sábado, 28 de janeiro de 2017

Contando Nossos Dias

Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece. (Tg 4:14)

Confesso que não sou a pessoa mais emotiva do mundo. Tenho um pouco de dificuldades em demonstrar minhas emoções e sentimentos.
Chorar é algo um tanto incomum na minha vida, mas esta semana me peguei segurando as lágrimas durante um casamento.

Não que casamentos mexam comigo, mas este foi especial. Tudo estava indo normal, até que a música começou a tocar, as portas se abriram e majestosamente minha filha começou a desfilar pelo tapete vermelho, usando um lindo vestido branco, em direção ao altar. Meio em estado de choque comecei a questionar: Onde está aquela menininha que até ontem carreguei no colo?

Agradeço a Deus por ela só ter nove anos ainda e que tenha entrado no casamento apenas como dama, mas não pude deixar de pensar que em alguns anos ela entrará usando um vestido semelhante, mas desempenhando outro papel na cerimônia. Isto, realmente, me assusta.

Completo trinta e cinco anos (embora alguns amigos achem que já tenha passado dos quarenta) e a cada dia que passa me espanto mais com a brevidade da vida. Os dias vêm e vão e o tempo não dá uma pausa nunca.

O espelho é testemunha das rugas e cabelos brancos que vão se multiplicando. Algumas pessoas já começam a me chamar de senhor. Dores vão surgindo e as vezes sinto-me como um carro precisando de revisão. Mas este desgaste natural não me preocupa.

Aos trinta e três anos Jesus entregava Sua vida por mim. Aos trinta e cinco, ainda questiono o cristianismo que tenho vivido.

Aquele que sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder (Hb 1:3), sofreu uma tripla humilhação por mim: Sendo Deus se fez homem. Sendo homem, se fez servo e por fim foi até a cruz (Fl 2:6-8), mas o tempo vai passando e continuo lutando contra meu orgulho e soberba.

O tempo não pára. Os minutos que estou usando para escrever estas palavras não voltarão nunca mais. Não serei mais um adolescente sonhando em conquistar o mundo. Minha filha nunca mais será um bebê que vou carregar nos braços.

A brevidade da vida e a incerteza do amanhã deveria nos levar a viver a vida, que Deus nos deu, com mais excelência e seriedade. Agarrando cada oportunidade de servir ao Senhor, pois é possível que elas nunca mais voltem.

Agradeço a Deus por mais um ano que Ele me deu, mas também sei que na contagem regressiva dos meus dias aqui na terra, tenho um ano a menos. Quero viver o resto dos meus dias de forma que dignifique o nome de Cristo.

Que este seja nosso desejo e motivação: Viver nossos dias na terra de tal forma que nossos passos, desejos, palavras e atitudes dignifiquem o nome do nosso Senhor Jesus Cristo.

“Senhor, Tu me sondas e me conheces.” (Sl 139:1) Alex Amorim 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Poucos Muito Ricos, Muitos Muito Pobres.

Os seis homens mais ricos do Brasil concentram a mesma riqueza que toda a metade mais pobre da população do país (mais de 100 milhões de brasileiros), segundo o relatório da ONG Oxfam divulgado nesta semana.
A ONG britânica de assistência social e combate à pobreza usa como base levantamentos sobre bilionários da revista "Forbes" e dados sobre a riqueza no mundo de um relatório do banco Credit Suisse.

De acordo com a "Forbes", as seis pessoas mais ricas do Brasil são:

Jorge Paulo Lemann, sócio da Ambev (dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica) e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz
Joseph Safra, dono do banco Safra
Marcel Herrmann Telles, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz
Carlos Alberto Sicupira, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz
Eduardo Saverin, cofundador do Facebook
João Roberto Marinho, herdeiro do grupo Globo

A fortuna somada desses seis empresários era de US$ 79,8 bilhões (cerca de R$ 258 bilhões) em 2016, de acordo com a "Forbes".

Poucos muito ricos, muitos muito pobres. Por que existem pessoas ricas e pessoas pobres?

A desigualdade social, com a concentração de riqueza nas mãos de poucos e o empobrecimento e a vida difícil da maioria esmagadora da classe trabalhadora e do povo pobre é a marca da sociedade em que vivemos, capitalista.

