sábado, 13 de julho de 2013

Jesus, o passaporte para o Paraíso

Para que o homem fora criado? Para viver em pecado? Não, porque quando Deus criou o mundo e tudo o que nele há, não existia o pecado. Deus mesmo disse depois de ter acabado a sua obra que tudo era muito bom. Isso quer dizer que Deus criou tudo o que existe de uma maneira perfeita. Porque não existia pecado no mundo. Mas, para que Deus criou o homem? Deus criou o homem para o louvor da sua glória. Ele em tudo glorificava a Deus. Em tudo ele refletia o Senhor dos senhores. O Rei dos reis. E Soberano dos reis da terra. O seu trabalho era governar o mundo como Deus governa. Um governo reto e justo. Um domínio absoluto sobre os seres criados por Deus. O SENHOR havia dado esse domínio ao homem. Ele deveria exercer domínio sobre a criação de Deus. Deveria subjugar a tudo debaixo dos seus pés. Ele também deveria cultivar a terra. Cuidar dela. E também recebeu a tarefa de encher a terra com os seus descendentes. Em todos esses atos Deus seria glorificado pelo homem. Era uma obediência prazerosa. Sem constrangimento. O homem obedecia a Deus por amor ao seu Criador.

Porém, esse mesmo homem criado segundo a imagem e semelhança de Deus não permaneceu no seu estado em que fora criado. Ele desobedeceu a ordenança de Deus. Ele jogou fora tudo o que Deus lhe tinha concedido. Tudo por uma oportunidade de ser igual a Deus. Eles – o homem e a mulher – desprezaram as palavras de Deus. Não deram ouvidos a sua proibição. Antes ouviram a serpente. Deram ouvido as artimanhas de Satanás. Assim acharam que poderiam ser como Deus. Quando desobedeceram e comeram do fruto proibido, perceberam que não se tornaram deuses. Antes, passaram a sentir vergonha um do outro. A fugir da presença de Deus. A tentar desfazer o cometido. Tentaram cobrir o pecado com folhas. Mas, nada adiantou. O homem transgrediu o mandamento de Deus. Passaram por cima de sua palavra santa. Estragaram a criação do Soberano. Arruinaram a obra de suas mãos. Arruinaram suas vidas e de seus descendentes, por uma oportunidade de serem deuses. O casal violou os limites imposto pelo Senhor. Eles queriam decidir o limite. Mas, em vez de decidir o limite, caíram em pecado, desobediência e morte. Torna-se um rebelde da vontade de Deus. Perde os privilégios que Deus concedera a ele. A comunhão com o senhor Deus é quebrada pela transgressão da ordem probatória do senhor.

1. Sendo banido do paraíso.

Deus criara o homem para o seu louvor e glória. Havia uma comunhão entre Deus e o homem. Quando falo homem, estou me referindo tanto ao homem quanto à mulher. Esta comunhão podemos ver na criação do homem por Deus. Como Ele se dirige ao homem. Tudo o que Deus criou entregou aos cuidados do homem. A obrigação de cuidar da criação era do homem. Deus formou o homem do pó da terra. Deu-lhe o fôlego de vida. Assim o homem passou a viver. Ele fora criado diferente de todas as outras criaturas. Ele fora criado para pensar, falar e viver com Deus. Foi concedido ao homem uma auxiliadora idônea. Capaz de o ajudar em sua tarefa de encher a terra e governar junto com o homem. 

