domingo, 16 de dezembro de 2012

Vivendo dias difíceis

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (II Timóteo 3.1-5).
 
O texto epigrafado acima, escrito por Paulo, já é realidade em nossa época, chamada de pós-modernidade. Realmente, estamos vivendo um tempo de grandes dificuldades e enormes desafios, em todas os setores da vida humana. E para resolver grandes problemas, precisamos empreender grandes e sábias decisões. Vejamos alguns problemas que nos afligem hoje, e o que devemos fazer, como igreja do Senhor Jesus Cristo:

1. Degradação moral em níveis nunca vistos - Há tanta imoralidade que, disse alguém, se os habitantes de Sodoma e Gomorra ressuscitassem hoje, ficariam constrangidos com os atuais tipos de perversão e, também, fascinados com a criatividade do homem contemporâneo para inventar aberrações e desvios sexuais. A busca pelo prazer da carne não tem limites e muitos já são escravos dessa sedução maligna, e já perderam sua dignidade e reputação.
Qual deve ser a resposta dos filhos de Deus? Santidade. Imoralidade se combate com santidade. Deus é santo e quer que seus filhos vivam em santidade (Levítico 20.26). Por isso, temos que exercitar a pureza nas amizades, nos namoros, nos noivados e nos casamentos. Temos que ser luz do mundo e sal da terra (Mateus 5. 13-16)

2. Desagregação familiar - A família tem sofrido sérios e mortais ataques. O número de casamentos tem diminuído a cada ano, as separações e divórcios vem aumentando, dia após dia. Outros tipos de união têm surgido – homens com homens e mulheres com mulheres – e vêm conseguindo importantes vitórias judiciais com respeito aos direitos de convivência, educação de filhos e herança em caso de falecimento de um dos membros do “estranho casal”.
E a igreja, o que deve fazer? Devemos dizer como Josué: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24.15). Devemos buscar ao Senhor para a restauração de nossas famílias, que devem ser um modelo de Deus para este mundo conturbado.

3. Violência e Grande Criminalidade - Como fruto da aglomeração nos grandes centros e da falta de infra-estrutura nas metrópoles para receber tanta gente, por causa das desigualdades sociais, do desemprego em massa, surge a criminalidade violenta. Todos querem levar vantagem e enriquecer rapidamente, praticando roubos, seqüestros e tráfico de drogas; outros tornam-se prisioneiros em suas próprias casas, tomados pelo pânico e medo.
Como os cristãos devem se comportar nesse caos, que ameaça as famílias cristãs, ceifando preciosas vidas e atentando contra a integridade física e emocional de nossos filhos e até mesmo contra a nossa? Devemos ser “prudentes como as serpentes e simples como as pombas” , como disse o mestre e salvador Jesus Cristo . Temos que tomar nossas precauções, não tentando a Deus nem menosprezando o perigo. Precisamos ser, também, instrumentos de paz, não retribuindo o mal com o mal, não revidando a ofensa, não fazendo justiça com nossas próprias mãos. Oremos pelas autoridades constituídas por Deus e lembremos que a vingança e o juízo pertencem ao Senhor.

4. Desamor e materialismo exacerbado - Muitos têm esfriado em seu amor, tornando-se egoístas e amantes de si mesmo. Por isso, deixando de ajudar o próximo – que está cada vez mais longe, empurrado pelas cercas elétricas e muros elevados – os homens de hoje, frutos do nefasto capitalismo, são materialistas ao extremo, ajuntando tesouros na terra e acumulando bens de toda a espécie, enquanto aumenta a miséria, a fome e a doença em diversos lugares do mundo.
O que devemos fazer? Qual deve ser a nossa atitude? Devemos praticar os ensinamentos de Jesus e, como muito amor, dar pão ao que tem fome, água ao que tem sede, remédio ao que está doente, calçados para quem está descalço, roupas para quem está sem o que vestir, ou seja, compartilhar e não ajuntar, dar e não reter, dividir e não subtrair. Devemos lembrar que o padrão do mundo e sua ética distorcida não servem para nós.

5. Falsa Espiritualidade e Proliferação do Ocultismo - Neste início de terceiro milênio muitos não acreditam em nada, e outros tantos crêem em qualquer coisa, por mais estranha que seja. Os objetos de adoração podem vir do reino espiritual, humano, mineral , vegetal, terreno ou extra-terreno, sólidos, líquidos, gasosos, aqüosos ou em estado indefinido. É a era do panteísmo – tudo é Deus e Deus é tudo – Deus é igual a mim e eu sou igual a Deus. Ou melhor, para quê Deus, se a bruxaria pode fazer de mim um grande feiticeiro como Harry Porter? É difícil diferenciar o verdadeiro do falso, o místico e mágico daquilo que é Dom espiritual. Muitos pregadores se confundem com palestrantes da auto-ajuda, outros se parecem mais com aqueles advinhadores de circo, iludindo o povo com mentiras bem elaboradas ou bem maquiadas em falsas profecias.
 
Para superar este desafio, precisamos de uma genuína FÉ e um verdadeiro discernimento, que só Deus pode dar. Precisamos voltar ao altar do Senhor e adorar o Deus invisível, que não precisa de pedras de toque, de cristais, de mantras, simpatias ou mandingas. Precisamos reler e refletir o livro do Apocalipse, onde vemos o final da história humana e o resultado da grande batalha final: - O Senhor Jesus triunfante com os santos na Nova Jerusalém; do outro lado, jogados no lago de fogo e enxofre, a besta, o falso profeta, o anticristo e todos aqueles que os seguiram.
 
Recordemos as palavras do Profeta Jeremias, no livro de Lm. 3,40: “ Esquadrinhemos os nossos caminhos, experimentemo-los, e voltemos para o Senhor". 
 

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