Você pode muito bem almejar uma situação financeira melhor e trabalhar muito para tal. O que você não deve é deixar que isso seja o mais importante para você, nem medir as pessoas por sua posição social. Devemos nos importar em tentar viver bem com o nosso salário, seja ele grande ou pequeno, mas que seja justo e honesto e recebido com alegria. 

Existem pessoas com mais facilidade em ganhar dinheiro que outras, isso é um dom de Deus. Entretanto, assim como não devemos achar que a riqueza é sinal de benção, também não podemos achar que a pobreza é um sinal de santidade. 

Se existem diferenças sociais, elas se acabam quando existe um coração que se alegra pelo fruto de suas mãos. Paremos de querer colher mais do que plantamos. Paremos de indagar pela história dos outros e sejamos responsáveis pela nossa própria história.

Aos filhos de Deus não interessa ganhar o mundo, a fama, a fortuna. A nossa vocação é viver a vida na abundância de Deus. Não temos aqui casa, nem cidade permanente. Estamos aqui de passagem, de passagem para um novo céu e uma nova terra. Para este destino não levamos conosco nem ouro, nem prata.

Há, porém, tesouros divinos que o Senhor quer depositar em nós: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Sim, ricos e bem-aventurados serão aqueles que, quando se manifestar o Reino de Deus, estiverem cheios deste tesouro celestial.

O que acontecerá com a prosperidade sem Deus? “Descansa no Senhor, e espera Nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos. (Sl 37,7).

No mundo há apenas dois tipos de pessoas. Há aqueles que são pobres: a única coisa que possuem é dinheiro. Há, no entanto, outros que não têm dinheiro, mas são ricos; são procurados pela sua fé, sabedoria e zelo pela obra de Deus. Por isso “Deleite-se no Senhor, e Ele atenderá aos desejos do seu coração. Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nEle, e Ele agirá”.

domingo, 15 de janeiro de 2017

O Sopro de Deus

"Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra." 2 Timóteo 3:16,17
 
Quando nos dedicamos a estudar a Palavra do Senhor aprendemos coisas extraordinárias, que olhos desatentos nunca poderiam ver. Acrescente ao estudo a direção essencial do Espírito Santo e toda Escritura abre-se detalhada diante de nós. Que Deus nos conduza em sabedoria e unção nesse estudo das Escrituras Sagradas e que muitos sejam impactados pela graciosa Palavra de Cristo através dessas linhas.
 
Ao observarmos a passagem citada de 2 Timóteo, vemos a utilidade que a Palavra tem na vida dos cristãos. Ela ensina, corrige, repreende, tornando o varão perfeito e preparando-o para tudo na vida. Mas o interessante nessa passagem não é somente esta parte, visível aos olhos de qualquer um, mas outra parte, que não está tão clara simplesmente lendo o conteúdo do versículo.
 
Paulo inicia o versículo dizendo: "Toda Escritura é DIVINAMENTE INSPIRADA". Essa expressão confirma que toda a Bíblia é fornecida por Deus ao seu povo, usando homens como instrumentos para manter escrito o que Deus ensinou. Contudo há algo mais aí. Quando nos voltamos para os escritos originais dessa passagem, vemos que Paulo usa a expressão grega THEOPNEUSTOS, que os tradutores traduziram como DIVINAMENTE INSPIRADA. O termo THEO significa Deus, enquanto que PNEUSTOS significa sopro ou soprar. Sabendo disso, talvez a expressão mais correta seria dizer que "Toda Escritura foi SOPRADA POR DEUS", tornando a frase completa assim: "Toda Escritura foi soprada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra".
 
Agora vamos analisar a maravilha disso! Voltando-nos para o início da criação, em Gênesis capítulos 1 e 2, vemos o homem sendo feito à imagem e semelhança de Deus. O Senhor cria o homem e: "...formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente" Gênesis 2:7.
 
Ao formar Adão, Deus sopra vida nele e ele passa a conviver com Deus, juntamente com sua mulher Eva. Passado algum tempo, como sabemos, eles pecaram e foram expulsos do Éden (leia Gênesis 3). O vínculo entre Deus e os homens passa a ser obscurecido pelo pecado, que contamina toda a raça humana.
 
