segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Jejum Bíblico

1. O primeiro equívoco na prática do jejum bíblico é pensá-lo como meio isolado de se chegar a resultados imediatos diante de Deus.
a) Alguns segmentos religioso-evangélicos entendem o jejum de forma extremamente anômala, em razão de nunca terem ouvido falar do assunto de outro modo. Estão acostumados a ouvir certos tipos de mensagens tais como: irmãos vamos jejuar para conseguirmos, ou, irmãos vamos jejuar para que nossos problemas sejam resolvidos! É lógico que, com tão fortes apelos, o jejum passa a ser visto como elemento indispensável para a solução de qualquer problema – o que é um equívoco. Falando de equívoco, vamos analisar os mais praticados na atualidade, como segue:
* Nessa concepção, a atitude de quem jejua será sempre no sentido de imaginar o jejum como fonte isolado de poder. Essa maneira equivocada vem afastando muita gente da coerência.
- As pessoas passam a jejuar não porque querem estar na presença de Deus, mas, porque jejuando, seus problemas podem ser resolvidos.
II. SACRIFÍCIO?
1. O segundo equívoco cometido quanto à prática do jejum bíblico é concebê-lo como sacrifício.
a) Conforme o ensino do Novo Testamento sobre o jejum bíblico, ele deve ser concebido tão somente como um componente, resultando da comunhão com Deus; jamais como prática isolada de se obter resultados isolados.
* Os que assim entendem - erradamente, é lógico - vêem o jejum como meio eficaz para a morte do “eu”.
* Os que assim o interpretam, não raro, enveredam pelos mais tortuosos caminhos da autoflagelação, da autopunição, da autonegação, objetivando aniquilar vontades profanas. Acreditam piamente que, fazendo assim, estão se tornando invulneráveis, indestrutíveis, imunes e poderosos.
* Os crentes que pensam no jejum bíblico como sacrifício, são capazes de resistir, por vários dias, à vontade de comer, numa obcecada demonstração de força. Este é o verdadeiro sacrifício de tolo, que vem provocando traumas irreversíveis em pessoas que, quase sempre, não sabem quando parar.
* Há muita gente jejuando a fim de ganhar independência no uso dos dons divinos. O jejum bíblico feito, à semelhança de um sacrifício, tem produzido o intolerante comportamento de se exigir que Deus faça as coisas acontecerem.
* Os que agem assim estão vivendo, via de regra, o falso estado de que pagaram o preço diante de Deus e, por conseguinte, terem o direito ao poder. É a partir desta estranha concepção que alguns famosos evangelistas ousam fazer certas declarações, demonstrando absoluta imaturidade e uma estranha atitude de querer mandar em Deus, no sentido de domesticá-lo (domá-lo). Isto tem sido uma tragédia no meio cristão.
III. SUPERIORIDADE ENGANOSA.
1. O terceiro equívoco é admitir o jejum bíblico como sinal de piedade superior.
a) Conta-se, de certa pessoa, antigamente, que quando jejuava julgava-se pronta para enfrentar qualquer desafio, e a sua garantia era o fato de ter jejuado. Esse equívoco era tão forte que o fazia ver a maioria das pessoas como inaptas e inadequadas para serem usadas por Deus; pois no seu entendimento legalista, achava que as demais pessoas não estavam preparadas. Ledo engano!
* A rigor, as pessoas que usam fazer “muito jejum” se esquizofrenizam (...distúrbios mentais) e começam a se achar melhores e mais especiais do que as outras pessoas. Infelizmente, o comportamento de milhares de pessoas ainda hoje é este. Pensam e agem assim pelo fato de entenderem o jejum como sinal de piedade superior. Todavia, este sentimento de superioridade é meramente psicológico e resultado de imaturidade.
IV. REALIZAÇÃO PIEDOSA.
1. O terceiro equívoco na prática do jejum bíblico é interpretá-lo como uma realização piedosa.
a) Jejuar tem sido mais fácil e mais cômodo para algumas pessoas do que comer menos e repartir com os outros. Isto porque o que pratica jejum acha que isso preenche e satisfaz todas as exigências da piedade.
