terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O grão que remove montes

“... se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá e há de sair.”Mateus17: 20.
Somos um elemento entre o macro e o microcosmos. Entre as nebulosas, gigantescas galáxias e os milhões de estrelas ao minúsculo átomo, e nas pequenas partículas de elétrons e prótons e quarks; conceitos da física quântica.
Em algum ponto estamos nós. Aqui se apercebe um contraste gigantesco. Uma dúvida emerge em nosso fraco entendimento. O que somos nesse universo? Ora somos gigantes, ora somos minúsculos, o pior é que de uma forma ilusória nós damos a interpretação do tamanho que quisermos a essa breve vida terrena, dependente da arrogância ou da humildade de cada um.
Para muitos a vida é imensa, para outros ela se torna estafante e depressiva, depende do ponto de vista de cada um. Nossa história é muito curta, pois nosso tempo de vida é pequeno se comparado com a eternidade.
Nesse universo complexo de multi-coisas criadas, aos quais estamos inseridos, nesse contexto entre o macro e o microcosmos só há uma forma de compreender os propósitos para viver uma vida com qualidade. A Bíblia diz que a única maneira de dimensionarmos isso é aceitar pela fé o fato de que Deus está no controle de todas as coisas, e Seus propósitos são maiores que a nossa vida.
Observe a metáfora que Jesus se utiliza para explicar a fé criativa. “... se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá e há de passar.” Mateus 17:20. Por um lado um grão, de mostarda simbolizado pela fé, por outro lado o monte, representando algo a ser removido.
Vejam que coisa diminuta que é um grão de mostarda e veja que coisa imensurável comparada a ele, uma montanha. Um universo que se define entre o micro e o macrocosmos. A pergunta inquietante é: Como, com tão pouco eu consigo tanto?
Nessa analogia entre o grão da mostarda e a montanha, Jesus diz que eu devo construir meu relacionamento com Deus através da fé, não me baseando em coisas grandes, imensuráveis, mas numa coisa minúscula, comparada a um grão de mostarda.
Portanto a fé representada na parábola pelo grão de mostarda é a confiança que devemos ter em Deus como providencia para nos guiar e orientar na nossa efêmera vida terrena; isso tem uma explicação simples, exemplificado pelas dimensões de um grão de mostarda. Quando assim acontecer, a fé será tão poderosa que poderá remover os montes.
Pegue um grão de mostarda e estude os detalhes através de uma lente microscopica e verá que ele é de perfeito entendimento, não se exige muito conhecimento técnico para compreendê-la. Um grão de mostarda é diminuto e de fácil compreensão. Qualquer criança pode ter esse conhecimento.
Mas essencialmente, esse “grão de mostarda” tem o potencial da vida dentro dele, que germinará se o adequarmos às condições ideais para que cresça. É claro que Jesus nos ensina algo muito precioso que não deve passar despercebido. Não se trata de uma causa e efeito, ou seja, um simples grão de mostarda removendo um monte; a desproporção é imensa e não é isso que se refere.
Jesus não quer que os homens mudem a geografia fisica da terra. O que devemos aprender é que um grão de mostarda, literalmente, não pode remover um monte, mas a lição que se subtrai, é que pode conectar o poder de Deus.
Essa parábola ensina que uma causa humana pode provocar uma reação divina e desencadear o processo da remoção dos “montes”. Não é um processo de causa e efeito, mas sim um processo de uma causa humana que pode provocar um efeito divino. A fé é uma graça divina, e atua de forma subjetiva, pois é dom de Deus, portanto ela não é apenas atuante, mas desencadeante.
É quando o micro assume o macro, ou seja, a fé liga ao imensurável, ela abre as mãos de Deus como se O constrangêssemos a dar-nos o que lhe pedimos. O micro interagindo no macro, como um pequeno interruptor acionasse a luz numa sala; um aperto de um gatilho disparasse um tiro. “Igualmente “se eu uso um “grão” de fé removo um” monte” de obstáculos. O diminuto interagindo no imensurável. A conversão de Zaqueu; de ladrão a santo; da mulher do fluxo de sangue a libertação total. “Vai mulher, tua fé te salvou”; de o diminuto ser nesse laptop, nessa hora da madrugada, a filho de Deus pelo novo nascimento pela fé de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quero a fé no formato do grão de mostarda. O finito alcançando o imensurável, somente assim poderemos assimilar as verdades do evangelho e remover as montanhas que impedem de construir um relacionamento correto com Deus e com as pessoas em nosso derredor.
“A parábola do grão da mostarda ensina o processo de uma causa humana que pode provocar um efeito divino.”

