domingo, 3 de janeiro de 2010

Os Filhos de Issacar


Em 1 Cr.12, encontramos Davi prestes a ser coroado Rei em Hebrom, “segundo a palavra do Senhor”. A partir do v.24 lemos uma longa lista de clãs e famílias que subiram para a peleja em cumprimento da visão de Deus; entretanto, no v.32 quando se falava sobre “os filhos de Issacar”, o Espírito Santo decidiu imprimir ali duas expressões de impacto sobre aquele clã, quando afirmou que:
“Dos filhos de Issacar, conhecedores da época, para saberem o que Israel devia fazer, duzentos chefes, e todos os seus irmãos sob suas ordens”. A expressão “conhecedores da época” pode ser literalmente traduzida por “estudiosos dos fatos” ou ainda “conhecedores da história e suas implicações”. O texto, portanto, fala sobre homens que eram informados, atualizados, que possuíam percepção do que acontecia ao seu redor.
A Segunda expressão de impacto sobre estes “filhos de Issacar” é justamente “…para saberem o que Israel devia fazer”, ou seja, com “discernimento” sobre que caminho tomar.

Todas as famílias e clãs ali listados, caminhavam juntos com o alvo de coroar a Davi; no entanto, havia entre eles homens que iam além da dinâmica da massa: que estudavam a história, que discutiam sobre as implicações dos fatos, que se atualizava a cada dia, que provavam cada informação e buscavam discernimento do Alto sobre o que fazer. Eles eram estudiosos e também piedosos; acadêmicos, mas orientados pelo Espírito; usavam o intelecto, mas queriam ouvir a voz de Deus.
Nesta virada de milênio a Igreja é confrontada pelo pós modernismo que cultua os resultados e despreza os valores tentando ensinar nossos pastores que “importa crescer – não importa como”; somos desafiados pela filosofia da intolerância social na Igreja que leva-nos a crer que temos sempre mais diferenças do que pontos em comum com o outro grupo o qual, paradoxalmente, segue ao mesmo Senhor que servimos e estará conosco na eternidade; somos ensinados que “o novo é sempre melhor” desencadeando uma corrida pelos ventos de novidades e doutrinas mesmo sabendo que o evangelho é antigo, os profetas viveram na antiguidade e a própria Igreja neotestamentária já conta com 2.000 anos de história.
Vivemos um momento histórico onde precisamos de “filhos de Issacar” em nosso meio. Homens que olhem além do horizonte, que estudem a época e a história ao mesmo tempo em que se submetam a Deus, que usem ao máximo o raciocínio e conhecimento acumulados em nossa teologia mas também busquem ao Senhor com toda a força de suas almas; que vivam no século 21 com sua nova tecnologia e comunicação disponível, mas não abram mão daquele momento em que o Espírito diz “este é o caminho, andai por ele!”

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