Não sabem estes que esta devoção pode se tornar – e quase sempre se torna – extremamente histórica, egoísta, escapista, e, portanto, reprovada por Deus, quando feita de forma intimista e presunçosa.
* Os fariseus, acostumados a terem este tipo de comportamento mesquinho, receberam fortes críticas de Jesus, em razão de estarem sempre se escondendo por traz da máscara da piedade.
- Através da pessoa de Jesus, a idéia de um jejum sacrificial, externo, exibicionista, ostensivo, traduzido como uma realização piedosa foi totalmente abolida.
V. SUPER-HOMENS, OU, SUPER CRENTES?
1. O quarto equívoco cometido na prática do jejum bíblico é entendê-lo como fonte de poder.
a) Muitas pessoas estão jejuando com o objetivo de se tornar super-homens. Mas não há nenhum poder no jejum nem na sua prática. Este tipo de concepção deve-se às inversões das verdades bíblicas sobre este assunto. Nem Jesus, nem mesmo os apóstolos, admitem essa possibilidade.
* A única vez que o filho de Deus tratou do assunto, em Mt 6.16-18, denunciou a maneira exibicionista de conduzir o jejum como realização piedosa e sinal de superioridade espiritual. Posto isto, essa maneira de associar o jejum ao poder é absoluta distorcida. Isto em razão do fato de que não é o jejum que nos garante o poder, porque este dom - o poder - é de Deus, não vem do esforço humano; é resultado único da graça de Deus.
VI. ELEMENTO ESSENCIAL À VIDA CRISTÃ?
1. O quinto equívoco na prática do jejum bíblico é pensá-lo como elemento essencial à vida cristã.
a) Há pessoas que passam o tempo todo afirmando que para se ter uma vida de absoluto êxito é preciso jejuar muito. Há ainda aqueles que brincam com a credulidade humana receitando sete dias mágicos de jejum para se resolver qualquer problema.
* Qual é o essencial à vida cristã? É seguir as pisadas de Jesus. Logo, toda a prática cristã -inclusive a prática do jejum - é conseqüência da nossa comunhão com Ele.
- Os que entendem o jejum como prática essencial à vida cristã, vivem em prol disso e acabam deixando  o fundamental de lado. Conceber assim o jejum bíblico é admiti-lo como prática isolada, e isto fere o  princípios bíblicos. Observe: nem sempre que se está na presença de Deus se jejua, mas, sempre que jejua é porque se está na presença de Deus.
- Quando alguém planeja ficar na presença de Deus, sem interesses, sem segundas intenções, apenas para estar com Ele, quase sempre esta nobre ocupação traz como conseqüência o jejum e todos os outros ingredientes da contrição. No entanto, quando alguém premedita fazer um jejum em nome daquilo que o jejum pode lhe dar, como o poder, as respostas imediatas e a solução de todos os seus problemas, está sendo egoísta e interesseiro, além de estar dando ao jejum bíblico a essencialidade e a potencialidade que ele não tem.
VII. ABSTINÊNCIA CLÍNICA.
1. O sexto equívoco é se sentir culpado ou pertencente ao “grupo de inferiores” por não conseguir ficar sem se alimentar.
a) Muitas pessoas se sentem absolutamente inúteis pelo fato de terem sido afastadas clinicamente da possibilidade de jejuar. É gente que não pode ficar sem comer, por estar sob intervenção médica.
* O essencial na prática do jejum bíblico não é ficar sem comer, mas torná-lo um exercício constante de abstenção de todos os vícios. Esta é a melhor maneira de jejuar, o que raramente acontece. Será que alguém ao comer, às vezes não o faz por mero vício?
- Evidentemente, com estas ponderações sobre a maioria dos equívocos cometidos na prática do jejum bíblico, não estamos sugerindo, de forma alguma, que não se faça mais jejum. Longe de mim tal coisa.
= A nossa preocupação recai sobre a sutileza de começarmos a exacerbar, a macro valorizar a prática do jejum, só pelo que ele pode nos dar, e não por uma questão de preenchimento a partir do relacionamento com Deus.
