sábado, 12 de abril de 2014

Nossa Querida Tristeza!

O Genuíno luto espiritual para com o pecado é a obra do Espírito de Deus. O arrependimento verdadeiro é uma flor que nunca cresce naturalmente no jardim da natureza humana! Pérolas crescem naturalmente em ostras, mas a verdadeira tristeza pelo pecado nunca se mostra nos pecadores, a menos que a graça divina trabalhe neles. Se você tem uma partícula de verdadeiro ódio pelo pecado, Deus tem dado a você, pois os espinhos da natureza humana nunca produziram um único figo. “O que é nascido da carne é carne"

O verdadeiro arrependimento tem uma referência distinta ao Salvador. Quando nos arrependemos do pecado, devemos ter um olho sobre o pecado e outro sobre a cruz! Será melhor ainda se fixarmos os nossos olhos em Cristo e vermos as nossas transgressões só à luz do Seu amor.

A verdadeira tristeza pelo pecado é eminentemente prática. Nenhum homem pode dizer que odeia o pecado se vive nele. O arrependimento nos faz ver o mal do pecado, e não apenas como uma teoria, mas experimentalmente, como a criança queimada teme o fogo. Teremos tanto medo dele, como um homem que há pouco tempo foi abordado e roubado tem medo do ladrão quando está na rua. Devemos evitar o pecado afastá-lo de nós em tudo, não em grandes coisas apenas, mas nas pequenas coisas também; como os homens evitam pequenas cobras, bem como grandes víboras!

Verdadeiro luto pelo pecado nos fará muito atento sobre a nossa língua - para que não venhamos a dizer uma palavra errada. Seremos muito atentos sobre as nossas ações cotidianas - para qualquer coisa que ofenda a glória de Deus. Cada noite deverá fechar o dia com confissões dolorosas de nossas deficiências; e todas as manhãs acordar com orações ansiosas para que neste novo dia Deus nos preserve – para que não venhamos a pecar contra ele.

O arrependimento sincero é contínuo. Os crentes se arrependem até o dia da morte. O arrependimento não é intermitente. Cada outra tristeza se rende ao tempo, mas esta querida tristeza cresce com o nosso crescimento. É tão doce e amargo ao mesmo tempo, que graças a Deus nos é permitido experimentar continuamente, sempre e sempre até que entremos no nosso descanso eterno!

“A tristeza segundo Deus opera arrependimento”. 2 Cor. 7:10

Charles Haddon Spurgeon

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