quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Nos salgueiros que lá havia


1.Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião.
2.Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos as nossas harpas,
3.pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo: Entoai-nos algum dos cânticos de Sião.
4.Como, porém, haveríamos de entoar o canto do SENHOR em terra estranha?
5.Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita.
6.Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria.
7.Contra os filhos de Edom, lembra-te, SENHOR, do dia de Jerusalém, pois diziam: Arrasai, arrasai-a, até aos fundamentos.
8.Filha da Babilônia, que hás de ser destruída, feliz aquele que te der o pago do mal que nos fizeste.
9.Feliz aquele que pegar teus filhos e esmagá-los contra a pedra.


Durante quatrocentos e trinta anos o povo de Israel foi escravo no Egito. Ali não se realizavam cultos ao Senhor. Quando os israelitas foram libertos, então houve uma festa no meio do povo; Moisés cantou um hino ao Senhor. Miriã e outras mulheres também cantaram, dançaram e tocaram tamborins. O povo de Deus estava livre de Faraó. Quando somos libertos pelo Senhor, o nosso coração se enche de alegria, de tal maneira que transborda em forma de louvor e adoração ao nosso Deus.
O tempo passou e Israel se tornou cativo novamente; foi levado para a Babilônia. Sobre esse período, o salmista escreveu: “Junto aos rios de Babilônia nos assentamos e choramos, lembrando-nos de Sião. Nos salgueiros que havia no meio dela penduramos as nossas harpas, porquanto aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram que nos alegrássemos, dizendo: Cantai-nos um dos cânticos de Sião. Mas, como entoaremos o cântico do Senhor em terra estranha?” (Salmo 137.1-4). O louvor foi interrompido mais uma vez. Quem está cativo, preso nas mãos do Diabo, não louva ao Senhor. Quando pensamos isso, logo nos lembramos dos ímpios, daqueles que não crêem em Deus, mas o texto acima não está se referindo a eles, senão aos próprios servos do Senhor, que caíram nas garras do inimigo novamente.
Isso nos leva a refletir sobre a vigilância que devemos ter para que não sejamos levados para prisões espirituais. Satanás está querendo nos atrair para o seu território. Ele quer nos ter novamente como escravos. Ele nos mostra os “rios da Babilônia”, com suas margens bonitas, os salgueiros com seus ramos balançando ao vento. Pode ser uma paisagem muito atraente. O mundo está cheio de atrativos, mas tudo isso são iscas para apanhar os servos de Deus. De que adianta estar às margens de um rio maravilhoso, mas ter o coração cheio de angústia e um rio de lágrimas no rosto?
O objetivo do inimigo é nos aprisionar, e ele não desiste. Portanto, precisamos vigiar e orar. O Senhor já te libertou uma vez. Não te deixes escravizar novamente. Aquele que se deixa levar para o cativeiro, não tem prazer de entoar cânticos ao Senhor. Então, passa a cantar músicas que expressam suas decepções, suas dores de cotovelo, suas melancolias, etc. Não é esse tipo de música que muita gente canta hoje em dia e faz sucesso nas paradas? Quem está cativo não louva nem adora ao Senhor. Não seria esse o caso daquelas pessoas que, enquanto as outras estão louvando, apenas olham? Enquanto os libertos batem palmas, os cativos colocam as mãos nos bolsos. Enquanto os adoradores levantam as mãos, os cativos se assentam indiferentes. Não serão sintomas de vidas oprimidas, cativas, mesmo dentro das igrejas?
Salgueiro é o nome comum das plantas do Género Salix, Família Salicaceae. O nome de Salix parece proceder do celta e quereria dizer: próximo da água. É um género com centenas de espécies distribuídas em climas temperados e frios. Terão aparecido apenas na Era terciária. Inclui plantas de porte muito diverso desde arbustos e pequenas plantas rastejantes, até árvores de porte considerável. Nos parques e jardins é muito comum o salgueiro chorão (Salix x chrysocoma, Dode), árvore de ramos longos e pendentes que é um híbrido do salgueiro branco (Salix alba, L.), muito comum na Europa, com uma espécie oriental (Salix babylonica, L.). Os salgueiros são das árvores mais características da beira dos rios e dos seus ramos preparam-se os vimes que tanta importância tiveram tradicionalmente na cestaria e na produção de mobiliário artesanal.