Gênesis 2.8 diz: “E plantou o senhor Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado”. Era um local ímpar, específico para o homem e a mulher habitarem e do qual procederia a influência do seu serviço como vice-regentes. O texto tem o verbo que é traduzido apropriadamente como “plantar”; o pensamento básico é o de colocar pequenas árvores ou plantas no solo, as quais cresceriam e, então, se tornariam plantas grandes e maduras. Plantar implicava em plano; Deus executou suas intenções quando preparou o lugar chamado Éden. A ideia geral, no entanto, é de que Éden se refere a uma planície entre os rios Tigre e Eufrates, perto do Golfo Pérsico; era uma área de muita fertilidade e um lugar de alegria e prazer. Isaías 51.3 chama o Éden como “o jardim do Senhor” e Ezequiel 28.13 como “o jardim de Deus”. Deus colocou o homem e a mulher no jardim do Éden. O jardim deveria ser seu lar. Deveria ser o lugar de comunhão entre eles e Deus. Deveria ser seu lugar de trabalho. Do jardim e a partir dele, o serviço real de Adão e Eva influenciaria toda a criação sobre a qual deveriam dominar e que eles encheriam e cultivariam.
Porém, este vínculo. Esta comunhão foi quebrada pelo pecado. O pecado causou a separação entre Deus e seus vice-regentes aqui na terra. O jardim do Éden era o palácio real do homem. Lá deveria haver comunhão entre Deus e o homem e entre o homem e a mulher. Era um relacionamento de amor e comunhão. O pecado estragou esta comunhão de amor e vida. Através do pecado a morte entrou no jardim. Não havia morte no jardim do Éden. Deus colocou o homem no jardim do Éden e impôs limites para a sua vida. Deus não deixou o homem fazer o que queria. Pelo contrário, Deus colocou parâmetros, limites na vida do homem. O jardim era um lugar belo. Uma fonte de bênção para o casal. Tinha uma abundância de árvores. Era suprido de abundantes águas. Era também suprido de recursos minerais. Era um lugar de beleza. Deus deu tudo isto ao homem para desfrutar e cuidar. Ele poderia comer do fruto de qualquer árvore do jardim. Excerto de uma árvore. “E o senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.16-17).
O que Deus queria dizer com esta ordem? Deus advertiu o homem das consequências de se comer da árvore proibida, dizendo que eles morreriam. Eles devem ter tido consciência do que Deus estava dizendo. Morte no sentido de separação, fim de um processo, e deterioração, foi experimentado no jardim. Deus falou enfaticamente que eles morreriam. No momento que o casal comeu do fruto proibido, ele quebrou a comunhão com seu criador. Naquele momento um processo de morte começou no jardim do Éden. O homem perdeu a vida que tinha com Deus. Não estou falando de vida eterna. Porque a vida eterna consiste em algo que não se pode perder. Mas estou falando daquela vida que temos quando estamos em comunhão com Deus. O homem tinha vida unicamente em sua comunhão com Deus. Quando o homem pecou esta ligação com Deus foi desfeita.
