domingo, 5 de fevereiro de 2012

Volta, Oh Sulamita!


“O Senhor Deus, pois, o lançou fora do Jardim do Éden, para lavrar a terra, de que fora tomado” (Gn. 3,23).

 “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por Mim”. (Jo. 14,6)


Tudo reporta ao Paraíso, no Jardim do Éden. Foi onde tudo começou. Nesse dia, o relacionamento do homem com Deus ficou cortado. O homem ficou de mal com seu Deus. Quanta pretensão! Santa soberba!

Nesse dia, Deus disse: “_Volta, volta, oh Sulamita, volta, volta para que nós te consideremos!” Porque o homem foi condicionado ao Paraíso.

A vida no Jardim do Éden era como a vida no céu. Tudo era perfeito e, se Adão Eva tivessem obedecido a Deus, eles poderiam ter vivido ali para sempre. Mas, após desobedecerem, Adão e Eva não mais mereceram o Paraíso, e Deus os mandou partir. Se continuassem a viver no Jardim e a comer da Árvore da Vida, viveriam para sempre, mas seu estado de pecado significaria a tentativa de esconder-se de Deus por toda a eternidade. Assim como Adão e Eva, todos nós pecamos e fomos separados da comunhão com Deus. Ficamos de mal com Deus. No entanto, não precisamos ficar separados. Deus está preparando uma nova terra que será um Paraíso eterno para o seu povo.

Mas, a partir desse dia, o homem perdeu a comunhão com o seu próprio Criador. Esqueceu a sua origem. De onde veio. Não quis lembrar-se de seu Deus. Que afronta! Que maldade ele provocou em si mesmo. Sim, a maior desgraça que o homem pode fazer, é quando ele dá as costas para seu Deus! Porque quando peca, está praticando violência contra sua própria alma.

Deus, não. Ele é imune ao pecado. Erra aquele que pensa que o pecado pode afetar a Deus. Não! Jamais! O pecado, não é kriptonita, como o filme do super-homem, quando tirava toda a sua força, deixando-o à mercê das fraquezas. Deus não se deixa corromper!

O homem quando dá as costas ao seu Criador, acarreta para si toda sorte de males e violências. Um rio de calamidades corre em suas margens, deixando-o submerso às águas tempestuosas da maldade. Espinhos, cardos e abrolhos formam o leito desse rio. Submerso nas trevas! Sua penúria é fruto de sua imprevidência.

Adão amou-se a si mesmo muito mal e se perdeu. Amou-se a si mesmo, desordenadamente.  Faltou com respeito e com amor à sua própria pessoa e ao seu Criador. Feriu e magoou sua própria dignidade. Tirou sua honra. Qual era a sua honra? Ser feito à imagem e semelhança do Criador. Ser modelado e criado pelas mãos divinas.

Foi assim que adão e Eva quebraram o relacionamento com Deus: convenceram-se de que seu caminho era melhor que o de Deus; ficaram acanhados e se esconderam; tentaram arrumar desculpas e defender a si mesmos.

Como a princípio, quando Deus amou o homem de tal maneira que o trouxe à existência quando não existia e Ele o fez, no calvário iniciou um novo relacionamento com ele por meio da morte de seu Filho, baseado no perdão. E, para construir esse relacionamento perdido, é necessário inverter aqueles passos: abandonar as desculpas e autodefesas; parar de tentar se esconder de Deus e se convencer de que os caminhos de Deus são melhores que os seus.

Nesta mensagem, quero tão somente anunciar aos leitores que Cristo está chegando e falar do caminho que conduz a Ele. Quero proclamar a necessidade de um arrependimento verdadeiro, identificar tudo aquilo que desagrada a Deus, e a mudança de conduta, para desta forma, estar pronto para receber o perdão e escapar do julgamento divino. Nossa tarefa é a de apontar para Jesus, por meio de nossa vida, preparando-nos também para sua chegada. Uma atitude de arrependimento e de mudança de vida, juntamente com a fé no Filho de Deus, resulta em perdão, em um novo relacionamento com Deus e em vida eterna com Ele.



Pb. Maurício

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