Para reestabelecer o homem em sua comunhão com Deus, o próprio Deus envia seu Filho, Jesus Cristo, ensinando e pregando a salvação pela fé Nele e, depois Dele, os discípulos, por meio do Evangelho, começam a pregar e ensinar o caminho da Vida.
 
Agora percebam a semelhança entre as duas passagens:
 
1- Adão tornou-se alma vivente por meio do Sopro de Deus
 
2- O Evangelho foi SOPRADO POR DEUS e é por meio dele que aprendemos e cremos em Jesus para a vida eterna!
 
Assim como o sopro de Deus deu vida ao primeiro homem, que pecou e caiu de seu estado de graça, somos restituídos à Graça por Jesus Cristo, o qual é pregado e ensinado por meio do Sopro de Deus que são as Escrituras Sagradas!
 
O Evangelho é um sopro diário de Deus para nos dar vida pela fé em Cristo, o qual varre as impurezas de nossos corações, expulsa os inimigos de nossas almas e conserva-nos em comunhão com o Pai. É a respiração de Deus vivificando o homem, dando fôlego renovado às pessoas em cada culto! É o precioso oxigênio que enche os pulmões da fé e permite que tenhamos plena segurança durante toda nossa vida...
 
Que cada um de nós possamos em nossos lares respirar desse fôlego de Deus, lendo e nos dedicando ao conhecimento Dele mais e mais... Assim como nossos corpos mortais necessitam do ar para respirar e manter-se vivo, nossos espíritos necessitam do sopro de Deus para serem fortalecidos em Cristo a cada dia! Sendo Jesus o Caminho para a Vida, o Evangelho é o ar que encherá nossos pulmões e nos dará fôlego renovado para a caminhada! Prossigamos com passos firmes, pois ao povo de Cristo pertence essa vitória!
 
Respire o Evangelho, hoje e sempre!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O Cristão e os Jogos de Azar


Entre os jogos de azar estão aqueles jogos permitidos por lei, que são as várias modalidades de loteria, os bingos - este último, muito usado até por igrejas cristãs e instituições - e os sorteios pelo telefone valendo dinheiro, carros e outros prêmios. Quem explora este tipo de jogo tem licença de órgão público competente. Mas nem por isso quer dizer que sejam jogos que convêm ao crente.

Temos também os jogos ilícitos, cujo mais popular é o Jogo do Bicho. Os cassinos são mais uma modalidade de jogos de azar cuja legalidade e implantação oficial está sendo discutida no Brasil. Para o cristão, o que realmente importa é se estas modalidades de jogo acabam por afetar algum princípio bíblico.

A Bíblia não proíbe de forma explícita os jogos de azar. Entretanto, nossa ética é elaborada não somente com aquilo que a Bíblia ensina explicitamente como também com aquilo que pode ser legitimamente derivado e inferido das Escrituras. Existem diversos princípios bíblicos que deveriam fazer o crente hesitar antes de jogar:

1. O trabalho é o caminho normal que a Bíblia nos apresenta para ganharmos o dinheiro que precisamos, Ef 4:28; 2Ts 3:12; Pv. 31. Quando uma pessoa não pode trabalhar, por motivos diversos, desde desemprego até incapacidade, ela deve procurar outros meios  de sustento e depender de Deus pela oração (Fp 4.6, 19). A probabilidade da situação do desempregado piorar ainda mais se ele gastar seu pouco dinheiro em jogo é muito grande.

2. Tudo que ganho pertence a Deus (Sl 24.1), e como mordomo, não sou livre para usar o dinheiro do jeito que quiser, mas sim para atingir os propósitos de Deus. E quais são estes propósitos? Aqui vão alguns mencionados na Palavra: (1) Suprir as necessidades da minha família (1Tm 5.8), o que pode incluir, além de sustento e educação, lazer e outras atividades que contribuam para a vida familiar; (2) compartilhar com os irmãos que têm necessidades e sustentar a obra do Evangelho (2Co 8-9; Gl 6:6-10; 3 João; Ml 3.10).

3. Deus usa o dinheiro para realizar alguns importantes propósitos em minha vida: suprir minhas necessidades básicas (Mt 6:11; 1Tm 6:8); modelar meu caráter (Filip 4:10-13); guiar-me em determinadas decisões pela falta ou suficiência de recursos; ajudar outros por meu intermédio; mostrar seu poder provendo miraculosamente as minhas necessidades. Jogar na loteria não contribui para qualquer destes objetivos.