b) Segundo o que a Palavra de Deus nos ensina, podemos transformar o jejum bíblico numa prática extremamente incoerente e vazia de sentido mais profundo, se não observarmos determinados detalhes como os que observamos a seguir:
* O jejum cristão e bíblico deve ser antes de qualquer coisa, um abster-se do que segue:
- Do criticismo (limite da situação em que se consegue jejuar), com vistas ao louvor.
- Da auto-piedade (pena ou dó de si mesmo por ter que jejuar), com vistas à alegria.
- Do ressentimento (profunda mágoa contra alguém, inclusive por tê-lo forçado a jejuar), com vistas ao  perdão.
- Do ciúme (sentimento doentio de medo de perder..., inclusive contra alguém que consegue jejuar mais), com vistas ao amor.
- Do orgulho (sentimento de soberba por ter conseguido jejuar mais que alguém), com vistas à humildade.
- Do egoísmo (sentimento de amor por si só sem se importar com o próximo, inclusive quando tiver que jejuar por alguém...), com vistas ao altruísmo.
- Do medo (sentimento de ameaça, pavor, terror,... por não ter conseguido jejuar), com vistas à fé.
VIII. TRÊS TIPOS DE JEJUM BÍBLICO. A Bíblia fala sobre três tipos de jejum. Ainda que de diferentes maneiras, estes jejuns obtém o mesmo resultado. Vejamos os três tipos de jejum encontrados na Bíblia:
1. O primeiro, é o jejum sobrenatural. É o jejum sem alimento e sem água.
a) Ocorreu no ministério de Moisés, no monte Sinai, quando ele foi pela segunda vês para receber os dez mandamentos – Ex 34.27,28.
* No sobrenatural, o homem pode jejuar vários dias sem alimento e sem água, porém, não é aconselhável fazer um jejum deste tipo, a não ser divinamente inspirado ou dirigido pelo Espírito Santo.
- Nenhum ser humano, sem a divina presença pode viver por um longo período de tempo sem água. Para o homem, no corpo natural, isto seria impossível.
2. O segundo, é o jejum completo natural. Sem alimento, mas com água, porque a água não é alimento.
a) Muitas pessoas pensam que a água quebra o jejum, quando na realidade, a água ajuda na realização do jejum. Mas por que a água não quebra o jejum? Vejamos:
* A água não contém calorias, nutrientes nem gorduras. Portanto, não é alimento.
- Desde que oitenta por cento do corpo humano é água e parte dessa água é evaporada diariamente, vê-se que a água é essencial à vida e deve ser recolocada constantemente no organismo.
= No jejum natural, o homem pode praticar o jejum sem água por poucos dias, isto é, no máximo três dias. A partir do terceiro dia de um jejum sem água, a pele começa a secar, pois os poros não liberam mais o suor pelo fato de não haver água suficiente no corpo. Portanto a água é essencial e necessária.
3. O terceiro, é o jejum parcial. Este tipo tem sido posto de lado pelos que ensinam acerca do assunto. Só consideram o jejum total, o qual muitos não têm fé nem condições físicas para realizar.
a) Alguém já perguntou se este jejum é válido, e se é bíblico. A própria definição da palavra jejum aprova este fato: é a abstinência total ou parcial de alimentos. Em outras palavras, este é o jejum no qual devemos nos abster parcialmente dos alimentos.
* A prova bíblica deste jejum e quem o praticou é o profeta Daniel. Dn 10.3.
- Daniel não declara que não comeu pão, mas declara que não comeu manjar desejável. A palavra “desejável” no hebraico é “chamadote”, que traduzida é: nada delicioso. A Bíblia não diz que ele não comeu nada, mas que ele não se alimentou de alimentos gostosos ao paladar. O que ele comeu? Não sabemos. Provavelmente alimentou-se muito pouco...
= Muitas pessoas freqüentemente tentam jejuar, mas ficam tão fracas que são incapazes de continuar.
> É importante não confundirmos o jejum bíblico com dieta. Na dieta, quando subimos na balança humana perdemos peso; no jejum, quando subimos na balança celestial, ganhamos peso!