 Pedro Almeida

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O Sonho de Jacob

Às vezes, em nossa caminhada, nos pegamos cansados, pensando em desistir. O desânimo diante das situações difíceis é algo bastante humano. E algumas vezes ele acontece porque nós mesmos, não conduzindo bem o rumo de nossas vidas, nos metemos em situações problemáticas, para as quais achamos difícil encontrar a saída. Mas Deus pode transformar nossa vida. Ele deseja isso e está disposto a agir por nós. Assim aconteceu com Jacó. Desde o seu nascimento, Jacó era uma daquelas pessoas por quem não damos nada. Ao sair do ventre materno, ele segurava o calcanhar do irmão, razão pela qual o chamaram Jacó, que significa “trapaceiro” (Gn 25.26). Toda sua vida foi baseada no engodo e no “levar vantagem”. Foi assim que ele trocou com o irmão uma sopa de lentilhas pelo direito de ser o filho mais velho (Gn 25.34) e, portanto, receber a herança. Também foi assim que ele enganou o pai para obter a bênção (Gn 27.35). Por causa disso, seu irmão o jurou de morte e foi assim que Jacó fugiu de casa, indo parar neste lugar onde lemos que dormiu e teve um sonho. Neste sonho, Deus lhe fez promessas, ainda que Jacó fosse uma pessoa cujo caráter mostrava claramente a necessidade de transformação. Isso mostra o grande amor de Deus pelo ser humano. Ele nos amou, sendo nós ainda pecadores, destituídos da experiência da santificação e da conversão (1Jo 4). Jacó teve um sonho especial num momento muito difícil de sua vida, mas seu sonho nos inspira a confiar em Deus, mesmo quando pecamos e nos sentimos fora de sua graça. O chamado de Deus é para algo novo e transformador para cada um de nós...
Uma pedra por travesseiro (v.11)
Jacó era um fugitivo. Andando meio que sem rumo, ele pára para descansar. Não há nada com que se arranjar e ele toma uma pedra para fazê-la de travesseiro... Que dureza! Imagino que ele não esperava ter uma noite agradável de descanso, deitado em algo tão duro e impróprio! Talvez ele tenha ficado olhando para o céu, pensando em como colocar a vida em ordem... A insônia é um grave problema para muitas pessoas quando passam por dificuldades. É difícil ter um sono tranqüilo quando tudo parece estar errado ao nosso redor. Mesmo o travesseiro mais fofo parece duro como pedra! Não é aconchegante, nem reconfortante. Acordamos sentindo todo o corpo doer e passamos um dia difícil. Talvez fosse isso o que Jacó esperava que fosse lhe acontecer...
O que tem tirado seu sono hoje? O que tem prejudicado suas noites de descanso? Talvez você se sinta tão encrencado na vida quanto Jacó e pense que só tem pedras para dormir, que sua cama jamais será fofa e agradável... Talvez você se deite antecipando os pesadelos e tenha esquecido como é bom ter um sonho agradável. Mas Deus está com você no seu caminho, mesmo que você pense que não. Deus tem um sonho para você sonhar!
Dormindo, sonhou e eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava o céu (v.12)
Mesmo tendo uma pedra por travesseiro, Jacó dormiu e sonhou. Não era um pesadelo, mas um sonho: algo bom e agradável. O sonho é uma das formas de manifestação de Deus que a Bíblia nos apresenta. De vez em quando, um sonho mudou o rumo da história do povo de Deus (veja a história de José, por exemplo!). Neste sonho, Jacó vê uma escada. Não parece nada de mais a princípio. Sonhar com uma escada. Mas há algo a mais nesta escada... Se não, vejamos: ela está posta na terra – o fato de “estar posta” significa que alguém a colocou lá. Isso designa vontade, propósito. A escada não está ali por acaso, mas foi posta. Posta na terra – essa frase indica a origem da escada, ela vem do alto e está posta na terra. E seu topo toca o céu – há poucos capítulos antes o livro de Gênesis nos conta de uma tentativa humana de chegar ao céu cujo final foi uma grande tragédia: a torre de Babel. Quando os homens quiseram chegar ao céu, eles fracassaram! Mas no sonho de Jacó, uma escada é posta na terra e sua altura alcança o céu. Sempre me deslumbro pensando nisso: não se diz onde é que a escada está apoiada. Não se fala de um andaime ou estrutura que a sustente. E ela é muito alta para chegar ao alto...
Este sonho nos fala dos impossíveis de Deus que se tornam acessíveis a nós. Onde não havia apoio, Deus põe uma escada. Existem situações que se apresentam sem saída, estamos no fundo do poço, como Jacó estava e ali, no fundo do poço, Deus põe uma escada sem o auxílio de mãos humanas! Que feito extraordinário!
Mas é preciso sonhar para ver a escada que Deus põe. O pessimismo de muita gente impede que essas pessoas vejam as saídas que Deus oferece para elas ao longo de suas vidas. Elas estão concentradas na dureza dos seus travesseiros, enquanto o Senhor nos fala para sonhar. Essa é uma das promessas contidas no derramamento do Espírito Santo: a capacidade de sonhar (Joel 2).
Existe uma saída vinda do alto para nossas vidas. A escada é alta, mas é viável. Prova disso é que os anjos sobem e descem por ela, mostrando a Jacó que é possível subir por ela em segurança. Os anjos estão ali como que para encorajar Jacó em sua própria subida. São guardiões dessa escada e do próprio Jacó. A palavra “anjo” significa “mensageiro”: o recado de Deus para Jacó e para nós é esse: Suba! O que eu tenho para você é um lugar acima desse em que você está! A saída é viável, é divina, é de confiança!
E o Senhor estava ao lado (v.13)
Na minha Bíblia, a expressão aparece assim: “o Senhor estava ao lado”. Não diz se ele estava ao lado da escada ou ao lado de Jacó. Outras traduções dizem que o Senhor estava no topo da escada... Todas essas expressões significam, porém, uma só e a mesma coisa: Deus estava por perto. Ele não manda o socorro, ele vem junto com ele! Deus não mandou a escada, mas veio com ela! A companhia direta de Deus é sua promessa constante ao seu povo: estarei contigo! E ao estar ao lado, Deus fala a Jacó que ele não era um desconhecido: “eu sou o Deus de teu pai, Abraão, e de Isaque”. Enfim, eu sou o Deus de sua família, o Deus da sua casa, o Deus de quem você sempre ouviu falar. As pessoas vivem os dias de hoje em busca de muitas novidades. Mas o Senhor, embora nos dê novidade de vida, quer nos falar daquilo que também já conhecemos. Ele quer nos mostrar que já faz parte de nossa história... Assim, Jacó é relembrado de que a presença de Deus já estava em sua família antes mesmo de ele nascer!
Não te deixarei, até que cumpra o que tenho falado... (v.15)
Deus tem um propósito para cada um de nós e este propósito é nossa salvação, nosso bem-estar, nossa santificação. Ele nos chamou para isso e nos criou para boas obras (Ef. 2.10). Portanto, Deus não desiste de nós durante todo o tempo de nossa vida. Havia muito o que fazer no caráter de Jacó. Ele passou por muitas coisas para aprender a honestidade e a retidão. Ele teve de fazer todo um caminho de volta. Mas Deus prometeu que estaria com ele. Às vezes pensamos que ser abençoado é ser liberto dos problemas de modo instantâneo, mas para ser um vencedor é preciso, efetivamente, vencer os obstáculos. Deus quer moldar nosso caráter, por isso ele nos faz ir por todo o caminho que sabe ser necessário. Mas ele promete estar conosco ao longo do percurso. Foi o que aconteceu com Jacó. Ele peregrinou em terras estrangeiras, passou por muitas situações, constituiu sua família. E no momento certo, Deus o trouxe de volta ao mesmo lugar de onde tinha saído, mas sob uma nova condição, com um novo caráter, uma vida amadurecida e transformada.
E Jacó fez um voto (v.20)
Jacó, despertando de seu sono, percebeu que o lugar onde estava era a casa de Deus! Ele ficou assustado com essa descoberta e disse: “Deus estava aqui e eu não sabia”. Pode ser que em nossas dificuldades, muitas vezes digamos algo similar: “Deus não me ouve”, “Parece que Deus me abandonou”, “Eu me sinto só”... Mas esses sentimentos são humanos e, portanto, enganosos. Deus nunca nos deixa, nem nos abandona. Nós é que não sabemos que ele está ali! Era o lugar onde Jacó estava, portanto, era ali que Deus estava também. Não importa onde você esteja, tenha certeza de que Deus também estará ali. Ele mora onde você mora e anda por onde você anda. Ele permanece com você a todo o tempo.
Deus deu a Jacó um sonho, mas era tempo de despertar e seguir adiante, desta vez com a confiança da companhia divina. O travesseiro da fuga desesperada se transformou em altar. Somos convidados a fazer como Jacó e transformar o nosso problema em altar para a ação de Deus. O travesseiro, símbolo da noite maldormida de sua vida, pode se transformar num marco para sinalizar o momento em que Deus lhe deu um sonho para sonhar e viver. Jacó chamou àquele lugar Betel, casa de Deus, porta do céu. E ele fez um voto de que, se Deus fosse com ele, e o preservasse no caminho e o fizesse voltar, ele também seria fiel ao Senhor.
Conclusão
Depois de vários anos, Deus trouxe Jacó de volta à sua casa. Mas antes de entrar em sua terra, Jacó precisou atravessar um ribeiro. Ali, ele lutou com um anjo a noite toda. Pela manhã, ele disse ao anjo: “Eu não deixarei você ir se não me abençoar”. E o anjo mudou o nome de Jacó, o trapaceiro, para Israel, príncipe de Deus. Quando Deus trouxer a mim e a você ao lugar que ele tem para nós, ele também nos dará um novo nome, um novo caráter. Essa promessa está no livro de Apocalipse. Mas para isso temos de ser transformados, como Jacó foi. Ele pediu perdão a Esaú e reconciliou-se com sua família. Deus faz uma transformação completa no caráter de Jacó, preparando-o para viver à altura do novo nome recebido.
Deus quer fazer o mesmo por nós. Ele nos assiste em nossas tribulações. Ele sabe a dureza do nosso travesseiro. Ele nos dá um sonho para sonhar. Ele nos mostra uma saída do alto. Ele promete estar conosco durante todo o tempo. E ele nos traz de volta num novo patamar de vida, de espiritualidade e de salvação. Como fez com Jacó, Deus quer fazer conosco. Nossa parte é entrar em aliança com ele, como Jacó fez. O resto é com o Senhor. Nossa fidelidade será recompensada com uma vida abençoada, na qual as batalhas poderão ser vencidas com o vigor de uma fé que conhece o Deus verdadeiro. Sonhe e viva os sonhos que Deus tem para você. Transforme as pedras de sua vida em altar ao Senhor. Suba a escada que Deus põe para você e veja os anjos a seu redor. A vida pode ser uma grande bênção, se tão somente permitirmos que o Senhor cumpra em nós seus planos supremos.

