sexta-feira, 10 de agosto de 2012

As muitas invenções do homem

“Vede, isto tão somente achei: que Deus fez ao homem reto, mas eles buscaram muitas invenções” (Ecl. 7,29).

A principal prova de amor que Deus deu ao homem foi esta: este, não existia, e Deus o fez!
E mais, foi condicionado ao paraíso, saindo das mãos do Criador em verdadeira paz, justiça e santidade. Foram os mais belos anos de sua vida! (O fato de pertencer à outra cidade, não o isenta de suas obrigações e responsabilidades aqui na terra).

 Hecatombe!

 Deixou de olhar para seu criador e voltou os olhos para as criaturas. Quanto mais olhava para as criaturas, menos homem ficava e perdia de vista seu preservador! Não demorou muito para que sujasse as mãos e desviasse dos planos divinos. Distanciou-se da Luz e caminhou em direção à escuridão, até perder-se. A terra estrangeira não tem para nós senão plantas bravas e espinhos_, mas não é esta a parte que nos deu o Pai?

Então o homem caiu, de esfera em esfera, andando atrás de inventos mentirosos, que nada são do que astúcia, manha, engano, invencionice e ardis do inimigo. Problemas, confusões, apertos, “rolos”, brenhas, emaranhados da vida. Apenas ilusão, vaidade, criação ou sugestão de uma suposta realidade. (Sua penúria é fruto de sua imprevidência). “Infeliz de mim, que sou tantas vezes expulso de mim mesmo por devaneios estúpidos, preocupações, cóleras e pesares! Por que passo a maior parte de meus dias numa espécie de sonambulismo estranho, sem que meus gestos sejam verdadeiramente meus, e sem que minhas conversas contenham mais que palavras?”

Esquecendo que só Deus é real; que só Deus é verdade; que só em Deus encontra a verdadeira Luz que o ilumina neste mundo de sombras e trevas, anda às cegas, às apalpadelas, como que esbarrando pelos muros, buscando aquilo que lhe falta para sua completa felicidade. “E apalparás ao meio-dia, como o cego apalpa na escuridão, e não prosperarás nos teus caminhos; porém somente serás oprimido e roubado todos os dias, e não haverá quem te salve” (Dt. 28,29).

 É por falta de visão do Paraíso que o homem se prende e se envolve com as invenções da terra, e até do mundo. Tudo é nuvem que se esvai, vento que passa.

 Pois! Em vão!

Quanto é amargo não poder responder imediatamente ao chamado de Deus. A tua malícia te castigará e as tuas apostasias te repreenderão: sabe, pois, e vê, que mau e quão amargo é deixares ao Senhor, teu Deus, e não teres o meu temor contigo, diz o Senhor JEOVÁ dos Exércitos” (Jr. 2,19).

Começou a andar por caminhos acidentados e a tropeçar em pedras! Quis caminhar para o futuro, andando para trás. “Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos, mas andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado; andaram para trás e não para diante” (Jr. 7,24).

Também foi esse o plano de salvação divino: buscar e salvar aquele que se encontrava perdido. “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc. 19,10). Só em Cristo, ele encontra o caminho, a verdadeira paz, a vida e a santidade. E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes, nem para a direita nem para a esquerda” (Is. 30,21). Dizem as Sagradas Escrituras: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb. 12,14). “Disse-lhes Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo. 14,6).



Pb. Maurício

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