José Admir Ribeiro

O Valor do Jejum

Você sabe qual é o valor do jejum na espiritualidade cristã?
O jejum é difícil para quem não compreende o seu significado. Quem não entende direito as circunstâncias e os propósitos do jejum tem enorme dificuldade de praticá-lo. Via de regra, tal pessoa sente muita fome e não tira os olhos do relógio, a fim de ver quanto falta para terminar seu martírio.
Será que alguém pode crescer espiritualmente e agradar ao Senhor com esse tipo de jejum?
A Bíblia explica muito bem qual é a forma correta e a errada de jejuar. As Sagradas Escrituras ensinam que o jejum é uma prática muito valiosa para a espiritualidade cristã. Mas existe uma forma correta e uma errada de jejuar.
Por isso, esse exercício de abstinência pode não ter nenhum valor se estiver fora dos padrões divinos (Isaías 58).
Tem gente que acha que o jejum é uma forma de obrigar Deus atender aos seus pedidos, mas ... Os textos sagrados deixam claro que o Senhor não comercializa suas bênçãos. É inútil usar qualquer artimanha contra o Senhor para convencê-lo a satisfazer nossas vontades. O Pai Celeste não se relaciona com seus filhos através de negociatas (Isaías 58.3 e Mateus 6.7,8).
Tem gente que pensa que jejuar é martirizar-se para agradar a Deus, mas... Deus é um pai amoroso. Ele não deseja nenhuma espécie de prática que cause martírio a Seus filhos para alegrar-se na vida deles (Isaías 58.5). Tem gente que acredita que o jejum, em sim mesmo, é purificador, mas... A crença de que o jejum tem poder de tirar as culpas de seu praticante é falsa. Sem arrependimento e mudança de atitude ninguém é aceito perante a face de Deus. Por essa razão, o Senhor condena o religioso que lhe oferece sacrifícios de jejum enquanto sua vida está cheia de pecados (Isaías 58.1-3).
Tem gente que jejua só para ter aparência de grande espiritualidade, mas... O Senhor rejeita veementemente qualquer coisa que se origine da vaidade humana. Quem jejua para ser superior aos outros pode até iludir a todos com sua máscara de devoto, porém não consegue ocultar de Deus esse grave pecado secreto (Isaías 58.4 e Mateus 6.16-18).
Se o jejum não é um jeito de obrigar Deus a atender aos nossos pedidos; não serve como martírio para agradar a Deus; não é poderoso, em si mesmo, para remoção de pecados; e nem pode exibir aos outros o quanto somos espirituais... então, para que serve o jejum?
O jejum é o gesto através do qual o homem declara sua completa dependência de Deus. Ao se consagrar, em jejum, Cristo não se absteve apenas do alimento físico para buscar a face de Deus. Ele foi além: rejeitou a glória humana, as riquezas materiais e o poder mundano que lhe foram ofertados. Essa atitude expressa que não há nada em todo o Universo que possa nos satisfazer, a não ser a comunhão íntima com o Pai (Mateus 4.1-11).
O verdadeiro jejum é uma atitude espiritual e, não, propriamente física. Apenas deixar de comer não é jejum espiritual. Em nada adianta abster-se das refeições e, por exemplo, assistir a certos programas na televisão. Nesse caso, o corpo fica sem comida enquanto o espírito é contaminado pelo alimento do mundo.
O jejum bíblico é uma prática espiritual em que a pessoa se afasta de tudo, o máximo que pode, para consagrar sua vida inteiramente ao Senhor (Salmos 35.13 e 69.10). Através do jejum, o crente pode ouvir a voz de Deus e conhecer a Sua vontade. Quando alguém se afasta das coisas do mundo e busca ao Senhor em jejum, distancia-se das influências que recebe no cotidiano.
A oração e a leitura bíblica são práticas indispensáveis durante esse período de consagração, pois permitem que o crente estabeleça um diálogo com o Pai. Assim, silenciado para tudo e numa conversa íntima com Deus, o homem pode abrir seu interior e receber as palavras divinas necessárias para direcionar seu caminho (Atos 13.1-3).
O jejum é uma forma de expressão de arrependimento sincero perante Deus. Embora o jejum, em si mesmo, não purifique das transgressões, ele pode ser um gesto conveniente para demonstrar forte arrependimento por causa de um pecado. Em tal situação o homem se humilha perante o Altíssimo e expõe toda a sua fragilidade e fraqueza, suplicando perdão e auxílio divino para romper a cadeia maligna que o domina (Neemias 1.4-7).
O jejum é um meio pelo qual as ansiedades e carências são entregues à Deus. O cristão, no jejum, expõe sua insuficiência para encarar os desafios da vida. Ao fazer isso ele entrega nas mãos do Todo Poderoso os seus problemas e aflições, permitindo que Deus tome conta de tudo e faça o melhor (II Crônicas 20.1-30).
Isso quer dizer que o jejum é um gesto em que declaramos nossa inteira dependência de Deus; é verdadeiro somente como atitude espiritual e, não, física; é um tempo íntimo com o Pai Celeste em que Ele nos revela Sua vontade; é uma maneira de expressarmos nosso arrependimento sincero perante Deus; é uma forma de demonstrarmos nossa total confiança no Senhor.