Um Sonho de Conquista

Jacó é um dos personagens mais intrigantes da Bíblia. Quando você ouve sobre a vida de Jacó e de Esaú, você vê que Jacó aprontou muito mais do que Esaú.
A Bíblia não fala de Esaú ter mentido, enganado o pai ou passado ninguém para trás. Mas isso fazia parte do caráter de Jacó.
Sua vida inteira foi levando vantagens das outras pessoas. Todavia, a Bíblia diz que Deus escolheu Jacó e desprezou a Esaú. Não intriga a você ouvir isso?
Sabemos que Deus se revela como o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, e que esses três patriarcas apontam para a obra de cada uma das pessoas da trindade santa.
Abraão = Aponta para o Pai. Abraão foi o pai que gerou a Isaque. Trouxe o filho. Assim também Deus o criador do universo, como pai amoroso gerou a Jesus (Jo.3.16).
Isaque = Aponta para a obra do Filho. Isaque foi o filho que Abrão levou ao monte Moriá para ser sacrificado. Isaque foi o filho da promessa. Isaque significa riso. Jesus também é a alegria de Deus plantada no coração dos homens.
Jacó = Jacó fala da obra do Espírito Santo. Jacó representa a transformação do nosso caráter, do nosso estilo de vida.
O livro de Gênesis gasta mais capítulos falando de Jacó do que de Abraão e Isaque juntos. Justamente porque aponta para a obra do Espírito Santo em nós.
Portanto, a história de Jacó pode ser a história de qualquer um de nós. Um homem que teve problemas seríssimos de caráter, um homem que passou por um processo longo e doloroso de transformação e amadurecimento, mas ao mesmo tempo um homem movido por sonhos.
Sabe um dos motivos pelo qual Deus escolheu Jacó e desprezou a Esaú? É que Jacó era um homem cheio de sonhos e Esaú como nasceu herdeiro, privilegiado, não nutria sonhos no coração.
De fato, os nossos sonhos são a matéria prima que Deus usa para trabalhar na nossa vida. Quando você sonha você dá matéria prima a Deus. É em cima dos nossos sonhos que ele nos leva ao amadurecimento. São os sonhos do nosso coração que Deus usa para nos ensinar, nos desafiar, nos elevar a um novo nível de fé, para nos testar, para nos atrair para ele.
Deixe eu perguntar algo a você? Existe algo que você deseja muito em sua vida? Algo que você está disposto a pagar o preço que lhe for exigido para ter? Se existe algo assim no seu coração, você tem um sonho....
Se não existe nada, que você gostaria muito de conquistar que você até abriria mão de outras coisas que também são consideradas importantes em sua vida, então você não tem sonhos genuínos...
Jacó era um sonhador! Na verdade todos os homens de Deus foram grandes sonhadores... Mas Jacó sonhava desde o ventre...
O problema de Jacó não era os sonhos dele. O problema de Jacó foram os caminhos que às vezes ele percorria para conquistar aquilo que ele queria...
Ele teve um sonho, um desejo algo que moveu ele até a ter atitudes erradas para conquistar. O Sonho dele era ter a bênção do irmão, era ter os privilégios de filho primogênito, bênção essa dada a Esaú...
Para conseguir isso, ele mentiu, enganou, barganhou...
Mas ele descobriu mais tarde, que todo sonho tem um caminho. Na vida as coisas não são tão instantâneas como imaginamos.
Você não sonha hoje e amanhã você já conquistou aquele sonho.
Temos que passar por um processo de amadurecimento, de gestação, que nos leve de fato da conquista.
E foi fugindo do seu irmão que Jacó te vê um sonho.
Ele estava dormindo sobre uma pedra. E ele viu os céus abertos e anjos que desciam e subiam.
Era tudo o que ele queria. Estar no lugar da bênção de Deus, ter os céus abertos sobre a sua cabeça. Mas quando ele acordou ele estava deitando num travesseiro de pedra.
Ilust.: Você já teve a experiência de estar sonhando um sonho gostoso, e de repente você acorda e cai na real, e a realidade é o oposto do que você sonhou?
Veja o que tinha no sonho de Jacó: Gênesis 28.10-17:
1)Uma escada que ligava os céus a terra: conexão direta
2)Anjos que desciam e subiam
3)O Senhor falando diretamente a ele
4)A fala do Senhor era promessas de muitas bênçãos..
5)Deus fala com ele que seria com ele por onde ele andasse
6)Que ele seria guardado onde quer que ele fosse.
Era tudo o que Jacó queria. Bênção, proteção, promessas cumpridas, uma grande descendência... Eu imagino que Jacó estava sonhando com ar de risos....Mas quando ele acordou: O travesseiro dele era uma pedra, não tinha escada, não tinha anjo, os inimigos estavam no encalço dele e ele era um fugitivo do seu irmão...
“Sonhar é fácil. A realidade é que é difícil”
Todavia, como havia o sonho, Deus usou o sonho de Jacó para trabalhar na vida dele.
Se Deus vai ou não trabalhar na sua vida, depende dos sonhos que há no sue coração....
Deus usou o sonho de Jacó para forjar nele o caráter de um vencedor... Jacó continuou sua jornada até o dia de voltar para casa o lugar de onde ele havia saído. E nesse período ele aprendeu algumas lições que nós precisamos aprender se queremos a conquista dos nossos sonhos.
F.T.: Em primeiro lugar...
1– VOCÊ NÃO TERÁ UM GRANDE FUTURO ENQUANTO VOCÊ NÃO CONCLUIR SEU PASSADO:
1.1 Esse sonho de Jacó, aconteceu quando ele fugia de casa. E quase 20 anos depois ele passou por ali novamente quando fazia a trajetória de volta pra casa a fim de consertar as questões que ficaram em aberto em sua vida desde quando ele saiu.
1.2 Muitas vezes nossos sonhos ficam atrofiados porque queremos levar a vida deixando pra trás um histórico de coisas inconclusas, de problemas não resolvidos... Foram anos e anos até Jacó entender que os céus abertos, os anjos e as promessas estavam esperando ele acertar a vida para virar realidade na sua história.
•Se você quer alcançar o seu sonho de conquista, você precisa resolver as questões em aberto em sua vida.
1.3 Depois de sofrer muito nas mãos de Labão, Jacó viu que sua vida não teria futuro se ele não concluísse o seu passado.
Ilust.: Você sabe que todo Jacó sempre foge pra casa de um Labão.