4. Cobiça e inveja são pecado (Ex 20:18; 1Tm 6:9; Heb 13:5), e são a motivação para os jogos de azar na grande maioria das vezes. A atração de ganhar dinheiro fácil tem fascinado a muitos evangélicos.

5. Existem várias advertências no livro de Provérbios sobre ganhar dinheiro que podem se aplicar aos jogos de azar: o desejo de enriquecer rapidamente traz castigo (Pv 28.20,22); o dinheiro que se ganha facilmente vai embora da mesma forma (Pv 13.11); e riqueza acumulada da forma errada prejudica a família (Pv 15.27).

Uma palavra aos presbiterianos do Brasil: o Catecismo Maior da Igreja Presbiteriana do Brasil enquadra os jogos de azar como quebra do oitavo mandamento, “não furtarás”. Após fazer a pergunta, “Quais são os pecados proibidos no oitavo mandamento?” (P. 142), inclui na reposta “o jogo dissipador e todos os outros modos pelos quais indevidamente prejudicamos o nosso próprio estado exterior, e o ato de defraudar a nós mesmos do devido uso e conforto da posição em que Deus nos colocou”. É claro que esta posição oficial da IPB vale para seus membros, mas não deixa de ser interessante verificar os argumentos usados e sua aplicabilidade para os cristãos em geral.

É importante lembrar, ainda, que os jogos de azar são responsáveis por muitos males sociais, emocionais e jurídicos no povo, tanto de crentes como de não crentes. Menciono alguns deles:

1. O empobrecimento. Há pessoas que são cativadas pelo vício de jogar e, diariamente estão jogando. E, como só um ou poucos ganham, há pessoas que passam a vida toda jogando sem nunca ganhar. Não poucos perderam tudo o que tinham em jogos. Muitos pais de família pobres gastam o dinheiro da feira no jogo.

2. O vício de jogar apostando dinheiro. A tentação para jogar começa desde cedo a estimular uma compulsão entre crianças e jovens que começam a adquirir o hábito de “tentar a sorte”. Há milhares de jovens que já são viciados no jogo, especialmente com a vinda da internet e a possibilidade de jogos online com apostas.

3. Arruinar vidas e carreiras. Não são poucas as histórias de pessoas que se arruinaram financeiramente jogando na bolsa de valores – conheço pelo menos uma pessoa nesta condição – ou apostando em outros tipos de jogo.

4. Jogar dinheiro fora. As chances de se ganhar na loteria são piores do que se pensa. Para efeito de comparação, a probabilidade de uma pessoa morrer em um atentado terrorista durante uma viagem ao exterior é de 1 em 650 mil e atingida por um raio é de 1 em 30 mil. Se uma pessoa compra 50 bilhetes a cada semana, ela irá ganhar o prêmio principal uma vez a cada 5 mil anos.

Outra pergunta frequente é se as igrejas deveriam receber ofertas e dízimos de dinheiro ganho em loteria. Minha tendência é dizer que não deveriam. Guardadas as devidas proporções, lembro que no Antigo Testamento o sacerdote era proibido de receber oferta de dinheiro ganho na prostituição (Dt 23:18) e que no Novo, Pedro recusou o dinheiro de Ananias e Safira (At 5) e de Simão Mago (At 8:18-20).

Alguém pode dizer que o valor gasto nas apostas em casas lotéricas é muito pequeno. Concordo. Mas é uma questão de princípio e não de quantidade. Quando o que está em jogo são princípios, um centavo vale tanto quanto um milhão.  Augustus Nicodemus Lopes