Pr Milquizedeque

Consagração e jejum

“…Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum”, Mc 9.29.
Jejum, na visão bíblica, é a abstinência total de alimento, com o objetivo de consagração.
O jejum deve ser praticado a partir de um propósito. Contudo, não pode ser encarado como um sacrifício, pois não tem o objetivo direto de exaltação a Deus, mas a nossa aproximação a Ele. É o distanciamento da carne, pela consagração, ocasionando o enlevo espiritual, que redunda em libertação, bênçãos, progressos. Este é o propósito principal do jejum, jamais a barganha.
Ao iniciar seu ministério o Senhor jejuou durante 40 dias, como Moisés, que por “quarenta dias e quarenta noites: não comeu pão, nem bebeu água…” (Ex 34.28).
“Está escrito nem só de pão viverá o homem,…”, Lc 4.4.
Início e fim
O jejum tem começo, meio e fim. Comece no dia anterior, após a última refeição – sem dar uma de camelo, tentando comer para fazer reserva no estômago. Ore ao Senhor dizendo mais ou menos assim:
– Senhor a partir de agora entro em consagração diante da tua presença, através do jejum, para glória do teu nome. Tenho sido fraco(a), mas quero santificar a minha vida, e por fim alcançar a vitória (confesse as falhas ou estabeleça objetivos). Em nome de Jesus, amém!
As lutas mais comuns se instalam entre os jovens e são caracterizadas pela fraqueza sexual, desejos desequilibrados e paixões desenfreadas. O segredo para vencer a tudo isso está no fortalecimento do outro lado – o espiritual – alcançando o equilíbrio. Não se entregue. Lute! Em qualquer circunstância precisamos nos consagrar a Deus: Com lutas, para vencê-las; sem lutas, para não tê-las.
Estabeleça o tempo do jejum. Se for até o horário do almoço, diga:
– Estarei em consagração, Senhor, até o almoço de manhã. Determine um plano de ação. O jejum é uma luta em busca de força para vencer a carne. Portanto, pratique-o uma ou três vezes por semana, ou todos os domingos, ou nos sete primeiros dias do mês, e assim por diante. Formule uma opção e comece devagar. Se você tem dificuldade para ficar até o almoço sem comer e beber, fique até às 9 horas, se abstendo do café da manhã. Depois vai ampliando o tempo. Não prometa a Deus o que você não conseguirá cumprir.
Ao concluir o tempo, ore novamente e entregue o jejum. Se estiver entre pessoas estranhas ou sem espaço adequado para ajoelhar, ore em pensamento.
– Senhor a ti entrego a minha consagração para glória do teu nome, e agradeço por ter-me dado graça para suportar até aqui. Em nome de Jesus, amém!
Limpeza no organismo
É importante saber que o jejum é recomendado para a desintoxicação, intercalado com água, sucos, vegetais e frutas. O jejum ajuda no funcionamento do intestino e no processo de saída das toxinas das células. Ele afirma ainda que O jejum purifica o sangue, qualifica a função das células, potencializa as glândulas em geral, acalma, normaliza distúrbios metabólicos e remove toxinas profundamente localizadas.
Com a ausência de alimentação ou movimentação na boca, o mau hálito no jejuno se agrava. Então evite falar de perto com alguém. Tampouco leve a mão à frente da boca para tentar desviar o mau hálito. Fazendo isso você estará alardeando o “bafo”, e o jejum também. Seja discreto. Não existem meios para atenuar, como chupar bala ou mascar chiclete. Jejum é abstinência total. Os muçulmanos, por exemplo, quando jejuam, nem mesmo engolem a saliva. Não há necessidade de ser tão radical.
Mas se quiser amenizar um pouco, movimente a língua passando-a em todas as partes da boca. Fazendo assim, você estará impedindo a ação de centenas bactérias que aproveitam a acomodação para agir e provocar o mau hálito.
Se você já tem um estômago educado e come com moderação, terá mais facilidade ( Pv. 13.25). Mas não seja radical. O jejum deve ser feito com sabedoria e sem extremos. Ninguém precisa saber que você está sem comer. Se, de repente, toda a sua família ficar preocupada com você, seu jejum vai servir de escândalo e perderá o propósito.
Mas nada impede de você pedir orientação ao seu pastor, a um obreiro experiente e até mesmo a um membro da família. Não é necessário dizer o porquê da consagração.
Pessoas que vivem dramas cruciantes, problemas que se arrastam por muito tempo, devem lembrar das considerações do Senhor, sobre determinadas opressões, notadamente espirituais: “…Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum”, Mc 9.29.