Isso é algo intrigante. Mas toda pessoa muito esperta vai encontrar um dia um mais esperto que ele.
Jacó comeu o pão que o Diabo amassou pra entender que seu sonho era correto, mas o caminho que ele estava andando era errado.
1.4 Jacó passou a vida mentindo, roubando, enganando, rompendo relacionamentos, desprezando pessoas, ignorando os princípios de Deus.
1.5 Mas um dia ele teve que fazer o caminho de volta. E o caminho de volta não foi simples, ele teve que substituir a mentira pela verdade, o engano pela honestidade, consertar relacionamentos, se reconciliar com seu irmão.
Aquilo que é enterrado vivo, nunca morre!
•Você precisa construir uma história de conquista, de prosperidade, mas de paz também.
•Não adianta você correr deixando questões em aberto, porque um dia você terá que voltar para concluir...
•Eu estou falando para pessoas que romperam relacionamentos de maneira errada,
•Eu estou falando para alguém que trabalhava numa empresa e foi embora brigado, fazendo inimigos e inimizades....
•Eu estou falando para alguém que tomou atitudes precipitadas e saiu ferindo as pessoas, humilhando, deixando marcas ruins e construindo um histórico negativo.
1.6 Jacó passou a vida fugindo, mas no final ele não pode evitar o encontro com Deus, com seu irmão, com sua família e consigo mesmo.
1.7 Os desejos de Jacó eram legítimos, todavia ele teve que:
•Ele teve que resolver com o irmão (relacionamento)
•Ele teve que resolver problema profissional (Labão)
•Ele teve que resolver consigo mesmo
•Ele teve que resolver com Deus(Peniel)
•Se você saiu a pouco tempo do seu trabalho e não saiu bem, faça uma ligação. Isso vai mudar tudo em sua vida, em sua carreira... Amanhã você precisa de uma referência, e alguém vai poder falar bem de você.
SE VOCE QUER A CONQUISTA DOS SEUS SONHOS, CONCLUA SEU PASSADO!
O QUE É ENTERRADO VIVO NUNCA MORRE!
F.T.: Em segundo lugar...
2 – VOCÊ NADA CONQUISTARÁ SEM DETERMINAÇÃO E SACRIFÍCIO: VS. 18
2.1 Sabe uma das virtudes mais fortes na vida de Jacó? Era a determinação que ele tinha de alcançar e fazer tudo o que se propunha a fazer.
2.2 Em muitos casos a pessoa não conquistas porque falta essa determinação de se levantar e fazer o que precisa ser feito.
2.3 Uma das diferenças entre Jacó e Esaú, é que Esaú já nasce afortunado. Já nasceu numa situação privilegiada. Ele era herdeiro de tudo que o pai possuía tinha sete vezes na porção da terra e o dobro de sues irmãos em toda herança deixada.
2.4 Isso também é outra coisa e nos intriga, que herdeiros não valorizam a herança.
Ilust.: Saiu a história do neto dos donos da maior indústria farmacêutica dos EUA, que se chama Jonhson e Jonhson
Ele antes de assumir os negócios da família, como legítimo herdeiro, encomendou uma pesquisa para saber que fim tiveram os herdeiros de grandes furtunas.
Ele ficou assustado ao ver que na sua grande maioria, eles tinham dissipado o patrimônio de décadas em tempo recorde e que a maioria deles tiveram fim trágico.
Então ele tomou uma decisão inteligente de só tirar da empresa conforme a sua produtividade como presidente da empresa e contratou homens capazes para administrar os negócios. . Ele assumiria um cargo e viveria do pró-labore dele e não da herança.
O resultado é que hoje é continua sendo uma indústria muito forte!
Ilust.: Em alguns estados do América do Norte, já existem leis proibindo ganhadores de prêmios da loteria de retirar todo o prêmio de uma vez, porque pesquisa mostram que todos eles tiveram fim trágico.
2.5 Sabe qual é o grande problema do herdeiro, é que aquilo que não lhe custou nada, é gasto sem critério, sem pesar. Esaú nasceu tendo por isso ele não valorizou a bênção do pai. Porque já era dele.
2.6 Mas Jacó nasceu sem nada, sem direito, ele sabia que tudo o que ele quisesse ele teria que conquistar, com seu trabalho, com suas forças, com seu suor...
•Deixe eu lhe dizer algo: A maior parte das pessoas não tirou a sorte grande na vida. A maior parte das pessoas não nasce em berço de ouro. E se você é um desses, você precisa de DETERMINAÇÀO E SACRIFÍCIO para conquistar os sonhos que Deus tem depositado no seu coração.
•As coisas que você conquista com sacrifício e determinação têm um gostinho melhor!
Ilust.: Às vezes você vê a pessoa sentada na praia pedindo uma coca-cola... Ele abre, faz barulho lhe delícia com aquilo e você olha e diz: Esse cara é muito metido.... Não você não sabe as razões do outro.
Às vezes por trás daquele gesto têm a história de um garoto que quando tinha dez anos de idade, estava na rua e pediu uma coca-cola a mãe. E a mãe falou vãos pra cabe beber água que já está chegando. Eu não tenho dinheiro pra comprar coca-cola. E ele disse: Um dia em vou tomar uma coca-cola na praia e vou pagar com meu dinheiro.
•Eu não quero alimentar carnalidade em ninguém, nem estou dizendo que você deva se tornar uma pessoa boçal, mas que você vai se alegrar mais com as coisas quando você luta para conquistá-las.
•Lute pelos seus sonhos! Não espere vir gente de longe pra te ajudar não, lute você mesmo.
•Jacó sonhou com tudo o que aconteceu, mas quando ele acordou era só um travesseiro de pedra.
2.7 Jacó determinou mudar de vida. Na verdade só acontecem mudanças em nossa vida quando decidimos mudar.... Quando tomamos decisões corretas....
•Pare de ficar sonhando em tirar a sorte grande na vida e batalhe pelo que você deseja alcançar.
•Você quer ter um carro, uma casa, um casamento, um emprego público, uma faculdade? Então batalhe pelos seus sonhos.
•Lute, se sacrifique e você conquistará.
•Fracasse, mas não desista. Não tenha medo de tentar!
F.T.: Em terceiro lugar...
3 - INVISTA NO SEU RELACIONAMENTO COM DEUS:
3.1 Você sabe que os sonhos de Deus só podem ser realizados em Deus. Se os sonhos que há no seu coração, foram plantados por Deus em sua vida, quanto mais perto de Deus você estiver mais próximo de realizar os seus sonhos.