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Garimpeiros Persistentes

“Se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do Senhor e acharás o conhecimento de Deus” (Provérbios 2:4 e 5).
O epitáfio de uma sepultura, nas proximidades de um garimpo, dizia: “Morreu sonhando com um grande tesouro”. Todo garimpeiro é um sonhador. Arrisca tudo: deixa a família e o emprego, embrenha-se na selva ou em lugares inóspitos, trabalha dia e noite, expondo-se a toda sorte de perigos.
O que o mantém nessa aventura arriscada? O desejo de encontrar um tesouro. E, mesmo depois de achar pedras preciosas, continua garimpando, pois alimenta o sonho de um dia encontrar aquele diamante que jamais foi visto.
O tesouro a que Salomão se refere, é a sabedoria. Não erudição, ou vasto conhecimento, mas a ciência da vida, o temor do Senhor. Muitos homens eruditos chegaram ao fim da jornada terrena, sem esperança. Voltaire, por exemplo, disse: “Vou morrer e vou para o inferno”. Hobss confessou: “”Eis que estou prestes a dar um terrível salto para as trevas”. Esses homens, que encantaram o mundo com a sua cultura humanista, não tiveram a seu favor a ciência da vida, na hora derradeira. Outros, porém, encontraram lenitivo na sabedoria que vem do alto. Wesley afirmou:  “O melhor de tudo é que Deus está comigo”. Lutero, no leito de dor, orou: “Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito, pois Tu me resgataste, ó Deus fiel!”
A Bíblia falta sobre pessoas que arriscaram tudo pelo temor do Senhor. Abraão deixou a confortável cidade de Ur e foi para uma terra distante. O diamante que alimentava seu ideal era cumprir a vontade de Deus.  Moisés desprezou as glórias e a sabedoria do Egito, pelo conhecimento de Deus. Ao longo de quarenta anos, foi alimentado por um grande sonho: ver o povo hebreu como cabeça e não como cauda. José não pediu para morar no Egito, mas foi lá que ele encontrou o diamante da pureza de caráter. O apóstolo Paulo é outro exemplo digno de lembrança. Desprezando o Sinédrio e as badalações dos líderes judeus, mostrou que era um garimpeiro destemido, ao afirmar: 
“Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” (Fp 3:8).   Novo tempo

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

O Sol do Meio-dia

"DEPOIS apareceu-lhe o SENHOR nos carvalhais de Manre, estando ele assentado à porta da tenda, no maior calor do dia. E levantou os seus olhos, e olhou, e eis três homens em pé junto a ele. E vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro e inclinou-se à terra. E disseram-lhe: Onde está Sara, tua mulher? E ele disse: Ei-la aí na tenda. E disse: Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara tua mulher terá um filho. E Sara escutava à porta da tenda, que estava atrás dele. E eram Abraão e Sara já velhos, e adiantados em idade; já a Sara havia cessado o costume das mulheres. Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho?. Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho".Gênesis 18.1, 2, 9, 10, 12, 14


Abraão, o grande patriarca do povo de Deus, chamado de amigo Do Eterno e pai da fé, fato que os judeus, muçulmanos e cristãos não descordam. Porém era Abraão filho de Terá, e seu pai era um fazedor de imagens (Js-4:2). Segundo o Talmud e o Midrash, Abraão todas as vezes que olhava para aquelas imagens dizia em seu coração, “deve haver uma Deus maior do que isso”, e realmente ele estava certo. Então certa vez, Terá, seu pai parte para uma viagem, mas antes ele chama seu filho e lhe dá uma incumbência, cuidar das imagens e dar comida a elas. Mas quando Terá volta ele se dirige até ao local onde ficavam as imagens e vê uma grande imagem no canto da sala que segurava um taco de madeira e todas as outras imagens menores quebradas. Então ele pergunta a Abraão o que teria acontecido, veja o que ele disse:

_ Meu pai, fiz tudo conforme me disseste, mas quando dava de comer as imagens menores, aquela maior, tomando o pedaço de pau em suas mãos veio e quebrou todas as outras. Mas seu pai não acreditou e disse:

_ Como pode isso ser verdade, se esta imagem tem mãos e não se mexe, tem olhos e não vê, tem pernas e não anda? Então respondeu Abraão:

Se tudo que o senhor meu pai disse é verdade, então porque acredita nelas? E naquele dia Terá, pai de Abraão se converteu ao único e verdadeiro Deus de todo o universo.

Porém, como nós, Abraão teve seu momentos difíceis, pois já fazia muito tempo que havia deixado sua família e obedecido a Deus, saindo errante em busca da promessa de ser pai de um grande povo e possuir uma terra que emana leite e mel.


O v.1 nos fala que Abraão estava assentado na porta da tenda no maior calor do dia, isso era no sol do meio dia, o momento mais quente do dia. Mas porque Abraão não entrou na tenda, mas preferiu ficar do lado de fora, se no interior da tenda ele estaria abrigado do grande calor? Calor este que chega atingir até 50ºc.