Apostasia

 “Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo”.Hb 3.12
A apostasia (gr. apostasia) aparece duas vezes no NT como substantivo (At 21.21; 2Ts 2.3) e, aqui em Hb 3.12, como verbo (gr. aphistemi, traduzido “apartar”). O termo grego é definido como decaída, deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastar-se daquilo a que antes se estava ligado.
(1) Apostatar significa cortar o relacionamento salvífico com Cristo, ou apartar-se da união vital com Ele e da verdadeira fé nEle. Sendo assim, a apostasia individual é possível somente para quem já experimentou a salvação, a regeneração e a renovação pelo Espírito Santo (cf. Lc 8.13; Hb 6.4,5); não é simples negação das doutrinas do NT pelos inconversos dentro da igreja visível. A apostasia pode envolver dois aspectos distintos, embora relacionados entre si: (a) a apostasia teológica, i.e., a rejeição de todos os ensinos originais de Cristo e dos apóstolos ou dalguns deles (1Tm 4.1; 2Tm 4.3); e (b) a apostasia moral, i.e., aquele que era crente deixa de permanecer em Cristo e volta a ser escravo do pecado e da imoralidade (Is 29.13; Mt 23.25-28; Rm 6.15-23; 8.6-13).
(2) A Bíblia adverte fortemente quanto à possibilidade da apostasia, visando tanto nos alertar do perigo fatal de abandonar nossa união com Cristo, como para nos motivar a perseverar na fé e na obediência. O propósito divino desses trechos bíblicos de advertência não deve ser enfraquecido pela idéia que afirma: “as advertências sobre a apostasia são reais, mas a sua possibilidade, não”. Antes, devemos entender que essas advertências são como uma realidade possível durante o nosso viver aqui, e devemos considerá-las um alerta, se quisermos alcançar a salvação final. Alguns dos muitos trechos do NT que contêm advertências são: Mt 24.4,5,11-13; Jo 15.1-6; At 11.21-23; 14.21,22; 1Co 15.1,2; Cl 1.21-23; 1Tm 4.1,16; 6.10-12; 2Tm 4.2-5; Hb 2.1-3; 3.6-8,12-14; 6.4-6; Tg 5.19,20; 2Pe 1.8-11; 1Jo 2.23-25.
(3) Exemplos da apostasia propriamente dita acham-se em Êx 32; 2Rs 17.7-23; Sl 106; Is 1.2-4; Jr 2.1-9; At 1.25; Gl 5.4; 1Tm 1.18-20; 2Pe 2.1,15,20-22; Jd 4,11-13.
(4) Os passos que levam à apostasia são:(a) O crente, por sua falta de fé, deixa de levar plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e ensinos da Palavra de Deus (Mc 1.15; Lc 8.13; Jo 5.44,47; 8.46).(b) Quando as realidades do mundo chegam a ser maiores do que as do reino celestial de Deus, o crente deixa paulatinamente de aproximar-se de Deus através de Cristo (4.16; 7.19,25; 11.6).(c) Por causa da aparência enganosa do pecado, a pessoa se torna cada vez mais tolerante do pecado na sua própria vida (1Co 6.9,10; Ef 5.5; Hb 3.13). Já não ama a retidão nem odeia a iniqüidade (ver 1.9 nota).(d) Por causa da dureza do seu coração (3.8,13) e da sua rejeição dos caminhos de Deus (v. 10), não faz caso da repetida voz e repreensão do Espírito Santo (Ef 4.30; 1Ts 5.19-22; Hb 3.7-11).(e) O Espírito Santo se entristece (Ef 4.30; cf. Hb 3.7,8); seu fogo se extingue (1Ts 5.19) e seu templo é profanado (1Co 3.16). Finalmente, Ele afasta-se daquele que antes era crente (Jz 16.20; Sl 51.11; Rm 8.13; 1Co 3.16,17; Hb 3.14).
(5) Se a apostasia continua sem refreio, o indivíduo pode, finalmente, chegar ao ponto em que não seja possível um recomeço. (a) Isto é, a pessoa que no passado teve uma experiência de salvação com Cristo, mas que deliberada e continuamente endurece seu coração para não atender à voz do Espírito Santo (3.7-19), continua a pecar intencionalmente (10.26) e se recusa a arrepender-se e voltar para Deus, pode chegar a um ponto sem retorno em que não há mais possibilidade de arrependimento e de salvação (6.4-6; Dt 29.18-21; 1 Sm 2.25 nota; Pv 29.1 nota). Há um limite para a paciência de Deus (ver 1 Sm 3.11-14; Mt 12.31,32; 2 Ts 2.9-11; Hb 10.26-29,31; 1 Jo 5.16). (b) Esse ponto de onde não há retorno, não se pode definir de antemão. Logo, a única salvaguarda contra o perigo de apostasia extrema está na admoestação do Espírito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações ( 3.7,8,15; 4.7).
(6) É próprio salientar que, embora a apostasia seja um perigo para todos os que vão se desviando da fé (2.1-3) e que se apartam de Deus (6.6), ela não se consuma sem o constante e deliberado pecar contra a voz do Espírito Santo (ver Mt 12.31).
(7) Aqueles que, por terem um coração incrédulo, se afastam de Deus (3.12), podem pensar que ainda são verdadeiros crentes, mas sua indiferença para com as exigências de Cristo e do Espírito Santo e para com as advertências das Escrituras indicam o contrário. Uma vez que alguém pode enganar-se a si mesmo, Paulo exorta todos aqueles que afirmam ser salvos: "Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos" (ver 2 Co 13.5).
(8) Quem, sinceramente, preocupa-se com sua condição espiritual e sente no seu coração o desejo de voltar-se arrependido para Deus, tem nisso uma clara evidência de que não cometeu a apostasia imperdoável. As Escrituras afirmam com clareza que Deus não quer que ninguém pereça (2 Pe 3.9; cf. Is 1.18,19; 55.6,7) e declaram que Deus receberá todos que já desfrutaram da graça salvadora, se arrependidos, voltarem a Ele (cf. Gl 5.4 com 4.19; 1 Co 5.1-5 com 2 Co 2.5-11; Lc 15.11-24; Rm 11.20-23; Tg 5.19,20; Ap 3.14-20; note o exemplo de Pedro, Mt 16.16; 26.74,75; Jo 21.15-22).

