quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Bíblia, um alimento saboroso


Uma das dificuldades que enfrentamos na alimentação é conseguir alimentos saudáveis e ao mesmo tempo saborosos. Nem sempre é fácil unir nutrição com sabor. Geralmente os alimentos nutritivos não são gostosos, e a comida que achamos agradável ao paladar normalmente faz mal ou engorda. Este problema também ocorre na alimentação da alma. Nem sempre o atrativo é saudável ao coração. Quantas vezes enchemos nosso espírito com o que gostamos, mas ficamos fracos e doentes porque aquele alimento não era salutar. Teremos uma tristeza eterna, se o que comemos para a alma não nos alimentou para o céu.
Este problema não ocorre para aqueles que alimentam sua alma com a Bíblia. Eles têm tanto um alimento nutritivo como saboroso.
Um dos alimentos considerados mais agradáveis ao paladar na época em que a Bíblia foi escrita era o mel. Tanto é que, para descrever a terra de Canaã como uma terra farta é agradável era usada a expressão “terra que mana leite e mel (Ex 3.8, e mais 16 vezes). O mel era considerado um dos produtos mais preciosos da terra (Gn 43.11; Jr 41.8), pois como não havia açúcar, ele era o principal adoçante. Por isso era dado como presente (2 Sm 17.29; 1 Rs 14.3), e tido como equivalente ao melhor trigo (Sl 81.16; Ez 16.13).
Claramente é afirmado que o mel é um alimento saudável e gostoso (Pv 24.13). O mel, além de saboroso e valioso, era nutritivo. Uma vez, Jonâtas, filho do rei Saul e comandante do exército de Israel, estava já a desfalecer na guerra, quando tomou mel e comeu , diz que seus olhos brilharam, isto é, suas forças foram refeitas (1 Sm 14.27,29).
Várias coisas agradáveis eram comparadas ao mel: o maná tinha sabor de bolos de mel (Ex 16.31); as bênçãos de Deus para Israel ( Dt 32.13); o amor conjugal (Ct 4.11; 5.1) palavras agradáveis (Pv 16.24); e a vida quando a terra for restaurada (Is 7.22). A Bíblia também é comparada ao mel. Falando da Palavra de Deus o salmo 19.10 diz: São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos.
Para o salmista a Bíblia era mais doce, mais saborosa, do que o mel, e do que aquilo que escorria dos favos. Para ele, a Palavra de Deus era um deleite, era como deliciar-se com um manjar. Num outro salmo (119.103) é dito Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca. Ele se dirige a Deus falando de quão prazerosa era a Palavra Dele. Muito mais do que um alimento agradável e suave. O termo “doce” significa algo que deixamos escorrer pela garganta para desfrutar mais do seu sabor.
O profeta Ezequiel também testemunha a mesma coisa (Ez 3.3) E disse-me: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre, e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Então o comi, e era na minha boca doce como o mel. A palavra que Deus deu para Ezequiel tinha o propósito de nutri-lo, mas também era muito apetitosa em sua boca.
Outro profeta que testemunha o sabor da Palavra de Deus é Jeremias: Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos (Jeremias 15.16). Para ele a Bíblia era alimento que alegra a alma. Semelhante a participar de um banquete onde tanto a boa comida como a boa companhia nos alegra.
O conselho dado em Pv 24.13 e 14 é: Filho meu, saboreia o mel, porque é saudável, e o favo, porque é doce ao teu paladar. Então, sabe que assim é a sabedoria para a tua alma; se a achares, haverá bom futuro, e não será frustrada a tua esperança. A sabedoria é comparada ao mel, que é doce e nutritivo. E esta sabedoria é encontrada na Palavra de Deus. Pois é o testemunho do Senhor que dá sabedoria ao simples (Sl 19.7). O próprio Senhor Jesus Cristo disse que a Sua Palavra produzia vida O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida. (Jo 6.63).
Algumas vezes este alimento doce há de produzir um efeito amargo, corrigindo nossas vidas, e levando-nos a advertir as pessoas sobre o juízo de Deus, como aconteceu com João em Ap 10.9, Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel. A palavra era doce para João, pois lhe trazia o conforto de ver o plano de Deus sendo cumprido, mas seria amarga para aqueles que teriam sobre si o juízo de Deus, por terem rejeitado esta palavra.
Para nutrirmos nossa alma precisamos da Palavra de Deus, ela é a nossa vida (Dt 32.47), não há outro alimento que possa dar vida (Jo 6.68). E é bom saber que este alimento também é doce, é saboroso, podemos degustá-lo com prazer. Mas para que este alimento produza os efeitos é preciso ser comido e apreciado.

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