Abraão estava vivendo um dia difícil, ele sabia que seu problema estava dentro da tenda, não que o problema fosse Sara, sua esposa, mas sempre quando algo em nossas vidas dá errado, procuramos culpar alguém menos nós mesmos. Mas a bíblia diz que Deus havia falado com Abraão e não com Sara, então ele agora passa por uma crise de existência, e nessa crise ele esta questionando ao Senhor. Nós, como homens falhos, também, fazemos isto, porém de uma forma que desacreditamos na palavra de Deus, mas Com Abraão foi diferente.

Veja. Toda vez que Abraão olhava para sua agora velha esposa, ele recordava das palavras de Deus, mas nunca deixou de ser um amigo de Deus, pois já algumas promessas se haviam cumprido na vida de nosso patriarca, mas a grande e mais valiosa ainda não tinha acontecido, ter um filho, aquele que levaria seu nome.

Agora no maior calor do dia, um desânimo pega Abraão, dentro da tenda uma esposa velha e infértil, embora ainda a amasse, e do lado de fora a solidão e o calor, em cima Deus, e em baixo a terra que ele deveria possuir.

O cenário estava pronto. Tudo era perfeito. Quando a sua vida parecer estar no sol do meio dia, e tudo parecer já não ter mais solução, Jeová entrará em cena.


Talvez se Abraão tivesse entrado na tenda, no calor do meio dia ele teria pegado no sono, pois era um velho, e quem sabe Sara estava sentada tricotando com a lã do carneiro que ele havia matado dias atrás, e esta cena o faria dormir.

Quando o peso do tempo está sobre alguém, este alguém se torna uma pessoa cansada, não preguiçosa, mas cansada, e esta situação acontecia com ambos. E o fato de Sara ter se rido, não nos dá o direito de dizer que ela duvidava da palavra de Deus, mas que ela estava na prova, pois no Cap.17:17, Abraão também sorriu por ser velho e ter um filho. Então realmente eles, não só Abraão, mas ambos, viviam um dia difícil, a falta do cumprimento da maior promessa, a espera do grande milagre, na expectativa da chegada da benção.

Era por isso que Abraão foi se sentar na porta da tenda no calor o meio dia, pois ele estava na expectativa da chegada da benção. Pois veja bem, Abraão foi chamado com setenta e cinco anos de idade, e seu filho nasceria um ano depois desse dia, o que nos leva a crer que ele estava com noventa e nove anos de idade, assim sendo haviam se passados longos 24 anos.

Se existe uma coisa nobre que devemos pedir ao Senhor é paciência, muitas vezes não sabemos esperar nossas bênçãos e queremos ajudar ao Eterno. Passamos por problemas financeiros e quando estamos no sol do meio dia corremos para os agiotas, sofremos decepções amorosas e quando estamos no sol do meio dia nos entregamos as drogas. Verdadeiramente não sabemos nos assentar na porta da tenda no sol do meio dia.

Mas o que seria a tenda em nossos dias?

Abraão sabia que realmente Jeová cumpriria a promessa, mesmo parecendo impossível, foi por isso que o anjo do Senhor lhe disse: “Haveria alguma coisa difícil para Deus?”. Então Abraão sabia a importância da tenda, pois lá dentro ele passara a maior parte de sua vida, e nos braços de Sara. E se ele realmente teria um filho, com certeza seria concebido no interior da tenda e não no meio do pasto.

Isso quer dizer que você e eu nunca devemos deixar nossas tenda, pois sua benção tem tudo a ver com a sua tenda, pois momento mais difícil da vida de Abraão, ele foi se assentar na porta da tenda.

A tenda è a sua igreja. Todas as vezes que abandonamos a casa de Deus, estamos abrindo mão de nossas bênçãos e de nossas promessas. Não saia de sua tenda ainda que o sol do meio dia esteja ardendo sobre sua cabeça.


Quando tudo parecer acabado, quando as esperanças quase forem embora se assente na porta da tenda. Então diz a bíblia que em meio aquele calor imenso, Abraão olha e vê três anjos (por que três anjos? Isso eu conto depois), ele sabia que não era miragem mas sim a resposta a suas orações. Quero lhe falar uma coisa para você que está lendo esta mensagem, “Deus não se esqueceu de você!!!!!”

