preparação Para A Batalha Espiritual – Jesus mencionou que determina acute;stolos, vemos a Igreja praticando o jejum em diversas situações, tais como:
Ministrar Ao Senhor – Os líderes da Igreja em Antioquia jejuando apenas para adorar ao Senhor (At 13: 2);
Enviar Ministérios – Na hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados (At 13:3);
Estabelecer Presbíteros – Além de impor as mãos com jejum sobre os enviados, o faziam também sobre os que recebiam autoridade de governo na igreja local, o que revela que o jejum era o princípio praticado nas ordenações de ministros (At 14:23).
Nas Epístolas só encontramos menções de Paulo de ter jejuado (II Co 6:3-5; 11:23-27).
Ester, num momento de crise em que os judeus (como povo) estavam condenados à morte por um decreto do rei, pede a seu tio Mardoqueu que jejue por ela: “Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci” (Et 4:16). Paulo, na sua conversão, também usou esta forma de jejum, devido ao impacto da revelação que recebera: “Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu” (At 9:9). “A medicina adverte contra um período de mais de três dias sem água, como sendo nocivo. Devemos cuidar do corpo ao jejuar e não agredi-lo; lembre-se de que estará lutando contra sua carne (natureza e impulsos) e não contra o seu corpo. Vale destacar que a Bíblia não determina quanto tempo deve durar o jejum”.
COMO COMEÇAR
É preciso definir seu objetivo, Por que você está jejuando? É para a sua renovação espiritual, por direção, por cura, solução dos problemas, graça especial para enfrentar uma situação difícil? Peça ao Espírito Santo que mostre claramente a sua direção e os objetivos para o seu jejum e oração. Isto irá capacitá-lo a orar mais específica e estrategicamente. Através do jejum e da oração, nós nos humilhamos perante Deus de tal forma que o Espírito Santo irá avivar o nosso espírito, despertar as nossas igrejas e sarar a nossa terra de acordo com II Crônicas 7:14. Faça disso prioridade no seu jejum. Faça o seu compromisso – Ore sobre o tipo de jejum que você deve adotar. Jesus deu a entender que todos os Seus seguidores deveriam jejuar. Para Ele a questão era quando os crentes iriam jejuar e não se eles jejuariam. Antes de jejuar, decida sobre: Qual será a duração do seu jejum – uma refeição, um dia, organize-se. Que tipo de jejum Deus quer que você adote (de água apenas, ou água e sucos; que tipo de tipo de sucos você irá tomar e com qual freqüência). Que atividades físicas ou sociais você irá restringir-se. Quanto tempo por dia você dedicará a oração e Palavra de Deus. Fazer esses compromissos com antecedência irá ajudá-lo a sustentar o seu jejum quando as tentações físicas e as pressões da vida tentarem fazê-lo abandonar o seu jejum. Prepare-se espiritualmente – O fundamento básico do jejum e oração é o arrependimento. “Pecados não confessados irão bloquear as suas orações. Nossos pecados fazem separação entre nós e Deus. A pessoa deve confessar cada pecado que o Espírito Santo trouxer à mente”. Ainda procurar obter o perdão de todos os que você ofendeu e perdoar os que feriram (Mc 11:25; Lc 11:4; 17:3, 4). O jejum é uma entrega de vida completamente a Jesus Cristo como o seu Senhor e Mestre; recusa-se a obedecer a sua natureza mundana (Rm 12:1, 2). Medite sobre os atributos de Deus, Seu amor, soberania, sabedoria, fidelidade, graça, compaixão e outros (Sl 48:9, 10; 103:1-8,11-13). Comece o seu tempo de jejum e oração com uma expectativa no seu coração (Hb 11:6). Não subestime a oposição espiritual. Satanás muitas vezes intensifica a batalha natural entre o corpo e o espírito (Gl 5:16, 17). Prepare-se fisicamente – O jejum requer precauções conscientes. Consulte o seu médico em primeiro lugar, especialmente se você toma alguma medicação ou tem uma enfermidade crônica. Algumas pessoas nunca devem jejuar sem a supervisão de um profissional. Preparação física faz com que uma mudança drástica na sua rotina alimentar seja mais fácil, de tal modo que você possa concentrar toda a sua atenção para o Senhor em oração. Não comece o seu jejum abruptamente. Prepare o seu corpo. Coma pequenas refeições antes de começar o jejum. Evite