terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Pentecostes Nosso de Cada Dia

Você já se decepcionou com você mesmo? Essa é a pior forma de desilusão que pode ocorrer com um ser humano. É um beco sem saída que atrofia a volição e impede o desenvolvimento do potencial, trazendo a reboque a síndrome da culpa, que nos leva a beco sem saída. Os psicólogos, acostumados a tratar pessoas com depressão, intitula essa doença da alma de: “demônio do meio dia.” Você não consegue enxergar uma saída em plena luz do sol. A maioria dos seres humanos acaba por caminhar por esse vale escuro. Uma das noites mais escura da vida do apóstolo Pedro, foi quando ele negou a Cristo no pátio da casa de Caifás. Pedro acabou sofrendo a partir daquela experiência atroz, a síndrome do canto do galo. Seu subconsciente gravou um dos momentos mais decepcionantes de sua vida. Isso porque, ele nunca imaginou que a negação fosse o ponto alto aonde Deus iria começar uma grande obra de reconstrução psicológica e espiritual em sua vida. Todos os apóstolos sofreram a ferroada dolorosa da culpa da negação; isso porque, não foi apenas Judas que traiu Jesus... Todos de certa forma que O seguiam em escala menor, mas que atingia a mesma proporção da negação; como Pedro, ou por omissão como os demais, se sentiam como vermes a se rastejar diante do impasse de sentirem-se culpados da condenação, paixão e morte do Senhor. Três dias e três noites de intenso sofrimento, antes da ressurreição. Sentiam-se culpados. Após a ressurreição de Cristo um alivio na alma de todos... Ele superou a morte, venceu as dores. Um misto de alegria e júbilo, mas ao mesmo tempo um sentimento de decepção se instalara no coração dos apóstolos pelo fracasso da negação , pois não entendiam a plenitude da revelação que aos poucos precisava ser assimilada. No intervalo entre a ressurreição e o pentecostes há um sentimento corrosivo que mutila a alma deles, por não se sentirem aptos para o grande desafio da evangelização mundial, pois se sentem nada... Fracassaram no momento em que deviam estar confiantes na promessa do Senhor.
Jesus tinha dito “Ficai em Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de Poder...” Eles ficaram aguardando num processo doloroso de espera e expectativa. Ficaram confinados em um lugar num processo de isolamento interior onde a dor da culpa latejava em suas almas como uma ferida aberta. Um sentimento misto de frustração e ansiedade se mesclava como um fator decepcionante até aquele momento. Eles fracassaram, desse o nome que quisesse dar a aquela atitude da negação e da omissão desunida. Eles falharam. Esse era o ponto que deflagrara um processo depressivo de culpa. Jesus disse “... Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque se eu não for, o Consolador não virá a vós, mas seu for, enviar-vo-lo-ei.”
"E cumprindo-se o dia de pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. E de repente vem do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo... " (Atos 2:1-4).
A partir desse dia, surge a igreja. Homens e mulheres irão aprender que doravante, Ele, assume o comando. Será o que serão, porque Deus é quem Ele É. O preço foi pago. No momento em que aqueles homens e mulheres se esvaziarem de si mesmos, foram cheios do Poder de Deus. O verdadeiro Poder do pentecostes é a capacitação que Deus dá ao homem para que testemunhe do poder de Sua ressurreição. Eu sou que sou, porque Deus é quem É. Esse poder vem a partir de uma experiência unica .O Espírito vem em línguas de fogo e age de forma coletiva, mas na individualidade de cada um. É uma experiência e tanto... Primeiro; há um esvaziamento, um vácuo. Sem Ele nada, com Ele tudo. Não vale o carisma nem a capacidade humana como fator determinante. Agora à abundante graça de Deus ser quem É. Não é mais o Pedro submergido pela culpa. É o Pedro do Pentecostes, absorvido e submergido no Espírito. Não é mais o Apóstolo da negação, mas o apostolo da afirmação. Não é a negação do pátio, mas sim a afirmação no Sinédrio.
Disse o Pedro da afirmação diante dos escribas:
“E em nenhum outro há salvação porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos”. (Atos 4:12)
Procure-o na experiência, no confinamento do seu mundo interior de desilusões e O encontrará o seu dia de pentecostes, que te fortalecerá e entenderás que o esvaziamento de si será a oportunidade para o preenchimento Dele.

Pr Pedro Almeida

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