quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Quem creu em nossa pregação?

Subir no púlpito para pregar a mensagem da noite, não é tão fácil, como parece ser. E para quem acha que é difícil, digo que é mais difícil ainda do que se imagina. Quando recebemos a oportunidade de estar frente à igreja, não é como receber uma oportunidade para ministrar uma palestra ao público, nem mesmo dar aula aos alunos, mas o nosso publico passa a ser ALMAS. E quando subimos ao altar, e contemplamos toda aquela multidão, o Espírito Santo passa para nós a responsabilidade de cada alma na noite presente. Se você é um pregador da palavra sabe bem o que estou falando: sentimos o peso que cada alma posta diante de nós.
Tantas vezes, preparei uma mensagem belíssima para “impactar” e transformar os corações, e a mensagem fluiu bem, mas quando desci do altar, senti uma tristeza muito grande e fiquei a questionar o Espírito Santo: “Será que esta mensagem realmente transformou os corações?” Será que ouviram, aceitaram e vão praticar o que foi pregado a partir de então? Ah, será que conseguí dar todos os nutrientes para a alma, ou faltou alguma vitamina necessária?
E ainda: Ah Senhor, não permitas que alguém tenha saído dali, sem receber no coração a tua palavra. Pois, se não, o que valeu os meus esforços, os meus prantos em favor delas, se alguém ali não creu na sua verdade?
É uma verdadeira luta no pensamento, bastante choro e súplicas para que o Espírito Santo tome a minha voz e transmita a sua palavra, e para que ninguém saia sem ser abençoado e incendiado pela gloria de Deus. Mas a questão maior é se as almas aceitaram a verdade pregada. Como disse o profeta Isaías: Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? – Isaías 53:1. Por mais que ele transmitia a verdade, ainda tinha dúvida se as pessoas haviam recebido aquela porção espiritual.
Um pregador de verdade sabe que é responsável pelo seu rebanho, chora para que a salvação alcance a todos, sem acepção de ninguém. Outra questão que nos aflige, é sentir fortemente o fogo do Espírito Santo, a ponto de estarmos falando, e se segurando para não cair ao chão, tamanha a Glória sobre nós, e perceber que a maioria das almas, estão tão frias... Ah, não dá pra resistir e aceitar isso. A nossa vontade é fazer com que o mundo, a igreja, sinta aquele fogo que estamos sentindo. Nas minhas pregações, muitas vezes vejo olhares tão frios a me olhar, quando eu estou ali quase explodindo da Glória de Deus... Choro, tremo, gemo e suplico quando termino a pregação: Ah Meu Jesus, não permitas que os teus filhinhos não sinta a gloria do Senhor a mim revelada, não quero ficar diante deles com esta gloria, e eles sem a receber...
Para que um professor dê aula, basta ter diplomas, e provar seus conhecimentos teóricos, mas um pregador, além dos conhecimentos teóricos, deve ter a experiência, e mais: O Espírito Santo.
Minha oração antes de subir ao altar, e sei que é a mesma dos demais pregadores cristãos, pois é o mesmo Espírito que nos move:
“Senhor, não permitas de forma alguma, que eu suba ao altar, que eu esteja diante do teu povo, sem que o teu Espírito fale através de mim. Esta obra, não foi criação minha, este povo, estas vidas, essas almas, não são autoria minha, então Tu que és o autor, e o criador de tudo isso, desça sobre mim e derrame a tua Gloria”...
. “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” I Co. 2:4,5
 

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