quarta-feira, 3 de junho de 2015

Campanhas de Oração

A palavra campanha tem sua origem no latim e no glossário de termos e expressões para uso no exército, quer dizer acampamento de tropas, campo de batalha, combate, luta, lida, esforço para se conseguir alguma coisa. Deste último significado é que surge a ideia de campanha. Na verdade quando se fala em campanha, pensa-se no conjunto de esforços para informar pessoas, mudar comportamentos e a partir disso, obter algum resultado. Pode-se definir campanha, como um conjunto de operações (espirituais), relacionadas no tempo e no espaço, visando a um determinado fim. Uma guerra contra as forças inimigas.

A cura e libertação, não virá das águas do Rio Jordão, nem do pisar o sal grosso do Mar Morto, nem tão pouco por orações realizadas no Monte Sinai ou em qualquer outro lugar do mundo; a libertação virá pela fé em Cristo, Aquele que derramou o Seu sangue inocente na cruz do Calvário, para todo aquele que Nele crer.

Quando se faz uma campanha na Igreja, busca-se por um alvo usando um método, para se atingir um objetivo específico, num tempo determinado.

Quais seriam esses métodos e meios disponíveis (espirituais) para conseguir os objetivos específicos?  
São as orações, as táticas e estratégias espirituais, que planejam e conduzem as campanhas; são os métodos para guerrear e se defender de um inimigo em batalha.

Existem vários tipos de campanha:  campanha do agasalho; de vacinação; da família, de doação de órgãos, de sangue; do leite; da cesta básica; de prevenção; do quilo; de arrecadação; campanha política; sobre drogas, campanha nacional de solidariedade, campanha da fraternidade, campanha evangelística e por aí vai... Nós, os cristãos evangélicos não podemos usar desses meios, para alcançar uma graça, em nome de jesus?

Certa feita pedi em oração ao Senhor, uma direção e uma orientação. Passados três dias, estava lendo um livro, e encontrei a resposta desejada, sendo abençoado logo em seguida. Outra feita busquei mais direção, e folheando um apócrifo, obtive novamente a resposta. Alguém se atreve a dizer que não foi Deus quem me respondeu, só porque os livros que estava lendo não faziam parte das Sagradas Escrituras? Deus fala como quer, e da forma que quer. Vejo o céu, os campos, a noite, os pássaros, os animais, e neles ouço Deus falar comigo e responder às minhas indagações.
Não posso direcionar Deus a responder assim e assim. Seria muita pretensão! Outra questão: nem tudo o que Jesus falou, está escrito nas Escrituras Sagradas. Nem mesmo o mundo inteiro seria capaz de conter os livros que se pudesse escrever sobre a pessoa de Jesus e sua obra.

Assim, dentre as campanhas, a Igreja pode livremente usar da campanha de oração, espiritual. Todos sabem que a Igreja precisa de uma forma, de um meio, de uma metodologia de ensino, discipulado, um modo de trabalhar com o rebanho de Deus.

As pessoas que criticam as campanhas são dúbias, nem têm algo a acrescentar; pelo contrário, são pessoas frustradas que só querem mostrar na viseira seu farisaísmo e seu sensacionalismo barato. Estão completamente equivocadas.  Deus sabe perfeitamente a maneira que cada um recebe sua bênção.

Não se sabe qual foi a primeira igreja a utilizar este método de campanha. Se alguém a utiliza como uma doutrina está errado, porém se a usa como espaço para conhecer a Palavra de Deus, adorar e orar a Deus; direcionar os cristãos para algum alvo, um auxílio, uma bênção, não há motivo para não participar.

Há muitas passagens na bíblia, onde o povo de Deus faz campanhas para atingir um objetivo.

Josué fez uma campanha para a conquista de um território, uma cidade chamada Jericó (Josué 6:3-27); Naamã, para ser curado da lepra, recebeu um chamado do profeta Elizeu para se esforçar, buscando atingir um fim determinado no rio Jordão, onde teve que mergulhar sete vezes; Daniel e Ester fizeram uma campanha de jejum; Os apóstolos aderiram a campanhas para receber as coletas (1 Cor. 16:1-4). Há muitos outros exemplos. Até o próprio Deus trabalha com alvos, e nestes propósitos, com tempos determinados. Há um tempo determinado para cada coisa. O mundo foi feito em seis dias.

A campanha não precisa ser necessariamente de sete dias, mas de quanto tempo necessitar, porém com uma data pré-definida para seu término. Se alguém propõe sete dias, ou vinte e um, ou quarenta, erra o alvo; pois aí a igreja seria dominada por números, algo cabalístico que denota um misticismo dentro deste método.

Como as pessoas dirigem as campanhas, erroneamente:

Algumas pessoas fazem críticas às campanhas nas Igrejas, sob pretextos mais pobres e sem conhecimento.

O que não é campanha:

A campanha não é doutrina bíblica;
Não é uma reprodução de "novenas" da igreja católica;
Não é passar o envelope para o povo fazer uma barganha com Deus;
Não é uma fórmula mágica, onde os problemas serão resolvidos e os desejos atendidos;
Não é meio para se alcançar o céu; (Jesus é o Caminho);
Não é meio de salvação; (Jesus é o Salvador);
Não é meio para se alcançar prosperidade;
Não é meio para se adquirir vida eterna (É Jesus quem a dá, gratuitamente);
Não é baú de realização de promessas fantasiosas e mirabolantes;
Não é meio para se santificar ou crescer espiritualmente;
Não é um ritual para se aproximar mais de Deus;
Não é um meio para determinar bênção e rejeitar provações;

Quando se diz que a campanha de determinada Igreja é a mais forte, onde tudo se cumpre, é garantida, não tem como dar errado e não acontece nada e nada se cumpre, neste caso, o método da campanha é falho e as pessoas saem decepcionadas e ludibriadas.
Outros “pilantras”, se utilizam até mesmo de apetrechos mundanos (campanha da rosa, do sabão, do sal grosso); falam em trazer a pessoa amada em sete dias, além de distribuírem objetos idolátricos, tais como arcas, martelos, anjos, medalhões, selos, lenços e muitos outros sob o pretexto de que tais objetos trazem proteção ou riqueza. Foge destes, pois são idólatras e lobos vorazes!

Faz-se a campanha usando de um método, e nunca como se fosse uma doutrina a ser obedecida cegamente. 
Serve para levar à oração, à consagração, à perseverança. Tudo isto com o auxílio do Espírito Santo que intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Como diz Jesus: “Sem Mim, nada podeis fazer”.
Nem todas as igrejas usam deste método, porém as que utilizam, devem se ater naquilo que visa o sentido da campanha e não como uma certeza de que Deus só age por este meio.
A campanha é um auxílio. É uma forma de testemunhar a Deus que estamos determinados a atingir um alvo. Não é a campanha que faz o milagre, é Deus! Porém se fizer um voto a Deus usando este meio, não tarde em cumpri-lo (Ecl. 5:4-5).
Esta é a campanha do verdadeiro adorador do Pai: orar sem cessar, em todo tempo, em todo lugar, com mãos santas, sem ira e sem contenda.

Evangelista Maurício

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