domingo, 12 de dezembro de 2010

Lascívia

Ora, as obras da carne são conhecidas e são: ... Lascívia... (Gl 5:19)
Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: ...Paixão lasciva... (Cl 3:5)
A lascivia é um pecado que geralmente passa meio que desapercebido em meio à igreja, porém é listado como um dos frutos da carne em Gálatas, e, na Epistola aos Colossenses é descrito como, comum à natureza humana. Mas, o que significa? Na prática, onde encontramos a lascívia na igreja? É comum entre os crentes?
Primeiro, a definição, segundo o Dicionário Aurélio:
Lascivia: Sensualidade; lúbrica; desregrado (Devasso, libertino); libidinagem (Relativo ao prazer sexual, ou que o sugere; voluptuoso; Que procura constantemente e sem pudor satisfações sexuais); Luxúria.
Nos dias atuais, o pecado da lascívia tem entrado na vida dos crentes de uma forma muito natural; isto devido à velha natureza pecaminosa que insiste em sobreviver (“Porque as pessoas que vivem de acordo com a natureza humana têm a sua mente controlada por essa mesma natureza.” Rm 8.5); espaços são abertos e sem a devida vigilância, o diabo, na sua grande astúcia desperta nos corações desejos contrários aos princípios determinados por Deus ao Seu povo. Nasce no íntimo à vontade de agir e ou mostrar-se à semelhança do mundo.
A lascívia:
Na Igreja:
Infelizmente é comum vermos em algumas igrejas a manifestação deste pecado sem muitas reservas. A lascívia apresenta-se nas pessoas que levadas por sentimentos diversos deixam-se moldar pelos costumes comuns aos ímpios e lançam mão de roupas inadequadas aos servos do Eterno.
É a moda que obriga as mulheres a usarem saias curtíssimas; calças justíssimas; fazerem uso de vestidos curtos e decotes que expõe os seios e costas. É a sensualidade que se manifesta com grande intensidade. (“Portanto, usem o seu corpo para a glória dEle.” 1Co 6.20)
Qual o objetivo de está na moda e usar roupas que não condiz com os ensinamentos do Senhor Deus? Com certeza, despertar no próximo uma série de sentimentos “carnais” perturbando-o, chamando para si as atenções e fazendo renascer nos corações a velha natureza. O exemplo de Paulo deve ser observado, quando ele afirma: “Mas eu me orgulharei somente da cruz do nosso Senhor Jesus Cristo. Pois, por meio da cruz, o mundo está morto para mim, e eu estou morto para o mundo.” Gl 6.14
No Trabalho:
Se o temor a Deus não foi suficiente para coibir o uso de vestimentas inadequadas na igreja, com certeza, no dia-a-dia, na rua, trabalho e nas obrigações sociais a situação torna-se mais grave. Geralmente é preciso apresentar-se bem e quando o Espírito Santo não está no controle (“Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês” Rm 12.2), a carne manifesta-se com toda a sua força. Entra em cena todo um conjunto de roupas e ações sensuais; algumas sentem satisfação em despertar no próximo à cobiça e sentimentos baixos; alegram-se com “cantadas” e insinuações maliciosas feitas por colegas; assemelha-se com os ímpios, impossibilitando visualizar o senhorio de Jesus Cristo na vida (“Mas tenham as qualidades que o Senhor Jesus Cristo tem e não procurem satisfazer os maus desejos da natureza humana de vocês.” Rm 13.14).
No Lar:
A lascívia também encontra lugar nos lares, na intimidade dos casais, que levados por desejos incomuns aos servos do Senhor, procuram fazer uso de diversas práticas mundanas que por sua natureza imunda, afasta o Espírito Santo da vida (“Vocês fazem parte do povo de Deus; portanto, qualquer tipo de imoralidade sexual, indecência ou cobiça não pode ser nem mesmo assunto de conversa entre vocês.” Ef 5.3; “Que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus.” 1Ts 4.4,5). É inconcebível que o nosso agir apague o Espírito de Deus em nossa vida, porém, entre as “quatro paredes” muitos têm feito uso de fetiches, tais como: filmes pornôs; revistas de sexo; novelas eróticas; objetos; com o objetivo de despertar e satisfazer o desejo sexual, de forma antinatural.
O que fazer então?
Amados, somos chamados pelo Senhor para sermos Seus seguidores (“Porque nenhum de nós vive para si mesmo,” Rm 14.7), propriedade exclusiva do Pai (“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus.”1Pe 2:9) e esta condição de vida não nos permite dar lugar aos costumes comuns àqueles que desconhecem os princípios e não obedecem aos preceitos do Senhor (“Porque as pessoas que vivem de acordo com a natureza humana têm a sua mente controlada por essa mesma natureza.” Rm 8.5).
As nossas vestimentas, bem como, todo o nosso agir dever ser equilibrado e santo (“Vocês são filhos queridos de Deus e por isso devem ser como ele.” Ef 5.1). Não é aconselhável à mulher mostrar-se demasiadamente, porém, o uso de roupas extremamente longas desperta no próximo uma rejeição à obra de Deus, portanto, é preciso usar o bom senso e guiados pelo Espírito De Deus, vestir-se de forma adequada e santa. É preciso que olhem para tua vida e não veja uma mulher/homem sensual, sim, que vejam a imagem do Senhor Jesus Cristo (“Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim. E esta vida que vivo agora, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se deu a si mesmo por mim.” Gl 2.20).
Lembre-se disso: Que vejam Cristo em nossa vida diariamente.
Quanto às práticas intimas; quando há o verdadeiro amor dado por Deus entre os casais o desejo mútuo é normal, dispensando o uso de instrumentos pecaminosos e vergonhosos.
“Pelo contrário, sejam santos em tudo o que fizerem, assim como Deus, que os chamou, é santo.” 1Pe 1:15
Assim deve ser o proceder dos verdadeiros servos de Deus, santos no agir; nas conversas; nas amizades; no trabalho; no vestir-se; na intimidade sexual; no namoro e em todos os aspectos da vida. Quando assim nos portamos, louvamos a Deus e o adoramos através de nossos atos. (“Certamente vocês sabem que são o templo de Deus e que o Espírito de Deus vive em vocês.” 1Co 3.16) Que sobre a carne esteja o controle do Espírito Santo de Deus (Vocês, porém, não vivem como manda a natureza humana, mas como o Espírito de Deus quer, se é que o Espírito de Deus vive realmente em vocês. Quem não tem o Espírito de Cristo não pertence a ele. Rm 8.9).
Sejam santos em vosso proceder.

