quinta-feira, 28 de julho de 2011

As Lições da Oliveira

 

As árvores são um dom precioso do Senhor. Nos providenciam não somente oxigênio, mas, também comida, madeira, papel, combustível e sombra. Na sua grande variedade providenciam beleza natural para os nossos olhos. Algumas espécies de árvores são conhecidas por suas qualidades especiais: a grande cerejeira é conhecida por sua força e durabilidade; O pinheiro traz um calmo sussurro com o soprar do vento em seus galhos. O salgueiro (chorão) exibe seus galhos que balançam com a brisa que sopra, pendendo geralmente sobre um lago tranqüilo.

A importância da Oliveira

Uma das árvores mais impressionantes da terra é a oliveira. A maioria de nós não estamos familiarizados com as oliveiras porque elas não crescem onde moramos. Entretanto, na terra da Bíblia, foi e ainda é a árvore mais importante de todas as árvores por ser uma fonte de alimento, luz, higiene e cura.

Quando vim a Israel pela primeira vez, fiquei fascinado pelas oliveiras rodeando as montanhas na Galiléia, Judéia e Samaria. São lindas! Com seus troncos torcidos e velhos, e com suas folhas sempre verdes. Olhando para elas, sentimos que têm um caráter e graça que as separam das outras árvores. Como outros símbolos em Israel, as características da oliveira foram usadas pelos escritores da Bíblia para que nos ensinassem mais sobre Deus, Israel e nossa relação com ambos.

As oliveiras, seus frutos, e o óleo do seu fruto sempre tiveram um papel importante na vida cotidiana de Israel. Por quase 8.000 anos, azeitonas têm sido um alimento básico do Mediterrâneo e o azeite tem sido usado para cozinhar, para iluminar e como combustível: "Ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveiras, batido para o candeeiro, para manter a lâmpada acesa continuamente. ", Êx. 27:20; "Ordena aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de olivas batidas, para o candelabro, a fim de alimentar as lâmpadas continuamente.", Lv. 24:2; para medicar, e para ser óleo de unção em cerimônias religiosas: "... e de acássia quinhentos siclos, segundo o siclo do santuário, e de azeite de oliveira um him. Disto farás o óleo sagrado para a unção, um perfume composto segundo a arte do perfumista. Este será o óleo sagrado da unção." Êx 30:24-25. No tempo da conquista romana da Judéia, a azeitona era um dos itens mais básicos de alimentação, também para os pobres.

As oliveiras sempre existiram em grande quantidade por todo Israel, e são conhecidas por sua determinação. Elas crescem praticamente sob quaisquer circunstâncias: nas montanhas ou nos vales, nas pedras ou na terra fértil. Crescem otimamente com grande calor, pouca água e são quase indestrutíveis. Algumas brotam e crescem no meio de uma rede de raízes, que `as vezes têm mais de 2.000 anos, porém, a primeira colheita de uma oliveira se dá no décimo quinto ano de vida. A folha que a pomba trouxe de volta a Noé, em Gn. 8:11, era uma folha de oliveira: "Quando a pomba voltou para ele à tarde, no seu bico havia uma folha verde de oliveira. Assim soube Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra". Tudo se rendera às águas do dilúvio, mas a forte oliveira ainda vivia. Desde os tempos de Júlio César, um dos símbolos universais da Paz tem sido um ramo da oliveira.
O azeite de oliva era tão abundante em Israel que era um dos produtos regularmente exportados. Salomão enviou ao rei de Tiro 4.391.064 litros de azeite de oliva: "e Salomão dava a Hirão vinte mil coros de trigo, para sustento da sua casa, e vinte mil coros de azeite batido. Isso fazia de ano em ano." I Rs. 5:11. Mil anos depois, nos tempos de "Yeshua" (Jesus), o azeite de oliva é mencionado como o único produto de exportação da região de Jerusalém. O Monte das Oliveiras, localizado logo a leste da Cidade Velha de Jerusalém, testemunha a presença da Oliveira ao redor da cidade. Também foi no Jardim do Getsêmani (Gat Shemen, em hebraico - literalmente, o lugar da prensa de azeite) onde "Yehsua" passou muito do seu tempo em Jerusalém com seus discípulos: "Jesus saiu e, como de costume, foi para o Monte das Oliveiras, e os seus discípulos o seguiram." Lc. 22:39.