Ele esta apenas te testando, não desonre a Deus!! Ele chegará no sol do meio dia e virá a ti com a resposta. E para que você saiba e creia que quem escreveu esta mensagem é o próprio Deus, vou deixar algumas referências para que você reflita, e saiba que ainda que o sol esteja forte, há um Deus assentado no trono celestial que esta olhando por você, assim como Ele olhou para Abraão.


Números 23:19
19. Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?

Jô 14:07
7. Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.


Habacuque 3:17 a 19
17. Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; 18. Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação. 19. O SENHOR Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas.

Isaías 43:02
2. Quando passares pelas águas [estarei contigo], e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.
  Pr. Alexandre Augusto  

sábado, 31 de dezembro de 2016

Planos Para o Ano Novo

Quais são seus planos para o novo ano? Quando Davi encarregou seu filho Salomão de construir o templo, entregou-lhe planos precisos e exatos. Até está escrito: "Deu Davi a Salomão, seu filho... a planta de tudo quanto tinha em mente" (1 Cr 28.11-12a).

Deus tem um plano para cada um de nós. Os Salmos dizem que Ele manifestou Seus caminhos a Moisés, que teve condições de captar os planos de Deus, de entendê-los e de colocá-los em prática, porque havia cursado a escola do Altíssimo e permanecido nela.

Um construtor que está num terreno e olha para o projeto de construção consegue imaginar a obra que ainda não existe. Essa é sua experiência constante, ele tem prática em ler plantas e em imaginar as obras prontas.

Infelizmente muitos crentes não fazem isso. Ao invés de procurar saber o que Deus quer, eles se exercitam em preparar os seus próprios planos. Você planeja a construção da sua casa? A compra de um novo automóvel? Planeja sua carreira? O futuro dos seus filhos? Sua aposentadoria? Nada disso é errado. Mas os problemas começam quando essas coisas dominam os nossos pensamentos. O que deveríamos fazer é treinar a nossa mente constantemente a fim de aguçá-la para entender e saber os propósitos de Deus. A passividade no discipulado de Jesus leva à resignação; então não conseguimos mais reconhecer o plano de Deus.

O discipulado de Jesus pode ser definido como uma contínua permanência na escola de Deus. O Deus vivo sempre nos dará novas tarefas de casa para que cresçamos e aprendamos o que significa ser mensageiros de Cristo.

Paulo escreve: "Exercita-te, pessoalmente, na piedade" (1 Tm 4.7b). E a Epístola aos Hebreus fala dos "...adultos ...aqueles que, pela prática, têm suas faculdades exercitadas..." (Hb 5.14). Para que possamos dar lugar aos propósitos de Deus em nossos corações, é necessário que nos exercitemos constantemente e com perseverança na disciplina espiritual. Jesus Cristo, o Davi celestial, quer conduzir-nos justamente a este ponto. Isto se manifesta claramente nas instruções do rei Davi a seu filho Salomão: "...conhece o Deus de teu pai e serve-o de coração íntegro e alma voluntária! ...sê forte e faze a obra" (1 Cr 28.9-10). Se deixarmos todo o espaço de nossos corações à disposição dos nossos próprios planos, o Deus vivo não poderá desenvolver Seu plano em nós pelo Seu Espírito. Deus está disposto a gravar Seus propósitos em nosso coração pelo Seu Espírito. Mas Ele necessita de espaço para isso, do maior espaço possível – e sem reservas.

Nossos próprios planos, que se refletem em nossa alma ou em nosso estado emocional, com freqüência são um empecilho para um andar alegre e frutífero na presença do Senhor. Agora o novo ano está diante de nós com todas as suas possibilidades. Qual é o plano de Deus? Quanto mais estivermos cheios do Seu Espírito, tanto mais o Seu plano formar-se-á em nós e por meio de nós, como no caso de Davi, em quem o plano de Deus "estava nele pelo Espírito". Ou para dizê-lo com as palavras de Paulo: "...escrita... pelo Espírito do Deus vivente... em tábuas de carne, isto é, nos corações" (2 Co 3.3). Lembremo-nos sempre disso! Peter Malgo
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