Elias R. de Oliveira

sábado, 11 de dezembro de 2010

Renas e Papai Noel

Como um resultado de uma gigantesca falta do que fazer, e com ajuda de pesquisa daquele renomado jornal científico SPY magazine (Janeiro, 1990), eu estou honrado em apresentar o estudo científico anual sobre o Papai Noel:
1) Nenhuma espécie conhecida de renas pode voar
2) Existem 2 bilhões de crianças (pessoas abaixo de 18 anos) no mundo. MAS, desde que Papai Noel não lida (aparentemente) com as crianças Muçulmanas, Hindus, Judias e Budistas, isto reduz a carga de trabalho para 15% do total - 370 milhões de acordo com o Bureau de Referência Populacional (PRB). Em uma média de 3,5 crianças por casa, isto são 91 milhões de lares. Vamos presumir que há pelo menos uma criança boa em cada um.
3) Papai Noel tem 31 horas de Natal para trabalhar, graças aos diferentes fusos e a rotação da Terra, presumindo que ele viaje de leste para oeste (o que parece lógico). Isto resulta em 822,6 visitas por segundo. Isto quer dizer que para cada lar cristão com uma criança boa, Papai Noel tem 1/1000 de segundo para estacionar, sair do trenó, descer a chaminé, encher as meias, distribuir os presentes restantes sob a árvore, comer qualquer petisco que foi deixado, subir de volta a chaminé, entrar de novo no trenó e ir para a próxima casa. Presumindo que cada uma destas 91,8 milhões de paradas estão distribuídas uniformemente em volta da terra (o que, é claro, nós sabemos ser falso, mas considerando para propósitos de cálculo), nós estamos falando de aproximadamente 1,25 km por lar, num total de 120,8 milhões de kms
4) Isto significa que o trenó do Papai Noel está se movendo a 1.040 km por segundo.
5) A carga sobre o trenó é outro elemento interessante. Presumindo que cada criança não ganhe nada mais que um pacote médio de lego (1 kg), o trenó está carregando 321.000 toneladas, sem contar Noel, que é invariavelmente descrito como obeso. Na terra, renas convencionais podem puxar nada mais que 150 kg. Mesmo assumindo que as .renas voadoras possam puxar DEZ VEZES a carga normal, nós não podemos fazer o trabalho com oito nem nove. Nós precisamos 214.200 renas. Isto aumenta a carga - sem contar o peso do trenó - para 353.430 toneladas.
6) 353.000 toneladas viajando a 1.040 km por segundo gera uma enorme resistência do ar - isto irá aquecer as renas ao mesmo nível de uma espaçonave reentrando na atmosfera da Terra. A par guia destas renas irá absorver 14,3 QUINTILHÕES joules de energia por segundo, cada uma. Em pouco tempo elas irão se tornar chamas quase que imediatamente, expondo as renas atrás delas, e criando explosões sonoras ensurdecedoras. O time inteiro de renas será vaporizado dentro de 4,26 milésimos de segundo. Noel, enquanto isso, vai ser exposto a forças centrífugas 17.500,06 vezes maior que a gravidade. Um Noel de 125 quilos seria lançado para os fundos do trenó por 2.155.007 quilos de força.
Conclusão:
Se Noel alguma vez entregou presentes na véspera de natal, ele já está morto. Mas, mesmo assim, FELIZ NATAL!!!! Festeje esse final de ano comemorando o Cristo, Salvador e Senhor. Esse não é conto de carochinha. É a presença certa de Deus em nós.




sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Sofrimento por antecipação

"Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará" (Salmos 37:5).
Uma criança não se preocupa o tempo todo se sua casa estará lá quando retornar da escola ou se seus pais prepararão uma refeição para ela no jantar. As crianças não se preocupam com tais coisas porque confiam em seus pais. Da mesma maneira, nós, como cristãos, devemos confiar plenamente em nosso Pai divino para nos fornecer tudo o que é melhor para nossas vidas.
Por que temos nos preocupado tanto com as nossas coisas? Por que tanta ansiedade e tanta aflição? Onde está a nossa fé? Em que está firmada a nossa confiança?
Muitos temem ficar sozinhos mesmo quando estão rodeados de amigos. Muitos temem ficar desempregados mesmo quando estão trabalhando em um bom emprego. Muitos se sentem atemorizados pelo fato de poder ficar doentes mesmo quando estão gozando perfeita saúde. Mas a Palavra de nosso Deus nos orienta a "descansar no Senhor" e a "entregar o nosso caminho ao Senhor". Será que isso não é suficiente para que aproveitemos a nossa vida para desfrutar da felicidade que Deus tem para nos dar?
Quando sofremos por antecipação, acabamos atraindo as crises e problemas. Quando nos deixamos guiar pela potente e amorosa mão de Deus, as lutas e dificuldades aparecem e nem mesmo percebemos. Os nossos olhos espirituais estão firmados no Senhor e só conseguimos ver alegria, vitórias e bênçãos.
Temos sido cristãos autênticos? Temos confiado completamente no Senhor? Temos colocado nossas vidas diante do altar de Deus para que Ele nos dirija os passos e nos faça caminhar no centro de Sua vontade? E se assim o fazemos, por que tanta preocupação?
Deixemos de lado toda inquietude e sigamos em frente, na força do Senhor.

Paulo Roberto Barbosa