terça-feira, 15 de março de 2011

Crente estufa

"Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo"(1Pe. 2,5).

As estufas são frequentemente vistas como estruturas românticas. Originalmente propriedades exclusivas dos ricos e bem nascidos, as estufas eram construídas nos tempos romanos para o cultivo de frutas e vegetais. Embora as estufas pareçam estruturas simples, elas possuem algo a mais que os olhos não veem. Estrutura confiável, cobertura, piso e ventilação são todos necessários para uma operação básica. Para sustentar o ambiente, um sistema de aquecimento e alguns processos automatizados, como irrigação por abastecimento de água dedicado, também podem ser necessários.
Assim vivem muitos crentes nos dias atuais em suas igrejas. Só conseguem se reproduzir e crescer em ambientes fechados. Ali dentro das quatro paredes, também o ambiente passa a ser muito romântico. Lembremo-nos do apóstolo Pedro no Monte da Transfiguração, após a visão de Jesus glorificado: "Mestre, como é bom estarmos aqui!..." É tão bom estar no cimo do monte onde tudo é luz, onde tudo é glorioso; contudo, devemos lembrar que no sopé há os necessitados, aflitos, sobrecarregados, pobres e enfermos. Crente estufa é aquele que pensa só em si mesmo e não se lembra dos irmãos. É egoísta.
Assim como as estufas existem para o cultivo de plantas, frutas e flores, o crente estufa fica apenas nas quatro paredes da igreja, para receber orações, revelações, profecias, palavra, direção. É como a sanguessuga que só diz: "Dá-me, dá-me!" Vive sugando o pastor, o profeta, a irmã do círculo de oração, o pregador. Ele é aproveitador, que só clama "Venha a nós o vosso Reino" e para o meu irmão, nada. Ele só pensa em si mesmo.
É aquele que vai e fica na igreja somente para buscar o Batismo no Espírito, crescimento espiritual, ser renovado com dons carismáticos, se santificar, esquecendo que ser igreja é sair "para fora", para cumprir o "IDE" de Jesus. Ele não sabe que o mundo, e não a "estufa" é o campo do semeador, do ceifeiro, do trabalhador.
Age como se fosse o cogumelo, que mesmo tendo crescido rápido, da noite para o dia, não é tão forte assim e logo "cai" ao enfrentar a primeira tempestade. Poderá vir um vento forte e por não ter raiz, vigor, força e energia, sofrerá dano e cairá. Pois, que sabe aquele que nunca experimentou? Quem é aquele que nunca passou por provas e desertos? Ora seja, sabemos que o deserto e as tribulações, é a melhor escola e o melhor campo para se crescer espiritualmente fincando raízes profundas, como o carvalho, que não é apenas açoitado pelas tempestades, mas também enrijecido. Ele se torna mais forte à medida que enfrenta as tempestades. É necessário passar por várias lutas e aflições como o mau tempo, calor excessivo, vento forte, tempestades, neve, frio, para que quando virem as lutas souber como vencer a situação e sair vitorioso. O cogumelo cresce rápido, mas não tem consistência para enfrentar as intempéries da vida; Na estufa nunca poderá ser forte, valente, vigoroso, imponente, corajoso. O carvalho, entretanto, enquanto cresce, fortalece-se a tal ponto de tornar-se forte o bastante para enfrentar grandes tempestades.
Crente estufa só fica dentro da igreja e não faz evangelismo; Não sai para fazer missões e não discipula. Só quer edificação pessoal e não vê que o próximo também necessita desse crescimento espiritual.
Crente estufa confia apenas na estrutura da sua igreja. Só ali há segurança e proteção e em nenhuma outra mais. Ele diz: Templo do Senhor, templo do Senhor! Templo do Senhor é este! Pensa que mau algum vai acontecer se estiver ali dentro. Presta seu culto de adoração a Deus e, quando sai, certamente sai da presença de Deus, não O reconhecendo em casa com sua família, na rua, no trabalho, na escola ou em qualquer outro lugar. Ele não cultua a presença de Deus em sua vida cotidiana como faz na igreja. Frequenta belas e bem equipadas igrejas, mas não leva a presença de Deus consigo durante a semana. Estar na Igreja se torna mais importante para ele, do que a essência da fé. Ir à igreja e pertencer a um grupo torna-se mais importante do que ter uma vida transformada para Deus. O crente estufa vê apenas a igreja como santuário. Muitos não se veem como templo do Espírito e usa a carteirinha de membro, a filiação religiosa, o ministério eclesiástico como um esconderijo, pensando que este o protegerá dos males e dos problemas.
Crente estufa não tem comprometimento pessoal com Deus. Frequenta a igreja, participa da santa ceia, ensina na escola dominical, canta no coral, faz parte de um grupo, mas que passam a serem práticas vãs a menos que esteja verdadeiramente comprometido com Deus. Essas atividades são boas não por causa da opinião da igreja, mas pelo desejo de buscar a adorar a Deus.
Caríssimos irmãos, que não seja este o nosso caso. Que possamos olhar para Jesus e encontrar o verdadeiro sentido de ser Igreja!

Evangelista Maurício

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