3.2 As fantasias de Jacó ele realizou sozinho, mas o sonho que Deus tinha pra ele só foi realizado depois que ele entrou e saiu do vau de Jaboque.
3.3 Enquanto Jacó queria apenas enriquecer e casar, ele conseguiu na casa de Labão com o caráter torto que ele tinha, fazendo tantas jacozisses mesmo assim o homem enriqueceu... Mas quando ele desejou a bênção de Deus, a paz, a segurança para sua família e o futuro dos seus filhos ele teve que se voltar para Deus.
3.4 A nossa vida é uma longa maratona: A perspectiva média de vida no Brasil hoje é de 80 anos. Mas o Brasil já tem quase 12 mil pessoas com mais de 100 anos.
3.5 80 anos daria em torno de 700 mil horas ou 30 mil dias. Dessas 700 mil horas você usará durante toda a sua vida mais ou menos assim:
•250 mil horas dormindo
•160 mil horas trabalhando
•60 mil horas em traslado
•30 mil horas brincando
•Sobraram 200 mil horas
3.4 Portanto, você não pode usar a desculpa de muita gente que não tem tempo para investir no relacionamento com Deus. Você tem tempo para fazer tudo o que você quiser... Sua vida não pode ser só trabalho e não pode ser só descanso.. Há tempo para tudo.
3.5 Se está faltando tempo pra Deus é porque você está vivendo um desequilíbrio e gastando mais tempo do que ao necessário em uma dessas áreas:
* Ou você está dormindo demais
* Ou você está trabalhando como um doido
* Ou você está gastando muito tempo com lazer...
3.6 Ninguém pode chegar diante de Deus e dizer, minha vida foi muito corrida e eu não tive tempo para mais nada. Tem que ter tempo para se relacionar com Deus.
Salmo 37.4
4 Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração.
•Deus vai realizar todos os desejos do seu coração, à medida que esses desejos estiverem alinhados com o propósito de Deus em sua vida.
•Portanto não confunda os sonhos de Deus com as fantasias da carne:
•Os sonhos de Deus sempre desafiam a nossa fé, as fantasias da carne estão no nível do nosso alcance...
•Os sonhos de Deus são frutos da oração, da comunhão da intimidade, as fantasias da carne são fruto da mente ociosa.
•Os sonhos de Deus têm a ver com os propósitos de Deus, as fantasias da carne têm a ver somente com a nossa satisfação pessoal...
•Os sonhos de Deus aproximarão você do Senhor, as fantasias da carne vão afastar você de Deus.
3.7 Jacó construiu uma história com suas próprias mãos, mas ele ficou conhecido pela experiência no vau de Jaboque que o transformou em Israel. Ali Deus tocou a sua coxa, ali Deus quebrou o seu coração. Ali ele se rendeu a Deus, parou de fugir... Deixou de lado suas fantasias.
3.8 Jacó entra em Jaboque como um homem altivo, soberbo, esperto, com medo da morte, com medo dos inimigos, com medo de encontrar-se com o seu irmão. Mas quando ele sai de lá ele é Israel, um homem cheio de Deus, um homem que leva em si a marca de um verdadeiro Encontro com Deus.
3.9 Sabe o que foi legal nessa história de Jacó? Que ele passou mais de 20 anos correndo atrás de um sonho que Deus queria para sua vida, mas ele só pode realizá-lo nessa busca de Deus que através das experiências positivas e negativas o permitiu chegar à maturidade.
3.10 Você deveria ter um alvo de maturidade para cada área de sua vida: Nós não temos controle sobre a família na qual nascemos nós não escolhemos os nossos pais. Mas tudo isso influenciam a nossa vida.
Conheceu uma moça, engravidou, aos 22 anos voltou pra casa, recebeu ajuda do pai.
Aos 29 almoçando na casa do pai, com a esposa e com o filho, ao voltar para casa ele comenta com a esposa:
Que almoço agradável eu tinha com meu pai... Quando eu era mais novo eu brigava muito com meu pai, a gente não se entendia. Eu vejo que nesses últimos dez anos, meu pai cresceu muito.
Ele não enxergou que foi ele quem mudou.
3.11 Deus quer levar você a uma grande conquista. Mas você precisa como Jacó fazer decisões, que vão levá-lo a uma experiência profunda com Deus, e que vão cooperar no seu processo de maturidade.
Muitas pessoas querem alcançar seus sonhos esquecendo-se de Deus. E muitas vezes desprezam o tempo de investir num relacionamento sério e pesado com Deus para descobrir lá na frente que a vida está cheia de cratera de coisas em aberto. Que na fase de fundamentos desprezam chegam na frente com coisas em aberto...
•Eu sei que nós fazemos parte da geração Ctrl Z , que dá um clique no mouse do computador e tudo volta ao que era antes.
•Mas a vida não é assim. Há 20 anos atrás era máquina de escrever, você tinha que pensar antes de escrever, porque depois não tinha como voltar atrás.
3.12 Quando Jacó estava fugindo de casa, Deus deu um sonho a ele. Ele poderia dali mesmo voltar, consertar e viver o sonho de Deus. Mas ele continuou fugindo, foi parar na casa de Labão, enfrentou tudo o que ele fez com os outros no passado em proporções maiores. Trabalhou feito um burro de carga, e 20 anos mais tarde quando ele resolveu voltar às coisas se acertaram, quando ele se voltou para o Senhor.
•Você pode conquistar sem necessariamente cometer a quantidade de erros que outros cometeram... Você pode crescer sem ter que viver a experiência da carreira meteórica que sobe rápido e cai rápido.
•Mas você precisa decidir hoje como você quer chegar na sua vida daqui há dez ou vinte anos.
Uma coisa eu posso lhe assegurar que se você separar parte do seu tempo para investir no seu relacionamento com Deus, você não vai sofrer tanto nas mãos de Labão.
Conclusão: Eu quero concluir essa palavra desafiando você a assumir uma postura de conquistar os sonhos em Deus. Talvez há um Jacó dentro de você. Talvez você lendo a história de Jacó se identificou e está disposto a não passar por tudo o que ele passou.
Você pode dizer: “Deus eu não quero levar 20 anos para aprender o que está sendo ensinado nesta mensagem. Eu tenho um sonho de conquista no meu coração.... Eu me rendo a ti Senhor!