alimentos de alto teor de gordura e açúcar. “Aproveite o tempo de jejuar para louvor e adoração, meditação na Palavra, se livrar de tudo que possa impedir sua comunhão com Deus, convide o Espírito Santo a trabalha em você para querer e realizar a Sua boa vontade de acordo com Filipenses 2:13. Peça a Deus para usá-lo. Peça a Ele para mostrar a você como influenciar seu mundo, sua família, sua igreja, sua comunidade, seu País. Os crentes que jejuam são mais firmes na fé, no testemunho, mais caçadores de crescimento espiritual”. Termine o jejum gradualmente – Não coma comidas sólidas imediatamente após o seu jejum. A introdução súbita de alimentos sólidos no seu estômago e trato digestivo irá causar conseqüências negativas ou até mesmo perigosas. Prefira várias refeições pequenas ou lanches. Espere os resultados – todas as vezes que o jejum foi tratado na Palavra foi tratado na Palavra foi para auto-humilhação. É um ato de contato com Deus e suplica. Se você se humilha sinceramente perante o Senhor, arrepender-se, orar e procurar a face de Deus; se você meditar consistentemente na Sua Palavra, você irá experimentar uma percepção maior da Sua presença (João 14:21). O Senhor irá dar um vigoroso e novo discernimento espiritual. Sua confiança e fé em Deus irão se fortalecer e você sentirá a necessidade de jejuar não apenas uma vez”.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
A Consagração Bíblica
A vida cristã constitui-se na piedade. piedade esta, que nada mais é do que a prática religiosa; e, essa prática pode ser vista na santificação, na consagração e no jejum. A santificação e a consagração devem ser praticadas a todo custo, pois são prioridades na vida de um filho e servo de Deus.
O jejum, no entanto, poderá ser praticado na medida do possível.I. O QUE É CONSAGRAÇÃO?
1. Dedicação amorosa e sacrificial ao serviço divino.
a) Separação do mundo: o que tem a ver com a santificação.
b ) Dedicação ao serviço de Deus: o que tem a ver com a Obra do Senhor.
c) Dedicação com afeto: o que tem a ver com o modo em que servimos:
* Se, de coração, por amor, ou só porque somos incumbidos a servir.
2. Observações necessárias:
a) Separar, dedicar e aplicar parte do nosso tempo para o Senhor Deus.
b) Como estamos cultuando a Deus?
c ) Será que podemos cantar os hinos 115 e 147, da Harpa Cristã?
d) A qualidade do rei Davi. Sl 40.8.
II. POR QUE CONSAGRAR?
1. Porque é a vontade de Deus para com cada um de nós. Rm 12.1,2.
a ) Culto racional: o que tem a ver com o uso do raciocínio. Ec 7.25a; Ef 3.18.
b) Renovação do entendimento: o que tem a ver com a maturidade. 1Co 14.20.
2. Porque Deus deleita-se no seu povo. Sf 3.17.
3. Para que não sejamos rejeitados por Deus. Ml 1.9,10. Como poderemos ser rejeitados?
a) Pela hipocrisia: o que tem a ver com a aparência. Is 29.13.
b) Por sacrifício de tolo: o que tem a ver com a falta de inteligência. Ec 5.1.
4. Porque Deus se agrada do quebrantamento do espírito e da contrição do coração. Sl 51.17.
a) Quebrantamento: o que tem a ver com a humildade, a suavidade, a mansidão e a humilhação.
b) Contrição: o que tem a ver com o arrependimento real, ou seja, arrependimento profundo.
III. COMO CONSAGRAR?
1. Dedicando com afeto (de coração), parte do nosso tempo especialmente a Deus. Ec 3.1; 8.6a.
a) Na oração: tanto individual (Mt 6.6), como coletiva (2Cr 20.18). Sl 55.17.
b ) Na leitura e meditação bíblica: tanto individual (Sl 1.2), como coletiva (Ne 8.3). At 17.11.
c) No Culto: tanto coletivo (com a Igreja – At 2.44), como individual (doméstico – At 10.2).
d) Na Obra do Senhor: em qualquer modalidade. Ec 9.10; Sl 2.11a.
e) No jejum: tanto individual (Sl 109.24), como coletivo (Et 4.16).
2. Algumas apreciações:
a) Deus nos dá a maior parte do tempo. Gn 3.8.
* Observação: o Senhor Deus vinha na viração do dia - à tardinha - para se encontrar com Adão...
b) Tudo o que fizermos deve ser de coração. Dt 11.13; 1Sm 16.7; Sl 7.9b; At 4.32.
IV. QUANDO CONSAGRAR?
1. Em tempo apropriado. Sl 1.3; 8.6a.
V. ONDE CONSAGRAR?
1. Em todos os lugares, tanto individual (Lc 14.21-23), como coletivamente (Mt 18.20).
José Admir Ribeiro
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