O homem estragou a criação de Deus com o pecado e a morte. A morte física que não era uma realidade conhecida para o homem. Agora faz parte de seu processo de vida. Ele iria envelhecer e morrer. Iria voltar ao pó de onde veio. Por isso encontramos o senhor dizendo em Gênesis 3.23: “O senhor Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado”. Por que Deus expulsou o homem do jardim do Éden? O motivo nós encontramos em Gênesis 3.22: “Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, que não estendas a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente”. O homem se tornou como um de nós. O que isto quer dizer? Irmãos, Deus conhece o bem e o mal. Ele como soberano conhece o que é certo e errado. Um fator essencial a ser compreendido é o fato desta árvore, cujo fruto foi proibido, ter representado a determinação expressa do senhor para o homem e a mulher. Eles foram feitos cientes da verdade de que o senhor, exercitando sua soberania, lhes impôs limitações. Isso significava que existiam experiências e aquisições possíveis em que a humanidade não deveria estar envolvida ou das quais não deveria apoderar. Deste modo, o senhor Deus estabeleceu um limite para as experiências de vida dos seus vice-regentes. Eles, conhecendo e gozando da bondade que era deles no Éden, não deveriam, em orgulho e auto-engrandecimento, desejar e procurar alcançar mais que aquilo que lhes havia sido dado. Desejar, procurar alcançar e tomar o proibido resultaria em um esforço para ser como Deus. Isto, por sua vez, resultaria em alienação, separação, destruição e morte.
O senhor, que conhecia o mal, não no sentido de experimentar, provar a maldade. Mas, conhecia e conhece porque é conhecedor de todas as coisas. Por isso ele advertiu o homem da morte. Ele sabia o que significaria a morte. O homem, porém, se tornou conhecedor do bem e do mal, no sentido de experimentar e provar o mal. Por exemplo: o adultério, nós sabemos que o adultério é pecado. Mas, não temos o conhecimento experimentado. Porque não cometemos o adultério. A mesma coisa foi com o homem. Ele provou o pecado. Ele descobriu pela experiência própria o que é o mal. A sua natureza ficou corrompia pelo pecado. Ficou fraca e sujeita a doença e morte. A sua vida com Deus foi desfeita.
Então, por causa do pecado, o homem foi privado de comer da árvore da vida. Porque se o homem houvesse comido da árvore da vida, ele iria viver para sempre. Ele iria viver para sempre nesse corpo de iniqüidade. E seria impossível haver redenção. O homem ficaria praticando o mal para todo o sempre. Por isso, o senhor tomou a medida de expulsá-lo do seu jardim. Ele queria tirar o pecado e a morte que passou a existir no jardim. “Deus, por isso, o lançou fora do jardim do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra” (Gn 3.23). Ele diz que expulsou o homem a fim de lavrar a terra. Ele queria começar novamente cultivar a vida no seu jardim, sem a presença do homem agora com o pecado. O homem perdeu seu privilégio de morar no paraíso de Deus.
Irmãos, graças a Deus por ter expulsado o homem do jardim. Antes que ele comesse da árvore da vida. Se ele comesse, não havia esperança para nós de sermos redimido no sangue de Jesus Cristo. Estaríamos para sempre presos nesse corpo de iniquidade. Quando Deus expulsou o homem, não devemos ver como um castigo, mas como uma graça da parte de Deus. Imagine, o mundo cheio de pessoas vivendo para sempre e praticando todo tipo de maldade. A terra seria o próprio inferno. Um lugar de maldade e escravidão. Onde o diabo estaria reinando. Mas, graças a Deus isto não aconteceu.
Porém, essa expulsão do homem também mostrou uma outra conseqüência dura na vida humana. A primeira foi não poder comer da árvore da vida por causa do pecado e não mais poder viver no jardim de Deus. E qual foi a segunda conseqüência?