Palavra Pastoral



domingo, 5 de dezembro de 2010

Os Pastores e seus deveres

“Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.”At 20.28
Nenhuma igreja poderá funcionar sem dirigentes para dela cuidar. Logo, conforme 14.23, a congregação local, cheia do Espírito, buscando a direção de Deus em oração e jejum, elegiam certos irmãos para o cargo de presbítero ou bispo de acordo com as qualificações espirituais estabelecidas pelo Espírito Santo em 1Tm 3.1-7; Tt 1.5-9. Na realidade é o Espírito que constitui o dirigente de igreja. O discurso de Paulo diante dos presbíteros de Éfeso (20.17-35) é um trecho básico quanto a princípios bíblicos sobre o exercício do ministério de pastor de uma igreja local.
PROPAGANDO A FÉ.
(1) Um dos deveres principais do dirigente é alimentar as ovelhas mediante o ensino da Palavra de Deus. Ele deve ter sempre em mente que o rebanho que lhe foi entregue é a congregação de Deus, que Ele comprou para si com o sangue precioso do seu Filho amado (cf. 20.28; 1Co 6.20; 1Pe 1.18,19; Ap 5.9).
(2) Em 20.19-27, Paulo descreve de que maneira serviu como pastor da igreja de Éfeso; tornou patente toda a vontade de Deus, advertindo e ensinando fielmente os cristãos efésios (20.27). Daí, ele poder exclamar: “estou limpo do sangue de todos” (20.26). Os pastores de nossos dias também devem instruir suas igrejas em todo o desígnio de Deus. Que “pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (2Tm 4.2) e nunca ministrar para agradar os ouvintes, dizendo apenas aquilo que estes desejam ouvir (2Tm 4.3).
GUARDANDO A FÉ.
Além de alimentar o rebanho de Deus, o verdadeiro pastor deve diligentemente resguardá-lo de seus inimigos. Paulo sabe que no futuro satanás levantará falsos mestres dentro da própria igreja, e, também, falsários vindos de fora, infiltrar-se-ão e atingirão o rebanho com doutrinas antibíblicas, conceitos mundanos e idéias pagãs e humanistas. Os ensinos e a influência destes dois tipos de elementos arruinarão a fé bíblica do povo de Deus. Paulo os chama de “lobos cruéis”, indicando que são fortes, difíceis de subjugar, insaciáveis e perigosos (ver 20.29 nota; cf. Mt 10.16). Tais indivíduos desviarão as pessoas dos ensinos de Cristo e os atrairão a si mesmos e ao seu evangelho distorcido. O apelo veemente de Paulo (20.28-31) impõe uma solene obrigação sobre todos os obreiros da igreja, no sentido de defendê-la e opôr-se aos que distorcem a revelação original e fundamental da fé, segundo o NT.
(1) A igreja verdadeira consiste somente daqueles que, pela graça de Deus e pela comunhão do Espírito Santo, são fiéis ao Senhor Jesus Cristo e à Palavra de Deus. Por isso, é de grande importância na preservação da pureza da igreja de Deus que os seus pastores mantenham a disciplina corretiva com amor (Ef 4.15), e reprovem com firmeza (2Tm 4.1-4; Tt 1.9-11) quem na igreja fale coisas perversas contrárias à Palavra de Deus e ao testemunho apostólico (20.30).
(2) Líderes eclesiásticos, pastores de igrejas locais e dirigentes administrativos da obra devem lembrar-se de que o Senhor Jesus os têm como responsáveis pelo sangue de todos os que estão sob seus cuidados (20.26,27; cf. Ez 3.20,21). Se o dirigente deixar de ensinar e pôr em prática todo o conselho de Deus para a igreja (20.27), principalmente quanto à vigilância sobre o rebanho (20.28), não estará “limpo do sangue de todos” (20.26, ver nota; cf. Ez 34.1-10). Deus o terá por culpado do sangue dos que se perderem, por ter ele deixado de proteger o rebanho contra os falsificadores da Palavra (ver também 2Tm 1.14 nota; Ap 2.2).
(3) É altamente importante que os responsáveis pela direção da igreja mantenham a ordem quanto a assuntos teológicos doutrinários e morais na mesma. A pureza da doutrina bíblica e de vida cristã deve ser zelosamente mantida nas faculdades evangélicas, institutos bíblicos, seminários, editoras e demais segmentos administrativos da igreja (2Tm 1.13,14).
(4) A questão principal aqui é nossa atitude para com as Escrituras divinamente inspiradas, que Paulo chama a “palavra da sua graça” (20.32). Falsos mestres, pastores e líderes tentarão enfraquecer a autoridade da Bíblia através de seus ensinos corrompidos e princípios antibíblicos. Ao rejeitarem a autoridade absoluta da Palavra de Deus, negam que a Bíblia é verdadeira e fidedigna em tudo que ela ensina (20.28-31; ver Gl 1.6; 1Tm 4.1; 2Tm 3.8). A bem da igreja de Deus, tais pessoas devem ser excluídas da comunhão (2Jo 9-11; ver Gl 1.9).
(5) A igreja que perde o zelo ardente do Espírito Santo pela sua pureza (20.18-35), que se recusa a tomar posição firme em prol da verdade e que se omite em disciplinar os que minam a autoridade da Palavra de Deus, logo deixará de existir como igreja neotestamentária (ver 12.5)





sábado, 4 de dezembro de 2010

O crente deve celebrar o Natal?