Usos e simbolismo

Desde sempre que o seu potencial ornamental tem sido valorizado pelo ser humano. Na China, tem, também, sido cultivado com finalidade de proteger áreas agrícolas, como no deserto do Gobi, onde serve de barreira aos ventos do deserto.
Na China era símbolo da imortalidade porque cresce ainda que seja plantada ao contrário. Ainda hoje, na China, decoram-se as portas das casas com folhas de salgueiro, durante o solstício de verão. Para alcançar a imortalidade os ataúdes cobriam-se de folhas de salgueiro. Ainda hoje, nas cerimónias fúnebres, o ataúde vai acompanhado de um ramo de salgueiro com bandeirinhas penduradas. Chama-se Lieu-tsing, ou bandeira de salgueiro. Os imperadores ofereciam aos seus cortesãos, durante o dia de Changki, ramas de salgueiro e diziam estas palavras: "Levai-as para evitar as miasmas envenenadas ou as pestilências". Atribuiam-lhe, entre outras faculdades, a de curar as chagas (fervendo as folhas na água).
introduzido em diversas áreas em redor do globo é, contudo, uma espécie susceptível de adquirir diversas doenças das plantas, como a antracnose do salgueiro: Marssonina salicicola, especialmente em climas mais húmidos da Europa e América do Norte.
Na mitologia romana o salgueiro era uma árvore consagrada à deusa Juno, e tinha propriedades para deter qualquer hemorragias e evitar o aborto.
Tem sido utilizada, experimentalmente, para recuperar águas poluídas devido à sua capacidade para absorver e transformar poluentes em matéria orgânica.
O salgueiro tem grande importância nos rituais judeus da festa das cabanas (Sukkot). De acordo com a lei bíblica (Lev. 23:40), cada judeu tem que juntar quatro espécies da natureza, amarrá-las juntas e abençoá-las. O salgueiro é uma delas. O salgueiro, de acordo com a lei oral do judaismo, não tem nem cheiro nem gosto e simboliza as pessoas ignorantes e pecadoras do povo de Israel.
Esta árvore simboliza a pureza. O salgueiro não cresce em lugares secos, apenas em sítios húmidos, ao longo das margens dos rios, em lamaçais…o salgueiro bebe o excesso de água do terreno permitindo ao solo respirar. A limpeza do seu carácter, o meio em que vive e a sua tendência para o ar e a luz, fizeram dele um símbolo de pureza.
São árvores de água e ar e o seu signo é lunar. O seu vento é norte, frio e purificador e apesar de necessitarem de luz preferem que esta seja fria. Diz-se que o salgueiro não retém em si mais do que o imprescindível, seja água ou luz, e que inclusive a luz que recebe, devolve-a ao ar quando as suas folhas se voltam e funcionam como espelhos. Esta luz é fria, como se proviesse das estrelas.
No Oriente é um símbolo de imortalidade e ressurreição. Na China, esta árvore estava muito associada a cerimónias fúnebres. Era símbolo de vida eterna e nos rituais, na construção de uma casa, os chineses colocavam-se á porta olhando para o sol, plantavam um ramo de salgueiro e faziam a comida no local para o qual o ramo se inclinava. Também, a constelação que no Ocidente é conhecida como Hidra, no Oriente era uma folha de salgueiro que no céu chinês, aparece nos ensurdeceres da primeira lua de verão, a época das cerimónias fúnebres.
Também para os índios das pradarias era uma árvore sagrada.
Na Grécia encontramos o salgueiro relacionado com as Nove Musas, pois o seu nome Hélice (em grego) deu o nome a Hélicon, a morada das musas. O salgueiro-branco era símbolo de castidade e esterilidade e nas Tesmoforias, as mulheres colocavam ramos de salgueiro estéreis (masculinos) sobre o leito, talvez como afrodisíaco e não tinham relações sexuais uns dias antes e durante as festas. Na mitologia grega, os salgueiros vivem em Averno, a morada de Perséfone e à entrada da gruta de Creta, na qual se criava o filho de Zeus.
Segundo a mitologia europeia o salgueiro é também a árvore das bruxas. Contam as lendas que as bruxas têm preferência por se ocultar sob a forma de Formosas raparigas, nos troncos ocos dos salgueiros, para aparecer depois como gatos resfolegantes e assustar os aldeões.
O salgueiro foi sempre relacionado com o luto, a morte e a melancolia. Este aspecto triste do salgueiro, parece conformar-se na simbologia que tem nos seguintes povos:
Nos povos germânicos, o salgueiro era a árvore dos mortos e dos fantasmas e transportar um ramo de salgueiro era considerado um castigo humilhante.
Na tradição cristã, vemos que Judas se enforcou num salgueiro e por isso, dizem, os troncos dos salgueiros são ocos. Conta-se também que Jesus foi chicoteado com varas de mimbre (salgueiro) antes de ser crucificado e que isto causou tanta pena à árvore que deixou pender os seus ramos, convertendo-se assim no salgueiro-chorão. No norte da Europa, o Domingo de Ramos continua a ser celebrado com ramos de salgueiro em vez de palmas.
A linguagem das flores confirma este aspecto triste do salgueiro: as pessoas que levam folhas de salgueiro indicam que estão sós e abandonadas. Na Grã-bretanha, colocar um ramo de salgueiro num chapéu, indica amor não correspondido. Também se ofereciam ramos de salgueiro como símbolo do fim de um amor.

O salgueiro é uma árvore que pertence à família das SALICACEAS. Há mais de 200 espécies na Europa e devido as suas propriedades curativas, destacamos entre elas a salix alba ou salgueiro-branco. Esta variedade cresce junto aos rios, margens e em geral, em qualquer sítio onde a presença de água seja abundante ou em bosques de clima húmido. Rico em componentes benéficos para o homem, talvez seja mais conhecido pelos seus ácidos de entre os quais destacamos o salicílico, presente nas folhas. Da casca podem-se obter vitaminas, minerais, fibra e ácido ascórbico.
Já na antiguidade, Hipócrates utilizava as folhas de salgueiro para aliviar os problemas relacionados com a dor. Há que não esquecer que a salicina se transforma em ácido salicílico no organismo o qual ajuda a reduzir a sensação de dor; também é importante o facto de que além de servir de analgésico, a salicina tem propriedades anti-inflamatorias. Tudo isto faz com que o salgueiro seja um remédio alternativo à conhecida aspirina, se bem que seja de acção mais lenta.
A casca do tronco pode ser usada para produção de aspirina; é aliás do nome latino do salgueiro, Salix, que deriva o nome do ácido acetilsalicílico. Para além de analgésico, o salgueiro também se pode utilizar para baixar a febre, graças ás propriedades antipiréticas da salicina, e como anticoagulante dado que esta planta torna o sangue mais fluido e ajuda a prevenir certas doenças cardiovasculares, assim como a formação de trombos.
 (Trecho: Wikipedia)

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