2. O caminho de acesso ao Senhor foi fechado.

Irmãos, o homem tinha livre acesso a Deus. Ele caminhava com Deus. Falava com Deus. O senhor era sua vida. Seu bem maior bem. O homem possuía uma intimidade única com Deus no paraíso. Ele como portador da imagem e semelhança, representava o próprio Deus aqui na terra. Ele foi criado e ornado de justiça e retidão. Em tudo era capaz de cumprir as ordenanças de Deus. Era fácil para o homem no jardim do Éden, fazer a vontade de Deus.
Porém, o homem por sua rebeldia jogou tudo fora. Ele privou a si mesmo dos dons maravilhosos que Deus lhe tinha concedido. Ele não mais, após a queda, era capaz de satisfazer a justiça de Deus. Que é uma justiça santa. Sem defeito e pura. Mas, o homem quis colocar seus próprios limites para sua vida. Ele mesmo quis decidir o que era e o que não era bom para sua vida. Privando ele mesmo dos dons maravilhosos de Deus e a todos os seus descendentes. Por causa de nossos primeiros pais, Adão e Eva, não temos acesso ao senhor como eles tinham no paraíso. Em Adão nós morremos. Em Adão estamos mortos em delitos e pecados. Não somos capazes de fazer bem algum. Porque em Adão todos morrem. Em Adão todos provam a separação de Deus. Por causa do pecado de Adão, é como se tivesse um abismo sem fim, fazendo a separação entre Deus e os homens. Foi por isso que o SENHOR colocou querubins para proteger o caminho para o paraíso. O texto diz: “E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida” (Gn 3.24).
Após a queda o caminho de acesso a Deus foi fechado. Os querubins são os protetores da glória de Deus. Os querubins eram responsáveis para expulsar qualquer homem de entrar no jardim do Éden e comer da árvore da vida. O homem perdeu o privilégio de viver no jardim de Deus. O paraíso do senhor. Assim, nenhum homem podia se aproximar de Deus.
Isso nós vemos durante a história de Israel. Os homens não podiam chegar à presença de Deus. Ele precisava de um sacerdote para lhe representar diante de Deus. Durante a caminhada pelo deserto o senhor ordenou que fizesse um tabernáculo. Ele próprio descreveu como seria esse tabernáculo. Ele não queria que as pessoas o adorasse de sua maneira. Mas da maneira que Ele deseja e ordena. Nesse tabernáculo havia duas salas. A primeira era chamada de Santo Lugar. A segunda sala se chamava o Santo dos Santos. Nesta segunda sala se encontrava a arca da aliança. Dentro dela estava as duas tábuas da lei, os Dez Mandamentos. Estas salas eram divididas por um cortina. Nesta cortina estava desenhado dois querubins protegendo o Santo dos Santos. Os Dez Mandamentos testificam a respeito do relacionamento pactual de Deus com os israelitas. A arca simbolizava a presença sagrada de Deus no meio de seu povo e dava um significado visual a promessa de Deus, “Eu serei seu Deus”.
Sobre a arca estava o propiciatório. Era o local para se oferecer sangue de animais ao senhor pelo perdão dos pecados. Em cima do propiciatório existia dois querubins. Com suas asas abertas, os querubins, estavam “cobrindo o lugar de expiação”. Ninguém podia entrar naquele lugar. Ele estava protegido. Ninguém podia chegar diante de Deus por causa do pecado. O caminho de acesso a Deus estava fechado. Na primeira sala, o Santo Lugar, os sacerdotes entravam regularmente para executarem seu trabalho. Porém, os sacerdotes não podiam ir além do Santo Lugar, eles não tinham acesso a Deus. Esse privilégio era dado somente ao sumo sacerdote. Ele era um homem escolhido para representar o povo de Israel, ele sozinho podia entrar na presença de Deus. Porém, ele tinha certas restrições. Porque ele só podia entrar no Santo dos Santos uma vez por ano, no Dia da Expiação. Porém, não podia entrar sem o sangue. Neste dia ele entrava duas vezes. A primeira vez ele aspergia o sangue sobre e enfrente da tampa da arca. Ele oferecia este sangue com o propósito de Deus perdoar seu pecado e de sua família. Depois disto ele entrava no Santo dos Santos novamente, mas agora com o sangue de um cabrito. Este sangue aspergido sobre a tampa e diante da tampa da arca. Essa oferta cobria os pecados do povo.
O que tudo isto significava? Significava que o caminho que levava a presença de Deus ainda não estava aberto durante a época da antiga aliança. Desde a expulsão do homem do paraíso o caminho a Deus estava fechado. Os homens não tinham acesso a presença de Deus. Essa foi uma conseqüência terrível para o homem. Por causa da rebeldia do homem, Deus privou o homem de sua presença. Ele foi banido de diante de Deus. Aqueles querubins protegem o caminho que leva o homem a presença do Deus Santíssimo. O acesso a Deus foi fechado. Como podemos chegar na presença de Deus? Neste culto estamos na presença de Deus?
Sim, estamos na presença de Deus. Porque este caminho de acesso a Deus agora foi aberto. A morte de Cristo abriu o Santo dos Santos. Na sua morte a cortina que separava o Santo dos Santos do Lugar Santo, foi rasgada de cima abaixo (Mt 27.51). “Portanto, irmãos, temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, do seu corpo. Temos, pois, um grande sacerdote sobre a casa de Deus. Sendo assim, aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé, tendo os corações aspergidos para nos purificar de uma consciência culpada, e tendo os nossos corpos lavados com água pura. Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel” (Hb 10.19-23).

Após a queda do homem no pecado, o caminho a Deus ficou fechado. Era impossível chegarmos a presença de Deus. Porém, hoje, nós temos acesso a Deus. Porque o nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, abriu o caminho a presença de Deus de uma vez para sempre. Ele nos levou a presença de Deus com seu sacrifício na cruz. Graças a Cristo temos direito de chamarmos Deus de Pai. Aquilo que perdemos em Adão, ganhamos em Cristo. O direito a presença de Deus e morar no seu paraíso. Que é chamado agora em Apocalipse de Nova Jerusalém. Graças ao Cordeiro de Deus podemos chegar na presença do Senhor Todo-poderoso.

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