Como muitas vezes acontece, a Igreja Evangélica Brasileira polemiza sobre assuntos dos mais diversos. Na verdade, têm sido assim no decorrer recente de sua história. Ultimamente, têm-se falado demasiadamente sobre o natal, sua história e implicações. Como era de se esperar, opiniões diferentes surgiram quanto ao assunto. Existem aqueles que não vêem nenhum problema quanto à celebração da data, e outros que radicalizaram abdicando de toda e qualquer celebração relacionada ao tema em questão.
Antes de qualquer coisa , por favor façamos algumas considerações:
O Natal não era considerado entre as primeiras festas da Igreja. Os primeiros indícios da festa provêm do Egito. Os costumes pagãos ocorridos durante as calendas de Janeiro lentamente modificaram-se na festa do Natal”. Foi no século V que a Igreja Católica determinou que o nascimento de Jesus Cristo fosse celebrado no dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do Sol, isto porque não se conhecia ao certo o dia do nascimento de Cristo. Não se pode determinar com precisão até que ponto a data da festividade dependia da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o “Novo Sol”. As festividades pagãs, Saturnália e Brumária estavam a demais profundamente arraigadas nos costumes populares para serem abandonadas pela influência cristã. A festividade pagã acompanhada de bebedices e orgias, agradavam tanto que os cristãos viram com benevolência uma desculpa para continuar a celebra-la em grandes alterações no espírito e na forma.
Ontem e Hoje:
A conclusão que chegamos é que o natal surgiu com a finalidade de substituir as práticas idólatras e pagãs que influenciava sociedade da época. Hoje como no passado à humanidade continua fazendo desta festa pretexto pra bebedeiras, danças e orgias. Se não bastasse isso, todos sabemos que milhões de pais em todo o mundo (Muitos destes cristãos) levam seus filhos pequenos a acreditarem em Papai Noel, dizendo-lhes que foi o bochechudo velhinho que lhes trouxe um presente. Ora, a figura do papai Noel tem origem nos países nórdicos, referindo-se a um senhor idoso, denominado Klaus, que saía distribuindo presentes a todos quanto podia. Infelizmente, numa sociedade materialista e consumista, o tal Papai Noel é mais desejado do que Jesus de Nazaré, afinal de contas, ele é o bom velhinho que satisfaz os luxos e desejos de todos quanto lhes escrevem missivas recheadas de vaidades e cobiças. Se não bastasse, junta-se a isso a centralidade em muitos lares cristãos de uma Árvore recheada de bolinhas coloridas.
O espírito consumista e mercantilista do natal, bem como a ênfase na árvore e no papai Noel, se contrapõe a mensagem do evangelho que anuncia que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho pra morrer por nós. Aliás, esta é a grande nova! Deus enviou seu filho em forma de Gente! Sem sombra de dúvidas, sou absolutamente contra, duendes, Papai Noel e outras coisas mais que incentivam este “espírito mercantilista natalino”. No entanto, acredito que antes de qualquer posição, decisão ou dogmatização, quanto ao que fazer “do e no natal” devemos responder sinceramente pelo menos três indagações:
1. Será que existe alguma festividade ou festa no mundo que tenha o poder de convergir tanta gente em torno da família, do lar como o natal?
2. Em virtude do grande poder e influência que o natal exerce na sociedade ocidental será que não deveríamos aproveitar a oportunidade e anunciar a todos quanto pudermos que um “menino nos nasceu e um filho se nos deu”?
3. Seria inteligente de nossa parte desconsiderarmos o natal extinguindo-o definitivamente do “nosso” calendário em virtude do“espírito mercantilista natalino” que impera na nossa sociedade?
Outras considerações:
Apesar de não observarmos textos bíblicos que incentivem a celebração do natal, é absolutamente perceptível em diversas passagens a importância e relevância do nascimento e encarnação do Filho de Deus. As escrituras, narram com efusão o nascimento do Messias. Se não bastasse isso, sem a sua vinda, não nos seria possível experimentarmos da salvação eterna e da vida vindoura. Portanto, comemorar o natal, (ainda que saibamos que o Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro) significa em outras palavras relembrar a toda a humanidade que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, pra que todo aquele que nele cresse não perecesse mais tivesse vida eterna.
Isto nos leva a seguinte conclusão:
1. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de evangelização. Em todos os registros históricos percebemos de forma impressionante o quanto os irmãos primitivos eram apaixonados, entusiastas e extremamente corajosos na proclamação do evangelho. Estes homens e mulheres de Deus eram movidos por um desejo incontrolável de pregar as Boas Novas. Eram pessoas provenientes de classes, níveis e posições sociais das mais diversas: artesãos, sacerdotes, empresários, escravos, gente sofisticada bem como pessoas simples e iletradas. Entretanto, ainda que diferentes, todos tinham em comum o sentimento de “urgência” em anunciar a Cristo. Vale a pena ressaltar que Jesus comumente usou as festas judaicas como meio de evangelização. Os 04 evangelhos, nos mostram o Senhor pregando e ensinando coisas concernentes ao reino de Deus a um número considerável de pessoas em situações onde a nação celebrava alguma festividade. Na verdade, ele aproveitava os festejos públicos pra anunciar as boas novas da salvação eterna. Ora, tanto nosso Senhor quanto à igreja do primeiro século tinham como missão prioritária à evangelização. Portanto, acredito que o natal seja uma excelente ocasião pra anunciar a cristo aos nossos familiares e amigos. Isto afirmo, porque geralmente é no natal onde a maioria das famílias se reúnem. O natal nos propicia uma grande oportunidade de proclamarmos com intrepidez a cristo. Junta-se a isso, que o período de fim de ano é um momento de reflexão e avaliação pra muitos. E como é de se esperar, em um mundo onde a sociedade é cada vez mais competitiva e egoísta, a grande maioria, sofre com as dores e marcas deste mundo caído e mau. É comum nesta época o cidadão chegar a conclusão de que o ano não foi tão bom assim. A conseqüência disto é a impressão na psique do individuo de sentimentos tais como frustração, depressão, angústia e ansiedade.E é claro que tais sentimentos contribuem consideravelmente a uma abertura maior a mensagem do evangelho.
Abertura pro Sagrado
Um outro fator preponderante que corrobora pra evangelização é significativa abertura ao sagrado e ao sobrenatural que a geração do século XXI experimenta. No inicio do século XX, acreditava-se que quanto mais o mundo absorvesse ciência menor seria o papel da religião. De lá pra cá a tecnologia moderna se tornou parte essencial do cotidiano da maioria dos habitantes do planeta e permitiu que até os mais pobres tivessem um grau de informação inimaginável 100 anos atrás. Apesar de todas essas mudanças, no inicio do século XXI o mundo continua inesperadamente místico. O fenômeno é global e no Brasil atinge patamares impressionantes.
A Revista Veja encomendou uma pesquisa ao Instituto Vox Populi, perguntando as pessoas se elas acreditavam em Deus. A maioria absoluta ou seja, 99% dos brasileiros responderam que acreditavam. Sem dúvida, o momento é impar na história, até porque, com exceção de alguns períodos da história mundial o mundo nunca esteve tão aberto ao sagrado como agora. Diante disto, será que o natal não representa uma excelente oportunidade de evangelização?
2. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de reconciliação e perdão.Você já se deu conta que a ambiência do natal proporciona uma abertura maior à reconciliação e perdão? Repare quantas famílias se recompõem, quantos lares são reconstruídos, quantos pais se convertem aos filhos e quantos filhos se convertem aos pais. Será que a celebração do natal não abre espaço nos corações pra reconciliação e perdão? Ora, O senhor Jesus é aquele que tem o poder de construir pontes de misericórdia bem como de destruir as cercas da indiferença e inimizade.
3. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de sermos solidários em uma terra de solitários.Por acaso você já percebeu que no natal as pessoas estão mais abertas a desenvolver laços de fraternidade e compaixão com o seu próximo? Tenho para mim que o natal pode nos auxiliar a lembrarmos que a vida deve ser menos solitária e mais solidária. Isto afirmo porque o natal nos aponta o desprendimento de Deus em dar o seu filho por amor a cada de um nós. O Nosso Deus se doou, se sacrificou e amou pensando exclusivamente no nosso bem estar e salvação eterna. Você já se deu conta que o natal é uma excelente oportunidade pra nos aproximarmos daqueles que ninguém se aproxima além de exercermos solidariedade com aqueles que precisam de amor e compaixão?
Conclusão
Sem qualquer sombra de dúvida devemos repulsar tudo aquilo que seja reflexo deste “espírito mercantilista natalino”. Duendes, Papai Noel, devem estar bem longe da nossa prática cristã. Entretanto, acredito que como portadores da Verdade Eterna, devemos aproveitar toda e qualquer oportunidade pra semear na terra árida dos corações a semente da esperança. Jesus é esta semente! Ele é a vida eterna! O Filho de Deus, que nasceu, morreu e ressuscitou por cada um de nós. A missão de pregar o Evangelho nos foi dada, e com certeza, cada um de nós deve fazer do natal uma estratégia de proclamação e evangelização.
Celebremos irmãos e anunciemos que o Salvador nasceu e vive pelos séculos dos séculos amém.

Renato Vargens

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Quando o crente é santificado

“Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.” (II Cor 4:7)
Vida santificada não é viver sem ser tentado. Não é garantia de que não se vai pecar, como também não é libertação gradual do pecado. Vida santificada é uma experiência instantânea com Deus, embora seu crescimento seja gradual. É vida de vitória completa sobre o pecado, se não é assim, não é nada. Sem a vitória sobre o pecado não há santificação de vida. É um processo de crescimento que dura a vida inteira: “Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade; à medida da estatura completa de Cristo.” (Ef 4:13). Em comunhão uns com os outros podemos obedecer mais plenamente ao Senhor do que sozinhos.
QUANDO O CRENTE É SANTIFICADO?
Deveria começar no ato da conversão, mas nem sempre é assim. Muitas vezes falta o ensino, e até o exemplo de vidas santificadas. É preciso se fazer discípulos, mostrar ao novo convertido que o Senhor o separou para uma missão definida, que a sua vida agora pertence a Deus. Levá-lo a “conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que seja cheio de toda a plenitude de Deus.” (Ef 3:19).
O Senhor ordenou ao povo, através de Josué: “Santificai-vos” (Js 3:5). Depreende-se daí, que o crente precisa fazer a sua parte, antes que Deus possa realizar a dEle.
Três passos importantes para a santificação:
1. Separação 2.Dedicação 3.Enchimento
- Separação; do pecado, do tropeço, do mundo, do espírito do erro.
- Dedicação; vida cheia da unção de Deus para que possa ser usada por Ele.
DEUS SANTIFICA O MEU ESPÍRITO POR COMPLETO:
Santidade é o caráter divino de Deus. Santificação é este caráter sendo oferecido a mim, recebido por mim, afetando os padrões espirituais da minha vida humana. É o Senhor quem me santifica, permeia a minha personalidade por completo; não faz maquilagem ou remendos, tudo se faz novo:
“E vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade…” (Ef 4:23, 24).
- Este processo começará no meu espírito:
O meu espírito é o lugar dentro de mim onde um honesto autoconhecimento é armazenado e examinado: “Quem dentre os homens conhece os pensamentos do homem, senão o próprio espírito do homem que está dentro dele.” (ICor 2:11)
O meu espírito realiza em mim o que recebe do Espírito Santo de Deus. Quando a Paz de Deus está totalmente em meu espírito, cumpre-se o que declarou Salomão: “A lâmpada do Senhor esquadrinha o espírito do homem” (Pv 20:27).
- Esquadrinhar, nesse texto, significa cuidar de coisas ocultas que precisam ser expostas e tratadas em meu espírito para que eu cresça.
DEUS SANTIFICA A MINHA ALMA:
Entendendo alma como sendo algo distinto do meu espírito. Alma é um princípio de vida dentro de nós; sentimentos, emoções, reações… Estende-se desde os reflexos animalescos até aos angelicais. Há espaços tanto para anjos como para demônios no território da alma.
O Senhor Jesus sabia que a sua crucificação estava se aproximando. Sabia que teria de levar os pecados da humanidade sobre Si, o que o separaria do Seu Pai por algum tempo… Então, exclamou: “A minha alma está angustiada…” (Jo 12:27). Esta conversação na própria alma de Cristo traz luz ao nosso assunto.
É fácil então entender que, para Deus santificar por completo o homem é preciso mais uma vitória, agora na psique do homem, onde é travada uma grande batalha espiritual. Pois a alma é a região de conflito entre os dois pólos: animal x angelical – dentro do mesmo homem.
A Palavra de Deus disciplina a alma para mantê-la separada do espírito, manter a ambos funcionais e limpos.
“Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada qualquer de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Heb 4:12).
DEUS SANTIFICA O MEU CORPO:
“… O vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus…” (ICor 6:10)
Nenhuma doutrina cristã é válida se ela não operar mudança de vida. E qualquer fé que for mais doutrina do que ação é suspeita. A fé cristã é singular em sua afirmação do fato de Cristo habitar dentro de nós, em nosso espírito, alma e corpo. Como o apóstolo Paulo descreveu: “Um tesouro em vaso de barro”
(II Cor 4:7)
A nova casa que Deus providenciou para morada do seu Espírito deve ser permanente, imperecível e perfeita:
“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo…” (I Ts 5:23)
Estes são os princípios envolvidos na santificação do meu espírito, alma e corpo por parte de Deus.

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Caça às raposas

Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor. Cânticos 2:15
Quando as promessas do Senhor estão em tempo de se cumprirem, os sinais da colheita são visíveis. Não é segredo para o inimigo de que vamos começar (finalmente) a linda colheita de Deus nas nossas vidas. As flores começam a aparecer, as promessas de muitos frutos ficam cada vez mais reais, mais palpáveis... Podemos sentir o cheiro das flores... e logo depois das flores, os frutos chegam!
As promessas de Deus na nossa vida são como uma vinha. Quando o Senhor da vinha semeia no campo, é o momento em que recebemos as promessas de Deus. Ficamos cheios de esperança, esperança de uma bela colheita em breve... mas não sabemos quanto tempo...
O tempo parece longo demais, enquanto a vinha brota e cresce. Mas o Senhor da vinha sempre está lá, junto da promessa, dando condições para que ela cresça forte e saudável.
E após um tempo, onde não vemos nada mais que folhas e mais folhas... a vinha, finalmente começa a florescer. E a esperança se renova, afinal, pouco falta para que os frutos comecem a aparecer...
Nós entendemos de uva e sabemos que falta pouco... Mas o inimigo também entende, e é justamente nesse tempo que as raposas e as raposinhas vem para destruir a vinha. – “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir.” – João 10:10
Enquanto a vinha brota e cresce, podemos desistir de esperar, ir embora desse campo, cortar a plantação inteira, pensando que nada ali vai dar frutos...
Mas quando as flores chegam, nós não desistimos. Ficamos lá. Prontos pra receber o melhor da colheita.
“Desista! Vai demorar demais! Você precisa disso rápido, dê o seu jeito!” São palavras que não fazem mais sentido e não surtem mais nenhum efeito... Então o inimigo precisa de armas mais “fortes”... e envia as raposas e as raposinhas...
Hoje eu entendo que raposas e raposinhas que fazem mal às vinhas, são os pecados, as tentações...
As raposas são grandes, fáceis de identificar. São aquelas tentações que você percebe de longe que vão te fazer mal. São as fenomenais tentações, coisas impossíveis demais. É a ‘oportunidade’ de pecar mais fácil e sem provas do mundo inteiro! É a “Gisele Bündchen” te dando bola, é o cofre da empresa cheio de dinheiro e aberto sem ninguém olhando... É tudo aquilo que te tenta – “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.” (Tg 1: 14)
(Concupiscência: s.f. , desejo ardente de bens ou gozos materiais; lascívia; luxúria; apetite sexual.)
Mas, para as raposas temos uma vantagem. Elas são grandes e identificamos com facilidade, se estivermos atentos... e sendo fáceis de caçar, nos livramos delas... não sem esforço, claro!
Mas o maior problema que eu vejo, são as raposinhas...
As raposinhas parecem dóceis e inofensivas. Pensamos que não são nada, comparadas às raposas. E então, estamos tão concentrados na caça às raposas adultas, que não percebemos o mal que as “doces” raposinhas estão fazendo, e quando nem percebemos, já caímos em pecado. Elas estão destruindo as nossas vinhas em flor. Destruindo as flores! A certeza de que falta pouco para a nossa promessa!
Enquanto concentramos os nossos esforços nas raposas, pensamos que somos fortes, afinal, não estamos caindo nas grandes tentações, nem cometendo os “grandes” pecados. Paulo disse “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.” (I Co 10.12). Quando pensamos que estamos fortes, que nada nos derruba, esquecemos de olhar pra baixo. Esquecemos de montar guarda de todos os lados. E enquanto pensamos que estamos de pé, as raposinhas estão “fazendo a festa” , destruindo as nossas promessas. Pensamos que podemos “brincar” com as tentações, afinal, somos os “ban ban ban” que não caímos... Tantas vezes, pensamos que somos fortes e por isso, podemos flertar com o pecado...
“É só um pouquinho... só pra ver como é, mas eu não vou fazer não...” Não é isso que a bíblia nos ensina, Deus nos orienta a resistir à tentação, e não brincar com ela.
Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor.
Se permitirmos que raposas ou raposinhas entrem nas nossas vinhas, e destruam as nossas flores... Teremos que esperar tudo de novo. O tempo de plantar, o tempo de brotar, o tempo de crescer, o tempo das flores, o tempo de lutar contra astutas raposas... E as uvas que virão, não serão as mesmas que viriam...
Que comece a “estação de caça” às raposas e raposinhas nas nossas vidas, em nome de Jesus!