Lições dos Salmos

A oliveira simboliza, principalmente, a fidelidade e a determinação. O Salmo 52:8 nos diz: "Eu, porém, sou como uma Oliveira que floresce na casa de Deus; confio no constante amor de Deus para sempre e eternamente."

Independente das condições: quente, seco, frio, úmido, rochoso ou arenoso, a oliveira viverá e produzirá fruto. Diz-se que, não é possível matar uma oliveira. Ainda que cortada e queimada, novos ramos emergirão da raiz. Estes versículos nos lembram que independente das situações da vida, devemos perseverar como a oliveira na presença de Deus. O Salmo 128:3 diz: "A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa."

A analogia de seus filhos sendo "como plantas da oliveira à roda da tua mesa" diria ao leitor antigo da Bíblia que seus descendentes seriam abundantes, fortes e fiéis aos pais. Quando tiver chance, observe que quase toda oliveira tem até dez ou mais mudas brotando da raiz, em volta da árvore. Salmo 128:3 é uma promessa de consolo e fidelidade do Senhor!

A Oliveira, Israel e a igreja

O uso mais forte da imagem da oliveira na Bíblia está em Romanos 11, onde Paulo explica a relação entre Israel (o povo judeu e a antiga e contínua aliança de Deus) e a Igreja. Na verdade, os capítulos de 9-11 do livro de Romanos, inteiros, são focalizados neste assunto e culminam com a imagem da oliveira. (Por favor, reserve um tempo para ler esta passagem). Paulo nos diz que a oliveira representa Israel na mais pura expressão de fidelidade e perseverança - ambas relacionadas ao compromisso de Deus com as Suas alianças e as Suas promessas feitas ao Seu povo, e o compromisso e alianças do povo para com Ele. Aqueles que se desviaram desta relação foram cortados. Os cristãos são apenas os ramos bravos enxertados no meio dos ramos naturais "...feito participante da raiz e da seiva da oliveira,...", que Deus estabeleceu (Rm. 11:17).

É evidente nas Escrituras, como também na natureza, que a raiz sustenta os ramos, e não ao contrário (Rm.11:18). Portanto, não há lugar para orgulho ou a idéia de que nós, cristãos, substituímos Israel (o povo Judeu), ou que Deus rejeitou Sua própria Palavra das Escrituras Hebraicas (Antigo Testamento). Não há lugar para arrogância ou soberba, como a Igreja tem a tendência de fazer, sendo que ambos os ramos, os naturais e os enxertados, permanecem somente pela fé (Rm 11:18-21). Ao invés disso, deveria existir somente temor a Deus (Rm.11:20) e gratidão pelas grandes misericórdias do Senhor para conosco (Rm.11:33-36), como também uma atitude de amor e misericórdia para com o povo judeu que são amados por causa da consideração pelos seus pais. Afinal de contas, é através de Israel, o povo da aliança, que Deus nos deu tudo que nós, cristãos, valorizamos espiritualmente! Há apenas uma árvore, não duas, e nós, "ramos bravos," temos o privilégio de beber, depois de salvos, da árvore plantada e estabelecida.

Historicamente, a igreja não tem honrado estes versículos. Não somente se ensoberbeceu contra o povo judeu (ramos naturais), bem como os perseguiu até a morte.

Muitas vezes, faltou `a Igreja entendimento básico sobre as nossas raízes hebraicas. E não tem sido reconhecido que não podemos compreender quem na realidade somos, sem reconhecer estas raízes. Como resultado, a Igreja histórica tem, infelizmente, praticado atos horríveis contra os "ramos naturais" (o povo judeu) durante as Cruzadas, a Inquisição, os "Pogroms" (perseguição russa aos judeus), e até na formulação dos ensinos que se tornaram a justificação religiosa para a solução final de Hitler para o chamado "problema dos Judeus" no holocausto. Ao invés de misericórdia, mostramos desprezo.

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