quarta-feira, 12 de abril de 2017

Betsaida, a Casa do Pescador

“E, andando junto do mar da Galileia, viu Simão, e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. E Jesus lhes disse: Vinde após mim, e eu farei que sejais pescadores de homens. E, deixando logo as suas redes, o seguiram. E, passando dali um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes, E logo os chamou. E eles, deixando o seu pai Zebedeu no barco com os jornaleiros, foram após ele.” Mc. 1,16-20.


O Barco, a Companhia de Pesca, a Igreja.

O apóstolo Simão Pedro e seu irmão André, eram de Betsaida, cidade cujo nome significa“casa de pesca” ou “casa do pescador”, revelando assim, portanto, a própria vocação da cidade, que ficava à margem nordeste do mar da Galileia, situada perto de Cafarnaum, onde Pedro foi morar, pois ali era a sua casa.

O pai de Tiago e João, Zebedeu, deve ter sido um homem abastado, pois possuía empregados em sua empresa de pesca. Empresa familiar, algo parecido com o que hoje chamamos de cooperativa, pois além de incluir seus filhos incluía Simão Pedro. Era um judeu próspero que tinha barcos de pesca, bens suficientes, empregados a seu serviço e suficientemente rico a ponto de um dos filhos, João, ser conhecido pelo Sumo Sacerdote Caifás; e também sem dificuldades, abrigar em sua casa a Maria, mãe de Jesus.


O Pescador, o Evangelizador.

Sabemos que a profissão da pesca é algo difícil que exige algumas qualidades:

Um pescador deve ser uma pessoa muito dependente e deve ser confiante. Ele não pode ver os peixes. Aqueles que pescam no mar devem ir e lançar a rede, por assim dizer, ao acaso. A pesca é um ato de fé. O pescador não vê os peixes e assim mesmo lança a rede. Deve ser paciente e perseverante. Eles usariam essas qualidades como pescadores de homens.

As novas redes seriam, não para prender, mas para libertar vidas. Agora, não adiantam ter todas essas qualidades, o domínio da pesca, barcos, equipamentos, um bom local de pesca, conhecer tudo sobre essa arte e usar uma rede rasgada. Até um buraco pequeno deve ser consertado, pois durante a pesca ele pode se romper e o estrago ser grande. Temos que fechar as brechas! Mesmo as pequenas. O pescador deve revisar e limpar as redes, preparar tudo para só depois então sair para pescar. Não saia para pescar sem antes se preparar! Faça uma revisão, uma limpeza na sua vida antes de ganhar almas para Jesus.

Ninguém que tenha um encontro com o Senhor Jesus permanece nos seus antigos planos ou projetos de vida. A pessoa simplesmente não se enquadra mais ao antigo modo de pensar! Seguir a Jesus requer da pessoa rompimento total com o passado. Jesus não quer remendar a nossa vida. Ele quer fazer tudo novo! Não pode haver "furos" em nossa vida. Não adianta remendar o que não tem mais conserto.

Um remendo com pano novo e resistente sobre um tecido já velho e enfraquecido, o rombo será ainda maior. Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha; doutra sorte o mesmo remendo novo rompe o velho, e a rotura fica maior.

Com a primeira lavagem, o pano novo encolheria e aplicaria tal tensão sobre o pano velho que faria um rasgo maior do que antes, sem contar que o remendo novo faria com que a roupa velha parecesse ainda mais desbotada e velha. Às vezes, o velho é irreparável e tem simplesmente que ceder lugar ao novo. Temos que mudar o nosso velho modo de viver. Deus tem algo novo!


O Mar, as Redes e o Mundo.

Ora o mar, o mundo, bravio, onde surgem as tempestades a qualquer momento, com suas ondas altas, vento forte, ameaça virar o barco, a Igreja de Jesus. 
O mar re­presenta toda a massa caída da humanidade. "Mas os ímpios são como o mar agitado que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo" (Is 57:20,21; Dn 7:3; Ap 13:1). Os homens vivem em um abismo tão negro de pecado, erro e cegueira! Contudo, ainda podem ser resgata­dos pelo Espírito de Deus, à medida que aceitarem os termos do evangelho. 
Não podemos mais ficar pescando na praia, com varinha de bambu, linha fina e anzol pequeno. A evangelização, lançar as redes, não é um passatempo; mas, uma missão árdua, que precisa ser cumprida com esmero, preparo e oração. Doutro modo, precisa se preparar, como verdadeira “Companhia de Pesca”, e se lançar sem medo, em nome do Senhor, em águas mais profundas, e buscar os grandes peixes.


Os Peixes, as Almas.


Bacalhau – Difícil de conviver, muito salgado.

Bagre - Faz beiço, sob qualquer contrariedade. Falta-lhe temperamento, fruto do Espírito santo.

Truta – O amigo de Jesus, aquele que guarda seus mandamentos. Gosta de água viva.Vive em água corrente.

Dourado – Só vive em água doce. Só vive em passarelas, desfilando seus trajes brilhantes. Colorido. Vaidoso.

Peixe-espada - Aquele que maneja bem a palavra de Deus. Estilo cristão.

Namorado – Vai a Igreja só para “encontros” com a namorada.

Cascudo – Trata seus irmãos com casca e tudo, grosseiro, estúpido, mal-educado.

Cação – O mesmo que tubarão, aquele que vive perseguindo seu irmão. Crente carnal.

Peixe-cofre - Vive trancado dentro de si mesmo; como uma ostra, não se abre com ninguém, muito menos com seu pastor.

Peixe-gelo – É frio como a neve. Falta fogo do Espírito santo. Nada animador.

Porquinho – Sujo, imundo, como o pecado.

Peixe-palhaço – Vive em rodinhas fazendo graça, querendo se aparecer.

Traíra – Alimenta-se de outros peixinhos, carnívoro, carnal, voraz, briguento, liso e escorregadio. Esperto. Quer passar outros para trás.

Tilápia – Não vive em um só habitat, tanque. Gosta de fazer visitas em outros aquários. Não para na Igreja. Apesar da carne saborosa, possui espinhos.

Peixe-gato – Atraente, conquistador, paquerador. O Mauricinho das Patricinhas na Igreja.

Sardinha – Sem espinhos, vive em cardumes - Unidos venceremos. 
Mandi – Sempre magoa com seu ferrão.

Carpa – Carne boa, mas contém muitos espinhos. Vive em lodo.

Salmão – Carne gordurosa. Orgulho. Necessita de azeite.

Arraia – Vive dando choque.

Peixe-martelo - Coração duro.


"Igualmente, o Reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar e que apanha toda qualidade de peixes. E, estando cheia, a puxam para a praia e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora. Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos e separarão os maus dentre os justos. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali, haverá pranto e ranger de dentes" (Mt. 13, 47-50).

Chamados a sermos pescadores de homens, e não de peixes, precisamos de conversão, mudança de vida, urgentemente.

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